Metamorfoses Da Vida
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Como passaram o Natal? Espero que divinamente bem!!!!
Então aqui vai meu presente de Natal pra vocês meus amores!! ( bem atrasado mas vocês entendem né? )
Boa leitura!!!
Olhei para trás e vi o Prof. Malfoy escorado na porta. Mas que monta de estrume de hipogrifo é essa? Primeiro aquela taça maluca diz que eu sou irmã do Corpie e de quebra ainda insinua que eu terei que participar de um tornei maluco em busca de nada. Ai chega o gato loiro do professor de poções e pede pra drogada da Prof. Minerva não nos explicar o motivo dessa loucura toda... É meu dia está cada vês mais estranho.
A professora olhou para o loiro da porta e deu um aceno positivo, saindo logo em seguida, colocando sua mão em seu ombro antes. Parece que nem ela consegue ficar sem tirar uma casquinha dele.
- Quem quer ouvir uma historia?- Perguntou o loiro mais alto conjurando 3 cadeiras.
- Pai, – chamou Corpie segurando o braço antes dele se sentar. – me diz que eu tô errado...
- Não posso dizer isso filho...
Os dois se encaravam, parecia sair faíscas de seus olhos... Eles devem ter ficado uns bons 10 minutos nisso antes de eu me cansar e me sentar. Estava quase dormindo quando Scorpius se jogou na cadeira ao meu lado e apoiou o cotovelo nos joelhos, enterrando o rosto nas mãos.
- Não acredito que você fez isso. – disse com a voz abafada pelas mãos.
- Filho, por favor, me entenda...
- Entender o que? Que você traiu minha mãe? Não se preocupe, já entendi isso.
- É seguro eu perguntar o que está acontecendo? – perguntei tentando ser o mais doce possível.
- Você deveria perguntar. – disse Corpie tirando o rosto das mãos. – Mas não será necessário... Quer saber o que está acontecendo aqui maninha? O papai ai pulou a cerca e teve uma bastarda! – berrou me encarando de uma forma nada legal.
- Scorpius! – gritou o professor de volta. – Olha o que você está dizendo!
- Dizendo o que? Que você trepou com a mãe dela e que a jogou em um orfanato troxa porque não queria assumir os próprios atos? Bastarda deve ser o melhor nome da qual você a chamava!
- Não me obrigue a te calar garoto!
- E vai fazer isso como, me jogando em um orfanato também?! Ou você... – de repente a voz de Scorpius some e o loiro mais velho me escara.
Por favor Merlin, se você tem um pouco de amor por mim faça com que eu tenha entendido tudo errado... Ou melhor, faça com que tudo seja um sonho e que eu acorde agora. Fechei os olhos fortemente e contei até 10, antes de abri-los novamente.
- Mel. – chamou meu professor encostando sua mão em meu joelho. – Nossa você está tremendo muito, acho que está com febre também. Vamos, se acalme para que possa leva-la a Ala Hospitalar.
- Me acalmar? Tudo bem irei me acalmar, se você puder me ajudar. – Disse cerrando as mãos.
- Claro querida... – E aquilo foi a gota d’agua pra o estresse me atingir em cheio.
- Então me diga . – Comecei a dizer, se é que aquilo é dizer, parecia mais um rosnar. – Como eu posso me acalmar quando acabo de descobrir que fui abandonada em um orfanato onde todos me odiavam porque meu papaizinho mão queria assumir seus erros e dizer para a sociedade que tinha traído a esposa? Não, pior ainda, que eu o conheço a 2 anos, que ele é meu professor de poções e que provavelmente sabe que sou sua filha desde que coloquei meus pés nesse maldito colégio mas ele não pode dedicar um segundo desses dois anos para pelo menos me dizer “sou seu pai” e que provavelmente nunca me diria isso se não fosse uma taça medíocre metida a troféu deixar isso escapar... – Terminei de falar já berrando.
Sai dai. Disse uma voz em minha cabeça e senti todos os músculos de meu corpo tentados a seguir a ordem. Agora! Você vai estourar!
