Mercenários

24 Capítulo 24


Notas iniciais
Um simbólico presente de natal para vocês! Espero que gostem! >:D

Mercenários

by Amanur

24

...



“Eu não queria ter descido daquele navio sem você, mas Sasuke me arrastou até a terra firme. A polícia local cercou o porto, para investigar o incidente, e ninguém foi autorizado a sair sem que algo fosse descoberto e decidido.


Não sei como Hidan conseguiu se livrar dessa, e ainda carregando você. Talvez ele tivesse te colocado sedada numa caixa de madeira, e alegado se tratar de alguma engenhoca. Talvez algum grande relógio de madeira; naquela época havia muitos engenheiros inventando porcarias, e as pessoas ficavam deslumbradas com os inventores. Talvez ele a tivesse a drogado, e deixando-a semi-consciente e dito que você era algum parente que passava mal. Ou talvez ele tivesse subornado os policiais a deixá-los passar às escondidas. De qualquer forma, foi como se você e ele não tivessem estado dentro daquele navio. Enquanto eu e o Sasuke fomos obrigados a só deixar o porto ao final de um exaustivo dia, cheio de interrogações, e nada solucionado, nada nem ninguém encontrado.


Sasuke me acompanhou até em casa. Eu estava exaurido, sem forças, e completamente acabado. Eu não sabia ao certo o que pensar, por não estar no controle da situação e sem saber quais eram as premissas, e assim que entramos no meu escritório comecei a derrubar tudo o que via pela frente no chão. Cadeiras, livros, papéis, objetos, e até mesmo a mesa a revirei. Sasuke apenas observou minha explosão sem dizer uma palavra; não sei se em respeito ou apenas divertimento. Mas vencido pelo cansaço, acabei pegando no sono.


Naquela noite, ao invés de voltar para sua casa, Sasuke foi se encontrar com Hidan, num luxuoso apartamento no centro da cidade. Ele tinha armas até o pescoço, mas todas muito bem escondidas embaixo da roupa.


Eu gostaria de poder trocar de pele com ele, só por um dia, apenas para entender como funcionava a mente dele. Pois veja bem como as coisas sucederam: com um chute forte na porta e um tiro na maçaneta, ele conseguiu entrar no apartamento. Ele a encontrou sentada no sofá, sem as amarras e sem vendas, tomando um chá como se estivesse na casa de um conhecido. Hidan estava sentado à sua frente, conversando sobre qualquer trivialidade para entretê-la, e se surpreendeu com a visita não programada dele. Simplesmente, sem dizer nada, Sasuke mirou na testa do desgraçado, o matando na hora. Você se levantou rapidamente, surpresa, derramando o chá no tapete.


— Venha! — Sasuke apenas disse, lhe oferecendo a mão. Você não hesitou nem por um instante, confiando plenamente no salafrário.


Correram para longe daquele prédio, antes que a policia o cercasse também. Na quarta esquina em que dobraram, entraram no carro que Neji havia dado a ele trabalhar, e Sasuke foi dirigindo com pressa pelas ruas.


O lugar em que ele dormia nem de longe era tão requintado e aconchegante quanto o lugar em que Hidan estava. Os móveis eram simples e os cômodos pequenos. De repente, você se viu constrangida por estar pisando no território dele, e não sabia o que dizer. Não sabia nem o que pensar.


Cansado, Sasuke guardou suas armas num armário, mas deixando-as no alto, meio longe do seu alcance. Sentou na beirada do sofá, com a cabeça entre as mãos, suspirando alto e pesadamente.


— Onde está o Naruto? — você perguntou, se indagando sobre o que estava acontecendo, porque Hidan desviara da conversa em todas as vezes que você perguntava algo a respeito do tiroteio e do pseudo-sequestro. Não adiantou nem soltar seu cabelo, deixando sua presilha na mesinha de café, jogando algum charme e sedução teatral para cima dele. O cara não havia lhe entregado absolutamente informação alguma, porque assim foi exigido pelo Sasuke, que contava com isso.


Depois de um suspiro exasperado, olhando nos seus olhos, fingindo que realmente se preocupava com aquela situação, ele rapidamente formulou as palavras que precisava dizer para lhe convencer.


