Mercenários
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Quero que minhas férias cheguem logo! T__T
Boa leitura.
Mercenários
by Amanur
20
...
“Assim que desliguei o telefone, pedi à Jiraya que chamasse Neji e o levasse ao meu escritório. Quando o cabeludo entrou, eu andava de um lado para o outro pela sala, nervoso. Até tinha acendido um dos meus charutos caros para tentar me acalmar, mas nada parecia adiantar; eu estava com os nervos à flor da pele, como dizem.
— O que houve? — ele indagou, fechando a porta atrás de si.
— É o que quero saber! O Kakashi está hospitalizado, por que alguém invadiu o depósito à noite, o amordaçou e arrancou o olho esquerdo dele! — esbravejei entre os dentes.
— Ele viu quem foi?
— Utakata disse que foi arrastado por um homem mascarado até o banheiro e o trancaram lá, antes de pegarem o Kakashi. Mas que viu o vulto de mais um homem com ele.
— E os outros três homens que ficaram com eles? — Neji indagou, pegando um dos meus charutos sobre a minha mesa.
— Estavam em serviço. Utakata tinha ficado para ajudar o Kakashi a receber algumas mercadorias, e deixou que os três fossem sozinhos fazerem as entregas. Tiveram que despachar alguns por navio...
— Hum. Me parece algo contra o Kakashi, especificamente... O que eles queriam?
— Nada! O Utakata disse que eles apenas resmungaram algo sobre isso tudo ser apenas o troco pelo resultado das negociações...
— Como assim?
— Eu não sei, mas imagino que deva ter dado alguma merda nos experimentos do pai da Sakura.
—... Que agora estão sob sua responsabilidade... — Neji comentou, cautelosamente.
Eu não disse mais nada. Fiquei olhando para o espaço vago no meio do escritório, tragando meu charuto e pensando no que fazer. Eu não sabia se essa pessoa iria entrar em contato novamente, ou se simplesmente iria se dar por vingado — afinal, uma atitude daquelas só poderia ser tomada por vingança. Mas duvidei amargamente da minha segunda opção. De qualquer forma, a observação do cabeludo me fazia pensar sobre a vingança ser direcionada ao Kakashi, apesar de os murmúrios que o Utakata ouvira não fazerem muito sentido... Fiquei com aquela sensação de estar esquecendo algo importante do estômago.
Neji me acompanhou de volta à sala de jantar, onde o restante dos meus convidados permanecia sentado sem saberem o que fazer. Eles perceberam que algo estava acontecendo, tanto pelas minhas atitudes quanto pela ligação repentina do hospital. Mas quando voltei a me sentar, eu nada disse. Continuamos nossa refeição naquele clima pesado que de repente se instaurou sobre nossas cabeças, embora a sua cadeira e a do Sasuke permanecessem vagas e meus olhos naqueles espaços vazios. Eu sinceramente pensei em subir aquelas escadas e arrastá-la pelos cabelos e ponta-pé, por que eu sentia, de alguma forma, que algo estava acontecendo entre os dois, mas preferi manter minha postura e fechar os olhos para aquilo.
No banheiro do andar de cima, você o ajudou até um dos quartos de hóspedes. A camiseta dele estava cheia de pontinhos de sangue, e você pediu para que ele a tirasse, enquanto fosse ao nosso quarto e pegasse uma camisa minha. Você também pegou uma caixa de algodão do armário do nosso banheiro para limpá-lo. Quando voltou, o encontrou sentado sobre a cama, de coluna perfeitamente ereta, olhando para o chão. Você se conteve na porta, olhando para ele daquela forma, com o peito e braços todo pintados. E Sasuke a olhou de canto, percebendo que você não parecia muito encantada com o que via. Afinal, você detestava aquelas marcas, mesmo sem saber o significado delas — porque você sentia, de alguma forma, que elas não carregavam uma boa conotação. Além disso, você era da mesma opinião da crença popular, que naquela época era mais forte, de que as tatuagens eram marcas de criminalização. O que, de fato, naquele caso realmente era, mas você não sabia disso.
