Metamorfose Do Amor

16 ...das Coisas do meu Filho Cuido eu!


Notas iniciais
Boa leituraaaaaaaaaaa

Ponto de vista de Robert

Laila dizia que não me amava mais e até me incentivou a ficar com outra pessoa. Isso havia me incomodado, pois Laila se dizia completamente apaixonada por mim e agora me joga nas mãos de outra mulher. Eu não estava apaixonado por Laila, mas de uma maneira estranha, eu não havia gostado desta proposta dela. Outro fator que também está me incomodando é a sua proximidade com o Doutorzinho, eles tinham criado uma intimidade um com o outro e isso me irritava, pois não quero a mãe do meu filho envolvida com outro cara. Até que ponto Laila se diz curada do amor que sentia por mim? Isso era o que eu estava disposto a descobrir. Nunca tinha prestado atenção em Isadora, mas eu havia tomado uma decisão, iria me aproximar dela e ver como Laila irá reagir.

Saí de seu quarto e fui até a sala, lá encontro Vinicius, Juliette, o Doutorzinho e Isadora. Eles estavam conversando e quando eu cheguei se calaram.

“Estavam falando de mim?” Perguntei.

“Sim.” Vinicius falou. “Estávamos falando que você e Henrique precisam parar com essas briguinhas, principalmente na frente de Laila, isso pode prejudicá-la.”

“Seu irmão tem razão.” Henrique falou. “Por mim, ficarei na minha de agora em diante.”

“Então não irá mais ficar no pé da Laila? Irá respeitá-la?” Perguntei.

“Nunca faltei com respeito com ela.” Henrique falou nervoso.

“E aquele maldito exame, você...” Juliette me interrompeu.

“Já vão começar de novo?”

Paramos a discussão e ficamos em silêncio. Isadora estava quieta, apenas observando tudo. Mamãe e Richard chegaram e notaram o clima tenso entre nós.

“Aconteceu alguma coisa?” Richard falou.

“Uma pequena discussão entre Robert e Henrique e Laila acabou se sentindo mal.” Vinicius falou e Richard olhou para mim nervoso.

“Não acredito nisso!” Ele falou.

“Não tenho culpa de nada, esse Doutor que você contratou está dando em cima da Laila.” Falei irritado.

“Não estou Senhor, sou profissional, mas...Laila e eu nos tornamos amigos.” Henrique falou.

“E acho isso muito bom Henrique, agora você Robert, deveria parar de implicar com coisas sem necessidade. Laila não pode passar nervoso, pense no seu filho!” Richard como sempre jogava toda a culpa em mim.

“Pra você sou sempre culpado.” Falei.

“Calma filho.” Mamãe falou se aproximando de mim. “Como está Laila agora?”

“Está bem Senhora Esmeralda, ela e o bebê.” Henrique falou e mamãe pareceu mais tranquila.

“Bom, vamos subir amor?” Richard falou para mamãe.

“Boa noite.” Mamãe me deu um beijo na testa e saiu.

“Você poderia dormir aqui meu amor, já está tão tarde...” Vinicius falou para Juliette.

“Boa ideia.” Juliette respondeu.

“Boa noite pra vocês.” Eles falaram e subiram para o quarto, deixando apenas Henrique, Isadora e eu.

“Henrique, você me leva em casa?” Isadora falou e eu me lembrei do plano, essa seria uma ótima oportunidade de conhecer melhor a moça.

“Eu posso levá-la em casa.” Falei e ela me olhou surpresa. “Se não se incomodar claro.”

“Não quero te dar trabalho.” Ela falou.

“Não será trabalho algum, será um prazer.” Falei e Henrique me olhava curioso.

“Tudo bem então.” Isadora respondeu animada. “Amanhã nos falamos Henrique.”

“Tem certeza de que irá com ele? Se quiser posso...” Henrique estava falando e eu o interrompi.

“Ela já falou que irá comigo, não entendeu?” Falei e Henrique não me respondeu, apenas me olhou sério e depois falou com Isadora.

“Até amanhã Isadora.” Ele se despediu da amiga e saiu.

Fui com Isadora até a garagem pegar meu carro e ela se mostrou deslumbrada por ele. No caminho iniciei uma conversa com ela.

“E então? Onde mora?” Perguntei.

“Próximo ao hospital onde Henrique trabalha. Sabe onde é?”

“Sei sim, já fui lá pegar um resultado de exame da Laila.”

