Meu Amável Vizinho

25 Proposta irrecusável.


Notas iniciais
Olá! Queria agradecer pelos lindos reviews, e principalmente a uma leitora fantasma que não é mais fantasma!! SIGAM O EXEMPLO DELA!

No capítulo anterior...

— Jullia... A garota é você, não é a Kemilly, nunca foi. Eu só precisava tirar você da minha cabeça. Mas quanto mais eu tentava, menos eu conseguia. Eu só... queria que as coisas voltassem ao normal. Queria te abraçar e assistir todos os episódios de Grimm, queria comer lasanha com você. Queria te levar a uma pista de skate e te ensinar a ficar em pé sem minha ajuda. Queria... te fazer feliz. Eu só... quero uma chance. Só quero tentar melhorar. Eu queria voltar a ser o Rafael de antes, mas você me mudou completamente... eu estou acostumado a fazer as garotas se apaixonarem por mim. Mas dessa vez foi ao contrário. Você me fez ficar apaixonado por você.

— Rafael, eu não esperava por isso, quer dizer, eu nem sei o que... – Não tive tempo de terminar minha frase, pois alguém me interrompeu.

— Anna? — Virei rapidamente minha cabeça para o lado onde ouvi alguém me chamar.

Ah não! Johnnathan não! O que vou fazer agora? Como raios eu vou explicar para o Rafael que o Johnnathan é o cara no qual eu achei estar morto. E para piorar, lá vem a Bianca com seu suposto namorado que ainda não sei o nome. Oh céus! Eu mereço!

— Ju, quem é ele? — Rafael perguntou, sem tirar os olhos do John.

— Johnnathan Morgan. — Johnnathan respondeu antes que eu pronunciasse algo. — Ex. namorado da Anna.

— Jullia você disse que seu último namorado tinha morrido. — Rafael observou. — Quem é ele? E essa pergunta foi para a Jullia. – Disse encarando John.

— Sem querer me meter, mas já me metendo... — Bianca se pronunciou. — Melhor vocês — Apontou para mim e para o Rafael. — irem para casa e resolverem isso.

— Rafael, vai para casa e lá nós conversamos. — Eu disse, de cabeça baixa. — Vamos Johnnathan.

— Não acredito que fez isso Jullia. — Rafael disse. — Esperava isso de qualquer pessoa, menos você.

Saiu da sala com o violão e foi para sei lá onde. Bianca veio até mim e pediu desculpas por não conseguir segurar o Johnnathan, enquanto o mesmo falava algo com o garoto que está com a Bia. Cujo mesmo, descobri que é apenas um amigo e não ficante ou namorado dela.

Depois que ela saiu, arrastando o garoto, fiquei encarando o Johnnathan, que apenas me olhava como se estivesse com medo de qualquer reação minha.

— Pode me dizer por que fez aquilo? — Perguntei, irritada. — Você mesmo disse que ninguém podia te ver!

— Você estava demorando demais, o que queria que eu fizesse? — Perguntou relaxado. — E eu não disse que ninguém podia me ver, foi você quem supôs isso.

— Escuta... Você tem muito que me explicar... Tudo o que você me falou antes, não chegou nem perto de ser o suficiente, eu ainda tenho muitas perguntas e você me deve muitas respostas.

— Vamos para minha casa. — Sugeriu. — A Avery saiu com a Kayla e provavelmente só vai voltar amanhã.

— Não. — Quase gritei. — Nós vamos conversar sim, mas não agora, eu preciso ir atrás do Rafael, no momento ele está valendo mais a pena do que você!

Cuspi as palavras, sem me importar em estar o magoando ou não, ele já me magoou demais para eu sentir pena.

Finalmente peguei minha bolsa e saí da sala, deixando-o sozinho, encarando o nada. Pode ser que mais tarde eu fique com a consciência pesada e acabe me desculpando, mas não agora, agora a única coisa que quero é encontrar o Worthy.

Entrei em meu carro e fui rumo ao apartamento, onde provavelmente ele está.