— Por que você fez isso? — você resmungou, enquanto tirava pedaços de algodão para limpar a pele cheia de secreções.
Ele deu de ombros.
— E por que não faria?
— Ora, porque é ridículo! Tatuagens são para identificar criminosos! E faz você parecer sujo, isso não lhe traz vantagem alguma, as pessoas vão te olhar de outra forma, e não faz o menor sentido passar por tudo isso! Não consigo imaginar um bom motivo para que alguém se submeta a isso. É uma tortura gratuita... Por que você está sorrindo? — você parou de passar o algodão nos braços dele, quando viu que seus lábios se curvavam num sorriso.
— Por nada...
Você ficou olhando para o rosto dele, os olhos escuro a fitando, duvidando do que ele dissera.
— Bom, parece que você está debochando de mim...
— Não estou! Só acho que não seria apropriado dizer o que estava pensando...
— Bom, agora você vai ter que me dizer no que estava pensando, seu... seu... — você fez uma pausa, para se dar conta de que ainda não sabia com se dirigir a ele — Desculpe, eu não sei seu nome.
— Você consegue guardar segredos?
— Bom... Sim e não. Você conhece a única pessoa para quem conto todos os meus pesadelos.
— Sai?
Você confirmou, com um gesto de cabeça.
— Meu nome é Sasuke.
— Meu marido não sabe o seu nome?
— Não.
Dessa vez, ele ficou olhando em seus olhos de outra forma. Estava muito mais sério e parecia lhe desafiar a algo. Um frio na espinha percorreu pelo seu corpo, e você engoliu a seco. Para quebrar aquele silêncio estranho, em seguida, você voltou a passar cuidadosamente o algodão na pele dele. Por instinto, você soube que ele não diria mais nada, além daquilo, sobre seus segredos. Mas presumiu que fosse algo muito sério, pela expressão que ele fazia. E mesmo assim, apesar da curiosidade, você se conteve. Afinal, já estava grata o suficiente por saber que ele confiava em ti para contar aquele segredo. Essa estúpida confidencia lhe fazia se sentir especial diante dele.
— Mas você ainda vai ter que me dizer por que estava sorrindo. — você resmungou.
Ele relaxou um pouco mais após soltar um suspiro, e as palavras seguintes saíram de sua boca num sussurro rouco.
— Quando você fica brava, a veia do seu pescoço salta. Eu sorri, por que não pude deixar de imaginar o quanto seria bom beijar seu pescoço...
— Beijar meu pescoço? — você indagou tanto surpresa quanto ultrajada pela ousadia dele. Até afastou a mão do corpo de Sasuke.
— Desculpe... Eu disse que era inapropriado... — ele desviou o olhar se sentindo levemente acanhado.
Nenhum dos dois disse algo. O silêncio constrangedor ficou entre vocês — seu coração batia forte, e a cabeça dele pulsava dolorosamente. Sem saber mais o que fazer, você continuou a secar a pele dele, mas sua mão começou a tremer levemente. E ele percebeu, embora não tivesse dito nada. Ficou concentrado na sua presença, no seu perfume, e na vontade súbita de lhe agarrar. Você estava tão próxima a ele, que se quisesse conseguiria envolvê-la num abraço. No entanto, ele conseguiu manter seus instintos masculinos presos em sua mente. E você continuou a tocar o algodão em cada centímetro da pele dele, avaliando os desenhos e as curvas de sua pele quente tão próximo de si. Você conseguia até mesmo sentir a respiração dele sobre seu rosto, e sua fragrância a convidava para mais toques... Mas depois de uns cinco minutos tocando seus braços, peito e costas pintada, também ciente da presença e dos olhares dele, você se afastou.
— Vista essa camisa. — você apontou para aquela que havia pegado do meu armário — Preciso fazer companhia ao meu marido... E você deveria voltar para lá.
— Sim, senhora. — ele sussurrou. Mas desta vez havia um tom de submissão tão marcante naquela voz que fez com que seus ombros caíssem quase em rendimento. Só que as regras do decoro lhe diziam para deixá-lo a sós e foi o que você acabou fazendo, embora seus pés parecessem negar seu comando.
