Notas iniciais
Não é o último capítulo kkk vou parar de trolar vcs kk esse é o penúltimo, o último eu posto hoje também. Porque já finalizei toda a história :(((. Postarei mais tarde. Capítulo dedicado a Selênia! Obrigada pela recomendação. ♡♡♡

Senti minhas bochechas esquentaram, Yoongi me olhava do canto da sala da enfermaria, como o calor do momento tinha passando, me sentia envergonhada pela briga e pelo jeito que falei com Chan-mi na frente de todos.

— Senhorita Kim, devo me preocupar? – A enfermeira questionou limpando os arranhões do meu rosto.

— Não, senhora. Está tudo bem. – Sorri amarelo tentando amenizar o clima.

— São só alguns arranhões, vai sobreviver. – A senhora mais velha me deu um olhar demorado, suspirou dando de ombros e me pediu para descer da maca. — Espero não te ver mais aqui, senhorita Kim.

Apenas concordei, dei um breve olhar para Yoongi e o mesmo me seguiu para fora da sala da enfermaria.

— Senhorita Kim, é muito selvagem. – Yoongi sorriu zombeteiro quando o olhei ainda envergonhada.

— Yoongi, eu nem sei por onde começar, eu sinto que ainda temos tanta coisa pra conversar. – O loiro se aproximou sem desviar seus olhos dos meus.

— Concordo, eu quero tanto te tocar, te beijar, mas me sinto estranho. Toda essa história com Chan-mi… Eu sei que não faz sentido, mas parece que te traí ficando com ela. – Yoongi disse desconcertado colocado as mãos nos bolsos, numa mania nervosa.

Balancei a cabeça em concordância, Chan-mi tinha mesmo deixado tudo isso muito estranho.

— Nós não precisamos nos precipitar. Vamos andar ao invés de correr. – Falei sincera, nós tínhamos todo o tempo do mundo.

— Como sempre você indo com calma. – O loiro se mexeu de uma forma desconfortável. — Adora… se Chan-mi não tivesse feito tudo isso, você ainda não teria se revelado?

Yoongi sabia a resposta, mas mesmo assim questionou, ele sabia que eu ainda não teria me revelado.

— Yoongi… Podemos conversar com mais calma hoje a noite? ‐ Questionei me sentindo nervosa novamente.

— Sim, claro. Posso te buscar em casa, se quiser. – O rapaz parecia ligeiramente tímido, nada parecido com o cara que andava pela faculdade com sua costumeira expressão de tédio e sono.

— Pode ser. – Respondi ainda sentindo o clima estranho que estávamos.

Ouvimos o sinal do final das aulas, o corredor se encheu em segundos.

— Preciso pegar minhas coisas na sala. Eu te envio meu endereço por mensagem. – Falei já me afastando.

Yoongi apenas concordou, dando um leve aceno e indo para a outra direção, a direção que eu sabia que era pra sua sala.

Arrumei minhas coisas e quando estava saindo da sala, meus amigos apareceram na porta com expressões preocupadas. Apenas Yoongi pode ficar comigo na enfermaria, os outros garotos tiveram que voltar para suas salas.

— E aí, você está bem? – Foi a primeira coisa que Jimin me perguntou.

— Vou ficar, não se preocupem. – Jimin e Jin estavam com um semblante mais carregado, por saberem o motivo real da briga.

— Se abre comigo aqui, Adora. O que a Chan-mi fez pra você grudar na cara dela daquele jeito? — Taehyung perguntou me abraçando pelos ombros.

— Vocês vão saber de tudo logo, eu só preciso ir pra casa tomar um banho e deitar. Minha cabeça está explodindo de dor. – Respondi Taehyung enquanto saíamos do interior da faculdade.

— Vai pra casa, descansa. A gente se fala mais tarde. – Hoseok disse compreensivo.

Olhei para os garotos a minha frente, Jungkook parecia o mais distante, desde o beijo na praia ele se mantinha distante de mim.

Seu olhar desconcertado se perdia do meu, ele parecia se esconder atrás de Hoseok.

— Jungkook, veio de carona com Hoseok hoje? – O garoto apenas concordou. — Vem comigo, queria conversar com você.

Jungkook demorou pra concordar, parecia receoso em me seguir até meu carro. Nos despedimos dos outros e fomos em silêncio até o carro estacionado.

Quando entramos o interior foi tomado pelo cheiro de baunilha, o cheiro característico de Jungkook. Eu gostava de como as vezes ele era inocente.

— Como você está? Parece que não te vejo direito desde a praia. – Jungkook mordeu os lábios e desviou os olhos para a paisagem fora da janela.

— Estou bem… – Respondeu incerto.

— Jungkook, você não precisa ficar assim comigo. Eu não fiquei brava pelo beijo. – Soltei de uma vez não aguentando mais aquele clima estranho no carro.

