Mentiras dos garotos

8 Capitulo oito - Blake Walker


Notas iniciais
E ai, Pikachus da minha vida? Tomando muito toddynho? Bem, falo com você lá embaixo, meus pequenos :) Já ia esquecendo, que cabeça a minha... OBRIGADA ANNA, MEU POKEMON FOFINHO E MARAVILHOSO, VOCÊ NÃO SABE COMO ME DEIXOU FEEELIZ. Tá, eu tá começando a ficar fofinha e chata demais, ai sério, tó muito doce ultimamente.

Capitulo oito

Blake

–Então, essa é a festa que sua mãe conseguiu convites grátis?

Penny levantou seus olhos verdes para mim, estava usando um vestidinho branco que mal cobriam suas pernas. Uma namorada linda e gostosa. O que mais eu ia querer da minha vida?

–Ai meu Deus, eu disse que era uma festa de família para o pai da Juliet, ela vai me matar quando chegar aqui.

–Pensei que você tinha contado para ela que tipo de festa é essa, espero que minha irmãzinha não venha com outra cor além de branco para uma White Party.

É, eu ainda não havia me acostumado que daqui a alguns meses Juliet seria minha irmã postiça. Que dividiríamos a mesma casa, passaríamos as férias juntos e jantaríamos na mesma mesa de jantar...

–Contei, meu amor! Mas ela não sabe que essa festa é a inauguração de uma das baladas mais famosas da cidade, Juliet odeia festas.

E eu odeio que ela fique falando da Juliet. Revirei os olhos pegando a mão dela com força e avançando na fila para chegar ao segurança, a maioria das pessoas estavam ali para conseguir entrar na festa, mesmo sem convite ou nome na lista.

–Nomes?

–Blake Walker e Penelope Gardner.

O segurança assentiu, ele tinha mais de dois metros e sua pele era de um moreno escuro, se ele me chamasse para a briga, eu com toda a certeza sairia correndo igual uma garotinha.

Entramos na boate fechada, ela era um lugar amplo que descia em escadas até o meio da pista onde várias pessoas dançavam sem parar, bebiam e conversavam. O lugar tinha um tom de branco inconfundível e como pedido todos estavam vestidos com essa cor, de um jeito que até doía meus olhos. Sorri ao ver o lugar, parecia animado, exalava energia, eu tinha a pequena sensação que não me arrependeria de ter viajado de Tampa até Orlando.

Estava tão animado com o que via que nem notei que Penny tirava o celular do bolso e agora falava ao telefone.

–Já estamos aqui dentro, Math!

Ela sorriu para mim, pedindo para eu esperar um minuto.

–Juliet está ao seu lado? Ah, isso não é bom, ela deve estar pirando.

Abracei Penny pela cintura e antes que ela falasse mais alguma coisa peguei o celular da mão dela e atendi.

–O que foi cara, não consegue lembrar seu nome para disser ao segurança?

Math riu, estava barulhento onde ele estava e eu imaginei que fosse por causa dos loucos que queriam entrar a força.

–Eu nem bebi meu primeiro copo cara, depois do nono você vai ver o que é esquecer o próprio nome.

–Onde você está?

Perguntei rindo e me lembrando do dia em que Math havia bebido uma garrafa de Johnnie Walker inteira na minha casa, ele ficou tentando entrar no meu armário dizendo algo como “estou cansado dessa vida! Vou para Narnia!”, no fim ele só acabou desmaiando dentro do armário com a garrafa vazia na mão.

–Espera, a Campbell está pirando aqui do meu lado. Ela não quer entrar, estou tentando convencê-la, mas ela não aceita meus beijos em troca.

–Deixe essa garota aí.

Por que, sério, é uma boa ideia, ninguém aqui quer a presença da Juliet aqui, ok, talvez o Math por que ele está totalmente na dela e a Penny por que é a melhor amiga da garota, mas eu? Com certeza, não quero.

–Esse não é meu objetivo, Padawan – ele disse – Espera! Juliet, não!

E antes que eu perguntasse do que diabos ele estava falando, Juliet começou a gritar ao telefone.

–Eu não acredito que você me meteu nisso Penélope! Não acredito! Você me fez usar branco, mesmo sabendo que eu fico obsessa de branco e depois ainda me engana dizendo que era uma festa “de amigos”. Eu não vou entrar nesse lugar pornográfico para ser mais assediada do que já sou, saí Mathews! Ai que nojo, ele passou a mão na minha bunda, de novo.