— Ele armou tudo aquilo. Desde o inicio, incluindo minha contratação era parte do plano dele. Ele me usou para distrair a todos do seu plano principal, que era dar um golpe naqueles que ocupam o posto mais alto nos negócios em que ele está metido.


Você sentou na poltrona em frente ao pequeno sofá em que ele sentava. Você ficou absorta naquela historia, imaginando tudo, e tentando conectar os fatos que conhecia a tudo o que ele lhe dizia.


Mas Sasuke, em sua vingança cega, não percebeu quando começou a falhar e a pôr tudo a perder. Ele achava que finalmente estava dando a volta por cima, quando, na verdade, estava recuando, e se afundando nas falsas verdades em que queria acreditar.


E essa foi a grande diferença entre nós dois. Apesar de ter deixado o dinheiro subir a cabeça, eu sempre soube e visualizei meus limites, enquanto ele simplesmente os ignorava. O grande erro do Sasuke foi confiar demais em si.


— Exatamente o que ele queria? — você perguntou, curiosa.

— Ele quer o poder. Ele está cego, mas quer alcançar o topo. Ele está tão insano que sabotou o próprio negócio que iria fazer com essa viagem para acusar os próprios colegas e conseguir mais confiança dos seus superiores, para esfaqueá-los quando a oportunidade viesse.

— Meu Deus... Mas e o que eu tenho a ver com isso? Por que me prenderam?

— A senhora é o centro de tudo. Ele contratou aqueles homens para sequestrá-la, porque a empresa do seu pai está em seu nome, e ela é a mina de ouro dos negócios. Ele estava só esperando o momento certo para matá-la, e conseguir passar os seus bens para o nome dele. Ele foi um grande filho da mãe, que se casou com a senhora apenas pelo poder do seu pai, e ainda arriscou a sua segurança.

— Mas não pode ser isso! Tem algo errado nessa história. Se eu morresse, seja lá por que causa fosse, ele não receberia um centavo do meu pai!

— Isso é o que ele diz, não é mesmo?


Você ficou calada, pensando naquilo. Como você mesma já havia desconfiado dessa trama, acabou acreditando no que ele lhe dizia, e concordou silenciosamente com ele, se lembrando da caixa com o olho que recebeu, e mais os instantes de terror e medo que passara durante o seqüestro, enquanto estava nas mãos de estranhos. Você tinha as surras que eu lhe dava pesando na balança, e agora mais tudo isso para pender ainda mais aquele prato. Eu realmente passei a parecer o verdadeiro monstro da história, enquanto ele ficou com a máscara de herói.


— Por sorte, o ouvi conversar com um tal de... Kaba. É esse o nome do sujeito? — ele fingiu de propósito não saber bem o nome dele.

— Kiba! Sim, eu o conheço.

— Conhecia... Ele o matou. Inclusive aquela outra moça ruiva, que embarcou conosco. Foi encontrada morta. Ele matou até os próprios comparsas com que tinha feito negócios para sequestra-la... A senhora precisa se manter o longe dele, o mais rápido possível.


Você cobriu a boca com as mãos, horrorizada por aquela noticia. As lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto, mas orgulhosa como sempre, você as enxugou rapidamente. E Sasuke, é claro, se aproveitou de sua fragilidade para se aproximar de você. Ele se ajoelhou em sua frente, tocando em suas mãos que repousavam sobre suas pernas. Você olhava para o chão, meio constrangida, mas ele a encarava seriamente, direto em seus olhos.


— Eu prometi que não a decepcionaria, e não vou. Vou protegê-la de toda a corrupção em que seu marido se envolvia. — ele tirou o papel que você escreveu para ele, e lhe entregou em mãos. — E não vou expô-la como um brinquedo qualquer.


Você desviava o olhar dele, para não deixá-lo vê-la em sua fragilidade. Já tinha sido difícil o bastante para você escrever aquelas palavras, se expondo daquela forma. Mas você estava chocada com tudo aquilo. Ainda era difícil para você acreditar que estava realmente acordada, e não apenas tendo um longo e terrível pesadelo.