O resto da noite passou rápido, depois que vocês voltaram. O clima de comemoração pela felicitação de novos membros oficiais na “família” havia desaparecido, e continuar com aquela noite não fazia mais sentido. Ainda mais depois que notei que você e Sasuke mal se olhavam... Sutilmente os dispensei, dizendo que me sentia cansado, e eles entenderam o recado.
Você e eu, no entanto, não trocamos mais palavras. Mas assim que nos fechamos em nosso quarto, eu a agarrei pelo braço e lhe dei um tapa na cara que quase a derrubou no chão — você perdeu o equilíbrio, e precisou dar alguns passos para trás, para conseguir se apoiar na cadeira da sua penteadeira. Em seguida, cuspi no chão e, sem dizer mais nada, fui para o nosso banheiro. Tranquei-me lá dentro por uma hora, tomando um relaxante banho. Deitei em nossa banheira com a imagem do Sasuke vestindo minha camiseta, e a raiva borbulhando nas veias. Aquilo me deixou tão puto que eu poderia ter quebrado o seu rosto, Sakura; mil e uma coisas se passaram na minha cabeça, e eu me negava a acreditar que houvesse algo entre vocês. Mas para a sua sorte consegui me conter! Eu estava juntando as coisas que você fazia contra mim, para explodi-las todas de uma só vez, quando a oportunidade mais apropriada surgisse. Mas eu precisava pelo menos ter lhe dado aquele tapa. Você não imagina o alivio que senti com aquilo. Minha mão doeu, porque peguei bem em cheio em seu rosto, mas fiquei muito satisfeito com aquilo.
E você ficou ali de pé, por um bom tempo depois que me fechei no banheiro, se olhando no espelho. De repente, você não se sentia mais tão bonita quanto a ilusão que Sasuke lhe dera. Aquela criatura refletida no espelho lhe dava náusea; não parecia você mesma. Aliás, que rosto você realmente tinha de si, em sua mente? Por que você assumia tantos papéis num só dia, que aos poucos você foi perdendo sua identidade. Uma hora você era fria, outra hora era sentimental, sensível, vulnerável, forte, ou ousada... Você mesma, não suportando mais aquele rosto, pegou um de seus batons e riscou todo o espelho. Mas ficou durante mais um bom tempo ali, pensando no porque de eu tê-la agredido daquela forma. Você bem suspeitou da resposta que me dera durante o jantar, mas então, a voz submissa do Sasuke diante de si, e mais aquela acanhada confissão, fez com que seus olhos se inundassem. Sasuke a fazia se sentir tão melhor, com suas confidências... E de modo como eu nunca fiz! Afinal, ele confiava em você para lhe contar todas aquelas coisas, e eu nunca sequer lhe dei a menor chance a um voto de confiança. Eu nunca lhe contei em detalhes o que fazia, e ainda mentia muita coisa a meu respeito — você não sabia com certeza quais eram as mentiras, mas desconfiava de muitas delas, é claro.
E eu fui um cego que não me dava conta do que estava fazendo com você. Quero dizer, eu sabia que a magoava, mas não enxergava as dimensões dos meus atos. Eu acreditava que aquilo tudo fosse apenas uma nuvem passageira, que logo iria embora e voltaríamos àquela pequena felicidade do qual desfrutamos logo que nos casamos. Por que, acredite ou não, eu estava tentando protegê-la. E aquele, por mais errado que pudesse ser, era o meu jeito de te amar... Mas talvez eu apenas estivesse mentindo para mim mesmo.
Enfim, você foi dormir aquela noite encolhida em seu lado da cama, de costas para mim, pensando nele. No dia seguinte fui visitar o Kakashi no hospital, enquanto que você ficou em casa arrumando as malas para a viagem, mesmo que contra sua vontade.
Kakashi tinha uma enorme faixa em torno de sua cabeça, com o olho esquerdo coberto com bandagens manchadas de sangue.
— Tiveram que fazer algum procedimento delicado para reparar alguns nervos que foram arrancados, e costuraram minhas pálpebras... Mas ainda sai um pouco de sangue, quando a enfermeira vem trocar os curativos. — ele disse — Vou ter que usar algum tapa-olho...
