Metrô
2 Motel
Notas iniciais
Então minhas (e meus) pervas de plantão, segurem essa e preparem os lencinhos de papel!!! (para a hemorragia nasal, e não para as lágrimas, espero!) Não é O LEMON ainda, mas é uma amostra gratis... rsrsrs
Boa leitura!
Com dificuldade e entre muitos resmungos irritados dos passageiros, conseguiram chegar até a porta e desembarcar na próxima parada. Naruto nunca havia estado naquela estação, mas percebeu que Sasuke parecia conhecê-la.
— Conhece a área?
— Já morei por aqui. Nem tinha percebido onde estávamos...
Um sorriso nasceu lentamente no rosto do loiro, que perguntou em um tom malicioso:
— Estava tão agradável assim naquele aperto?
— Você nem imagina o quanto... — Respondeu, aproximando-se do loiro e retribuindo o sorriso. — Se você não tivesse a ideia de descer, provavelmente eu teria ido até o final.
— Podemos continuar e ir até o final. — Naruto disse com duplo sentido, também se aproximando mais de Sasuke.
— Para onde iremos?
Por um momento, um pouco de sanidade pareceu tomar a mente de Naruto, afinal, estava com um total desconhecido.
— Estamos nos arriscando. Não sabemos nada um sobre o outro.
— Sei disso. — Sasuke colocou as mãos nos bolsos da calça social e deu de ombros. — Mas hoje, excepcionalmente, estou pouco ligando para a prudência. E então, quer arriscar mais?
Olhavam-se nos olhos, ainda parados no meio da plataforma, com pessoas indo e vindo em torno deles, mas era como se não existisse mais nada além dos dois. Naruto estava louco de vontade de continuar o que haviam começado no metrô, então mandou mais uma coisa à merda naquele momento, dessa vez a cautela, e, sorrindo, jogou a mochila nas costas, enquanto respondia:
— O que é a vida sem riscos, não é mesmo?
Deixaram a estação e andaram um pouco à esmo, conversando e se conhecendo melhor. Descobriram várias coisas em comum, como o gosto musical, idade e descendência, o que surpreendeu muito Sasuke, que perguntou espantado, quando se depararam com um discreto e barato motel:
— Você é descendente de japoneses?
— Hai! — Respondeu Naruto, utilizando um pouco da língua que havia aprendido com sua mãe. — Eu sou praticamente uma cópia do meu pai, mas minha mãe é filha de japoneses. E você? Nasceu no Japão?
— Não, sou nissei*, mas nasci aqui.
Olharam-se uns segundos em silêncio e, num acordo sem palavras, entraram rápida e discretamente no prédio. Acertaram tudo com a atendente, que os olhou com cobiça e leve descrença. Falaram mais um pouco sobre suas famílias enquanto subiam as escadas até o apartamento designado, mas ambos sentiam a tensão aumentando. Era surpreendentemente fácil conversarem, entretanto nunca haviam feito antes o que estavam se propondo, mas nenhum dos dois sentia vontade de recuar, muito pelo contrário. Comparados à tensão, a expectativa e anseio pelo que viria eram muito maiores. Chegaram ao segundo andar e Sasuke caminhou na frente pelo corredor e abriu a porta, segurando-a para que Naruto passasse. Assim que ouviram o baque da porta se fechando, respiraram fundo e se olharam.
Ao mesmo tempo, praticamente se jogaram para cima um do outro e se beijaram. Lábios, línguas e dentes se misturavam de uma maneira deliciosamente descompassada, até que encontraram um ritmo único, que os fazia suspirar em meio ao beijo. As mãos atrevidas de Sasuke já estavam nas nádegas de Naruto, que tinha os dedos de uma mão entrelaçados aos cabelos negros, enquanto a outra se ocupava em tirar a gravata do moreno. Ao, finalmente, conseguir tirar aquela peça incômoda, Naruto foi surpreendido ao ser afastado bruscamente.
Sasuke tinha uma expressão estranha, como se houvesse se lembrado de algo muito embaraçoso, e deixou Naruto ainda mais perplexo quando começou a se movimentar de um lado para o outro freneticamente.
— Naruto, preciso fazer uma coisa. É rápido! Eu já volto!
