Merry Christmas - Thalico
7 A Little Nerd - Estrelas
Notas iniciais

A música ecoava alegremente nos quatro cantos do local. Depois que os membros mais velhos da família Olympus foram para uma festa de empresa, a mansão Grace foi liberada para todos os adolescentes.
Thalia Grace deslizou pelo salão em seu belo vestido azul e negro saudando os convidados. Subiu as imponentes escadas douradas e ligou o microfone.
– Ei, gente. – chamou, sem resultado. Então aumentou o tom de voz: — Ei, gente!
Os convidados encolheram-se com tão agudo som.
– Desculpe por isso, pessoal. – disse, então pegou discretamente, um papelzinho com seu discurso escrito — Hã... obrigada a todos vocês por virem.
Aplausos foram ouvidos.
– Hã... ah, sim! Esta festa não seria possível sem a Annabeth Chase, palmas para a Anna... ah, ela está pegando o Percy, desculpem. – brincou, provocando risadas da plateia e olhares fulminantes vindo do casal de amigos seus – Acho que não tenho mais nada a dizer, só... ah, que comece a festa e um feliz natal para todos!
A plateia aplaudiu enquanto Thalia descia os degraus da escada, os olhos inquietos procurando alguém na multidão.
***
Quando Nico entrou e viu Thalia fazendo o discurso, ficou literalmente boquiaberto.
Thalia Grace não era apenas uma simples adolescente. Ela era linda, inteligente, legal, sua melhor amiga e como se não bastasse, filha do rival de seu pai.
Caminhou entre os adolescentes felizes, amigos tirando fotos e casais apaixonados, inspirando-o ainda mais. Avistou Percy e acenou para o amigo, o qual lhe deu um forte abraço de urso.
– Ei, cara, como vai? – perguntou.
– Oi, Percy. – saudou.
Depois de uma breve conversa entre os dois, interrompida por Annabeth, Nico pôs-se a procura-la novamente, empurrando quem precisasse empurrar. Depois de percorrer quase todo o salão de festas, finalmente a viu. Sentada em um banco vermelho e redondo de plástico e metal, Thalia Grace estava deslumbrante. Com o cabelo preso em um sidecut falso desfiado, vestido de veludo e tule azul e preto e tênis all star com spikes prateados e brilhinhos pretos nos braços, ganhava um 10 de todas as outras garotas da festa. Quando seus olhos se encontraram, uma corrente elétrica percorreu todo o corpo do rapaz. Azul e negro nunca foram tão boa combinação.
Thalia levantou-se e caminhou até Nico, dando-lhe um abraço sincero com seus braços tatuados quando seus corpos se encontraram. Nico notou que os brilhinhos não eram brilhinhos, e sim na verdade, pequenas tatuagens de estrelas negras preenchendo a clavícula até as costas das mãos.
– Nicolau, seu filho da puta, achei que não viria! – exclamou.
– Meu nome é Nico. – pronunciou-se.
– Venha, Nicolas. – chamou, então pôs-se a deslizar entre os convidados novamente, puxando Nico pela mão. Pararam na mesa de comes e bebes, onde Thalia pegou uma garrafa de bebida com rótulo rasgado, fazendo Nico não conseguir identificar qual era a bebida, então pensou que era vinho branco. Thalia encheu duas taças com a bebida misteriosa, entregando uma à Nico e outra ficando com ela. Thalia deu um sorriso provocante para Nico, então pôs-se a desfilar pelo salão novamente, desta vez sem guia-lo.
Nico seguiu-a pelos convidados, tendo dificuldade em acompanhar o ritmo da garota, claramente mais “animada” com a bebida. Passou por baixo de bandejas e braços pertencentes à corpos dançantes até conseguir avistá-la outra vez, seguindo a ponta de sua saia de veludo e tule. Abriu as portas deslizantes (assim como ela) dos fundos da casa, onde encontrou-a sentada em um balanço de madeira amarrado à uma árvore não conhecida por Nico. O balanço tinha dois lugares, um provavelmente para Jason, deixando Nico sentar-se lá. Quando o fez, tratou de olhar para Thalia, que estava dando um gole na taça cuja bebida era desconhecida.
– Champagne. – disse, como se lesse os pensamentos de Nico.
Ele aproveitou que Thalia admirava as estrelas para então estuda-la. Thalia era perfeita. Desta vez, não notou suas roupas, e sim suas curvas. Coxas grossas e firmes, quadris largos, barriga sarada, cintura fina e seios grandes e fartos.
– Nico? – chamou.
– Diga. – Nico respondeu.
– Dá para parar de me secar, por favor? – as últimas palavras ditas com (nem tanta) delicadeza indicavam o efeito da bebida na garota.
– E se eu não quiser? – ousou.
Thalia virou-se para ele, seus rostos cada vez mais próximos, suas respirações descompassadas. Quando seus lábios iam tocar-se, Thalia estreitou os olhos.
– Acho que isso é um fisgo. – anunciou, indicando um galho da árvore onde estava o balanço.
– Melhor assim. – disse Nico.
Ele puxou sua cintura fina para seu corpo, colando-os. Olhou bem fundo naqueles olhos azuis elétricos que tanto amava antes de puxá-la para um beijo calmo e apaixonado. Suas bocas moviam-se sem pressa, como se tivessem todo o tempo do mundo, experimentando cada canto de seu parceiro. Então foi como se não tivessem o tempo do mundo, e as bocas moviam-se com mais pressa, dominadas pelo desejo do outro. Nico pediu passagem com a língua e Thalia concedeu, fazendo ambos deliciarem-se ao explorar cada canto da boca do parceiro, suas línguas em sincronia. Thalia passou as mão por baixo de sua camiseta formal negra, esta coberta por uma jaqueta de couro negro.
– Thalia... – Nico gemeu seu nome entre beijos, puxando-a para mais perto de si.
Foi sua vez agora. Nico desceu as mãos até as coxas da “amiga”, explorando cantos embaixo de sua saia. Estava prestes a tocar sua cintura quando desequilibrou-se, fazendo os dois caírem na grama úmida, suas cabeças batendo uma na outra.
O beijo separou-se e Nico voltou com suas mãos até o local adequado, e onde para ele, elas não deveriam ficar. Thalia apenas ria, arrumando seu vestido fora do lugar.
Os dois encontraram-se deitados na grama úmida, encarando a bela vista do quintal de Zeus Grace até o centro de seu condomínio, onde uma bela árvore de Natal estava montada, sua estrela dourada no topo na “altura do céu”, fazendo contraste com as estrelas prateadas pertencentes á este.
– As estrelas estão lindas esta noite. – Thalia pronuncia-se.
– Assim como você. – diz Nico, colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha com piercings.
Thalia o encara novamente, mas com algo a mais que desejo nos olhos, algo mais... amoroso. Eles se reaproximam, sem desgrudar seus olhos um do outro. Thalia fora mais rápida do que Nico daquela vez, sua boca atacando a do garoto, permitindo-o soltar um riso rápido antes de retribuir os beijos ferozes da garota.
– Feliz natal, Thalia. – Nico desejou entre beijos.
– Feliz natal, Nico. – Thalia repetiu, sorrindo.
As estrelas brilharam acima deles.
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