Notas iniciais
OIEEEEEEEEEEEEEE DESCULPA A DEMORA!!!! APROVEITEM O CAP!!

No capítulo anterior...

– Não encosta em mim.

– O que? Jullia!

– Rafael você não é nada meu, não me deve explicações e vai terminar o seu trabalho com aquela puta. Eu vou embora.

Acordei sentindo frio e fome, provavelmente devo estar com febre e esqueci de comer alguma coisa. Toquei em minha testa e bingo! Febre! Era só o que me faltava. Olhei pro relógio que marcava 18:57. Me amaldiçoei por não ter tomado café e nem almoçado. Escuto um barulho vindo do andar de baixo e sugiro que seja o Worthy chegando com aquela puta.

– Chegou agora?

– Não está com raiva? – balancei a cabeça negando – Bom... Eu fui comprar remédios pra você. Sabia que está com 37 graus de febre? Só não te levei pra um hospital por que me mataria depois.

– Bom... Obrigada e... Desculpa.

– Ju, eu vou cuidar de você agora ok? E eu que me desculpo, ultimamente só ando fazendo besteira.

– Tudo bem...

– Vai pro quarto, vou te dar os remédios e depois uma sopa. – fiz uma cara de nojo e pensei no Rafael na cozinha – Eu comprei sopa. Não vou cozinhar

– Me sinto melhor ouvindo isso. Vou pro quarto.

Subi novamente as escadas e deitei, estava me sentindo exausta mesmo dormindo por bastante tempo. Odeio ficar com febre. Fiquei olhando pro teto por alguns minutos até que o Rafael aparece com uma bandeja em mãos.

– Nossa! Não sabia que era tão importante.

– Sim, você é muito importante pra mim. – pra mim, eu realmente não esperava por isso – Fica fofa assim.

– Assim..? Como?

– Corada

– Eu não estava corada!

– Aham... Mas vamos deixar de papo e engula esses comprimidos. – me entregou 3 comprimidos e eu os engoli, tomando água depois. – Agora vou pegar o suco enquanto a sopa esfria um pouco, já volto.

Tudo bem, alguma coisa muito estranha está acontecendo aqui. Definitivamente esse não é o Rafael que conheço. Se fosse umas semanas atrás ele apenas se jogaria no sofá e começaria a assistir Grimm, ignorando minha pré-morte.

Mas ao invés disso, ele está carinhoso, atencioso e cuidadoso... Acho que é a culpa, ele deve se sentir culpado por ter ficado com a puta e agora está assim. Sim, deve ser isso.

– Aqui o suco. Consegue beber? Acho que é melhor pegar canudos. Eu seguro o copo pra você.

– Isso é culpa? Por ter ficado com aquela garota?

– Você está se sentindo culpada? Por ter ficado com o Matheus?

Me calei por um tempo e então respondi: — Worthy...

– Rafael

– Rafael... Não vamos falar sobre isso agora, ok? Por favor...

– Tudo bem... Agora toma a sopa e bebe o suco todo.

– Olha... Eu acho que sopa e suco não são muito parecidos...

– Nós somos?

Ele usou um de seus sorrisos de lado, beijou minha testa e saiu. Por que ele está tão... Amável? Conheço o Rafael e sei que ele não é assim. Tomei toda a sopa e dei alguns goles no suco. Escovei os dentes e levei a bandeja pra cozinha.

– Sabia que eu amo Grimm? Podia ter me chamado. – falei sentando ao lado do Worthy.

– Sabia que você está doente? Podia ficar deitada.

– Eu tenho que assistir.

– Eu tenho que cuidar de você.

– Então cuida.

– Vou fazer isso da melhor forma possível.

– E por que vai fazer isso? Por que fica assim comigo e depois me deixa triste?

– Por que eu me importo com você. E as vezes não penso antes de agir.

– Se importar não é o mesmo que gostar.

– Eu não costumo me importar com ninguém. E no momento você está no topo da lista Ju...