“Por falar em Laila, meus parabéns pelo bebê, você deve estar muito feliz com seu filho.”

“Estou feliz com meu filho sim, parece que o moleque já me conhece, pois sempre que chego perto da Laila ele começa a mexer.” Falei e ela parecia encantada ao me ouvir. “Você tem filho ou pensa em ter?”

“Não, mas penso em ter sim, adoro crianças, mas para isso preciso encontrar um pai.” Isadora falou sorrindo.

“Mas você já deve ter namorado.” Perguntei curioso.

“Namorado eu? Não...bem que eu queria.” Ela falou.

“Então, mesmo linda deste jeito, você é uma moça solteira?” Falei galanteador e ela pareceu se derreter.

“Sim, sou solteira.”

“O que acha de pararmos em um bar e beber algo? Depois te levo para casa.”

“Ótima ideia” Isadora aceitou meu convite de primeira e eu já havia percebido que seria muito fácil com ela.

Dirigi até um bar e lá sentamos em uma mesa tranquila em uma varanda. Pedi duas bebidas e uns aperitivos e durante todo o tempo conversamos sobre vários assuntos. Isadora não parava de se insinuar para mim, seria muito fácil conseguir um sexo casual, mas por incrível que pareça, eu não estava a fim de transar com ela, meu objetivo com essa garota era apenas um, provocar Laila.

“Você e Laila não tem nada um com o outro né?” Isadora perguntou.

“Temos sim, um filho.” Respondi sorrindo e Isadora sorriu também. “Não somos namorados ou casados se é isso que quer saber.”

“E...não se importa de ver Laila com Henrique?” Essa fala dela me provocou, não entendi sua expressão.

“Como assim, Laila com Henrique?”

“Acho que estou sendo indiscreta, eu não deveria falar disso.” Isadora falou e abaixou a cabeça. Eu comecei a ficar curioso com a fala dela, o que estava tentando me dizer?

“Pode falar Isadora, não tenho nada com Laila.” Falei.

“É que eles se gostam e acho que vão namorar.” Ela falou e eu não acreditei no que havia acabado de ouvir.

“Eu sei que Henrique tem interesse em Laila, acho que isso todo mundo percebe, mas Laila?”

“Robert, por favor, não comente nada disso que eu falei.” Isadora me pediu.

“Como sabe que Laila gosta dele?”

“Promete não contar nada?” Ela falou.

“Prometo.”

“Laila conversou comigo durante as sessões de exercícios, ela está apaixonada por Henrique e sabe que ele está apaixonado por ela também.” O que Isadora havia me falado me provocou uma grande raiva, eu não amava Laila, NÃO! Mas pensar em vê-la com outro e junto com meu filho não me agradava nem um pouco. “Robert?” Isadora me chamou.

“Oi...desculpe...deseja pedir mais alguma coisa?” Perguntei pra ela. “A gente pode terminar esse assunto na sua casa, o que acha?”

“Vamos sim, lá em casa a gente bebe mais alguma coisa.”

Saímos do bar e fomos direto para a casa dela. Ela morava sozinha em um apartamento.

“Entre e fique a vontade.” Ela falou e eu entrei. “Vou até a cozinha pegar duas cervejas ok?” Afirmei que sim com a cabeça.

Enquanto bebíamos as nossas cervejas, resolvi voltar no assunto de Laila com Henrique.

“Isadora, Laila falou alguma coisa mais sobre o que ela sente por Henrique ou...falou algo de mim?”

“Bom, de Henrique ela só falou que está apaixonada e de você ela disse que não sente nada, que vocês só tem um filho juntos e nada mais.” Isadora falou e eu realmente acreditei, pois a própria Laila já havia me falado que tínhamos apenas um filho juntos e mais nada.

“Por que está preocupado? Sente alguma coisa por ela?” Aproximei-me de Isadora e respondi sua pergunta.

“Estou sentindo sim, mas é uma vontade louca de beijar a sua boca.” Falei e beijei seus lábios. Isadora correspondeu o beijo muito bem e parecia não estar a fim de parar só em beijos, pois ela simplesmente colou seu corpo ao meu. Fomos andando, nos beijando, até o sofá e Isadora me deitou ficando por cima de mim. Ela me beijava e encaixava seu corpo no meu. Passei minhas mãos em seu quadril, em suas coxas e ela beijava o meu pescoço e começava a abrir a minha camisa. Ela queria sexo, mas eu não, não estava com vontade, na verdade eu queria mesmo era quebrar a cara daquele Doutorzinho de merda.

