Mestiça

10 Capítulo 10: Eu te amo, Thommas


Notas iniciais
Milhões de desculpas pela demora. Mas aqui esta o tão esperado capítulo.

Nessas últimas semanas dominei o ar completamente. Até consigo me levitar!

Ontem Thom me avisou que eu começarei a dominar a água hoje.

Eu e Thommas estamos realmente próximos.

Ele só tem a mim e eu só tenho a ele.

Esqueci dos meus pais, pois não poderei ter nenhuma convivência com eles uma vez que eu tiver poderes que ninguém pode saber que existem.

Levantei e o café já estava na mesa e o meu amigo não estava na casa. Provavelmente estava matando alguém por aí.

Já me acostumei com o fato que ele só sobrevivi se matar pessoas.

Mas eu pedi para que diminuísse a frequência das mortes. Assim fez. Todo

domingo ele vai floresta a dentro para fazer vocês sabem o quê.

Tomei meu café rapidamente, pois não queria colocar o desjejum para fora quando ele chegasse com as roupas da vítima sujas de sangue.

Fiz minha higiene matinal e fui sentar-me no sofá e esperá-lo.

Já faz 19 minutos que estou aguardando a sua chegada, e nem sinal dele.

Eu não posso sair porque não sei por onde procurá-lo.

E se ele estiver em perigo? O que eu vou fazer sem ninguém para me proteger?

– Eu estou realmente encrencada — Sussurrei.

– Encrencada com o quê? — Ouvi uma voz. E não era conhecida.

– Quem esta falando? — Perguntei, receosa.

– Você é tão egoísta. Só pensa em si mesma. Creio que em momento algum imaginou que não queria que Thommas morresse porque ficaria muito triste. E sim porque ele é a única pessoa que esta aqui para te proteger — Nesse momento apareceu uma mulher de cabelos ruivos.

– Quem é vo... Você? — Gaguejei.

– Não lhe importa. Mas me responda, o que Thommas é para você?

– A única pessoa que me mantém viva. Eu realmente me importo com ele.

– Esse é o ponto em que eu quero chegar. Você se importa com ele porque sabe que se ele não tivesse lhe acolhido e explicado quem realmente você é, estaria morta. Você se importa com ele, porque se importa consigo mesma.

– Não é verdade!

– Claro que é. Só que não esta pronta para enxergar que é um monstro.

– Você não sabe quem eu sou. Não pode me julgar.

– Sei muito mais sobre sua vida do que você mesma, não me subestime. És a marcada pela lua, filha de Bruxo, pelo qual puxou a frieza.

– Eu não sou fria! Eu apenas me importo comigo.

– E só. Thommas disse que não se importaria em morrer para lhe dar mais um segundo de vida. Qualquer pessoa em seu lugar diria para ele não fazer isso, porque não aguentaria vê-lo morrendo. Você não disse nada.

– Eu... — Não sabia o que dizer.

– Não é capaz de dizer nada, porque sabe, lá no fundo desse coração de pedra, que eu estou certa.

– Eu me importo com ele e não importa o que diga eu sei que me importo! — Gritei.

– Pare de se enganar. E se eu te dissesse que ele morreu, agora?

– Seria mentira!

– E se eu te dissesse que o seu avô veio para te matar e o seu protetor não revelou onde você estava, e o seu inimigo o matou?

– Não pode ser!

– Não pode ser? Claro que pode. Porque eu não estou montando uma situação, estou te explicando o que aconteceu nesse exato momento. O seu único meio de sobrevivência morreu, Katherine!

– Mostre-me — Com certeza ela estava mentindo.

– Como queira. O que resta do seu corpo, se ainda posso chamar disso, esta um pouco distante. Então vamos caminhando logo antes que anoiteça.

– Eu não vou com você, pois quer me fazer o mal. Sabe que o Thom esta caçando e não pode vir me ajudar.

– Ele esta realmente distante. Esta no céu. Você não vai pegar o corpo dele para fazer um velório digno?

– Ok, eu vou. Só para ter a certeza de que você esta mentindo.

Caminhamos um pouco. Estranhei o fato de nenhum animal ter vindo atrás de mim. Eu devia estar segura.

– O que você vai fazer?

– Como? — Não entendi a sua pergunta.