–Juliet, é o Blake.

Eu podia até adivinhar que ela estava revirando os olhos agora.

–FILHO DA MÃE! DROGA, AGORA VOCÊ SABE QUE EU FICO OBESSA DE BRANCO, DROGA, DROGA...

–Pode parar de gritar agora por que eu não te dei essa liberdade.

–Idiota.

Penny me olhou como se pedisse para eu parar de discutir com a melhor amiga dela e então tentei ser breve.

–Ok, agora que você está controlada que tal dizer seu nome para o segurança e entrar? Mas sabe, se você quiser ficar aí fora, pegar uma hipotermia por causa do frio, definhar e morrer, para mim tudo bem.

–Não consigo controlar minha raiva, não sei falar baixo, não sei rir discretamente e sempre grito quando tento resolver um problema, acostume-se.

E então ela desligou na minha cara, espera, ELA DESLIGOU NA MINHA CARA? Vaca, essa garota é a maior vaca que eu já conheci. Sério, como minha namorada, tão doce, tão linda, tão simpática, pode ser amiga de um ser tão irritantemente chato como Juliet?

–Então, o que eles disseram?

Penny me perguntou com um sorriso.

–Estão entrando.

Logo Math e Juliet apareceram, com sorte os dois estavam vestidos de branco e Math ainda não estava bêbado. Vi a Bruxa pisar fundo no chão, os saltos quase se espatifando contra o mesmo. Se ela não fosse uma garota tão demoníaca — como naquele filme com a gostosa da Megan Fox, Jennifer Body eu acho, em que a tal da Jennifer tinha, sei lá, um pacto com o demônio e matava os caras — Juliet poderia parecer até bonita, com o jeans branco apertado e a blusa com dois botõezinhos aberto, meu Deus, que decote é esse? Esquece Blake, esquece. Mas que por dentro ela escondia uma personalidade de dar medo até em Chuck Norris, como a tal da Jennifer.

–Uma festa? Foi isso que vocês armaram para mim?

Armaram uma vírgula, por que por mim essa garota estaria no fundo dos infernos, o mais longe possível de mim. Penny apertou meu braço com força, quase gritei com ela perguntando se ela não sabia o estrago que unhas daquele tamanho podiam fazer. Sério, por garotas gostam de ter unhas grandes? Elas sempre acabam me fazendo parecer um escravo depois de levar chicotadas, minhas costas nunca saem intactas.

–Não foi essa a intenção Jules, eu só queria você aqui.

–Ah, Penélope – Juliet disse olhando para ela com aqueles olhos de gato pronto para o ataque – Você acabou de ser desclassificada do posto de minha melhor amiga.

Como se alguém em santa consciência quisesse ser a melhor amiga dela.

–Para de drama, garota.

Math riu enquanto pegava uma lata de cerveja que estava passando.

–Se eu fosse você não falava isso Blake, Juliet quase espancou o segurança que riu da foto da identidade dela.

Juliet revirou os olhos e eu me virei para ela.

–Posso ver?

–Ah, é tão engraçada! – Penny gritou – Ela estava emburrada quando foi tirar a foto, até parece uma criança, sério.

–Não.

Ela disse antes mesmo de eu pedir novamente e se voltou para a pista de dança dançando em um ritmo lento, só movendo as pernas. Eu esperava que ela não soubesse dançar, quer dizer, na verdade eu desejava que ela não soubesse dançar, para eu poder rir livremente da cara dela.

–Isso por que você nunca viu a foto dela com cinco anos vestida de Branca de Neve.

–Penélope!

Tá, essa foi para eu rir. Imaginar a Juliet vestida de princesa é, tipo, quase impossível. Ela está mais para a Bruxa Má que tenta arrancar o coração da Branca de Neve. Ok, eu sou sei disso por que Haley me obriga a ler contos de fadas para ela quando vai dormir.

–Tá brincando, né? – Math disse rindo – Você deve estar super fofinha.

–Fofinha é a sua mãe, McGreen.

Bem crianças, só posso dizer que ela não falou exatamente “é a sua mãe”. Depois voltou a se mexer no ritmo da música.

