Mesmos Nomes. Outras Histórias.
21 Epílogo
Regina cai sobre a cama e atrapalha-se com os travesseiros e edredons. Segundos depois, Rumpel despenca sobre a mesma cama, mas quica e rola para o chão.
– Rumpel! – ela se livra daquela confusão e pula fora da cama. Observa que o pirata não se mexe. – Rumpel, fale comigo!
O homem permanece caído e silencioso. Regina se ajoelha perto dele e ao tocar em suas costas, percebe que a adaga estava fincada na altura dos rins.
Horas depois, Mary e David chegam ao hospital e encontram Regina recebendo um copo com água das mãos de Henry.
– O que houve com você, Regina? Onde esteve? Você está bem? Por que não nos avisou sobre sua viagem?
David toca o ombro da esposa e ela entende como um pedido para calar-se.
– Ficamos preocupados com sua ausência. – o príncipe fala suavemente. – Tentamos um contato e o fato de não responder...
– Eu entrei por um portal. – Regina bebe a água e mantém os olhos na direção do corredor por onde Rumpel havia sido levado.
Mary senta-se ao lado da madrasta e toca-lhe a perna.
– Pode resumir o que houve nesses dias de ausência?
– Caí num reino, conheci pessoas, fiz uma pequena jornada e fui presenteada com uma nova paixão. Quando pensei que tudo ficaria para trás, eis que me encontro num hospital, aguardando notícias sobre a saúde de um homem alvejado pela adaga que controla o Sombrio.
Todos se entreolham. Não questionam o que Regina havia dito e respeitam o estado taciturno em que ela se encontra.
Dias depois...
– Como você se sente? – Regina pergunta com o rosto próximo ao rosto de Rumpel.
– Eu me sinto rasgado e costurado. – ele tenta sorrir, mas sente dor. – Onde estou?
– Em meu reino. Adam o esfaqueou e você caiu em cima de mim. Ele cravou a adaga que controlaria a Sombria...
Rumpel nega coma cabeça.
– Eu disse a você que estava com uma das adagas. Não lhe disse que estava com a adaga. O objeto era falso e a Sombria não teve tempo de pedir que ela se manifestasse. – mesmo pálido e frágil, o pirata mantinha a beleza em seu rosto. — O que vai fazer comigo?
– Vou me aproveitar de você. – Regina senta-se na cama do paciente.
– Há como abrir um portal para meu retorno?
– Tritões e nereidas abrem portais submarinos. Portanto, preocupe-se apenas com sua recuperação. Depois pensaremos num portal. – ela sorri
– Preciso retornar em breve. Adam irá apossar-se de meu navio. É a regra dos mares...- ele geme novamente.
– O Sr. Smee não permitirá. Seus piratas respeitam e admiram você e não deixarão que o ex-macaco cabeludo assuma os navios.
Rumpel fecha os olhos e busca ar para seus pulmões.
– Será que ele irá tirar o bracelete de Belle? Ela não pode ficar bloqueada para sempre...
Regina dá de ombros, desdenhosa e desinteressada no destino da mulher. Olha para a porta e vê seu filho entrar acompanhado pelos avós.
– Quero que você conheça meu filho Henry.
O pirata sorri e faz uma careta pela dor.
– Henry? Príncipe Henry?
– Aqueles são Mary e David, meus familiares. Está faltando Emma, a outra mãe de Henry.
– Emma? – o pirata exibe um sorriso de muitos dentes.
O casal não conseguia esconder a admiração e o encantamento diante da semelhança do paciente com Magno. Os dois homens eram idênticos, e aquilo estava sendo encarado com naturalidade pelo neto. O menino sorri e segura a mão do homem deitado.
– Seja bem vindo!
Regina alarga um sorriso e inclina-se para beijar a testa do pirata. Depois olha as pessoas por cima do ombro.
– Família, quero que conheça Rumpelstichen, o Capitão Gancho Negro!
FIM.
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