Meu Amável Vizinho
18 Eu voltei!!
Notas iniciais
No capítulo anterior...
– Eu vou me arrepender disso.
– O que? – Me olhou sem entender.
– Você é um idiota.
Então o puxei para um beijo. Começando lento, que foi aprofundado por ele. Que me puxou mais, e cada vez mais procurávamos uma forma de nos juntar mais e mais. Eu amava o Johnnathan, mas o que eu sentia pelo Rafael... Era incompreensível. Ele me fazia esquecer tudo. O beijo do Johnnathan era apaixonante, mas era um apaixonante sem paixão. Estranho.... Já o do Rafael... Era quente, viciante, e me fazia ocultar o que eu sinto ou sentia pelo Johnnathan.
– Não faz isso... – Ele disse, se separando de mim lentamente e olhando nos meus olhos – Não faz isso comigo Jullia...
– Rafael...
– Eu gosto de você.... E dói saber que você não sente o mesmo. Então fica longe, por favor...
Posso dizer que eu não dormi depois do acidente e do pequeno incidente no quarto do Rafael. Os pôsteres do David Giuntoli que eu colei no teto do meu quarto me faziam sentir-me pior. Já que quando eu os olhava, lembrava-me vagamente dos acontecimentos no sofá. Com um prato de lasanha e suco de laranja.
Então, eu era a garota? Ele gosta de mim? Mas isso não tinha sentido.... Não.... Tem algo errado.... Preciso esquecer isso. Afinal eu não gosto dele. Eu gosto do Johnnathan. E é para ele que vou ligar agora.
– Jullianna, eu disse que só me ligasse quan...
– O que fez com..... Aquilo?
– Eu já disse que resolvi tudo. Não importa o que eu fiz ou deixei de fazer. O importante é você esquecer.
– Hm.... Tudo, bem então. Desculpa por ligar.... Boa noite Johnnathan.
– Ei, Anna.... Me desculpe, eu estou muito estressado, com muitos problemas, ok? Preciso desligar agora. Boa noite.
Ok, posso dizer que agora estou com raiva? Não. Porque eu não consigo ficar com raiva dele. De maneira alguma. Podemos dizer que eu estou mais vulnerável agora. Me sentindo em um livro de romance.
Como um triângulo amoroso. Eu gosto de duas pessoas e essas duas pessoas gostam de mim. Mas uma delas não pode ficar comigo e a outra ainda não aceitou completamente o fato de que eu gosto dessa outra pessoa. Confuso? Sim, muito. Até para mim.
(...)
Acordei bem tarde para quem costuma acordar às 7h da manhã. Ás 11h eu estaria fazendo o almoço já que não temos empregada. Mentira, a empregada dessa porcaria aqui sou eu! Lavo, passo, cozinho, alimento, etc... Já disse que o Worthy arranjou um cachorro? Yeah! Agora temos um cachorro. O nome dele é Tobby, em homenagem ao velho peixinho que ele tinha na infância.
Ok, e como eu fico nessa história? FO-DI-DA. Quem tem que cuidar do Tobby? O Worthy! Mas o desgraçado solta o cachorro na casa e sai. Me deixando cuidando dele. Eu sofro! Falando em Tobby, acho que vou providenciar uma babá para ele. Sim, esse cachorro está muito folgado.
– JUJUBA!
– O que foi desgraça? — Gritei de volta enquanto terminava de beber meu suco de manga.
– Pode vir aqui no meu quarto por favor?
Fui resmungando até o quarto da cabrita sarnenta e bati três vezes antes de entrar. Assim que entrei, assustei-me quando o Worthy me puxou e jogou-me na cama, me beijando em seguida.
– O que deu em você?
– Saudades.
– Worthy...
– Quando quiser que eu pare, é só falar.
Eu não conseguia falar, eu não queria falar. Eu gostava quando ele fazia isso. Bom, em todas as vezes, eu que começava o beijo. Mas agora...
Puxei-o mais para mim, sem querer soltá-lo. Ele passou a mão por debaixo de minha camisola, acariciando minha barriga e costas, então desceu a mão até minha coxa, subindo novamente para minha barriga e indo à minhas costas. Tirei sua camisa enquanto o mesmo abria os botões da minha camisola, tirando-a em seguida. Então desceu os beijos para o meu pescoço, passando a língua e dando chupões, voltando a minha boca novamente. Tentei tirar sua calça, mas o mesmo me interrompeu, parando com os beijos e me olhando ofegante enquanto jogava minha camisola na minha direção e vestia novamente sua roupa.
