Mermaids
13 Capítulo 14
Tessa e Alexis chegaram à casa de Monique, e ao entrarem em seu quarto encontraram ela e Alicia em uma conversa animada.
– Monique sua... Tessa! — Alicia disse, ao vê-la chegando.
– E eu trouxe alguém comigo.
Alexis saiu de trás de Tessa e acenou timidamente,
– Oi.
– Lex! — Monique foi correndo dar um abraço na amiga. — Você está bem? Estávamos tão preocupadas. Nunca mais suma desse jeito!
– Não vou, eu prometo.
– Lexi — Alicia se pronunciou, aproximando-se da amiga. -, eu não devia ter dito aquilo sobre sua mãe e...
– Tá tudo bem Alicia.
– Não está. Eu não devia ter falado. Quando me avisaram que você tinha sumido eu me senti muito culpada.
– Não se sinta. Isso até me ajudou a ir mais fundo em minha investigação.
– Eu te amo Lex. — Alicia deu um abraço apertado em Alexis.
– Também te amo.
– Estamos juntas de novo — disse Tessa -, então que momento melhor para compartilhar informações, não é Alexis?
Alexis contou tudo sobre o que descobrira sobre sua mãe, as mortes e as descobertas recentes no porto.
– Eu sugiro uma de nós ir primeiro para Capri, para ficar de olho — disse Monique. — Eu não posso porque tenho que fazer as provas da faculdade. Tessa?
– Eu estou livre, é claro.
– Eu posso ir também. — disse Alicia.
– Ótimo. Eu e Alexis ficamos aqui mais cinco dias, e vocês peguem o voo mais próximo para Capri, procurem o máximo de sereias que puderem.
– Vai ser fácil — disse Alicia — Capri é cheia de sereias.
– Eu sei, por causa da gruta azul.
– Exato. Minha mãe disse, da última vez que estive com ela, que sereias do mundo todo visitam a gruta azul, principalmente no período de lua cheia quando estamos mais fortes.
– E é lá onde ficam as Sirenas.
– As o que? — perguntou Alexis.
– Você não sabe quem são as Sirenas? Até eu sei. — disse Tessa.
– As Sirenas são um tipo de família, ou clã, e são como sereias legítimas.
– Como assim?
– Alexis, você precisa de uma aulinha de história das sereias — disse Alicia -, certo Mô?
– Sim. As primeiras sereias "moravam" nos rochedos da ilha de Capri. Quando as sereias começaram a se dispersar um grupo se manteve em Capri e começaram a ser chamadas de Sirenas, que é sereia em italiano. Então, basicamente as Sirenas são sereias que continuaram em seu local de origem, por isso são legítimas. E além disso, elas são donas de um conhecimento ancestral, são mais poderosas, e pertencem há um grupo fechado.
– Vocês acham que minha mãe pode ser uma Sirena?
– Talvez sim, talvez não. Isso só iremos descobrir depois — disse Tessa.
– Meninas, vocês não vão acreditar com quem a Mô vai jantar amanhã.
– Quem? — Tessa e Alexis perguntaram juntas.
– James Roberts!
– Monique sua danadinha — disse Tessa -, quem diria que você iria laçar o galã da TV.
– Até eu fiquei surpresa.
E assim as garotas começaram a conversar animadamente.
–-
Tessa entrou no hotel e encontrou seu irmão no saguão.
– Andrew! Exatamente quem eu estava procurando.
– O que foi Tessa?
– Nada de mais, só queria avisar que eu estou indo para a Itália amanhã de noite.
– O que?! Fazer o que lá sozinha?
– Não vou sozinha seu bobo, a Alicia vai comigo.
Ao ouvir o nome de Alicia, Andrew estremeceu.
– Alicia? O que vão fazer lá?
– Vamos investigar e ir atrás da mãe de Alexis.
– Espera aí, a mãe de Alexis está na Itália? E por que Alexis não vai?
– Provavelmente ela está. Ela vai, só que depois. E isso é uma longa história que eu não estou a fim de te contar. Só vim te avisar.
– Quanto tempo vão passar lá?
– O tempo que for necessário.