Meu celular tocou e rapidamente o peguei, rezando para que seja alguma mensagem do Worthy... Mas não era... Era Poison Girl.

Sentiu saudades? Sei que sim. Eu também estava com saudades.
Você está muito arrogante, sabia? O Johnnathan saiu abalado daquela sala.
Mas ele não deveria ter estragado o momento romântico entre você e o Rafael, certo? Ah! Tenho novidades! Criei um site exclusivamente feito para você e seus amigos. Olhe seu e-mail.

— Poison Girl.

E quando eu penso que as coisas já estão ficando normais... Não, na verdade nunca pensei que estaria tudo normal, não agora... Poison Girl está de volta e eu não faço a mínima ideia de quem seja, e nem quero saber.

Parece que os problemas vêm atrás de mim e não eu que vou atrás deles...

Se fosse para escolher, eu não escolheria me apaixonar pelo Worthy, gostar dele é um problema, um problema sem solução. Ou você arrisca, ou nunca vai saber se está certo ou não.

Mas por outro lado... Pode uma das suas melhores escolhas.

Estacionei meu carro que não sei a marca no estacionamento do condomínio e praticamente corri até entrar no nosso bloco.

Não fui de elevador, preferi ir pelas escadas, chegaria mais rápido.

Assim que passei pelo corredor, vi a porta dourada com uma placa escrita bem-vindo ao inferno nela.

Peguei meu chaveiro e depois de meia hora tentando encontrar a chave certa, abri a porta e entrei no meu apartamento, que estava silencioso.

Estava tudo organizado, ainda bem, porém tudo estava escuro. Joguei minha bolsa no chão e caminhei até a sala-de-estar, mas a única coisa que tinha ali eram almofadas jogadas pelo chão.

Subi as escadas sem fazer barulho, deixando meus sapatos em algum canto da sala. Abri lentamente a porta branca, dando de cara com a escuridão.

Graças a um feixe de luz, consegui ver as costas nuas do Worthy.

Ele estava dormindo... Sua respiração estava lenta e suave, parecia um anjo enquanto dormia, porém, um anjo que estava apenas de roupa íntima e jogado de todo jeito na cama.

Subi na cama e passei uma perna por cada lado de seu corpo, sentando na sua cintura, passei lentamente as mãos por suas costas, fazendo trilhas de sua cintura até sua nuca, ele começou a acordar, lentamente, suspirando.

Inclinei-me um pouco para frente e beijei suas costas, até chegar em sua nuca, onde mordi de leve, acordando-o de vez.

— Jullia... — Sussurrou. — Achei que estava com aquele cara.

— Quer mesmo falar dele? — Perguntei.

— Não. — Respondeu, virando-se para me encarar. — Ainda sente algo por ele? — Perguntou.

— Acabou de dizer que não queria falar dele. — Passei meus dedos pelo seu cabelo macio e liso, enquanto ele me encarava.

— Apenas responda. — Disse. — E quero uma resposta sincera.

Eu sinto algo pelo Johnnathan, eu não posso negar, mas eu não queria magoá-lo ainda mais. Ele pediu uma resposta sincera, mas como vou dar essa resposta sincera sem deixar rastros de que eu gosto do Johnnathan?

Tudo bem, o que me resta é falar a verdade.

— De uma forma ou de outra, você tem apagado os sentimentos que eu tenho pelo Johnnathan, mas isso não quer dizer que eles são inexistentes. — Respondi. — Escuta, o que eu senti pelo Johnnathan, foi forte o suficiente para eu colocar na cabeça que não posso sentir isso por mais ninguém, mas eu sinto algo mais forte ainda por você, mesmo sem antes ter coragem para admitir isso.

— Tudo bem, eu... — Fez menção de se levantar, mas segurei seus pulsos na cama. — Desculpe dizer isso, mas agora não é uma boa hora para ficarmos nesta posição. — Observou.

Agora notei que quando ele se virou, eu acabei me sentando um pouco mais em baixo. E também estava inclinada, segurando seus pulsos, o que torna a situação constrangedora.