– O que foi? – Perguntei após estar devidamente vestida.
– Volto mais tarde.
Assim saiu do quarto, me deixando sozinha em sua cama.
(...)
– Não importa. Eu já disse que você não vai e ponto final.
– Mas...
– Sem mas.
– John... – Fingi estar chorando – Eu só achei que...
– Ok, ok! Tudo bem! Pode ir!
– TE ENCONTRO NO DEVIL MOUNTAIN NATIONAL PARK EM 15 MINUTOS!
– O QUÊ?!
Acontece que o Johnnathan meio que “reuniu” os amigos dele e eu obviamente quero ir. Mas ele não quer me deixar ir porque só tem homem lá. E o foda-se? Como se eu convivesse com meninas. Só a Bia e a garota que conheci no jantar do meu pai – Qual não ligou pra dizer se vai comprar um apartamento ou não -, então nem conta!
E claro que eu já estava pronta! Em 15 minutos não daria tempo nem de escolher uma roupa. Coloquei uma meia calça preta transparente (AVAH), um short preto rasgado, uma blusa branca com detalhes pretos, uma jaqueta vermelha e uma sandália vermelha de salto alto. Coloquei apenas lápis, delineador e rímel nos olhos, abusando do batom. Optei por um vermelho escuro. E usei o meu perfume preferido, porém usado em ocasiões especiais, já que ele é bem forte, doce e dura muuuuito mais.
Depois de conferir o cabelo, que está solto, desci as escadas e fui rumo ao park onde marquei para me encontrar com o Johnnathan.
(...)
– Essa produção toda é para mim? – Me arrepiei quando ele sussurrou no meu ouvido, me abraçando por trás. – Desse jeito desisto dos planos e te levo logo para um motel.
– Deixa de viadagem e vamos logo!
– Como quiser.
Ele foi andando em passos largos (e muito rápidos por sinal), e eu tentava acompanhar com minhas lindas pernas curtas e meu salto quinze.
– Pode ir mais devagar?
– Não.
– Qual é!
Depois de andar por mais alguns minutos que pareceram milênios, chegamos ao local super secreto onde estava o carro.
– Me explica uma coisa.... Por que você sempre deixa o carro a 10 quilômetros de distância do local onde você vai?
– Se eu quisesse chamar atenção, entraria no parque com um carro de som cheio de prostitutas jogando cerveja nas pessoas enquanto gritava e ria ao mesmo tempo.
– Tenho a leve impressão de que já fez isso.
– Talvez.
Então... Ele meio que me levou de volta ao passado. Vou tentar explicar... Antigamente, tínhamos um grupo. Eu, ele, o Christopher (que por acaso amorou comigo antes do John), a Avery, Kayla e o Robert.
A Avery tinha uma queda pelo Robert na época. E ele nunca se tocou. Bom, ela tem o cabelo preto. MUITO preto. E os olhos incrivelmente azuis. Ah esqueci, ela é irmã do Johnnathan. E sim, ela é linda. Ou os pais deles capricharam quando quiseram fazer os dois ou é genética mesmo.
O Robert é moreno dos olhos castanhos, muito lindo. Se não me engano, ele gostava da Kayla que vivia dando fora nele. E ele é um tonto. Digamos que seja o coringa do grupo. Sempre alegrando todo mundo, etc... Talvez seja um dos motivos da Avery gostar dele.
A Kayla é loira (não como eu, o loiro dela é platinado), tem olhos castanhos escuros, muito magra por sinal. Ela não era garota de um homem só. Ela era de todos. Achava o amor uma droga, e sempre disse pra Avery parar de ser idiota e esquecer o Robert. Ela aparenta ser chata no início, mas assim que você a conhece, percebe que ela só não quer se magoar e é uma ótima pessoa.
E pra finalizar, o Christopher. Bom, ele é loiro e tem olhos verdes. Muito gato. Bom, antigamente, ele gostava de mim e muitas vezes brigou com o Johnnathan por isso. Mas no final percebeu que não daríamos certo juntos e desistiu. Não o rejeitei por ser chato ou outra coisa. Apenas somos melhores como amigos e pronto. Ele é super gente boa, sabe o que falar na hora certa e é uma das pessoas mais confiáveis que já conheci.
Mas enfim, nós entramos numa... Caverna (?) e apenas a Kayla, o Robert e a... Sabrina? Estavam lá. Sentados em algumas pedras.
– Pessoal, olha quem eu trouxe novamente. Ah e Ju, essa é a
– Jullianna?! – Gritaram
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