Levantei da cadeira, sabendo que tinha a jogado no chão e corri. Via os corredores passando por mim sem saber para onde ia, muito menos como tinha chegado tão rápido aos jardins, isso deveria ser impossível.
Senti uma pontada enorme no meio da minha coluna que pareceu gerar um ponto de fogo lá. A queimação englobava cada vez mais partes de meu corpo, mas eu não parei de correr, algo me dizia para não parar.
Olhei ao redor e vi que devia estar na floresta proibida. Péssimo erro, o simples fato de tirar meus olhos do chão me fez tropeçar em um galho qualquer e cair, apoiando minhas patas no chão.
Espera! Patas? Eu não tenho patas! E se eu cai porque não senti dor? Falando em dor cadê aquele fogo?
Ela é mais curiosa que a Nessie. Ouvi uma voz brincalhona em minha cabeça.
Seth! Deixa ela se acostumar! Disse a primeira voz, aquela que disse pra eu sair da sala. Eu devo ter pirado só pode...
Ainda não pirralha...Ouvi o tal Seth de novo. É eu devo ter pirado, ou Merlin pode ter concedido meu desejo e tudo não passa de um sonho, é isso! Acho melhor eu acordar logo, já devo estar atrasada. Olhei ao redor e vi uma arvore não muito longe. Bom, eu estava sonhando mesmo... que mal isso teria?
Isso vai... disse Seth antes de eu bater com tudo na arvore doer.
Menina burra disse uma outra voz em minha cabeça. Ótimo, se eu não acordei é porque eu não estou dormindo, e se eu não estou dormindo, eu fiquei louca mesmo. O pior é que só estava tudo piorando, primeiro era uma voz, depois veio a do tagarela, agora uma de mulher... preciso ser internada urgentemente.
Acho melhor se preocupar primeiro com seu ombro. Disse o tagarela de novo. E eu não sou tagarela!
Vou ver como ela está! Disse uma segunda voz feminina, mais doce dessa vez.
Pra que foram me lembrar do meu ombro, agora estou sentindo dor... ouvi um barulho de passos e tentei me levantar, apoiando-me em na arvore pra isso.
- Acho melhor não fazer isso... – disse uma garota aparecendo no meio das arvores. – Olá! – continuou com um sorriso.
A garota era incrível. O que eram as americanas perto dela? Os cabelos de um tom acobreado perfeito, caindo em ondas até o fim das costas, premiadas com cachos na ponta. A pele extremamente branca em contraste com os cabelos e o lábios vermelhos e os olhos chocolates emoldurados por cílios enormes.
- Eu posso te ajudar com o ombro... – disse chegando mais perto, mas parando a dois metros de distância. – se você deixar é claro.
Olhei em seus olhos em e não encontrei nada que não fosse preocupação. Por que ela estava preocupada comigo? Ela nem me conhece! Tentei dar um paço à frete, dizer que eu confiava nela, mas fui impedida por sua mão em meu ombro. Como ela chegou aqui?
- Eu sei que você está confusa, todos ficam. Mas seu ombro se curará mais rápido se você voltar ao normal.
- Do que você está falando? – perguntei, ou melhor, tentei, já que o que saiu de minha boca foram latidos. Que monte de estrume é esse? Virei um cachorro agora?
Cachorro não! Disse Seth me interrompendo. Lobos e com orgulho!
- Tente se concentrar em sua forma humana, vai ajudar. – disse a garota encostando sua mão em minha cabeça.
Fechei os olhos e fiz o que ela mandou, sentindo o fogo reaparecer, dessa vez regredindo para o ponto de minha coluna e a dor no ombro piorar.
Abri os olhos e vi a garota me estendendo um monte de pano. Peguei o tecido sem entender e ele se soltou, deixando de ser um monte de pano e tomando a forma de um vestido.
- Os meninos estão chegando. – disse respondendo ao meu olhar. — é melhor se vestir...
Olhe i para meu corpo e foi que não sobrava quase nado do que um dia foi meu uniforme. Ótimo, quero ver como eu vou comprar outras. Vesti o vestido, vendo ele ficar um pouco curto em mim. Ainda bem que era tomara que caia, assim não tive que levantar meu braço. Meu ombro estava me matando.