Mordi os lábios e me posicionei um pouco mais a frente, deitando em sua barriga e soltando seus pulsos e ficando em uma posição mais favorável, digamos assim.

— Escuta... O que acha de um prato de lasanha agora? — Perguntei. — Se me ajudar posso fazer rápido e podemos assistir alguns episódios de Grimm, se quiser.

Inesperadamente, ele se inclinou em uma velocidade impressionante para frente, me deitando na cama e ficando por cima, beijou o canto da minha boca e saiu de cima de mim, caminhando para fora do quarto escuro.

— Eu vou pegar os materiais! — Gritou quando já estava longe do quarto.

Saí da cama em um pulo, e desci as escadas, indo para a cozinha.

O Worthy já está lá, com uma panela e uma espátula nas mãos, assim que vi aquilo, comecei a gargalhar, chamando atenção da minha cabrita sexy.

Sim, vou chamá-lo de cabrita sexy.

— Do que está rindo Jullia? — Perguntou, indignado.

— Você... — Tentei me controlar. — Não acha que vamos fazer lasanha com uma panela e uma espátula, acha? — Perguntei. — Afinal, você quer lasanha ou brigadeiro?

— Pega você os materiais! — Disse irritado, guardando a panela e jogando a espátula na pia, cruzando os braços e encarando o chão, com uma expressão carrancuda.

— Worthy, não precisa ficar emburrado. — Fiquei a sua frente enlaçando minhas mãos em seu pescoço.

Aos poucos ele foi cedendo e desceu as mãos até minha cintura, puxando-me para mais perto. Como de costume, deslizou suas mãos para dentro da minha blusa e fez um longo caminho pelas minhas costas.

Começou com leves beijos em meu pescoço, clavícula, queixo, até chegar a meus lábios, onde ele sugou de leve e iniciou um beijo.

Como eu estava sentindo a falta daquela boca na minha! Acho que esse é um dos momentos em que eu perco a razão completamente, mas para falar a verdade, mesmo em sã consciência, não me arrependeria de fazer isso.

Aos poucos a velocidade do beijo foi diminuindo, até chegar a alguns selinhos... Mesmo de olhos fechados, sabia que assim como eu, ele estava sorrindo.

— Sabe Jujuba... — Começou. — Acho que vou querer comer outra coisa hoje. — Afundou a cabeça em meu pescoço, suspirando.

— Rafael! — Bati com minha mão em suas costas, enquanto ainda abraçados, rodopiávamos pela cozinha.

— Tudo bem, então vamos preparar logo essa tal lasanha que estou com fome! — Resmungou.

— Tudo bem, senhor mandão. — Disse, saindo de perto dele para procurar a forma de lasanha. — Pega a carne, queijo, mozarela e os outros ingredientes.

— Sim senhora!

Bom, ele não se saiu tão mal na tarefa de pegar os ingredientes, só pegou ketchup no lugar do molho de tomate e creme de amendoim no lugar do molho branco, fora isso, deu para o gasto.

Então, eu, claro, montei a lasanha, deixando-a alta até demais, coloquei a forma no forno, ligando o mesmo e tirando as luvas, lavando minhas mãos.

— Prontinho! — Exclamei. — Agora vou tomar um banho, lembre-se de checar se não está queimando.

— Está falando com o maior chefe de cozinha do mundo! — Se gabou por fazer apenas um mísero esforço colocando queijo no balcão. — Isso foi um convite? — Esboçou um de seus sorrisos nem um pouco angelicais. — Garanto que posso te ajudar no banho eu sei fazer melhor do que checar se uma lasanha está queimando...

— Proposta tentadoramente irrecusável...

Notas finais
O que acharam? Comentem! Só um aviso: Talvez eu demore um pouco para postar, estou editando os capítulos passados. Mas eu até posso postar antes. Depende dos reviews. Se chegar em 20, eu posto. Até agora temos 8! Beijos!! Sweet Of Style :*