Notas iniciais
Olá leitores!!!! Segue o segundo capítulo com muito carinho. Boa leitura!!!!! Edneide Oliveira

Ponto de vista de Robert

“aaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh...Rob meu amor, continua...ahhhh”

“Vai cachorra...grita como uma cadela...grita meu nome.” Eu rosnava para Vânia, enquanto estocava fortemente sobre ela em cima da cama.

“Robert...aaaahhhhhhhhhh...Robert!

Logo atingi o orgasmo e sai de cima dela.

“Amor espera, só mais um pouquinho, eu estava quase, vem...” Vânia disse toda manhosa, mas eu já tinha conseguido o que queria, que era relaxar do aborrecimento com meu pai na empresa.

“Vista-se e vá embora, quero ficar sozinho.”

“Como assim ir embora? Quero ficar com você amor, vem vamos terminar.”

“Eu já terminei, agora se vista e saia, to de saco cheio desse seu lenga lenga.”

“Que bicho ter mordeu? Não gosto quando você me trata assim, Rob.”

“Não tem outro jeito de tratar, SAIA!”

“Eu não vou a lugar nenhum.” Bastou ela dizer isso pra me deixar ainda mais nervoso, então não pensei duas vezes, peguei em seu braço e a arrastei até a porta, nua do jeito que estava.

“Aiiiiiii...Rob você tá me machucando! Meu braço...solta...aiiiiiiii.”

“Eu falei pra sair sua vaca.” Joguei suas roupas no chão e fui para o quarto sem me preocupar em saber se ela tinha saído ou não, mas eu duvidaria que ela ainda continuasse ali. Vânia era minha secretária na empresa e no primeiro dia já transamos na minha sala. Eu a usava para me satisfazer e não era só ela, tinha os meus outros brinquedos por ai.

Mulher pra mim só tinha uma utilidade, me dar prazer. Não gostava de ficar com uma apenas, queria variedade, diversão. Fico extremamente nervoso quando elas vem com romantismo, não gosto de frescura.

Enquanto relaxo na cama, escuto meu celular tocar.

“Rob onde está?” Era Vinicius, meu irmão careta.

“Num motel descansando de uma foda bem dada.”

“Vá para casa, papai quer fazer uma reunião de família e estará te esperando.”

“Não vou a lugar nenhum, fala para o Richard que tenho mais o que fazer do que ficar ouvindo seus conselhos caretas.”

“Ele disse que se você não aparecer terá consequências graves.”

“E porque ele mesmo não me fala isso, fica pedindo pra outra pessoa me falar?”

“Mano, por favor, chega de briga, o que te custa? Se não se preocupa com o pai, vá pelo menos pela mãe, ela tá muito chateada com esses seus comportamentos.”

“É por ela eu ainda posso pensar.” De todos da minha família, a mãe era a única que eu gostava, ela me entendia.

“Ok, te esperamos lá.”

“Eu não confirmei nada.” Falei e logo desliguei.

Já até sei o que vai acontecer, um jantar chato em família e que terminará com uma grande briga, comigo claro.

Ponto de vista de Laila

Saí do trabalho e fui direto para casa, quando cheguei lá vi uma ambulância na porta de casa, logo pensei na minha mãe, mas vi também um caminhão de bombeiro e muitas pessoas ao redor.

Corri pra entrar em casa, mas um policial me parou.

“Calma garota, ninguém pode entrar.”

“Como assim? Eu moro aqui, onde estão os meus pais? O que aconteceu?” Olhei na casa e vi que estava com as paredes queimadas, tinha um pouco de fumaça.

“Você mora aqui? Então conhece as vítimas?” Neste momento minhas pernas tremeram.

“Vítimas?” Falei num fio de voz.

“Fica tranquila garota, tudo ficará bem.”

“MEU NOME É LAILA” Eu gritei “EU VOU ENTRAR NA MINHA CASA VOCÊ DEIXANDO OU NÃO. PAPAI, MAMÃE!” Chamei os meus pais, eu precisava vê-los.

“Eles não te escutarão mais, estão mortos.”

Lembro-me de ouvir essas palavras e ver tudo ficar escuro.

Ponto de vista de Robert

A reunião do meu pesadelo.

“Que bom estarem aqui, preciso conversar algo muito importante para o futuro da nossa família.” Meu pai falou enquanto estávamos todos à mesa.

“Fala logo véi, to curioso.” Disse Tyson.

“Então, quero colocar alguns dos meus bens no nome dos meus filhos e também distribuir partes da empresa. Vinicius, pensei em você cuidar de toda a parte financeira e irei colocar algumas ações em seu nome.

“Nossa papai, será que eu dou conta?” Disse Vinicius preocupado.

“Claro meu filho, confio plenamente em você.” Vinicius agradeceu.

“Bom, continuando, Tyson, você cuidará de toda a transportadora e será responsável pela entrada e saída de materiais. Também colocarei ações em seu nome.”

“Obrigado paizão, vou dar o meu melhor. Minha ursinha vai se orgulhar de mim”.

“Agora você Robert, vai ter que fazer por merecer alguma coisa, quando se tornar um homem de verdade ganhará uma parte também. Agora quero lhe informar que não ganhará nem um centavo de mim se não for pelo seu trabalho, quero que procure outro lugar pra morar e que tente ganhar no trabalho o necessário para o seu sustento.”

“Amor, por favor, pense bem.” Disse Esmeralda, minha mãe.

“Já conversamos sobre isso querida, será para o bem dele.”

Richard só conseguia me deixar com mais raiva dele, eu nunca me dei bem com meu pai, desde pequeno eu tinha a impressão que ele gostava mais dos meus irmãos, do que de mim. Agora ele só me confirmava isso.

“Está me expulsando de casa, querido papai? É assim que trata um filho?” Disse com ar debochado.

“Expulsando não, estou lhe ensinando a se tornar um homem de verdade.”

“Assim? Tirando tudo que é meu por direito?” Falei entre dentes.

“Só assim você dará valor ao dinheiro da nossa família, a empresa deixada pelo seu avô. Não admito o descaso que você tem com as coisas importantes da Ranson.”

“Tudo bem, já que é assim que você quer, papaizinho, estou saindo e não quero nunca mais olhar pra você”.

“Meu filho, por favor, espere!” Mamãe disse chorosa, mas sai sem nem olhar para trás.