As últimas palavras quase se perderam junto ao barulho da porta batendo. O moreno havia saído e deixado Naruto completamente espantado, imaginando que a verdade era que ele havia se arrependido e decidido fugir. Pensou que era melhor ir embora e esquecer toda aquela loucura. Ficou alguns minutos paralisado, apenas analisando aquela situação para lá de estranha e quando, finalmente, abaixou-se para pegar a mochila que havia largado no chão quando beijou Sasuke, suspirando pesarosamente, a porta abriu-se subitamente para a passagem deste, que voltou com um pequeno saco branco com letras azuis e vermelhas nas mãos, obviamente de uma drogaria. Ele estava ofegante e parou ao ver que Naruto não havia saído do lugar onde estava antes.
— Você voltou? — Não conseguiu segurar a língua, devido ao susto.
— É claro! E você, nem saiu do lugar?
— Bem, é que eu estava de saída, para falar a verdade... — Disse Naruto, sorrindo sem-graça.
— Você... — Sasuke pareceu murchar. — Se arrependeu... Tudo bem, se quiser, pode ir...
— Não! É claro que não me arrependi! — Apressou-se a esclarecer, pois foi obviamente mal interpretado. — Eu pensei que você houvesse se arrependido e, sei lá, resolvido fugir! Por isso eu ia embora! Do jeito que você saiu...
— Eu só fui até a drogaria... — Ao dizer isso, ficou com o rosto escarlate.
Naruto riu pelo constrangimento de Sasuke e jogou a mochila na cama, antes de se aproximar do outro rapaz e acariciar seu rosto gentilmente.
— Não precisa ficar constrangido por isso, Sasuke. Não somos crianças e sabemos muito bem o motivo de estarmos aqui, não é? Pelo jeito você é bem prevenido. — Fez uma pausa e riu com mais vontade. — Mas poderíamos ter pedido pelo telefone... Estamos em um motel, afinal de contas.
— Nem pensei nisso na hora. Acho que é o nervosismo. — Sasuke sorriu torto e colocou a mão por cima da que acariciava seu rosto, fechando os olhos. — Quer tomar um banho?
— Se for com você, sem dúvida.
Aquelas palavras, aparentemente, tiveram um efeito avassalador no moreno, que puxou Naruto pelos cabelos enquanto soltava um gemido sofrido e o beijou apaixonadamente.
E “apaixonante” foi como Naruto classificou aquele beijo. Era suave e ao mesmo tempo intenso. Lento, mas cheio de desejo. As leves mordidas que sentia nos lábios o faziam puxar o ar por entre os dentes em um silvo baixo, antes de retribuí-las.
Sasuke separou os lábios, ofegante e começou a empurrá-lo em direção ao banheiro. Alternando o olhar entre seus lábios e olhos, o moreno sussurrou, praticamente ecoando as palavras que rondavam sua própria cabeça:
— Vou acabar me viciando no seu beijo... Porra, como pode ser tão bom?
Naruto nem conseguiu responder, pois seus lábios estavam ocupados novamente. Beijaram-se com desejo enquanto se moviam e chutavam os sapatos para qualquer canto do quarto. Só se separaram já dentro do banheiro, com um beijo estalado e pequenos sorrisos satisfeitos no rosto. O lugar era grande para um motel barato e tinha até uma banheira, que foi logo colocada por Sasuke para ser enchida. O loiro sentou-se no vaso sanitário fechado, observando os movimentos sinuosos do moreno e chegou à conclusão de que qualquer pequeno gesto dele era extremamente charmoso. Ele virou-se e foi até o loiro, surpreendendo-o quando sentou-se de frente em seu colo, descendo os lábios até seu pescoço, onde começou a depositar beijos carinhosos.
Sem conseguir se conter ante aquele ataque de ternura, Naruto puxou a camisa de Sasuke até soltá-la totalmente da calça e enfiou as mãos por baixo do tecido, começando a acariciar-lhe as costas. A necessidade de tocar aquela pele, sentir mais o calor do corpo do moreno o consumiu. Percebeu que as mãos do outro rapaz também puxavam sua camiseta para cima e levantou os braços para facilitar a retirada. Já com o tórax exposto, abriu rapidamente os botões da camisa de Sasuke e a tirou. Voltaram a abraçar-se, apenas para sentir o toque de pele contra pele. Ficaram assim até que Naruto viu-se obrigado a interromper o contato por algo inadiável:
— Sasuke, a banheira...