Esse era o garoto que me provocava todas as vezes que me via? Eu não o reconhecia mais.

— E-eu fiquei com vergonha, eu devia ter negado o desafio. – O garoto respondeu soando culpado.

— Foi apenas um beijo, claro que me pegou de surpresa, eu nunca pensei que você me beijaria, mas não foi nada demais. – Falei dando uma olhada rápida em Jungkook, ele parecia menos tenso.

— Sinto que um peso saiu das minhas costas. – Virou o corpo em minha direção, agora me analisando sem a vergonha de antes. — Agora me diz, você estava tentando roubar o Yoongi da Chan-mi? É o que algumas pessoas da faculdade estavam falando.

— O que? – Praguejei, me sentindo nervosa, era claro que iriam distorcer tudo. — A Chan-mi que estava roubando o Yoongi de mim.

Enquanto seguia o caminho até a casa de Jungkook, acabei contando toda a história. Não valia mais a pena guardar, e a raiva por saber que estavam distorcendo toda a história, estava sendo um combustível para a enxurrada de palavras que saiam da minha boca.

— Ela mereceu os tapas então. Mas vê se não entra mais em brigas, você é fraquinha demais. – Jungkook me provocou.

— Cala boca, pirralho. – Parei o carro na porta da sua casa. — Está entregue, corre, senão vai perder o Naruto!

— Idiota. – Jungkook soltou um risinho soprado, enquanto abria a porta do carro.

— Ei! Não sei qual foi o motivo da briga com a Mina, mas espero que vocês se resolvam, e se for algo que não é mais pra ser, eu vou te apoiar do mesmo jeito. – O moreno bateu a porta do carro e encostou na janela.

— Obrigado, Adora. – Ele piscou e se afastou do carro, indo para a casa.

Com o coração mais leve, liguei o carro e peguei o caminho da minha casa. Eu ainda não sabia como seria a conversa com Yoongi. Só esperava resolver da melhor forma possível.

(…)

Meus dedos pairavam pela tela do celular após ter enviado a mensagem com meu endereço para Yoongi. Dessa vez tinha enviado a mensagem pelo meu número. E não mais pelo chip que eu apenas usava pra enviar os sonhos.

Agradeci aos céus por meus pais não estarem em casa no momento que cheguei, se minha mãe visse os arranhões no meu rosto perguntaria se eu teria brigado com um gato.

Chan-mi com certeza estava longe de ser comparada a um bichinho tão lindo e fofo.

Yoongi: Meu amigo viajou a trabalho, se quiser posso te buscar e podemos ficar aqui.

Me senti inquieta com a mensagem do mesmo, eu sabia que teríamos que ficar a sós para conversar, colocar todos os sentimentos em ordem.

Mas estar sozinha em uma casa apenas com Yoongi seria perigoso não só para minha sanidade, mas também para a minha imaginação fértil. Os sonhos vinham vividos em minha memória.

Todos os toques, gemidos lúbricos, como lembrança de um sonho bom e distante, e que nunca foram realizados.

Yoongi: Devo interpretar esse silêncio como um não?

Me perdi em pensamentos, que deixei Yoongi sem resposta por muito tempo.

ADORA: Desculpa, eu acabei me distraindo, pode ser. Te espero as 18:00, tudo bem?

Yoongi concordou, deixando meu estômago pesado, minhas mãos já estavam suando em nervosismo.

Me forcei a tomar um analgésico para a dor de cabeça e me deitei tentando esquecer que daqui a algumas horas teria que me abrir totalmente para Yoongi.

(…)

As 18 eu desci as escadas pronta pra sair de casa, tinha avisado aos meus pais que sairia com Jimin e que chegaria tarde.

Yoongi estava encostado no seu carro, os cabelos loiros revoltos, e aquele olhar manso e quente. Olha-lo assim me fazia lembra o porque de ter me apaixonado por ele. Yoongi estava ali me esperando como um desejo realizado.

— Uau… Você é mesmo ela.– Yoongi sussurrou fraco.

— O que? – Questionei rindo da sua cara.

— Toda vez que te vejo, Adora… mais certeza eu tenho de que você é a garota das mensagens. – O loiro respondeu sincero.

— E porque está dizendo isso? – Perguntei sentindo minha bochechas corarem.

— Porque meu coração acelera igual a quando eu falava com você por mensagem. É algo que não sei explicar. – Yoongi relevou tímido. Me mostrando um lado que eu não sabia que podia existir. Por de trás daquele garoto mal encarado, recluso e carrancudo, havia um homem puro e cheio de sentimentos.

— Não precisa explicar. – Como em uma confissão muda, abri a porta do carro e entrei esperando o mesmo dar a volta e sentar ao meu lado.

O carro carregava o cheiro característico de Yoongi, amadeirado, vibrante e muito másculo. Respirei fundo tentando guardar cada nota daquele aroma.