Eu estava acompanhado do Neji.
— Você realmente não viu quem fez isso a você? — o cabeludo perguntou.
Mas o velho e bom Kakashi fez que não com a cabeça.
— Tem ideia de quem possa ter sido? — perguntei.
— Disseram que manterão os olhos em nossos passos, e que farão novos contatos... Por que agora, quem estará no comando, será eles...
Não gostei nem um pouco daquela noticia. Neji me olhou de canto, já premeditando em que eu estava pensando — Que se nosso chefe descobrisse nossa falha, algo muito desagradável nos aconteceria. E o que era pior, a culpa toda poderia ainda cair sobre os meus ombros, só por que ele assim iria querer.
Assim sendo, para evitar qualquer transtorno com ele, fui do hospital para o escritório do Itachi.
—... Com o fim da guerra, as pessoas nos procurarão com mais frequência. Há muita gente traumatizada pela perda de seus familiares, e nossos produtos serão bastante requisitados como uma fonte de escape. Estou bastante otimista com isso. Basta analisarmos nossa fatura deste mês... — ele falava ao telefone quando entrei em sua sala. Indiferentemente, ele fez sinal para que me sentasse e o aguardasse ali mesmo. O observei ficar mudo diante do fone, ouvindo o que a outra pessoa dizia —... Claro, já providenciei isso. Um dos meus irá ao Japão fazer essa oferta. — e então, ele olhou para mim, com aquela expressão cínica, de meio sorriso forçado — Certo. Ele entrará em contato com você, assim que chegar. — e então, ele desligou o telefone.
Engoli a seco, enquanto o vi tranquilamente acender um charuto.
— E então, meu caro... Entreguei as passagens a Karin. Ela os encontrará no porto amanhã.
— Pegaram o Kakashi. — disparei. Achei melhor deixa-lo ouvir o que aconteceu pela minha boca, do que por outra.
— Sim, eu sei. E da próxima vez que ele fizerem algum contato desse tipo, será seus dedos que serão cortados. — ele disse tragando a fumaça. Ele não tinha um pingo de emoção na voz ou no olhar; parecia estar a falar sobre o tempo...
No dia seguinte, pela manhã, fomos para o porto. Neji nos acompanhou até o portão de desembarque, com Suigetsu e Juugo. Sasuke, é claro, iria conosco. Assim que viu a Karin, o cretino baixou a cabeça. Surpreendentemente, seu coração acelerou, tanto pela surpresa inesperada quanto pelo passado mal resolvido. Não que ele sentisse algo por ela ainda, mas a dor do coração partido, pela troca que ela fizera era o que pulsava em seu sangue. Ele trincou os dentes e dilatou as narinas, expelindo raiva e ressentimentos.
Já a ruiva manteve-se indiferente em aquele seu decote indiscreto e goma de mascar na boca. Mas foi nele em que seus olhos bateram primeiro, assim que chegamos. Karin o olhou da cabeça aos pés, analisando cada passo que ele dava. Ela se abanava com os tíquetes e uma pequena mala nas mãos, quando ficamos frente a frente.
— O navio embarcará em dez minutos — ela disse, languidamente nos entregando os tíquetes — Apressem a bunda de vocês, ou perderão a viagem! Teremos uma semana em auto mar.
Você praticamente tomou seu tíquete das mãos dela, tamanha era sua frustração. Mas Karin, em seu jeito despreocupado de ser, não deu a mínima para isso. No entanto, ela fez questão absoluta de passar a mão em meu braço, olhando nos meus olhos, quando se aproximou para entregar o meu. E mal olhou para o Sasuke, desta vez.
Nós dois ficamos instalados na melhor suíte do navio, enquanto que Sasuke e Karin ficaram em quartos separados, um em cada lado nosso. Até o meio dia, horário em que o almoço seria servido no restaurante, ficamos fechados em nossos quartos, arrumando nossas coisas. Você ainda não falava comigo, e nem eu queria saber de conversar contigo. Eu sabia que você estava ressentida pela noite passada, mas eu não fazia idéia do que se passava em sua cabeça, por que você cantarolava baixinho, quase como se estivesse contente com aquela viagem — o que me era completamente estranho, já que eu sabia o quanto você detestava viagens de navio. Isso, na verdade, serviu apenas para aumentar minhas suspeitas de que houvesse algo entre você e ele.