– Fico feliz por saber disso...

– Mas infelizmente não podemos ter tudo que queremos.

– Claro que podemos, é só querer de verdade.

– Então acho que posso ter o que eu quero, pois eu quero muito.

– E o que você quer?

– Beijar você.

“Beijar você”, “beijar você”. Eu ouvi isso mesmo? Ele disse que quer me beijar? Ai meu deus! É brincadeira, claro que é!

– Rafael não tem graça... – levantei e fui em direção a cozinha, mas ele me colocou contra a parede com cada mão apoiada na mesma. Se aproximou mais e sussurrou:

– Eu posso?

Eu abri a boca para responder, mas no mesmo momento meu celular toca. Ficamos nos encarando por um tempo até que ele sai sem falar nada e entra em seu quarto.

– Alô?

– Oi maninha!!! Lembra quando eu disse que iria a um churrasco hoje? Pois é! Era o da sua amiga! Não sabia que ela e o Rodrigo estavam namorando. Você deveria ter ido.

– Eu fui..

– Não te vi por lá.

– Eu voltei cedo...

– Entendo... Bom, enfim, o papai vai dar um jantar pra toda a família, ele quer falar algo importante, não faço ideia do que seja mas você tem que ir.

– Quando?

– Nessa sexta, as 19hr.

– Tudo bem...

– Por favor sem brigas, ok?

Ignorei e desliguei. Subi as escadas e parei na porta do Rafael. Pensei um pouco e decidi bater. 5 segundos depois ele abre com uma cara não muito boa.

– O que quer?

– O que aconteceu?

– Aconteceu que eu fui idiota demais pra falar aquilo, e antes que pergunte, sim eu realmente falei a verdade e...

Interrompendo o que ele tinha a dizer juntei nossos lábios por alguns segundos. Tinha um gosto bom, e eu queria mais que isso. Só um simples selinho não era o bastante. E parece que ele também acha isso.

– Não foi o bastante. – ele disse

Pulei em seus braços e enlacei minhas pernas em seu quadril, o beijando em seguida. No momento em que nossas línguas se tocaram eu senti uma corrente elétrica percorrer meu corpo, isso pode ser comparado ao beijo do Matheus? Nunca!

Ele me colocou sentada na cômoda e beijou meu pescoço, descendo pro meu ombro. Já sentindo falta de seus lábios, puxei sua cabeça pra trás e o beijei novamente, passando a mão pelo seu tórax. Ele me puxou mais, tentando acabar com qualquer espaço entre nós. Mas não tinha, estávamos grudados

O maldito ar tinha que acabar, por mim ficaria assim pra sempre. Paramos o beijo com alguns selinhos e encostamos nossas testas. Quando abri os olhos vi um par de olhos verdes me encarando com um sorriso. Não posso falar nada, acho que eu estava sorrindo tanto que o coringa sentiria inveja de mim.

– Eu não esperava por isso – disse ele ofegante.

– Não era o único que queria.

– Ok... Acho que posso morrer feliz agora.

– Não se atreva a morrer agora.

– Tudo bem, vou continuar vivendo por você.

– Bobo.

– Marrentinha — nos abraçamos e fiz cafuné nele. – desse jeito vou dormir.

– Já jantou?

– Sim...

– Então dorme.

– Não vou dormir em pé e com você em meus braços. Bom... Com você em meus braços não seria nem um pouco desconfortável. Mas dormir em pé é meio difícil.

– Vamos pra cama. – vi um sorriso malicioso se formar em seus lábios e dei um tapa em seu ombro – Dormir. — Ele desfez o sorriso e fez uma cara de quem comeu e não gostou. Me deitou na cama e ficou sentado ao meu lado. – Por que não está deitado?

– Vou cuidar de você.

– Eu já ouvi isso.

– Dorme Ju...

(...)

