Meu Amável Vizinho
12 Inverted Reality
Notas iniciais
No capítulo anterior...
“Jogue o galho a sua esquerda.”
Avistei o galho e rapidamente o peguei, atirando-o no urso em seguida. Corri para perto da muralha que agora tinha portas, mas novamente tropecei. Enganchando minha calça jeans em um arbusto seco e fino. Tentei puxar minha perna, mas apenas consegui o longo corte em minha perna. O urso já estava chegando perto e eu não conseguia sair. Então tudo parou.
Tudo simplesmente tinha congelado. As árvores tinhas parado de balançar, o urso estava em cima de mim com sua boca aberta, mas sem mover um músculo. E os pássaros estavam “flutuando”. Tudo tinha parado. Virei meu corpo para o portão e me arrependi assim que abri o mesmo. A imensidão de luz invadiu meus olhos. Fazendo-me fechá-los de imediato.
– Jullia? – Vi uma grande sombra preta no meio desta luz. Será que eu morri? – Está tão diferente... Tão linda...
Agora eu o vi. Cabelo preto como a noite. Olhos azuis eletrizantes como o mar. – Você...
– Não diga meu nome. É perigoso!
– Como você... Você tinha... Onde eu estou?
– Está a salvo. Comigo, mas não por muito tempo. Eu tenho que te dizer muitas coisas. Tem sonhado frequentemente comigo, certo? – permaneci em silêncio – Ouvi o seu discurso. Também sinto sua falta. E saiba que a amo muito, muito mesmo. Mas não tenho muito tempo. O Rafael está bastante preocupado com você. Vou guiá-lo, ele te encontrará a tempo.
– Como você conhece o Rafael?
– Eu tenho a observado por um longo tempo. Nunca deixei de cuidar de você. Sempre estive prestando atenção em suas escolhas, ações... Eu não devia estar falando com você agora, mas se não o fizesse seus sonhos ficariam mais frequente a ponto de ter alucinações. Não pergunte-me como estou fazendo isso.
– Você está vivo? Mas eu vi você... Você me salvou e... – comecei a chorar – O que está acontecendo? Eu estou ficando louca!
– Não. Rafael, aquele que brilha e cura, tem as respostas. Mas não sabe.
– Aquele que brilha e cura? O que quer dizer?
– Rafael é o nome de um arcanjo. Muito conhecido. O Rafael quer seu bem, se preocupa com você. Confie nele. Dentro de você nasceu um sentimento, só revele-o. Você o ama.
– Não, eu amo você. Eu... – me aproximei dele. – Eu te amo.
– Pare Anna...
– Está me chamando de Anna novamente. Aprendi a retirar essa parte do meu nome quando você se foi...
– Jullianna... Jullia? Não tire parte de seu nome como se fosse parte de sua vida. Isso dói. – acariciou meu cabelo, abraçando-me em seguida – Sabes que o Rafael te espera.
– Onde eu estou? – repeti – O que está acontecendo? Porque a estátua estava lá? Por quê?
– Anna... Precisa voltar... – sussurrou
– NÃO! – gritei – Eu não vou te deixar mais uma vez. Eu preciso saber o que está acontecendo comigo. Como eu posso falar com você? Você não está vivo. Porque a estátua apareceu? De onde o urso veio?
– Por favor... Eu não posso... Quero lhe proteger.
– Não diga que não pode! Chega dessa história de que quer me proteger! Se quiser mesmo, me conte! Preciso saber! Sabe o quanto eu choro quando penso em você? Sabe o que eu daria pra ter você só por 1 segundo? Eu só queria... Queria que aquilo nunca tivesse acontecido, eu... Queria que você estivesse comigo. De verdade. Isso deve ser mais um sonho, certo? Eu vou acordar assim que o Rafael levar mais uma garota a sua cama.
– Anna, meu amor. Não diga isso. Não é um sonho. Eu voltarei a falar com você. Essas garotas são apenas uma forma de cobrir as feridas do Rafael. Não consigo te ver com outra pessoa, mas não consigo te ver sofrendo. Será feliz com ele. Só... Acredite em mim. Eu não posso mudar o que aconteceu. Mas tenha certeza que não deixarei nada acontecer a você. Eu a amo com todas as minhas forças E é esse amor que está me fazendo falar com você novamente.