— Droga... — Resmungou, antes de levantar-se e desligar o registro. Voltou-se novamente para Naruto, que permanecia sentado, e pareceu ler seus pensamentos: — É agora!
“É agora!” — Eram exatamente as palavras que martelavam em sua cabeça. Até então, tudo havia sido muito fácil e instintivo, mas agora eles realmente se veriam nus e, consequentemente, descobririam se conseguiriam prosseguir. Por incrível que pudesse parecer a si mesmo, o que mais preocupava Naruto era a maneira como Sasuke reagiria e não a própria. E se ele desistisse? Tinha medo só de pensar na possibilidade e não entendia o motivo.
De qualquer maneira, não poderia ficar parado, apenas esperando que o moreno fizesse tudo, então levantou-se e foi até ele. Passou as mãos na cintura delgada e logo as encaminhou para o fecho do cinto, abrindo-o com agilidade. Sem parar para pensar, fez o mesmo com o botão e o zíper da calça, logo liberando-a dos quadris e deixando que escorregasse até o chão. Fitou as pernas bem torneadas do moreno, mas seu olhar se prendeu no volume que se destacava sob o tecido negro da cueca boxer. Ao contrário do que esperava, sentiu a boca salivar e ficou feliz por isso.
Os dedos longos de Sasuke começaram a imitar seus movimentos anteriores e abriram rapidamente sua calça jeans. Diferente de si, o rapaz foi se abaixando ao mesmo tempo em que abaixava sua calça, até ficar ajoelhado à sua frente, olhando fixamente sua roupa íntima e passando a língua nos lábios seguidas vezes, como se fosse algum tipo de tique nervoso. Era impossível saber o que se passava por sua cabeça vendo apenas a expressão de seu rosto, e Naruto foi ficando cada vez mais ansioso. Quando ouviu as palavras seguintes de Sasuke, não era nada do que imaginava:
— Laranja, é?
— Hum? — Olhou para baixo, sem entender muito bem o que ele quis dizer com isso e riu ao ver que estava usando sua cueca preferida, cor-de-laranja. — Minha cueca da sorte. Parece que me deu muita hoje.
Sasuke respondeu apenas com um sorriso pequeno, mas sincero, que fez com que Naruto soubesse que a única palavra para descrever o moreno era...
— ...lindo! — Corou ao perceber que disse isso alto, mas já que havia quebrado tantos conceitos próprios e medos na última hora, repetiu, quando viu a expressão confusa de Sasuke: — Você. É lindo! Eu nunca pensei que fosse dizer isso de outro homem, mas é inegável.
— Já me disseram isso. — Comentou o moreno com um sorriso sarcástico.
— E humilde, também! — Disse Naruto com uma risada nervosa, pois Sasuke voltou a encarar seriamente sua virilha, levando os dedos, decidido, até o cós da cueca, com a aparente intenção de tirá-la.
Sasuke enganchou as pontas dos dedos nas laterais da peça de roupa, mas não fez mais do que isso. Naruto fechou os olhos e, sob as pálpebras cerradas, imagens do rapaz chupando seu pênis apareceram sem consentimento, levando seu corpo a reagir de acordo. Sentiu-se ofegante e trêmulo, como se fosse um adolescente virgem. Bom, em parte ele era, em vista da situação, mas não era mais um adolescente para se sentir daquela maneira. Sentiu um leve toque em seu pênis coberto e abriu os olhos para ver Sasuke passar delicadamente o nariz sobre sua ereção, o que o fez ficar ainda mais nervoso, afinal, depois de um dia inteiro de trabalho e o sufoco no metrô, não poderia estar exatamente perfumado.
— Eu gosto do seu cheiro. — O murmúrio do moreno foi extremamente sexy, enquanto encarou os olhos azuis e começou a abaixar lentamente a cueca. — Será que o gosto também é bom?
O que Naruto poderia responder? Sua única reação foi apertar os olhos e segurar nos cabelos negros, totalmente entregue aos sentidos, gemendo quase sufocado. Nunca sentiu tanto desejo e quando estava completamente nu, mal conseguiu se mover ao perceber as mãos de Sasuke segurando seus tornozelos para que os levantasse e se livrasse da roupa em volta deles. Quase caiu, de tão moles que suas pernas estavam, e se apoiou nos ombros do moreno para se segurar.