Tudo bem, o que pode acontecer de tão ruim? É só um jantar comum. Não preciso me preocupar. Afinal, o que poderia ser a tal “surpresa”? Eles vão se casar? Pouco me importo com a vida do meu pai com aquela bruxa. O fato é que eles vão começar a encher meu saco com perguntas idiotas e não estou afim de respondê-las. E se a Katty contou que eu divido o apartamento com o Worthy? Mantenha a calma Jullia.

Depois de me arrumar peguei as chaves do carro e saí do apartamento rumo a minha antiga casa. Onde o Rafael pode estar uma hora dessas? Ah claro, ele foi pra casa do Matheus ¬¬. Bom, acho que somos pelo menos amigos, certo? Ele me trata como uma pessoa normal e aquele “incidente” no quarto dele não se repetiu. E espero que não se repita.

30 minutos depois eu já estava estacionando meu carro em frente ao jardim da mansão Clarck. Saí do carro e comecei a andar sobre a trilha de pedrinhas que me levava até a porta. Toquei a campainha e não demorou muito pra minha querida irmã abrir com um sorriso de orelha a orelha. Tudo bem, ela me superou no quesito “coringa”.

– Oi maninhaaaaaa!!!!

– Oi Katty! – vi um cara alto e musculoso atrás dela e fiquei com uma cara de “o que eu perdi?”

– Esse é meu namorado. Jake, essa é minha irmã Jullia. Jullia, esse é o Jake. Agora vamos a festa! – Ele é bonitinho, mas ela podia arranjar melhor.

Entrei e a primeira coisa que eu vi foram várias pessoas desconhecidas perambulando pela casa, uma delas, meu pai. Fui em sua direção rezando pra que ele não me apresentasse essas pessoas.

– Oi pai.

– Olá Jullia! Como está morando sozinha? Horrível certo? Eu avisei ma...

– Pai! Estou ótima, ok?

– Certo, agora que você chegou vamos todos jantar. – aumentou seu tom de voz e disse: — Espero que estejam gostando, pois agora vamos todos sentar. Na mesa grande ficam os adultos, as crianças ficam na mesa menor.

Crianças? Acho as outras “crianças” também ficaram encarando meu pai, pois ninguém se moveu e ele desfez o que disse.

– Vamos meus jovens, sentem-se nesta mesa.

Sentei em uma das mesas e todos fizeram o mesmo. Ao meu lado esquerdo sentou um garoto loiro e no direito, uma ruiva. Como todos os outros, ninguém falava nada, provavelmente detestavam esse tipo de coisa.

Começamos o jantar com um prato leve de entrada, salada de folhas com uma coisa pequenininha parecida com pudim, mas não era doce. Como prato principal, tinha de tudo. Realmente, parece que eles pegaram todo tipo de comida, até sushi tinha aqui. E pra sobremesa o meu amável pudim de leite, com um sorvete muito estranho para acompanhar. Depois de toda aquela baboseira meu pai finalmente decidiu anunciar o real motivo daquela festa.

– Bom, acredito que todos estejam curiosos pra saber por que os chamei aqui. Não foi somente para matar as saudades, mas tenho uma notícia que queria compartilhar com vocês. Principalmente com minhas filhas Kattrina e Jullia. Enfim... Espero que não sintam ciúmes meninas, vou continuar amando-as. Como todos sabem, eu estou reconstruindo minha família, e nada melhor que um novo membro para completa-la certo? – Não pode ser... Ele não está falando sério... – Eu e a minha querida esposa vamos ter um filho!

Não, não, não! Isso não está acontecendo, ele não podia fazer isso! EU não acredito... Fui até a porta e saí da mansão, indo pra área de lazer, onde fica a piscina. Sentei em uma das cadeiras de praia e comecei a chorar. Escuto passos e vejo a ruiva que estava ao meu lado se aproximar.

– Oi, você é a filha do Sr. Clarck, certo? – a ruiva perguntou

– Sim, Jullia Clarck.

– Sabrina Oliver, prazer.

– O prazer é meu.

