Notas iniciais
Assim como todas as outras, essa poesia é minha e plágio é crime.

Meu verão foi-se rápido como qualquer outra brisa quente

Transcorreu abandonando lembranças que sempre vivo novamente

Mas agora, ao cerrar das pálpebras, eu deixei de encontrar meu passado

Perceba, o que vejo a minha frente são seus olhos, meu amado

Minhas feridas estão se cicatrizando como se não existisse dor

É resultado de tua áurea feérica e aconchegante, meu amor

Esqueça cada ferida e lágrima, permita-me dar-te teu sorriso mais rutilante

Entrelace seus dedos aos meus e conceda que eu te leve adiante

A milhas distantes, sinto teu aroma que emana de sua pele lasciva

Afague meu coração, continue a fazer de minha alma uma escultura viva

Que sai lacônica e ansiosa ao teu encontro de madruga, mesmo tão longínqua da tua

Saia de casa a minha procura, vai que me encontras do outro lado da rua?

Os postes estão apagados, a luz está escassa e pálida, mas vejo você flamejar

Não preciso estar ao teu lado, apenas ergo meu rosto para encarar nosso luar

Clichê, mas estamos sob o mesmo céu e quem sabe, imersos no mesmo coração?

Somos nós, feixes de um amor que os quilômetros não impedirão?

As notas ternas e uma calmaria invejável me envolvem ao rumorejo de sua voz

Talvez não ao pé do ouvido, mas perto o suficiente para nós

Em um alento que virou rotina, inúmeras cenas impraticáveis me deixam a mercê

Várias palavras, quimeras e poesias, tanta repetição para tentar traduzir você...

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!