— Desculpe! — Murmurou, abrindo os olhos. Recebeu um sorriso em resposta e estava quase fechando os olhos novamente ao perceber a aproximação daquela boca bem delineada de seu pênis, mas voltou a abri-los ao ouvir o sussurro de Sasuke:
— Não feche os olhos, Naruto. Olhe para mim!
Aquilo era pedir demais da sanidade do loiro. Sentiu que poderia gozar só vendo aquela cena. Sasuke passou a língua suavemente na glande, como se experimentasse o gosto, antes de envolver a ponta com os lábios e sugar como se fosse um sorvete, sem desviar os olhos do rosto do companheiro. Era tentação demais e bom demais para conseguir se segurar. Naruto gemeu longamente, e embrenhou os dedos nos cabelos sedosos de Sasuke, mas sem forçá-lo. Alguma antiga namorada já havia dito que era desagradável, então parou de fazer isso.
— Porra, Sasuke! — Gemeu, voltando a apertar os olhos. Se continuasse daquele jeito gozaria rápido demais. Seu pênis foi chupado com gosto, até onde a boca que o devorava conseguia alcançar, e uma exclamação totalmente prazerosa escapou de seus lábios entreabertos: — Que delícia!
— Já disse para olhar pra mim, idiota! — Resmungou Sasuke, mas com a voz divertida, o que fez o loiro levantar uma sobrancelha. E um tom completamente novo e intenso tomou conta das palavras seguintes: — Fode minha boca, Naruto!
— Como é? — Perguntou perplexo. Só podia ser uma ilusão bizarra. Bizarra e totalmente maravilhosa.
— Você ouviu. Fode minha boca. — O moreno repetiu desejoso e aproximou a boca do pênis de Naruto, mas não o tocou. Ele apoiou-se com as duas mãos na borda da banheira atrás de si e entreabriu os lábios, aguardando.
Uma loucura momentânea pareceu tomar conta dos sentidos do loiro e uma névoa branca toldar seus olhos. Apenas o rosto excitado de Sasuke estava em foco e, tudo o que pode fazer foi segurar com mais ímpeto nos cabelos que já tinha entre os dedos e adentrar com toda a vontade aqueles lábios que, sem trocadilho, pediram para ser violados. Movimentava os quadris rapidamente, entrando e saindo, sentindo a língua e os dentes resvalarem pela pele sensível e um turbilhão de sensações, que originava-se em sua virilha, foi subitamente se espalhando por cada célula de seu corpo, arremessando-o para um orgasmo como jamais havia tido. Porém nem tudo era loucura e, segundos antes de ejacular, afastou-se rápido, entretanto não tanto a ponto de evitar que seu sêmen se espalhasse de uma maneira totalmente erótica pelo rosto de Sasuke. Ofegante, deixou-se cair de joelhos em frente ao outro rapaz e o viu passando um dedo pelo esperma em um dos lábios.
— Des... desculpe! — Tinha a impressão de que sua respiração nunca mais voltaria ao normal. — Não... consegui... segurar...
— Tudo bem. — Sasuke deu um pequeno sorriso torto e colocou o dedo lambuzado na boca, provando, como quem faz a coisa mais natural do mundo. — Até que não é ruim.
Naruto não conseguiu resistir àquilo e se lançou mais uma vez sobre o moreno, capturando seus lábios com uma vontade imprevista para um homem que acabou de ter um orgasmo.
“’Taí’ uma coisa que nunca me imaginei fazendo, provar meu próprio esperma...” — Pensou Naruto durante o beijo, sentindo o cheiro um tanto adstringente e o sabor levemente salgado. — “Mas ele tem razão, não é ruim.”
Terminando o beijo, afastou-se e percebeu que seu rosto também estava lambuzado, o que o levou a sorrir divertido.
— Agora, com certeza, o banho é mais do que necessário. — Abaixou os olhos e viu que o moreno ainda estava excitado, e disse com sinceridade: — Obrigado.
— Essas coisas não se agradecem, Naruto. Elas se retribuem. — Um sorriso safado adornava os lábios finos. — Mas eu vou te dar um tempo para se recompor.
Realmente precisava de um tempo, afinal sentia o corpo inteiro trêmulo devido à intensidade do orgasmo, mas se pegou imaginando como seria essa “retribuição” à qual Sasuke se referiu. E não podia negar estar ansioso por isso.
Notas finais
Espero que tenham gostado e até o próximo!!
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