E me beijou. Como eu sentia falta desses lábios, de seu cheiro, seu carinho, seu amor. Eu o queria mais que tudo. Eu poderia dar minha vida para viver com ele. Queria ter uma última chance. Só mais uma vez. Uma última vez.
– Eu te amo. Muito. Eu vou ficar com você. Eu vou morrer. Vou me jogar na frente de um caminhão, vou me enforcar, vou me jogar de uma ponte, eu...
– Não. Pare. Não faça isso. A única coisa que conseguirá é trazer a dor as pessoas que estão ao seu redor. Eu não permitirei que cometa uma loucura dessas. Não está em seu juízo completo. Prometa. Prometa que não irá se machucar.
– Eu... Eu prometo. Eu só... Não gosta mais de mim? Por isso quer que eu fique com outro?
– Eu a amo Jullianna! Como pode pensar uma coisa dessas depois de tudo? Não sabe o que eu gostaria de te dizer. Mas eu simplesmente não posso. Você vai acordar e eu sumirei.
– Então eu estou sonhando?
– Não. Não é um sonho. Posso dizer que é uma realidade invertida.
– Foi você quem escrever o bilhete? As miniaturas... Eu não entendo...
– Eu escrevi o bilhete. Tentei ser o mais claro possível. Não podia dizer nada mais que aquilo. As miniaturas fazem parte. Mas não fui eu.
– E quem foi? -Caminhamos em direção a um pequeno lago que ficava um tanto longe do “parque”.
– Foi você.
– Do que está falando? Eu...
– Você que imaginou tudo. As miniaturas não existem. Muito menos a muralha e as árvores.
– Então o urso...
– Na verdade você provou demais um pobre urso que vagava pela floresta.
– Um urso no meio de uma floresta?
– Animais perdidos por aí, baby. Nunca aprendeu?
– Quanto tempo tenho até acordar?
– Eu não sei. Depende de você.
– Eu não quero acordar! – Exclamei.
– Se ficar muito agitada, as chances são maiores. E sabe que vai acordar.
– Tudo bem... Eu vou te ver novamente?
– Sim... Me verá em breve.
– Como isso pode acontecer? Digo, você estar aqui. Você está... – Engoli em seco – Como é possível?
– Talvez seja mentira. Como eu disse, baby. É uma realidade invertida. Lembre-se disso. Aliás, não gostei muito da sua ideia de morar sozinha. Agora está em uma escala de perigo maior.
– Estou em perigo?
– Sim... Como antes. Mas quem te protegerá não sou eu. Dessa vez é o...
– Por favor, não diga Rafael. Eu não quero acreditar. Eu não posso. Eu... Estou confusa. Eu não sei em quem acreditar, não sei em quem confiar. Eu não sei quem eu sou.
– Jullianna Flawter Clarck, loira, olhos azuis esverdeados. Corpo escultural, baixa e sem autoestima. Inteligente, forte, carinhosa, manhosa, linda e apaixonante. Ama livros, adora cantar, dança não é muito seu forte. Não gosta de Bad Boys e odeia patricinhas. Tem o costume de usar batom vermelho sangue e odeia pó. Sua cor preferida é roxo, comida preferida, lasanha. Série favorita, Grimm. Tem uma coleção de 1247. Perdão, 1248, esmaltes no baú enfrente a cama. Sua melhor amiga se chama Bianca, seu pai, Harry. Bom... Sua mãe, te abandonou quando tinha apenas 2 anos de idade. Beijou o primeiro garoto com 10 anos, ele se chama Jacke, se não me engano. Se apresentou na frente de mil pessoas com sua maravilhosa voz. Ah, agora a parte boa. Com 14 anos, conheceu um cara super gato, gostoso e modesto. Mais conhecido como eu. E... Bem... Eu te dei um anel. Com as siglas dos nossos nomes. J & J. Coincidência? Ou destino? Nenhum. Bom, eu te mostrei que vale a pena perder alguns minutos de seu tempo para ver o pôr do sol pela primeira vez. E... Bem, eu te amo. E... É isso Anna... Não tenho mais o que falar. – sorriu de lado
– Eu te amo tanto... – o abracei – Está sumindo...
– Você está acordando, baby. Tome cuidado, e não esqueça que eu a amo.
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