Mentiras de Maio
20 Praia
ROMANCES MENSAIS
LIVRO V – MENTIRAS DE MAIO
CAPÍTULO XIX – PRAIA
Desperto-me, sentindo os raios solares invadindo as persianas da grande janela do quarto. Suspiro, preguiçosamente, sentindo o corpo de Ally sobre o meu peito. Inspiro o seu perfume floral e abro meus olhos lentamente, observando a visão de um anjo dormindo. Era incrível como eu nunca me cansava de observá-la dormir. Ela parecia estar tendo um bom sonho, pois sorria levemente e murmurava alguma coisa sobre chocolate e música.
Sorrio, acariciando o rosto angelical da garota, relembrando da noite incrível que tivemos. Eu me sentia no paraíso todas as vezes em que tenho a oportunidade de sentir meu corpo junto ao dela, de ser alvo de seus suspiros e olhares desejosos, de ser aquele que satisfaz suas vontades mais íntimas e libertinas. É quase como uma dádiva. Ao mesmo tempo em que são intensos e enlouquecedores, seus toques e gemidos de prazer dão cor e calor ao meu coração que antes era frio, sombrio e solitário. Ela me completa de uma forma que ninguém nunca foi capaz.
Com cuidado para não acordá-la, estico meu braço para pegar o celular para ver as horas e me surpreendo ao ver que ainda eram cinco horas da manhã. Infelizmente, o Sol nasce muito mais cedo na ilha do que em Hawkins. Suspiro, inconformado por ter acordado tão cedo em pleno sábado. Infelizmente, eu me conhecia bem para saber que dificilmente voltaria a dormir. Coloco meu celular de volta ao rack ao lado da cama e depois de encarar a garota por mais um tempo, decido levantar para não atrapalhar o sono de Ally.
Tomo um banho demorado na gigantesca banheira de hidromassagem da suite onde Ally e eu havíamos nos mudado desde a confusão entre ela e Brooke. Para a nossa felicidade, era uma das melhores e mais luxuosas suítes da pousada. Assim que termino meu banho, sento-me na varanda da suíte e observo a bonita vista da cidade e da praia de areia branca. Por causa do horário, ainda havia poucas pessoas circulando pela ilha.
A semana havia passado mais rápido do que eu esperava que passaria. Amanhã à noite retornaremos para Hawkins e todo os dias conturbados que vivi ao lado de Ally na ilha Thunderbolts ficarão para trás. Era incrível como tanta coisa havia acontecido em apenas seis dias. Era como ser minha vida tivesse virado completamente de cabeça para baixo e eu sabia que boa parte dessa mudança vinha da presença de Ally.
Por causa dela eu fui capaz de enfrentar Aaron, superar meus traumas e com ela eu fui capaz de descobri que nada do que senti antes de conhecê-la foi realmente amor. Ally trouxe vida e cor ao meu mundo preto e branco. Sorrio ao pensar em como eu me divirto quando estamos juntos. Eu sentia como se estivéssemos nessa ilha há pelo menos um mês. E mesmo passando pouco tempo nesse paraíso no meio do oceano Atlântico, eu sabia que sentiria muita falta dos momentos que eu vivi ao lado de Ally e meus primos.
— Austin. — A voz baixa de Ally me desperta de meus pensamentos. Desvio o olhar da ilha para encarar a garota encostada na entrada da varanda, usando apenas os lençóis para cobrir o corpo desnudo. Sorrio, estendendo minha mão para que ela se aproximasse. Sonolenta, ela pega em minha mão e eu a puxo para se sentar em meu colo. A garota encosta sua cabeça em meu ombro e se aconchega mais em mim. — Você acordou cedo hoje. Ainda vai dar sete horas. Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa?
— Não. Acho que queria aproveitar mais o dia, afinal, iremos embora amanhã. — Respondo, dando um beijo em seu pescoço. Ela se encolhe e fecha os olhos, dando um longo suspiro.