De fato você estava detestando com todas as suas forças ter que fazer aquela viagem, mas seu orgulho, como sempre, falava mais alto, lhe dizendo para não demonstrar aquilo. Além disso, de modo inconsciente, você estava... Como posso dizer? Se sentindo segura pelo fato de que o Sasuke estava lá! De alguma forma, o maldito lhe transmitia a sensação de segurança, e nem você mesma sabia disso.
Durante o almoço, comemos em silêncio. O restaurante do navio estava cheio de pessoas a negócios ou em férias. Havia um clima meio constrangedor entre nós quatro. Você não parava de encarar a Karin, que encarava o Sasuke, que me encarava, e eu fingia que não via absolutamente nada. Depois que o garçom levou os pratos, peguei meu charuto para fumar; você e Karin ainda tinham suas taças de bebidas cheias. Mas a ruiva estava encomodada com alguma coisa, e resolveu tagarelar pelos cotovelos.
— Sabe, isso me lembra os tempo em que comiamos juntos na mesa do orfanato... todos em volta da mesa, famintos, mas educadamente silenciosos...
No mesmo instante me levantei e a agarrei pelo braço, a arrastando para o outro lado do restaurante. Mas enquanto a arrastava, ela ria debochadamente da minha cara.
— O que você quer? — perguntei, soltando fumaça pelas narinas.
— Eu só quero minha infância de volta. — ela resmungou. Ela estava bêbada, como geralmente ficava. E não havia sido por causa dos goles que dera durante o almoço; mas porque sempre carregava consigo uma garrafa de álcool.
— Bom, sorria do mesmo jeito, por que isso você jamais terá de volta. — respondi entre os dentes.
— Posso ao menos ter minha dignidade de volta? Você disse que ficaria comigo para sempre, mas bastou um único olhar no bolso do pai dela para me chutar para o canto, Naruto. E agora eu tenho que aturar a família feliz nessa viagem? Faça-me o favor, Naruto!
— Já está mais do que na hora de você superar sua dor de cotovelo, Karin! Estou casado há cinco anos e você ainda pensa nisso?
— E como posso não pensar nisso? Você me tomou dos braços de Sasuke, dizendo que tinha muito mais a me oferecer do que ele! E tudo o que recebi foi isso! Sirvo de concubina para os seus negócios darem certo!
— Você faz isso por que adora sentar no colo do Itachi!
Ela me deu um tapa na cara ali, na frente de todos que nos observavam. Você e Sasuke estavam afastados os suficiente para não ouvirem nossa conversa, mas viram o tapa que ela me deu. Juro que tentei me segurar, mas meu ego me sussurrava no ouvido para revidar, e foi o que eu fiz. Ela não merecia respeito algum, de homem algum.
Sasuke chegou a se levantar da cadeira, quando viu o que eu fiz, e você se levantou também. Mas ao contrário dele, que se conteve, você saiu correndo para fora do restaurante, e ele foi atrás de você. Como eu estava concentrado no que aquela maluca estava reclamando, perdi a total concentração em vocês e não vi quando saíram.
Você foi correndo para o convés do navio, onde poucas pessoas circulavam àquela hora. A náusea lhe pegou em cheio, e você se curvou sobre o parapeito para vomitar no mar. Sasuke lhe alcançou logo depois, te dando algum apoio. Ele segurou seus cabelos, e você acabou se deixando chorar pelo gesto de sensibilidade dele.
Nenhum dos dois disse alguma coisa, no entanto. Ficaram ali, sobre o som do mar e das suas lágrimas silenciosas.
Notas finais
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* De acordo com o Wikipédia, o governo da Inglaterra adotou a tatuagem como uma forma de identificação de criminosos em 1879, a partir daí a tatuagem ganhou a conotação de fora-da-lei no Ocidente.
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