Metamorfoses Da Vida
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Às vezes me pergunto o motivo de minha vida ser tão complicada, eu não podia ser uma garota normal como todas as outras não?
Meu nome é Mellorie, simples assim, sem sobrenome algum. O motivo? Ninguém sabe quem são meus pais. Fui abandonada à porta e um orfanato com cerca de 2 semanas de vida e vivo nele até hoje. Nunca soube nada de minha família e jamais procurei saber também.
Nesses 11 anos já fui adotada mais de 20 vezes, todos interessados em ter uma filha de cabelos loiros e olhos azuis acinzentados, mas nunca ficava mais de 3 dias em uma casa, era sempre devolvida sendo chamada de endemoniada. As pessoas não entendiam que a culpa não era minha se a vassoura criava vida ou se o caçula da vizinha virava um avestruz .
Ta, isso não é bem verdade, mas só fui descobrir isso quando uma senhora de roupas estranhas apareceu no orfanato para falar com a diretora. Pouco tempo depois elas apareceram nos jardins, onde estava sentada sozinha em um balaço – as outras crianças não se aproximavam muito de mim.
- Mel? Podemos falar com você querida? – Perguntou a diretora amigavelmente, acho que ela era a única que gostava de mim.
- Sim, senhora Garcia.
- Esta é a professora McGonagall, ela veio conversar com você. Vamos entrar sim?
E foi assim que descobri toda a verdade. Por quê coisas estranhas aconteciam ao meu redor? Simples, eu sou bruxa! Avisei que não era normal...
Fiquei o dia inteiro conversando com a professora. Ela me disse que era diretora da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e que dia 1º de setembro eu embarcaria para lá, onde estudaria com pessoas iguais a mim.
Foi lendo “ Hogwarts uma historia “ – um livro que a professora McGonagall me deu- que meus dias no orfanato se passaram até hoje, 1º de setembro. O motorista do orfanato tinha acabado de me deixar na Estação King’s Cross junto de meu malão.
Olhei o bilhete que estava em minhas mãos e observei o numero da plataforma escrito nele: 9 ¾. Isso existia? Estava entre as plataformas 9 e 10 e não há nada entre elas, disso eu posso ter certeza.
- Anda logo Lily, quero embarcar logo para Hogwarts. – Ouvi um menino segurando uma gaiola de coruja e puxando uma menina com a outra mão .
- Ai Thiago! O trem não vai sair agora não!
- Por quê você tinha que esquecer a Jade no carro?
- Por quê você tem que implicar tanto comigo?- devolveu a garota na mesma moeda.
- Vai passar ou não? – Perguntou o garota que eu observava a pouco apontado para a pilastra ao meu lado.
- Como? — Perguntei sem entender.
- Vai para Hogwarts não é?
- Sim, só não sei como...
- Ela deve ser nascida trouxa seu otário! – Comentou a garota . – Venha, vou te ajudar. Leva o malão dela? – Perguntou ao garoto recebendo um aceno positivo.
A garota pegou uma de minhas mãos e me puxou correndo em direção a pilastra. Fechei os olhos ao ver que iríamos bater mas nada aconteceu, apenas desaceleramos. Abri os olhos e olhei ao redor vendo muitas pessoas e um trem vermelho de aparência velha.
- Pronto, aqui estamos! – Disse a garota animadamente. – Meu nome é Lilian Potter, o idiota aí atrás é meu irmão mais velho, Thiago.
- Muito obrigada. Sou Mellorie.
- Onde estão seus pais? – Perguntou Thiago empurrando meu malão enquanto Lily me puxava novamente.
- Sei lá, sou órfã...
- Sinto muito... é seu primeiro ano né? O meu também! Estou tão animada, meus irmãos já foram pra Hogwarts e vivem e colocando medo. Você quer ir pra qual casa? Quero ir pra Grifinoria, toda minha família foi pra lá, tirando o Alvo que foi pra Sonserina, mas ele não conta...
- Deixa a garota respirar Lily! – Reclamou Thiago. – Liga não, ela fala de mais... Oi galera!
Vi que tínhamos chegado em um grupo grande, todos muito parecidos. Me senti um pouco deslocada no meio daquele ambiente familiar. Todos pareciam se conhecer à muito tempo e estarem acostumados a ter tanta gente ao redor.
- Mãe, já conheci gente do meu ano! – gritou Lily me puxando em direção à uma mulher ruiva idêntica a ela. – O nome dela é Mellorie.
- Que ótimo querida! Oi Melorie!
- Olá senhora Potter. É uma honra conhecê-la.
- Ai que gracinha! – Disse uma outra mulher que estava por perto. – Você é muito educada! Que encanto! – Completou apertando minhas bochechas.
- Mione! Deixa a garota em paz! – Reclamou um senhor ruivo que estava por perto. Os dois começaram a discutir o olhei para Lily sem entender.
- Liga não, meus padrinhos brigam o tempo todo.
Ouvimos um apito vindo do trem e todos começaram a se despedir, correr pra o trem e se aglomerarem nas janelas. Fui puxada por Lily até uma cabine cheia de mais para parecer confortável para todos.
- Gente! Esse é a minha amiga Mellorie. Mel, essa é a galera.
Todos me deram um oi coletivo e voltaram a conversar, dessa vez me incluindo no assunto. Sentei-me em um lugar vago e Rose começou a conversar comigo sobre livros trouxas quando a porta foi aberta.
Olhei para lá e vi um garoto de olhos extremamente verdes e cabelos negros rebeldes entrando junto de um garoto da cabelos muito loiros e olhos azuis acinzentados. Eu podia jurar que já tinha visto esses olhos em algum lugar, só não me lembro onde.
- O que esse garoto está fazendo aqui? – Perguntou Rose revoltada.
- Nem vem Rô, não to com paciência para seus chiliques hoje não. – Disse o moreno se sentando ao seu lado.
- Sei que você me ama Rozinha... – Disse o loiro se jogando ao meu lado.
- Credo! – Disse Lily se deitando no colo do moreno. – Eles são parecidos não?
- Claro que não! É impossível que uma garota como a Mel seja parecida com esse ogro. – Respondeu Rose dando um fim à conversa.
Meus olhos que já estavam pesados, passaram a se fechar com o silencio que se instalou. Tentei arrumar uma posição confortável para dormir um pouco quando senti um braço ao redor d meus ombros.
Olhei para cima e vi o garoto loiro me puxando para seu peito. Não me pergunte por que, mas simplesmente senti que podia confiar nele mesmo sem saber se quer o seu nome. Aconcheguei-me em seu peito e adormeci rapidamente, sentindo seus dedos em meus cabelos.
Notas finais
Bejinho da Bela
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