— Eu vou sentir falta dessa ilha. — Confessa, voltando a encarar a bonita paisagem. Ela sorri e me lança um olhar manhoso. — Ao mesmo tempo não vejo a hora de voltar para Hawkins. Sinto falta do meu pai, da Mal, da escola e do Hawkeye. Parece que está faltando alguma coisa. Mesmo sendo cansativo, eu amo a minha rotina agitada.
— Confessa logo que você é masoquista. — Brinco e mordo de leve seu ombro. Ela ri e empurra meu rosto. — Se quiser, podemos brincar hoje a noite de Christian Grey e Anastasia Steele. Eu com certeza sou muito mais bonito e irresistível que o Christian, então acho que... ai, amor.
Reclamo, ao sentir a cotovelada dada pela garota, que me encarava com as bochechas levemente coradas. Rio de seu comportamento, enquanto ela revira os olhos. Deixo vários beijos em seu rosto e pescoço até que ela começasse a rir.
— Para! Para, amor! Austin... — Implora a garota, rindo enquanto se contorce pelas cócegas que sentia. Ela então consegue escapar e me encara se cobrindo ainda mais. — Você é tão chato.
— Eu sei que você me ama mesmo assim. — Cantarolo e ela me dá língua como resposta. — Quem dá língua quer beijo.
— Eu não quero. — Responde, quase como uma criança, enquanto volta a entrar no quarto.
Sorrio e não demoro a correr atrás dela, que seguia apressada para o banheiro. Pego a garota antes que ela entrasse e a levo como uma princesa até a cama. Ela se debate aos risos, tentando se soltar. Prendo os braços dela e a encaro com um sorriso malicioso. Não demoro a aproximar meu rosto do dela. Instintivamente, Ally fecha os olhos e sorri ainda mais. Solto os braços dela, que não demoram a rodear meu pescoço e me puxar, acabando de uma vez por toda com curta distância que havia entre nós.
Deslizo minha mão por seus braços, afastando o lençol que a cobria. Eu a beijo sem pressa, saboreando seus doces lábios, apreciando cada curva de seu corpo. Suas unhas arranham a pele sensível de minha nuca, causando arrepios. Sorrio em meio ao beijo, sentindo toda aquela excitação que somente ela é capaz de me proporcionar.
Ela se desfaz de cada um dos botões de minha camisa e desliza as unhas pelo meu abdome e peitoral, fazendo com que eu me estremecesse, completamente dominado pela beleza e poder da garota. Ela para a mão sob meu peito, sentindo meu coração bater rápido e entregue a ela. Com uma lentidão quase torturante, ela desliza a camisa pelos meus braços, enquanto seus olhos me absorviam, quase como se estivesse me saboreando.
A garota então me vira e desabotoa a minha calça. Apressada, ela se livra dos restantes das roupas que eu ainda vestia. Seus olhos castanhos brilhavam luxuria. As bochechas coradas de excitação contrastavam com a boca carnuda vermelha entreaberta com um sorriso sem qualquer pudor que me levavam a loucura. Ela era perfeita. Cada ínfima parte de Ally era perfeita.
Volto a beijá-la, sem conseguir conter a minha vontade de prová-la mais uma vez. Deslizo meus lábios pelo queixo, pescoço, seios até suas coxas. Ally arfava, entregue a todos os meus toques. Beijo a parte interna de suas coxas, sabendo o quão sensível era aquela região, enquanto mantenho meus olhos fixos no dela. Ally ofega.
— Vai ficar só olhando? — Sussurra com um olhar desafiador. — Aposto que Christian Grey teria...
Não permito que ela termine de falar. Avanço contra seus lábios de maneira afoita, fazendo com que ela arqueasse o corpo em surpresa. Uso uma de minhas mãos para pegar uma camisinha no rack. Ela me encara em expectativa, completamente tomada pelo desejo. E quando nossos corpos se unem, eu sou tomado por sensações intensas e contundentes. Nossas peles se chocam em uma fricção feroz, impetuosa e alucinante. O desejo nos consumia em um vai e vem frenético e único. Nossas bocas se chocavam eufóricas.
