Mermaids
5 Capítulo 6
– Alexis! Onde você se meteu? Quer nos matar do coração?!
– Desculpa. Não queria preocupar vocês. Eu só saí para dar uma volta, mas já estou em casa — Alexis disse calmamente. Tessa logo desconfiou do modo como ela falava. Ela não estava contando a verdade.
– Serio Lexi? Só deu uma volta? — Tessa perguntou desconfiada.
– Eu juro. Só queria pensar.
– Tá — Tessa disse, ainda sem acreditar.
– Eu vou desligar, estou muito cansada.
– Tá, até amanhã.
Tessa desligou e olhou para Monique e Luke que anunciavam para saber onde Alexis se metera.
– Ela disse que foi dar uma volta.
– O que? – os dois disseram juntos, surpresos e confusos ao mesmo tempo.
– É. Disse que precisava pensar.
– Olha, eu posso ter passado quatro anos fora, mas conheço a Alexis desde sempre, e numa situação dessas eu diria que ela está mentindo. — Luke concluiu.
– Pensei a mesma coisa — disse Tessa. — Não parece uma atitude dela.
– Eu acho que ela foi investigar, mas não quer compartilhar nada com a gente. — Monique falou.
– É bem a cara dela — Tessa concordou.
– Vamos deixar como está e amanhã tentamos falar com ela – Monique disse por fim.
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Andrew acordou com a voz do piloto avisando que o avião iria pousar. Ele se remexeu na cadeira e notou que Alicia dormia com a cabeça repousada em seu ombro, e seus longos cabelos ruivos estavam espalhados pelo seu peito.
– Alicia — ele sussurrou próximo ao seu ouvido, sentindo o cheiro de shampoo de maçã de seus cabelos. — Alicia — ele chamou novamente, e ela começou a se remexer na cadeira resmungando. — Alicia, chegamos.
– O que? — sua voz saiu rouca, quase sem som.
– Chegamos às Bahamas. — Ela levantou sua cabeça e abriu os olhos devagar. Andrew achou engraçada a expressão confusa misturada à cara de sono de Alicia.
– Ah — ela disse olhando ao redor e arrumando o cabelo.
Assim que eles desceram no aeroporto, Alicia puxou sua malinha até uma cafeteria. Andrew, que não teve tempo de fazer uma mala e ainda estava de terno, com o paletó em mãos, pegou seu celular e ligou para Tessa.
– O que é? — ela resmungou com uma voz sonolenta.
– Bom dia para você também. — Andrew brincou.
– Sabe que existe uma coisa chamada fuso horário, sabia?
– Sei, mas eu disse que iria ligar para avisar quando chegasse.
– Não sabia que ia ser tão cedo.
– Você ligou para Enzo?
– Liguei, ele reservou a melhor suíte para o filho do chefe dele.
– Tá. Obrigado. Mais tarde eu te ligo.
– Mais tarde mesmo.
Andrew desligou o celular e foi ao encontro de Alicia.
– Pedi um café para você.
– Obrigado. Nós vamos ficar no hotel do meu pai, Tessa reservou as suítes.
– Não precisava, eu dormiria no mar com a minha mãe.
– E correr o risco de você ser assassinada? — Alicia revirou os olhos e bebericou seu café.
– Esse lance de você bancar minha babá não é nada legal. Agora eu sei por que Tessa reclama tanto.
– Vou ignorar e continuar a pensar que você está muito agradecida por eu ter vindo lhe proteger, assim como eu ignoro Tessa e sua birra. Sei que estou certo.
– Ah, sim, você está sempre certo, não é Andrew?
– Apenas procuro seguir o lado mais correto.
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Alexis estava tomando café da manhã sozinha em sua casa, quando Marissa, sua madrasta há anos, uma mulher loira de cabelos curtos, olhos azuis, muito bonita, empresária da moda, entrou na cozinha.
– Bom dia Alexis.
– Bom dia.
– Eu ia esperar para falar com você, mas parece que anda tão ocupada esses dias que quase não a vejo.
– São os trabalhos do curso, estão acabando comigo. Mas o que gostaria de falar comigo? — Marissa sentou-se e sorriu. Alexis conhecia aquele sorriso.
– Vai ter um desfile que estou organizando junto a estilista Matilde Henning, e ela desenhou um modelo especial para você usar. Então, o que me diz? — Marissa sempre consegue com que Alexis desfile, pois ela tem um corpo de modelo e sempre desfilou.
– Claro. Por que não? — Alexis disse sem entusiasmo e forçou um sorriso.
– Excelente — Marissa levantou-se animada. — Vou ligar para Matilde para avisar, e amanhã dê um jeito de passar no meu escritório para tirar novas medidas.
– Tá certo.
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O táxi que levava Alicia e Andrew parou em frente a um pequeno hotel, mas bem luxuoso, com uma bela vista para a praia.
– Pensei que iríamos ficar naquele superhotel incrível e luxuoso que o seu pai construiu no centro de Andros.
– É melhor ficarmos aqui, é mais discreto.
– Traduzindo: tem menos chances de descobrir que você ficou fora do Ocean Palace por um tempo.
– É. — Andrew confirmou. — E o Enzo, o administrador e gerente desse hotel, é um bom amigo, então ele não vai me dedurar para o meu pai.
– Esperto.
O hotel estava bem movimentado. Eles foram até a recepção e um homem alto e moreno veio cumprimentar Andrew.
– Andrew Rinald, há quanto tempo.
– Oi Enzo. O hotel está bem movimentado.
– Pois é, um grupo de jovens que vão fazer sei lá o que ocuparam quase todo o hotel, e como ele é pequeno sinceramente não sei como sobrou quarto para você e sua namorada. — Alicia lançou um olhar interrogativo para Andrew, que também não entendeu. — E que falta de educação a minha, você deve ser a Alícia.
– Sou sim — ela apertou a mão de Enzo, ainda com uma expressão confusa.
– O que a Tessa lhe disse quando ligou para você?
– Ela disse que você viria para cá e precisava de dois quartos, mas eu só tinha um disponível, então ela disse que não tinha problema pois vocês são namorados.
– Ah, ela disse isso?
– É. Por quê? Algum problema?
– Não. Está tudo bem. — Andrew olhou de relance para Alicia que possuía uma expressão nada boa.
– Ótimo, vou levá-los até o quarto.
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