— Vamos? – Yoongi perguntou. Apenas concordei colocando o cinto de segurança.

O caminho até sua casa foi quieto, cada um no seu próprio mundinho, pensando no que diriam quando fosse a hora de conversar.

Paramos em frente à um prédio no centro, Yoongi desceu para a garagem no subsolo e estacionou.

— Eu divido o apartamento com meu amigo Namjoon. – O loiro disse tentando quebrar o silêncio constante.

Apenas balancei a cabeça mostrando que tinha entendido, saímos juntos do carro e o mesmo me guiou até os elevadores.

Tínhamos tanto pra conversar, mas mesmo assim agora aqui sozinhos, eu sentia que não sabíamos como começar.

Chegamos no andar onde ficava o apartamento de Yoongi, segui o mesmo até a porta do seu apartamento. Quando entramos toda a decoração deixava claro que ali só morava homens.

Mas fui pega de surpresa pelos vasos de plantas na sacada.

— Namjoon gosta de cuidar delas, como ele paga a mais no aluguel, eu não reclamo. – Yoongi disse bem humorado.

Continuei analisando o ambiente, tentando não deixar a idéia de estar sozinha com Yoongi em um lugar que havia cama e sofá, me deixar ansiosa.

— Quer beber algo? Temos água, suco, cerveja. Ou algo mais forte. – Ele disse se movimentando pela cozinha que eu podia ver da onde estava. O apartamento não era tão grande, mas 2 pessoas podiam viver ali tranquilamente.

— Eu aceito uma cerveja. – Yoongi pegou duas cervejas da geladeira, me deu uma e apontou para o sofá.

— Então... eu não sei como começar essa conversa. – O homem a minha frente disse sincero.

— Eu acho que eu devo começar, Yoongi. Toda essa história começou por minha culpa. – Yoongi suspirou e me incentivou a começar a falar. — Acho que devo começar do começo? – Perguntei retoricamente. — Eu gosto de você a um tempo, Yoongi. Talvez desde que entrei naquela faculdade e vi seus olhos cansados e bochechas rosadas pelo vento frio. Não demorei para perceber que você não tinha interesse em nenhuma garota da faculdade, eu vi várias garotas sendo rejeitadas. – Falei incisiva.

Yoongi apenas sorriu entendendo meu tom.

— Eu sabia que seria apenas mais uma se eu chegasse em você e me declarasse, então eu tive aquele sonho e resolvi te mandar anonimamente.

— E deu certo, você conseguiu ficar presa no meu pensamento no primeiro dia. – Yoongi exteriorizou franco.

— Eu não tinha intenção de conversar com você, eu queria apenas ter um pouco do poder de mudar sua expressão costumeira de tédio e sono. Algo em mim dizia que você era um pouco triste. – Revelei em um sopro, com um pouco de receio sobre como seria sua reação.

— Sabe, Adora… você foi a única que percebeu isso. Todas as garotas me viam como um bad boy com um segredo obscuro, mas a única coisa que eu guardo é uma família disfuncional e uma vida solitária. – Senti meu coração se apertar eu nunca achei que teria esse momento com Yoongi. Os vários sonhos que eu tive com ele, nunca foram sobre se abrir, ser verdadeiros e sinceros.

Me aproximei mais do garoto ao meu lado, nossas coxas se tocando lateralmente. Sua calça jeans tocava minha perna descoberta pelo vestido.

Tomei mais um gole da cerveja, tentando me lembrar de onde tinha parado.

— Então... eu decidi te enviar mensagens anônimas, sem coragem nenhuma de me relevar, estava tudo indo bem, mas do nada tudo saiu do controle. – Engoli em seco. ‐ No final de semana eu viajei com meus amigos, naquela sexta em que falamos por telefone e rolou aquela coisa… – Senti minhas bochechas esquentarem com a lembrança do sexo por telefone. — Chan-mi ouviu tudo, e talvez ela não fizesse nada se não tivesse visto o que aconteceu depois que sai do banheiro. – Suspirei com a lembrança. — Quando sai do banheiro Jin, o cara que Chan-mi gosta e também um dos meus melhores amigos, fez uma declaração totalmente bêbado, sem nenhuma fundamento. Então, Chan-mi ouviu, de alguma forma ela colocou a culpa em mim. E no outro dia quando fomos a praia e ela acabou ficando com meu celular desbloqueado, ela viu suas mensagens, achou o sonho e fez tudo o que fez. – Terminei toda a história com um suspiro pesado, mas ao mesmo tempo me sentia leve e bem por tudo o que tinha dito.

Yoongi demorou um momento para começar a falar, talvez digerindo tudo o que eu disse. Tomei o resto da cerveja sentindo minha boca um pouco dormente, por ser um pouco fraca com bebida eu me sentia mole rápido demais.