E então uma onda violenta de prazer nos açoita. Ally crava as unhas em minhas costas, dando um longo gemido. Desfaço-me, deixando um urro alto deixar minha garganta. Caio sobre a garota, dominado pela letargia do recente orgasmo. Sem fôlego, sorrio cansado, observando a garota respirar ofegante. Beijo seu pescoço e viro-me para deitar ao seu lado. Desfaço-me da camisinha e a puxo para meu peito.
Ally descansa a cabeça na curvatura do meu ombro, enquanto deslizo minhas mãos de maneira preguiçosa pelas costas da garota, sem dizer uma única palavra. Nós apenas desfrutávamos da sensação de paz e plenitude que nos preenchia naquele momento. E provavelmente teríamos ficado assim por um bom tempo se o celular de Ally não começasse a tocar. Ela resmunga, escondendo seu rosto contra o meu pescoço.
— Não vai atender? — Pergunto, apertando-a ainda mais contra mim.
— Não quero. — Resmunga manhosa, aconchegando-se. Rio, sabendo que aquela pose não duraria muito tempo. E como eu previ, alguns segundos depois, ela se afasta e estende o braço para pegar o aparelho que tocava estridentemente. Lanço um olhar divertido para ela, que dar de ombros a atende a ligação. — Alô. Oi Cait. Não. Ainda estamos no quarto. Tomar café da manhã na praia? Espere um pouco. — Ela coloca a mão sobre o celular e me encara em dúvida. — O que acha? Cait disse que seus primos estão querendo tomar café da manhã na praia. Eles querem aproveitar a manhã para pegar um pouco de sol e tomar um banho de mar antes de todos irem se arrumar para o casamento.
— Claro. Não tivemos muita oportunidade de aproveitar a praia e iremos embora amanhã. — Digo e ela assente, concordando.
— Cait, nós iremos sim. Espera a gente na entrada da pousada, que iremos para lá assim que terminarmos de nos arrumar. — Responde Ally a amiga do outro lado da linha. Ela então afasta o celular da orelha e o encaro, antes de levá-lo a orelha novamente. — Que tal trinta minutos? Sim. Está bem. Até mais.
Ally encerra a ligação e coloca o celular de volta ao rack. Ela me encara preguiçosamente, enquanto eu a puxo para se deitar em meu peito novamente.
— Nós deveríamos ir nos arrumar. — Comenta a garota, levantando-se. Ela se espreguiça e se alonga, ainda sentada na cama.
— Segundo round no banheiro? — Pergunto, abraçando-a por trás, dando diversos beijos em seus ombros desnudos. Ela ri e me encara com ceticismo. — O quê?
— Nós temos trinta minutos para nos arrumar. — Responde Ally, empurrando-me com um sorriso divertido nos lábios. Ela segue para o banheiro e eu a observo, completamente fascinado pelo corpo da garota.
— Tudo bem. Nós seremos rápidos. — Afirmo, sorrindo malicioso, seguindo-a.
[...]
Nós não fomos rápidos. Estávamos vinte minutos atrasados quando chegamos na entrada da pousada. Todos os meus primos já esperavam por nós com seus acompanhantes e com sorrisos travessos. Aperto a mão de Ally e preciso me controlar para não ficar rindo como um idiota. Ainda que eu soubesse que não precisava disfarçar, porque eles já imaginavam o motivo de nosso atraso, eu queria manter a nossa cara de paisagem.
— Bom dia, casal. — Cumprimenta Elena, sorrindo maliciosa.
— Eu não vou nem perguntar se vocês dormiram bem, porque eu acho que já sei a resposta. — Provoca Cait, fazendo Ally lançar olhares repreendedores para as amigas.
— Ah, finalmente vocês chegaram! — Reclama Audrey, a namorada irritante de Ben. — Vocês estão vinte minutos atrasados!