Uma mecha de cabelo seu caia sobre o seu rosto e, delicadamente, ele a tirou dos seus olhos. Vocês ficaram se olhando por um longo momento, analisando cada detalhe dos seus rostos. Ele ainda tinha a face ferida, com os olhos cansados, mas calmos e ternos. Com o polegar, você limpou um filete de sangue que escorria pela testa dele, que fechou os olhos demonstrando que confiava em você. E então, você se deu conta de que não eram crianças; eram dois adultos, que tinham suas vidas resolvidas (ou quase isso), e que não havia motivo para você deixar-se livrar das amarras que a prendiam a mim. Você já havia passado por muita coisa ruim até então, e ali, a sua frente, estava aquele homem que lhe oferecia proteção sincera (pelo menos, foi no que você acreditou) e ele parecia correto. Eu era errado, e Sasuke a escolha certa, por mais diferentes que pudessem ser.


E assim, ele se surpreendeu quando sentiu seus lábios nos dele. Você tocou em sua face, passando suas mãos delicadas e suaves sobre aquela pele maltratada, se entregando àquele nervosismo e o coração pulsante. Ele teve medo dos instintos que guardava dentro si, sem saber do que ainda era capaz. Devido a todo o seu passado já vivido, cheio de conturbações e indigência, ele nunca tocara numa mulher antes. Lentamente, sem saber ao certo de que estava agindo corretamente, ele tocou suas costas. Enquanto ele ainda hesitava, meio sem jeito, você já havia se entregue a ele, e esperava apenas que tomasse o rumo das coisas sem sequer desconfiar de sua falta de experiência com o sexo feminino.


De vagar, vocês se levantaram sem descolarem os lábios. Aos poucos, os beijos trêmulos iam se tornando cada vez mais firmes, vorazes, sedentos e ousados. As mãos incertas e hesitantes iam tomando rumos diferentes, e ele a guiou até a cama em que dormia. Era de solteiro e estreita, com apenas um travesseiro. Ele se deitou por baixo porque achou que poderia sufocá-la com seu novo peso, além disso, sabendo que era feminista, pensou que gostaria de tomar as rédeas — o que teria simplificado tudo para o caso dele.


E esse foi mais um ponto positivo que o desgraçado ganhou da sua parte, porque, de fato, você gostava de controle. No fundo, éramos todos muito parecidos em alguns pontos... A diferença era que os homens tinham mais permissão para isso.


Você se sentou por cima dele, e foi desabotoando a camisa branca que ele ainda vestia. Aos poucos, ia revelando aquelas tatuagens espalhadas por todo o corpo, imaginando cada segundo de dor pela qual ele passou. Você se curvou sobre ele, e foi beijando os desenhos, como sua avó fazia quando você caia e se machucava. “Um beijo para a dor sarar” — ela dizia.


Sasuke a observava, sentindo a delicadeza de seus toques, sem pressa, sinceros e sem depravação. Você era pura aos olhos dele, e tentava afastar a idéia de que eu havia lhe tocado antes. Ele deslizava os dedos entre seus fios de cabelo sedosos, e ainda podia sentir o seu doce perfume.


Ele a ajudou a tirar o resto da roupa, e com mãos nervosas desabotoou a sua blusa revelando aos pouco sua pele pálida, mas deixou sua saia. Você ainda retirou seu sutiã, ainda meio constrangida, mas ao mesmo tempo com a certeza de que ele era a pessoa certa para cobrir as feridas do passado que ainda lhe atormentavam. E ele ficou deslumbrando-a como um artista maravilhando com uma obra de arte bem projetada, como uma criança que descobriu o céu e pisou pela primeira vez no mar. Ele foi deslizando as mãos pelo seu corpo, se focando em sua textura macia e suave, mas, timidamente, como se pedisse licença. Ele desviou de seus seios, mas você pegou a mão dele e a pousou ali.


Sasuke resolveu se render aos seus instintos, e sentou-se na cama, por baixo de você para beijar seus seios. Seus lábios deslizaram por sua pele e suas mãos exploravam cada centímetro do seu corpo. Os gemidos, as respirações ofegantes, o suor que escorria pelas costas, tudo se misturava com as pulsantes batidas de coração que martelava no peito de ambos. Você jogou a cabeça para trás, respirando fundo, se envolvendo naqueles beijos quentes e molhados. Ele mordiscava e sugava sua pele, apertava suas coxas, por baixo da saia longa que ainda vestia. Apesar da estranha comparação, quando você abaixava os olhos para ele, o via como uma criança mamando no seio, sedento, afobado, desajeitado, mas delicado e cuidadoso para não machucá-la. Você puxou os cabelos dele, e o jogou de volta para a cama. Acomodou-se melhor sobre o pouco espaço que tinham, para tirar as calças dele. O volume o constrangeu, mas como você não parecia se importar ele relaxou mais um pouco, e permitiu que o guiasse.