Isadora continuou a me acariciar, mas eu já havia parado.

“Isadora...espere.” Falei e ela parou de beijar meu pescoço e me olhou. “Vamos deixar isso para outro dia ok?”

“Por quê? Não quer?” Ela me perguntou frustrada.

“Quero sim, mas...amanhã tenho uma reunião muito cedo e preciso ir para casa.” Falei e ela saiu de cima de mim meio desanimada. “Não fique assim gata, outro dia estendemos nosso encontro ok?” Falei alisando seu rosto.

“Tudo bem, eu adorei ficar assim com você, não entendo como Laila pode falar que não sente nada por você.” Isadora novamente tocou nesse assunto e eu voltei a sentir uma raiva crescer dentro de mim.

Despedi-me dela e voltei para casa. No caminho não parava de pensar no que Isadora havia me falado, agora eu entendia porque Laila vivia junto daquele médico de merda, ela o amava e deveria adorar ser examinada por ele daquele jeito. Estacionei meu carro e fui até a cozinha beber algo, quando chego lá encontro Laila comendo um pedaço de bolo. Ela me olhou e falou:

“Pensei que estivesse em casa.”

“Não, saí com Isadora.” Falei e ela me olhou assustada.

“Com Isadora?”

“Sim e vou logo dizendo...” Sentei-me à mesa e falei: “Ela beija muito bem.”

Laila arregalou os olhos, parecia não estar acreditando no que ouvia.

“O que é? Está surpresa?” Perguntei.

“É...só achei rápido demais.” Ela falou e abaixou a cabeça voltando comer seu bolo. Levantei-me e fui pegar um copo de água.

“Ela é uma garota muito legal, bem que você falou.” Laila escutava tudo calada. Encostei na pia com meu copo de água na mão e continuei falando. “Acho que você tem razão, vai me fazer bem namorar alguém como ela, não acha?”

“Não tenho nada a ver com sua vida.”

“Podemos sair de casalzinho, o que acha? Eu e Isadora, Você e Henrique.” Neste momento Laila me olhou séria.

“Já disse que não tenho nada com Henrique, somos amigos apenas.”

“Não sente nada por ele?” Perguntei.

“Não.” Ela respondeu e eu terminei de tomar o meu copo de água. Aproximei-me dela e falei olhando em seus olhos.

“Eu sim, estou sentindo algo, mas é por Isadora.” Laila arregalou os olhos e eu continuei. “E não precisa mentir pra mim.” Dizendo isso saí e fui para meu quarto.

Ponto de vista de Laila

Eu não acreditava no que havia acabado de ouvir, Robert já estava saindo com Isadora e disse que sentia algo por ela. Meu estômago revirou e todo o bolo que eu havia comido foi para o vazo.

Deitei em minha cama e sem consegui controlar, lágrimas desceram dos meus olhos, eu me sentia uma idiota por ainda chorar por Robert, ele nunca gostou de mim, só me fez sofrer e eu ainda choro por ele. Achei que se ele se envolvesse com outra pessoa eu poderia esquecê-lo, mas me enganei, nem o vi com Isadora e já sinto uma dor imensa em meu coração. Eu preciso me libertar deste sentimento, mas como? Como vou esquecer o homem que eu amei toda a minha vida? Talvez se Henrique...não, não posso me aproximar dele com essa intenção, seria como se eu tivesse me aproveitando da boa vontade dele para esquecer Robert. Mas e meu filho? E se Robert se envolver tanto com Isadora e esquecer de ser o pai que meu filho precisa? Esses pensamentos estavam me deixando louca, não conseguia dormir, por isso revirei na cama a noite toda.

O dia amanheceu e eu estava péssima, desci para tomar café e todos na mesa me olharam assustados, principalmente Robert.

“Minha querida, está se sentindo bem?” Perguntou Esmeralda levantando-se e vindo me ajudar a sentar.

“Fiquei um pouco enjoada ontem, mas estou bem.”

“Não está não, melhor ligar para o Henrique.” Juliette falou.

“Não precisa, estou bem e Henrique logo virá.” Falei.

“Bom, vamos meninos, temos que passar no aeroporto para buscar Rosália e Tyson, eles chegarão hoje da viagem.” Richard falou e eu entendi porque não havia encontrado eles em casa.