– Isso também tem a ver com aquelas mortes, não tem?
– Sim, mas não precisa se preocupar.
– Já estou preocupado.
Tessa passou os dedos pelas pontas do cabelo de Andrew e escorregou os dedos pela face até a bochecha. Ele pegou a mão dela e os dois se olharam por um tempo.
– Eu te amo Andy.
– Também te amo Tess.
Os dois trocaram um abraço carinhoso e reconfortante.
Apesar de serem filhos de outra mãe, os dois se amavam muito como irmãos legítimos. Sempre foram tão diferentes, e enquanto Andrew era calmo e responsável, Tessa era bagunceira e com um temperamento um pouco rebelde. Andrew consertava as besteiras que Tessa fazia, e sempre procurando protegê-la; e Tessa, mesmo que implicando com ele, gostava de sua companhia.
– Nunca vou deixar que nada de mal te aconteça.
– Eu sei. Devemos cuidar de quem amamos, não é mesmo?
– Sim. — Andrew disse, se desvencilhando do abraço. — Eu vou te deixar ir, mas eu quero que tome o máximo de cuidado e não hesite em me ligar.
– Sim senhor — ela disse, dando uma piscadela.
Tessa foi para sua suíte e Andrew ficou perdido em seus pensamentos.
E agora? Alicia iria para Capri, e ele não teria tempo de se declarar. O que fazer? Esperar, correr atrás? Precisava de um tempo para se preparar.
No dia seguinte, Tessa terminava de arrumar sua mala quando Andrew entrou em seu quarto.
– Que horas você vai?
– O voo sai no final da tarde.
– Se cuida — Andrew deu abraço demorado na irmã.
– Eu vou.
– Qualquer coisa...
– Eu te ligo, já sei. Não precisa repetir.
– Tudo bem. Alicia vai passar aqui daqui a pouco.
Andrew estremeceu ao ouvir o nome dela. Não havia decidido nada. Passara horas da noite passada pensando no que dizer, e a verdade é que não pensara em nada.
–-
Alicia estava descendo as escadas com sua mala, quando escutou a voz de Luke e seu pai vinda da sala de estar.
– Muito obrigado Luke.
– Disponha Sr. Von Kramm.
– Sem formalidades, me chame de Igor. E mande lembranças a Dim e a Jena.
– Claro.
Os dois saíram e se encontraram com Alicia próximo a porta. Ao ver a mala, Luke lançou um olhar interrogativo a ela.
– Já está indo querida? — perguntou o Sr. Von kramm.
– Sim papai. Vou passar no Ocean Palace para buscar a Tessa.
– Tudo bem. Divirta-se e qualquer coisa pode me ligar.
Os dois trocaram um rápido abraço.
– Oi Luke, eu te acompanho até a saída.
– Tudo bem. Até logo Sr. Von... Igor.
– Até Luke. — Os dois apertaram as mãos, e Luke saiu com Alicia.
– Para onde você vai?
– Itália.
– Capri?
– Como você... Alexis? — Luke assentiu, confirmando. — Então você deve saber o que vou fazer.
– Sim. E ela também vai?
– Não, ela tem aquele desfile. Vamos apenas eu e Tessa. Vou passar para buscar ela e irmos para o aeroporto.
– E por acaso você vai falar com o Andrew.
– Andrew? — Alicia perguntou, surpresa. Então seu raciocínio começou a funcionar. — Ele te contou?
– Sim. Mas é por que ele está confuso.
– Aposto que está — Alicia disse, zangada, esboçando um sorriso cínico. — Ele não devia ter feito isso. Ele deixou claro que foi um erro e não era para contar para ninguém. Mas parece que ele não cumpri nem as próprias palavras.
– Olha, o Andrew está arrependido do que disse.
– É mesmo? Então porque ele não veio falar isso para mim? — Vociferou Alicia.
– Sabe como ele é para falar dos sentimentos dele...
– Não estou nem aí. Ele foi homem o suficiente para fazer o que fez e dizer o que disse, então não me venha com desculpas. Agora se me der licença, eu tenho que partir.
– Alicia! Me escuta... — Luke tentou falar, mas ela entrou em seu carro e partiu.
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