Você beijou os lábios dele, se deitando sobre o corpo nu e quente do Sasuke. Seus lábios foram descendo pelo queixo, pescoço, peito e barriga. Então, você notou que ele tremia, e apesar de achar estranho aquele nervosismo num homem como ele, que deveria estar acostumado a momentos de intimidade com esse, você não disse nada e fingiu não ter percebido para não constrangê-lo ainda mais. Na verdade, você até viu alguma graça naquela bixisse toda. Os cuidados que ele tinha ao tocá-la, o modo como olhava para o seu corpo, cheio de luxuria e decoro a cativava e enternecia. E aí você decidiu que estava preparada para montar em cima dele. Ele a viu abrir as pernas, mostrando-lhe suas partes intimas, e gemeu de leve, enquanto lhe ajudava a encaixá-lo dentro de si. E então, você começou a embalar-se sobre ele, com as mãos apoiadas sobre o peito tatuado a sua frente. E Sasuke não sabia onde deixar as próprias mãos, se em seu quadril ou sobre os seus seios rígidos. Decidiu fazer com que seus mamilos deslizassem por entre seus dedos, a deixando-a mais relaxada e enchendo-lhe de prazer. Você começou a rebolar com mais firmeza sobre ele, enquanto Sasuke beliscava suavemente os bicos dos seus seios e arfava. Assistir seus seios balançar acima dele o deixava mais excitado, e ele começou a aplicar um pouco mais de força nos seus toques. Algumas gemidas depois, ele a fez com que você ficasse de pé, e se pôs de joelho a sua frente. Ele ergueu sua saia, e pôs a cabeça entre suas pernas para saboreá-la, como já ouvira seus companheiros falarem. Embora ele nunca tivesse tocado em mulheres, já vira nas ruas escuras e frias da noite algumas prostitutas abrirem as pernas para esquentar transeuntes bêbados e solitários, e com isso pôde aprender algumas coisas sobre o ofício.


Ele deslizava a língua por sua vagina úmida e levemente inchada pelo prazer, enquanto você puxava o cabelo dele, pedindo silenciosamente por mais. O membro dele pulsava firme e quente, e ele não conseguiu resistir ao impulso de se masturbar enquanto te chupava. Você gostava daquela visão, ele por baixo, submisso e manso — como nenhum homem fora contigo.

Mas apesar disso, você tinha a idéia de que casais deveriam ser companheiros, aqueles que andam lado a lado, e não um por cima do outro. Somente na cama, se permitia àqueles momentos de luxuria e prazer, para experimentar o sabor do poder que exercia sobre o homem — já que nós mesmos tínhamos esse privilégio o tempo inteiro.


Quando se julgou pronta, você o tirou de baixo de sua saia e o fez deitar-se novamente, para voltar a subir nele. Sasuke obedeceu prontamente a todos os seus comandos, e lhe acompanhou nos movimentos vai-e-vem, sentado na cama para beijar seus seios enquanto você gemia cada vez mais alto, arranhando suas costas.


Ele não conseguiu mais se segurar, e explodiu dentro de você, que sentiu perfeitamente seu liquido quente jorrar dentro de si, no mesmo instante que seu orgasmo veio.


— Hnnnnnnnnnnnnnm, Sasukeee... — você gemeu. Ouvir seu nome vindo de seus lábios o encheu de prazer, e abocanhou seus lábios, sugando sua língua. E você se abraçou a ele como se pudessem fundir seus corpos naquela mistura de suor e prazer.


Enquanto eu ainda me revirava na nossa cama, sem conseguir pregar os olhos porque me perguntava sobre o que fazer para consegui-la de volta, vocês caíram na cama, exaustos. Enquanto você me traia, eu me atormentava com sua segurança.”


Notas finais
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