Messenger
1 As alternativas de um tímido
Notas iniciais
Deslizou a tela passando pelas atualizações mais recentes do perfil. A última tinha sido há uma hora mais ou menos. Verificou novamente se a bolinha do lado da sua foto de perfil permanecia cinzenta e revisou o mini texto que pretendia enviar mais umas três vezes.
Respirou fundo buscando se acalmar, mas quem disse que seu coração queria se aquietar? O estômago também não estava contribuindo nada ao ficar incomodando como se tivesse borboletas dando rodopios em seu interior.
Bloqueou o celular para logo em seguida desbloquear outra vez.
Porque era tão difícil clicar na setinha de enviar? Quando seus sentimentos se resumiam aos de amizade nunca passara por momentos assim. Na verdade, era bem fácil começar e manter uma conversa com Leo antes. Então porque agora não conseguia?
— Se você acha que não consegue dizer cara a cara, porque não tenta por algumas das redes sociais que vocês usam pra conversar? — propôs Phichit num dia em que Guang-Hong confessou suas frustrações sentimentais para ele.
Claro que Guang-Hong aceitou na hora a sugestão do amigo e depois de fazer um pequeno sorteio, descartando a opção dos vídeos, acabou escolhendo o facebook mesmo. Ele achava que enviar uma mensagem seria mais fácil, mas depois de quase meia hora sentado naquela cafeteria cosplay, percebeu que estava pra lá de enganado.
Pediu um pudim tradicional para uma das garçonetes de patins e, tomado por um impulso sobrenatural, clicou na bendita setinha. Se a mensagem foi enviada ou se tinha dado erro como as vezes acontecia, ele não saberia dizer, pois mal tinha pressionado a setinha e já foi logo desligando o celular o mais rápido que pôde.
O coração batia forte, as mãos tremiam um pouco. O sentimento de arrependimento começava a tomar sua consciência quando a cadeira a frente da sua foi puxada e uma pessoa sentou na mesma mesa. O coração quase saiu pela boca quando viu quem tinha sentado ali.
— Então... Você não prefere falar diretamente para mim? — Leo tinha um sorriso amável nos lábios e girava o próprio celular na mesa com uma mão.
Guang-Hong arregalou os olhos, sentindo o rosto ferver.
— O-o que está fazendo aqui?
— Ah, Phichit marcou de me ver nesse café, mas acabou tendo outro compromisso em cima da hora. Aí te vi e quando estava prestes a vir aqui, recebi uma mensagem interessante no chat do facebook.
— A-ah, e-eu... Eu...
Leo riu.
— Ao que parece nos sentimos da mesma forma. — esticou a mão livre sobre a mesa, alcançando os dedos frios do adorável garoto corado. — Então, o que quer fazer em relação a isso?
Guang-Hong não respondeu de imediato. Com uma ousadia que nem sabia que tinha, envolveu a mão de Leo com as suas próprias e depois de morder o lábio, falou firme:
— Eu estou apaixonado por você.
Leo ficou surpreso pela declaração. Não esperava por aquelas palavras sendo ditas firmes daquele modo tão cedo. Sem o sorriso abandonar seus lábios, respondeu um amoroso “eu também”, deixando que o sutil ar de romance os envolvesse e fizesse com que esquecessem do resto do mundo.
Notas finais
Bjinhos
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