–Ela tinha cinco anos, achei essa foto perdida no quarto dela. Logo depois de uma transformação na Disney, eu vou te mostrar.

–Não vai mostrar nada! – Juliet gritou – Você vai rasgar aquela foto.

–Nem em sonho.

Disse Penny que também estava dançando, segurei ela pela cintura, enquanto via Juliet olhar para o bar do lado esquerdo da boate.

–Vou pegar uma cerveja.

Ela se virou e Math quase saiu correndo atrás dela. Fala sério, o Math apaixonado parece um cachorrinho.

–Espera! Não me deixe aqui de vela!

Mas Juliet já tinha ido, desfilando em suas calças apertadas pelo salão da festa. Era engraçado o fato de que nenhum mísero cara se aproximava dela, era como se ela exalasse uma áurea de “não toque em mim, ou você morre”. Bem, quando você é uma bruxa e pratica boxe, até um campeão de MMA teria medo de você.

–Perdeu Math.

–É – ele suspirou — E eu ainda tinha esperanças de conseguir roubar um beijo dela hoje.

Ri de Math, ele estava com aquela cara ridícula de cachorro abandonado.

–Você é muito gay cara.

–Não fale como se você também não quisesse um beijo meu.

Ele disse piscando para mim, Math tinha essa mania de ser meio gay às vezes, o que era até engraçado.

–Agora não cara, minha namorada ficaria com ciúmes.

Penny deu uma gargalhada.

–Não ficaria não, ficaria Penny? — ela negou enquanto ainda ria – Está vendo? Até a Penny sabe que o nosso amor ninguém separa.

Bati nas costas de Math e tanto ele quanto eu começamos a rir. Levantei minha cabeça para olhar para a mesa do DJ, eu o conhecia de algum lugar, não tinha certeza, mas logo tive quando vi Juliet subir ao lado dele e cochichar alguma coisa em seu ouvido.

E sabe? O cheiro de armação começou a subir no ar.

O DJ riu de alguma coisa que ela disse e passou o microfone para ela, desligando o som e recebendo uma série de vaias, quem disse que eu não estava rindo daquilo?

–Hey pessoal, sem querer atrapalhar a festa de vocês, mas já atrapalhando, tenho um anuncio a fazer.

O olhar demoníaco dela pairou perto de mim e um sorriso que eu jurava ser a réplica do sorriso do todo poderoso de lá de baixo apareceu no rosto dela.

–O que ela está fazendo?

–Vamos ver agora.

Eu respondi a Penny e logo voltamos a fitar Juliet que continuava falando.

–É que meus amigos sabe, eles são muito... Tímidos – que amigos? Nós? – Não tem nenhuma companhia do tipo deles aqui, pelo menos aparentemente não, então, quem compartilhar o mesmo gosto por homens aqui, eu quero dizer, se você for homem e gostar de homem, pode ir falar com aqueles dois ali! – ela apontou para a gente, tentei fingir que não era eu, mas o idiota do Math gritou “Juliet, o que você está fazendo?”, atrapalhando todo o plano – Ajudando vocês, Math querido.

E logo ela desceu dali, piscando para o cara que eu reconhecia ser o cara esquisito da minha turma de biologia, Levi eu acho. Nunca me preocupei em saber.

Mas de uma coisa eu sabia agora...

Eu ai matar Juliet Campbell.

–Ei gatinho, você não está sozinho aqui não!

Disse um cara se virando para mim, tanto ele quanto dois caras atrás dele me olhavam como se eu fosse um pedaço de carne. Que nojo.

–Olha, cara, essa garota é louca, eu não sou gay.

Math parecia sofrer o mesmo abuso que eu, só que, bem... Ele parecia dez mil vezes mais assustado, tanto pela bebida em seu sangue quanto por estar sendo chamado de gay (sem ser de brincadeira). Ele gritava como um maluco “Eu não sou gay! Não sou! Não!” e se debatia contra o cara de dois metros que tentava agarrar ele.

–Nós escutamos vocês conversando, amor. Você e o seu amiguinho, não precisa ser tímido.

Amor? Amiguinho? Ah, eu vou arrebentar a cara desse cara, ou melhor, da Juliet. Ela bem que estava precisando de uns tapas na bunda para criar juízo.

–Sério, eu não sou gay. Eu tenho uma namorada, Penny?