— Adora, ouvir todos os motivos por você ter começado a me mandar mensagem… é bem uau. Saber o outro lado da história é mesmo muito bom. – Yoongi disse de forma genuína. — Acho que é minha vez, você deve estar curiosa pra saber como Chan-mi me enrolou. Bem… Foi no mesmo domingo daquele fim de semana em que conversamos por telefone. A noite eu recebi uma mensagem de um número desconhecido, com um texto enorme, nesse texto Cha-mi dizia que ela era a garota das mensagens. Fui pego de surpresa, eu não esperava que você se revelaria daquela forma… do nada, claro que desconfiei, mas quem mais poderia saber além da verdadeira garota das mensagens, que nós conversávamos? ‐ Apenas concordei, Yoongi tinha razão, como do nada uma pessoa apareceria dizendo que é a garota que sempre trocou mensagens com ele e não ser a verdadeira pessoa por trás das mensagens? Chan-mi soube mesmo manipular a situação. — Então, sem querer perder tempo no domingo a noite nos encontramos, ela veio até aqui na frente do prédio, parecia assustada, receosa como se pisasse em ovos. E aí, eu ouvi a voz dela, questionei a grande diferença e a mesma disse que estava com a garganta inflamada, por culpa de uma recente gripe. – Yoongi suspirou descrente lembrando das palavras de Chan-mi. Bagunçou os cabelos os deixando em uma desordem sexy, eu me perdi por alguns segundos olhando seu perfil, seus lábios pareciam ser macios e vermelhinhos, percebi que a cara de sono era natural e que era até um charme dele.

— Eu me senti um idiota hoje, Adora. Meu interior me alertou que não era ela, no momento em que a vi sair do carro naquele domingo a noite, eu sabia que havia algo errado. Mas, se não fosse ela… seria quem? Quem mais poderia saber? Eu nunca achei que podia estar sendo enganado. Agora eu me sinto ainda mais idiota falando isso em voz alta, ela tinha resposta pra todas minhas dúvidas, toda vez que eu desconfiava e a questionava ela sabia como responder. Mas mesmo assim ela ainda não parecia com a pessoa que eu falava por telefone por todos aqueles dias.

— Me perdoa, Yoongi. De alguma forma eu me sinto culpada, se eu tivesse tido coragem de me revelar no dia daquele telefonema, eu senti uma vontade absurda de te falar quem era, mas deixei meu medo falar mais alto. – Minha voz saiu quase esganiçada pela vontade de chorar de raiva. Eu sabia que Chan-mi tinha estragado o começo de algo bom.

— Nenhum de nós tem culpa, Adora. Você não sabia que aquela garota podia fazer aquilo, nós fomos vitimas como você mesmo disse. Eu só queria conversar e deixar tudo claro, porque como eu te disse de alguma forma eu sinto que te traí, mesmo não tendo nada sério com você. – Yoongi disse tocando minhas mãos enquanto colocava a garrafa vazia de cerveja na mesa de centro.

Não tínhamos como mudar nossas escolhas, e nem mudar o que a Chan-mi fez, mas eu sabia que podíamos mudar o agora.

— O que você acha de esquecer tudo isso? – O loiro me olhou com uma ponta de dúvida. ‐ Prazer, meu nome é Adora.

Yoongi riu incrédulo, deixando seu sorriso gengival quase puro encher meu coração de um sentimento bom.

— Prazer, Adora. Meu nome é Yoongi. – Sua voz profunda tinha o poder de ir de encontro ao meu ponto mais sensível. Seus braços me rodearam em um abraço meio desengonçado por causa da posição no sofá, mesmo assim aceitei de bom grado. Seu rosto tocou o meu me trazendo sensações novas que meu corpo nunca tinha experimentado.

— Eu sei que pessoas que acabaram de se conhecer não se beijam, mas eu tenho esperado isso a algum tempo. – Yoongi sussurrou perto do meu rosto, meus olhos passearam pelo seu rosto até parar em sua boca. Eu nunca quis tanto beijar alguém, como se fosse necessário.

— Podemos quebrar as regras algumas vezes, certo? – Murmurei quase inaudível, se Yoongi não estivesse tão perto não teria escutado.

Sem pensar duas vezes os lábios de Yoongi cobriram os meus, quentes e necessitados, sua mão encaminhou para minha nuca me prendendo mais no seu beijo.

Notas finais
Eu venho aqui de madrugada com o capítulo dividido em dois, na maior cara de pau kkkk me desculpem! Já finalizei a história, como disse o último será postado mais tarde. Tô chorando já, pq essa história é meu xodó :(. Comentem! Esse povo que só lê e não comenta, eu vou mandar o Yoongi do Daechwita arrancar a cabeça de vcs kkkk sou má kk Até mais tarde pro último capítulo! ♡