– Ele morreu. Você terá que aprender tudo sozinha. Eu poderia te ajudar, mas é arriscado para mim e eu não estou disposta a terminar como o seu ex-protetor.

– Eu não pensarei nisso, até porque seria perda de tempo pensar em algo que não aconteceu.

– O destino não esta ao seu favor, nem nunca estará. Tem que se acostumar, pois é uma Marcada pela Lua. Terá que arranjar outra pessoa que esteja disposta dar a própria vida para te manter segura, como o idiota que acabou de ser assassinato fez — Sorriu sarcasticamente.

Decidi não responder.

Estávamos subindo uma montanha quando o avistei jogado no chão, todo ensanguentado.

Meu mundo desmoronou.

A ruiva estava realmente dizendo a verdade.

Fiquei estática por um tempo.

Não poderia acreditar. O que eu faria sem ele?

Minha cabeça bombardeava em pensamentos.

– Thommas! Thommas! — Gritei pelo seu nome e corre o seu encontro.

Sua pele estava branca, apenas a cor, pois estava coberta por uma camada de sangue que deixava a amostra sua carne.

Sua roupa estava se misturando ao líquido de coloração avermelhada.

Ele estava horrível.

– O que eu farei agora? — Falei entre soluços, por conta do choro.

– Esse é o seu problema. Suas lágrimas não são de tristeza, são de desespero. Não choras pela morte do ser que se encontra em teu colo, mas pela sua futura morte — Apontou para mim — Ele morreu por você e nem ao menos derramou uma lágrima de gratidão pelo o que fez. Pode dizer que o que digo não é verdade, pois sabe que é.

– Eu sou tão horrível assim? — Agora meu coração apertava. Deveria estar do tamanho de um grão de areia.

– É. E o mais triste de tudo, foi ter morrido sem ter escutado a frase que ele tanto queria que saísse de sua boca. Eu te amo. Tenho certeza que essa frase já tentou sair mil vezes da boca dele, mas se desfez ao perceber que o sentimento não era recíproco, pois você não demonstrava ter nenhum afeto por ele, só por si mesma. Pobre deste ser que morreu por amor.

– Se eu pudesse, eu voltaria no tempo e diria quantos eu te amo ele quisesse ouvir.

– Agora que o perdeu, descobriu que o amava?

Assenti, enquanto tentava limpar o meu rosto molhado de lágrimas.

– Então diga isso a ele.

– Como? — Fiquei confusa.

– Acorde, Katherine. Acorde... — Pude ouvir a doce voz da mulher ruiva se distanciando aos poucos, assim como sua imagem e a de Thom.

– Vamos, Kathy. Acorde... — Estava sendo sacudida. Pela voz rouca que escutei, sabia exatamente de que quem se tratava.

Ao abrir os olhos, percebi que o seu semblante aparentava que estava preocupado. Sua face não estava suja de sangue, estava corada, como sempre.

– Thommas! — Beijei-o.

Notei que ele ficou surpreso com a minha reação, mas depois pediu passagem com a língua e eu cedi.

Esse foi o meu primeiro, pois nenhum garoto havia se aproximado de mim como o ser que eu beijava.

A sensação de ser beijada era tão boa. Sua língua explorando delicadamente cada canto da minha boca, assim como eu fazia como a sua.

Não queríamos nos desgrudar, mas o ar não nos deu escolha.

– Eu te amo — Ele disse, sorrindo como nunca antes.

– Eu também te amo! — Abracei-o, ainda chorando — Desculpa por nunca ter te tratado como devia.

– Desculpe nunca ter dito isso antes — Beijou-me novamente.

A morte de Thommas não havia passado de um pesadelo, pra me mostrar o verdadeiro sentimento que tinha por ele.

Notas finais
Só postarei o próximo quando tiver 15 favoritos e alguma recomendação. Resolvi que essa fic terá 30 capítulos. Respondendo as perguntas para os personagens: 1- Katherine porque você não se declara pra ele? todos já sabemos que você é caidinha por thommas. Resposta da Katherine: Acabei de fazer isso. Eu realmente o amo. 2. Como um avô tem coragem de fazer isso com a própria neta? Resposta da Katherine: Eu não sei. Deve ser realmente um monstro. Mas eu acabarei com ele. Mais perguntas gente, por favor. Estou gostando U_U Até o próximo capítulo.