“Irei preparar algo especial para meu bebezão.” Esmeralda falou e todos riram menos Robert.

“Ele já é bem crescidinho mãe, pare com isso.” Robert falou irritado fazendo todos rirem.

“Não precisa ter ciúme meu amor.” Esmeralda falou abraçando Robert. “Você também é o bebê da mamãe.”

“Não estou com ciúme.” Robert falou e se levantou irritado saindo da cozinha. Todos continuavam rindo da atitude infantil de Robert e dos mimos de Esmeralda.

Tomei o meu café e fui para o jardim. Meu coração estava apertado, não conseguia parar de pensar em Robert e Isadora, ainda bem que hoje não teria a sessão de exercícios. Meu celular tocou e era Henrique.

“Laila, como está?”

“Estou bem.” Respondi apenas.

“Vou demorar um pouco pra chegar, pois tenho umas coisas pra resolver, ok?”

“Ok, senão der pra vir tudo bem.” Falei.

“Claro que eu vou Laila! Até mais.” Henrique falou e desligou o telefone.

O meu dia foi tranquilo, fiquei um tempo a mais no jardim, depois do almoço fui para meu quarto e dormi a tarde toda. Quando já estava anoitecendo, Henrique chega com uns rapazes e umas caixas de papelão. Não estava entendendo o que era aquilo. Esmeralda se aproximou dele e falou sorrindo.

“Henrique, pode vir, o quarto já está pronto.”

“Venham, as caixas ficarão lá em cima no quarto.” Henrique falou para os rapazes que o seguiram escada a cima. Depois de um tempo, Henrique, Esmeralda e os rapazes descem.

“Muito obrigado.” Henrique se despediu dos rapazes e veio até mim.

“Como está a minha grávida preferida?” Ele falou já colocando a mão na minha barriga.

“Estou bem.”

“Que bom, tenho uma surpresa para você.”

“Por isso toda essa movimentação?” Perguntei e ele sorriu.

“Venha, vou lhe mostrar.” Henrique segurou a minha mão e subimos até o quarto.

Chegando lá, vejo as caixas de papelão em um canto empilhadas. Esmeralda estava conosco e logo falou.

“Laila querida, este quarto será seu e do bebê, está vazio ainda, mas logo estará decorado, Juliette está me ajudando nisso.”

“Não precisa se incomodar Esmeralda.” Falei tímida.

“Não é incomodo nenhum, quero o melhor para o meu neto e a mãe dele.” Esmeralda me deixou realmente emocionada.

“Muito obrigada.” Respondi abraçando-a.

“Será que eu posso participar?” Henrique falou cruzando os braços. “Laila, adivinha o que tem dentro dessas caixas?”

“Não sei, o que?” Perguntei.

“O berço do bebê mais lindo do mundo.” Henrique falou todo animado.

“Henrique, eu não acredito que você comprou o berço do bebê?” Falei surpresa.

“Comprei e já vou montar.” Ele falou e eu desacreditei. “E você ficará sentadinha aqui do meu lado.” Ele mostrou uma cadeira que Esmeralda havia trazido. “E acompanhará tudo.”

“E você vai saber montar esse berço Henrique?” Perguntei num tom zombador.

“Sou o melhor montador de berços do mundo.”

“Essa eu quero ver.” Respondi sorrindo.

“E eu também.” Esmeralda falou. “Mas vou vim ver quando já estiver montado, agora vou descer e terminar de preparar o jantar, Tyson e Rosália já devem estar chegando.” Esmeralda disse e saiu.

Henrique começou a montar o berço, ele se atrapalhava com um monte de pedaços de madeira, montava errado, desmontava e eu só rindo.

“Quer ajuda aí.” Perguntei.

“Nem pensar mocinha, logo esse berço estará montado.” Ele falou e continuou seu trabalho árduo.

Estava muito divertido vê-lo todo suado encaixando e desencaixando as partes do berço. Nós conversávamos muito e ríamos também. Aquele momento até que estava sendo divertido.

Ponto de vista de Robert

O dia na empresa foi cansativo, tivemos um problema com um contrato e isso nos causou uma reunião longa e demorada. Tyson e Rosália, do aeroporto, foram direto para a empresa conosco e nos ajudaram na reunião, pois o contrato tinha grande influência do setor que Tyson era responsável.

Saímos da empresa e fomos direto para casa, eu estava morrendo de fome e louco para tomar um banho. Quando chegamos, mamãe correu para abraçar Tyson.