Ela balançou a cabeça em negativa, estava morrendo de rir. Nem para ficar com ciúmes e defender seu namorado! Ótimo, ela está do lado da Juliet agora?

–Isso não quer dizer nada, querido. Vamos lá, se solte! Saia do armário!

Só falta chegar alguém cantando “I Will Survive” para animar mais a festa. Fitei Juliet que ria atrás do cara e apontei para ela.

–Eu vou matar você, garota.

–Oh, garotos, ele ficou tão envergonhado! Vão com calma e paguem uma bebida para ele.

Ela disse piscando para o cara a minha frente.

–Claro, querida – ele disse e se voltou para mim – Que tal um Martini? Podemos sentar e conversar, talvez dar uma volta por aí no meu carro.

–EU NÃO SOU GAY! PUTA MERDA!

Gritei por que o cara já estava segurando no meu braço e se ele ousasse fazer isso de novo eu arrancava a cabeça dele do pescoço. Só para sair toda aquela purpurina nojenta.

–Ficou nervosinho, Blake?

Juliet disse rindo enquanto os caras se afastavam, fitei-a com ódio do mesmo jeito que ela fazia comigo.

–Você é uma vaca...

–Não termine isso – ela me avisou e depois sorriu – Vamos salvar o Math.

Agarrei Penny junto a mim, para me proteger sabe? Vai que outro babaca tentava me agarrar? Ela ainda ria, mas deu um beijo na minha bochecha para me acalmar.

–Desculpa, amor.

Desculpas não valem a humilhação que eu passei. Juliet passou direto por mim e parou atrás de Math — que ainda gritava que não era gay e se debatia para sair de perto do cara – e colocou uma mão no seu ombro.

–Já chega garotos – ela disse afastando Math do cara, como se fosse mais forte que o Hulk – A brincadeira acabou.

–Que brincadeira? Eu estava conseguindo um beijo!

Disse o homem de dois metros como se estivesse decepcionado, Juliet fez uma cara de pena e sorriu simpática.

–Uma pena, mas esse daqui, você não vai beijar hoje.

–Fala sério, por quê? Foi você mesma que disse que ele era gay como eu.

Ela passou a mão pelos seus cabelos que iam até a cintura e soltou um sorrisinho para Math que ainda tentava ficar calmo.

–Por que quem vai beijar ele sou eu.

BAH! Redes de serviço televisivo acabam de entrar em pane, cena muito forte para cabeça de um ser humano, repetindo, cena muito forte para a cabeça de um ser humano... Voltaremos em alguns segundos.

Tá, isso foi nojento. Se eu fosse o Math teria empurrado essa maluca, mas não era eu que estava sendo beijado pela Juliet e sim Math e bem, todo o estado da Florida sabia que ele é completamente louco por ela. Além de receber o beijo de bom grado, ele ainda a segurou com força e devolveu o beijo, eu já ia dizendo para eles irem para um quarto quando Juliet se afastou dele.

–Ok, já chega, eu só estava – ela arfou – Te ajudando.

–E que ajuda.

Disse Penny com um sorrinho, segurei minha namorada pela mão e dei as costas para os dois.

–Vamos embora.

–Ficou irritado Blake?

Juliet replicou nos seguindo ao lado de Math. Tive vontade de dizer “por você infectar meu amigo ou me fazer parecer um gay?”.

Mas apenas revirei os olhos, não que eu estivesse irritado, mas ela ter beijado meu melhor amigo já era o fim da picada. Ela queria vingança, era isso? Vingança por eu ter começado a namorar a melhor amiga dela? Bem, se era isso que ela queria...

Juliet ia ter.



Notas finais
Ahhhhhh, gostaram? Estão vendo como a Jules pode ser má? Se vocês acham que ela já aprontou muito, bem, vocês não viram nem a metade. Alias, amores de my life, kkkkkkkkkkk, estou esperando vocês comentarem, viu? Vou ficar cobrando, kkkkkkk, brincadeira, só estou querendo ser chata como sempre.
O que vocês acham de um capitulo no POV do Math? Será que ficaria pouco estético? Ou escrevo só para a diversão de vocês? Respondam, ok? Não sou adivinha... Mas queria. Bem, sem mais blá blá blá, se quiserem falar comigo é só falar.
Beijinhos de amora!