- Posso ver seu ombro? – pediu já com a mão lá. – Vai doer!
Antes se quer de pensar no que ela tinha dito senti uma dor enorme quando ela puxou meu ombro para frente, arrancando um arquejo meu. Vi quando ela tirou sabe-se Merlin de onde um faixa e começou a enrolar meu ombro, apertando a faixa de forma a impedir meus movimentos.
- Chegando! – avisou a voz alegre de Seth. Ok, as vozes deixaram de ser só vozes e viraram pessoas.
Olhei para o lugar de onde a voz veio e vi um garoto alto de cabelo curtos negros, assim como os olhos e pele morena sair do meio das arvore, acompanhado de um garoto tão alto e moreno quanto, com os cabelos castanhos claros e olhos verdes e de uma garota de cabelos castanho médio bem curtos e olhos castanhos escuros, um pouco mais baixa e de pele levemente morena.
Vi ela se paralisar ao me encara de volta, com seus olhos presos nos meus e um brilho diferente do que tinha quando entrou.
- Olá! – Disse o primeiro garoto. Ele tinha a mesma voz daquela que me mandou sair da sala. – Sou Jake, espero que não tenhamos a assustado.
- Imagina! – disse irônica. – Ouvir vozes de pessoas que eu nunca vi na minha vida em minha cabeça é super normal... e o pior é que não sei se devo contar a alguém... provavelmente serie internada se contar...
- Depois de um tempo você se acostuma. – disse a garota que tinha me ajudado. – Se você ainda não ficou louco depois de descobrir que é bruxa, você não fica agora. Não me apresentei ainda... Sou Nessie, os dois babacas parados são a Leah e o Seth.
- Sabe, ainda não tenho certeza de que não estou louca. – comentei incomodada com o olhar da garota que ainda me encarava.
- Temos que descobrir quem são seus pais, você é nova de mais, não pode ficar sem matilha... – disse Jake olhando para Nessie.
- Acho que temos coisas mais importantes pra fazer... – disse Seth olhando para o céu. De onde vinha um barulho de asas.
Olhei para cima também tentando enxergar de que bicho era o barulho. Um pássaro não era, era pesado de mais, e se tratando da floresta proibida poderia ser até um dragão...
Continuei procurando até que vi um cavalo mergulhando em nossa direção, pousando exatamente no meio da clareira, ou seja, exatamente ao meu lado.
- Isso é um pégaso? – perguntou Nessie maravilhada, dando um passo em minha direção e sendo barrada pelo braço de Jake.
- Deveria... se os pégasos não estivessem extintos... – respondi olhando para o animal que me olhava.
- E estão... – respondeu uma voz que eu não queria nem um pouco ouvir.
Olhei para trás e vi o Prof. Malfoy parado na orla da clareira, com uma vassoura em uma mão e a varinha na outra.
- O que você está fazendo aqui? – ouvi a voz de Scorpius ao meu lado. – Eu disse para não me seguir.
- Nenhum dos dois deveria estar aqui... – respondi ignorando o fato de Scorpius estar exatamente no lugar em que estava pégaso a um segundo. – Se eu sai de lá é porque não queria estar com nenhum de vocês dois.
Vi Jake abrir a boca e levar um beliscão de Nessie ao mesmo tempo em que Leah encarava meu professor, balançando minimamente a cabeça.
- Você é minha filha, que espécie de pai eu seria se te deixasse sozinha na floresta?
- O mesmo que você tem sido em todos esses anos. – respondi vendo Leah com uma cara de espanto.
- Não é possível... – sussurrou assim que recuperou a fala.
- Leah! Quanto tempo! – disse o Malfoy mais velho reparando na garota.
- Ela... É ela? – perguntou Leah se apoiando em Seth.
- Se você está perguntando se ela é a nossa filha... – disse olhando para ela. – sim é ela.
Notas finais
Se vocês escreverem também e quiserem que eu leia suas historias, é só mandar por review que eu lerei com muito prazer.
Acho que é só isso...
Bjm da Bela.
Ps.: Farei o máximo para postar o próximo antes de 1013.
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