“Filho! Que saudade meu amor.” Ela falou e Tyson a pegou no colo dizendo.

“Também estava com saudade da mulher que eu tanto amo.” Rosália logo colocou as mãos na cintura. Tyson soltou mamãe e olhou para ela. “Você sabe que eu também te amo muito minha ursinha.”

Eu estava achando um saco toda aquela frescura e decidi subir para o meu quarto. Quando estou no corredor escuto risadas vindo do quarto de hospedes. Aproximei-me da porta e consegui reconhecer as vozes que vinham lá de dentro, era Laila e Henrique. Não pensei duas vezes e logo abri a porta encontrando Laila em pé diante de um berço, quase montado e Henrique próximo a ela. Eles riam sem parar, principalmente Laila, eu nunca a vi tão feliz. Eles perceberam a minha presença e pararam de rir.

“O que está acontecendo aqui?” Perguntei.

“Nada de mais, apenas estou montando o berço do bebê.” Henrique falou sorridente.

“Da onde saiu isso?” Perguntei me referindo ao berço.

“Eu comprei, bonito não?” Henrique respondeu e eu desacreditei no que havia ouvido. Ele tinha comprado e montado o berço do meu filho? Esse cara foi longe demais, meu sangue ferveu e eu não consegui me segurar.

“QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA COMPRAR O BERÇO DO MEU FILHO?” Gritei indo pra cima de Henrique.

“Robert, calma.” Laila falou tentando ficar entre nós.

“Sai daqui Laila, preciso colocar esse Doutorzinho em seu lugar.” Falei furioso.

“Pare com isso, Laila não pode ficar nervosa.” Henrique falou. “Laila fica calma.” Ele falou olhando pra ela.

“Não, quem vai sair é você Robert, está louco?” Laila falou num tom de voz alto.

“SE ESTOU LOUCO? CLARO QUE SIM E VOU MOSTRAR ISSO AGORA!” Falei e fui em direção ao berço e comecei a chutá-lo com toda a minha força.

“PARA COM ISSO!” Laila gritava. Henrique tentou vir para cima de mim, mas eu o empurrei o derrubando no chão. Eu não estava em mim, estava furioso e descontei toda a minha raiva naquele maldito berço o quebrando em pedacinhos. De repente sinto braços me segurarem e bruscamente me tirar de perto do berço. Era Tyson e logo todos estavam no quarto também.

“O que está acontecendo aqui?” Richard falou.

“Esse louco! Olha o que ele fez com o berço!” Henrique falou nervoso.

“EU QUERIA FAZER ISSO COM A SUA CARA SEU DESGRAÇADO! NÃO SE META NAS COISAS DO MEU FILHO!” Gritei.

“Robert! Pare de gritar!” Richard falou e eu me soltei de Tyson e fui em direção a porta, mas antes de sair me virei para Henrique e falei.

“Que seja a última vez que você se intromete nas coisas do meu filho, pra isso ele tem um pai!” Falei entre dentes e saí.

Ponto de vista de Laila

“Tome Laila, beba mais um copo de água.” Juliette me entregava um copo com água para me acalmar, mas eu não conseguia parar de chorar, Robert estava completamente louco.

“Laila, está sentindo alguma coisa? Se tiver me diga.” Henrique falava preocupado.

“Estou bem, só preciso ir para o meu quarto e descansar.” Falei.

“Não é bom você ficar sozinha nervosa assim.” Henrique falou.

“Vou ficar com ela Henrique, pode ficar tranquilo que qualquer coisa eu te chamo.” Juliette disse.

“Ok, pode me chamar mesmo. Vou ir embora Laila, fica calma, por favor.” Henrique falava acariciando os meus cabelos.

“Vou ficar bem.” Respondi e ele saiu.

Fui para o meu quarto com Juliette e achei melhor tomar um banho para relaxar. No banho fiquei pensando na atitude de Robert, ele havia me assustado pela forma como se comportou, mas também me surpreendeu pelo jeito que ele falava as palavras MEU FILHO. Robert falava com propriedade se colocando no papel de pai. Isso havia me deixado feliz de certa forma, mas eu não queria me iludir, pois logo o veria desfilando com Isadora e essa seria a minha realidade agora.

Terminei meu banho e fui dormir. Estava tão cansada que o sono logo tomou conta de mim e finalmente pude me acalmar e descansar de todo aquele stress.