– Olha, não quero ser chata mas pensa bem... Pode ser uma boa, reconstruir a família era o que seu pai queria. Tem que aceitar.

– Eu só não entendo por que... Ele já esqueceu a minha mãe? Ele não pensou nela?

– Sua mãe está...

– Não. Na verdade não sei... Ela nos abandonou quando eu tinha 2 anos. Eu a odeio por isso, mas ela continua sendo minha mãe, tenho que aceitar.

– Então aceite o fato de que vai ter um irmão ou irmã agora.

– Não dá...

– Olha, eu não sei se isso vai ajudar mas... Eu vejo minha mãe 1 vez por ano. Meu pai só vive viajando e isso acaba complicando minha vida.

– Mora aqui?

– Não, no momento estou em Miami, mas meu pai não para em um lugar só. Então provavelmente ele vai comprar uma casa aqui – deu de ombros

– Entendo...

– E você? Mora aqui?

– Recentemente comprei um apartamento na Cowltner, não aguento viver no mesmo teto que meu pai.

– Soube que os apartamentos de lá são maravilhosos. Ele é espaçoso?

– É um duplex, a maioria tem o tamanho de uma casa média, e realmente são maravilhosos.

– Estava pensando em comprar um apartamento por lá. Se ele for mesmo espaçoso seria ótimo para as minhas festas.

– Sim...

– Então... Namorando?

– No momento eu estou em um relacionamento sério comigo mesma. E você?

– Interessante... Bom, estou meio enrolada, sabe?

– Entendo... Bom, esse jantar foi um tanto cansativo pra mim, preciso ir pra casa.

– Me dá seu telefone? Caso eu resolva mesmo comprar um apartamento na Cowltner.

Entreguei meu cartão pra ela e me despedi. Entrei no carro e dei partida. O tempo foi passando e eu achei que nunca chegaria em casa. Mas depois de 40 minutos eu finalmente chego. Não sei por que a volta sempre demora mais. Assim que entro no apartamento vejo homens. Sim, vários homens no meu apartamento. Se me lembro bem, Rodrigo, Matheus, Erik, Rafael e os outros desconhecidos.

– Oi Jujuba! Esses são Lucas, Peter e Christian. Pessoal essa é a Jujuba, mas só quem pode chamar ela assim sou eu, então se contentem apenas com Jullia.

– Oi / Iae / Beleza? / Hey / Falo – foi isso que disseram enquanto eu ainda processava tudo.

– Oi – Foi o que eu disse.

– Ju, podemos conversar? – Erik perguntou. Eu realmente dei um gelo nele. Precisávamos mesmo de uma conversa.

– Claro Erik.

Vi o Rafael olhar pra mim com um sorriso forçado e me arrependi. Mas realmente preciso conversar com o Erik. Subi as escadas e ele veio atrás. Depois de entrarmos em meu quarto ele se sentou na cama e olhou pra mim.

– Olha... Você sabe muito bem que eu gosto de você Ju... E eu sei que você deve estar apaixonada pelo Rafael. Mas só queria me desculpar por tudo, e pedir pra ser seu amigo. Nada vai dar certo entre agente e não queria continuar como se você fosse obrigada a ficar comigo. O Rafael me contou que você não ficou na festa do Rodrigo por que estava doente. Ele ficou bastante preocupado, e eu tenho quase certeza que ele também está apaixonado por você. Além do mais, eu vou pra Itália amanhã. Vou sentir sua falta – me abraçou — Então é isso... Me desculpa. E vocês podem sair na porta.

Ele se levantou e os meninos estavam lá ouvindo tudo. Inclusive o Rafael. Eu fiquei sem fala. Não sabia o que pensar, nem o que dizer. Até que o Matheus foi o primeiro a se pronunciar e ir embora, levando os outros também.

– Rafael eu...

– É verdade o que ele falou Ju? Tá apaixonada por mim?

Notas finais
A fic é movida a reviews! Então comentem!