— Ah, fique quieta, Audrey. Não está vendo a felicidade nos olhos deles e o brilho magnífico de suas peles? Eles estavam transando. Tenha um pouco de consideração. — Retruca Beth, fazendo Ally corar violentamente e todos os meus primos soltarem risadinhas maliciosas.
— Deixa de ser promíscua, Beth. — Resmungo e ela me encara com diversão.
— O quê? Eu me tornei promíscua só por dizer a verdade? — Questiona a garota, cruzando os braços. — Todos aqui já são grandinhos o bastante para saber o que é sexo.
— A Thea não. Ela ainda é uma criança. Não pode ficar ouvindo essas barbaridades. Vai assustar nossa garotinha. — Afirma Damon, provocando a caçula do grupo.
— Vai à merda, Damon. — Resmunga Thea, cruzando os braços.
— Olha a boca! — Oliver repreende a irmã, que o encara com ironia.
— Será que dá para a gente ir logo? Eu estou com fome e quero pegar um bronzeado enquanto o sol ainda não está tão forte. Se ficar muito tarde, vai acabar machucando a minha pele. Vocês sabem como ela é sensível. — Reclama Laurel, fazendo Thea, Elena, Beth e Nancy revirarem os olhos. Sam dá uma risada anasalada e troca olhares com Damon, que faz sinal de quem iria vomitar diante da voz irritante da namorada de Oliver.
— Você me deve vinte pratas. — Avisa Sam, estendendo a mão para Damon, que bufa e pega a nota em sua carteira, visivelmente frustrado.
— Droga, Laurel! Por que não abriu a boca para reclamar mais cedo? Por sua causa eu perdi vinte dólares. Por que você não é insuportável quando a gente menos precisa? — Questiona Damon, encarando a namorada de Oliver com aquela expressão dissimulada.
— Você é um babaca! — Exclama Laurel, saindo enquanto pisa bruscamente em direção a praia. Damon ri e dá de ombros.
— Laurel! Espera! — Grita Audrey, indo atrás da namorada de Oliver. — Você é um grosso, Damon!
— Você nem imagina o quanto. — Responde o rapaz, dando um sorriso malicioso. Audrey o encara chocada e corre atrás de Laurel.
— Você é ridículo. — Resmunga Elena, revirando os olhos.
— Esse é o meu charme. — Afirma Damon, lançado uma piscadela para Elena.
— É melhor nós irmos, antes que a Laurel comece a fazer um escândalo. — Comenta Oliver, suspirando entediado.
Ninguém sabia o motivo deles estarem juntos, já que assim como não suportamos Aaron, ninguém tem paciência para ouvir as reclamações de Laurel. Ela e Oliver vivem um relacionamento vai e volta bastante conturbado desde que estavam no ensino médio. Laurel está tentando fazer de tudo para se casar com Oliver, mas ele foge de responsabilidade assim como o Diabo foge da cruz. Por causa disso, todos nós somos obrigados a conviver com as crises de patricinha e histerias da garota há anos.
— E lá vamos nós. — Ironiza Nancy, ajeitando sua bolsa de praia no ombro, antes de começar a seguir Oliver.
— Quem foi que convidou ela e a Audrey para virem mesmo? — Questiona Sam, desanimada.
— A culpa é do Ben e do Oliver. — Responde Barry, segurando uma caixa térmica, enquanto seguia para a praia de mãos dadas com Cait, que ri da careta que Ben faz. — Se não fosse por eles, não teríamos que lidar com as versões mais irritantes e inúteis da Barbie.
— Minha? A culpa é do Austin que enviou os convites de casamento para elas. — Retruca Ben, carregando as coisas dele e de Audrey, visivelmente indignado.
— Ah, agora a culpa é minha se você e Oliver namoram duas bruxas? — Questiono com sarcasmo, enquanto passo o braço por cima dos ombros de Ally, conduzindo-a para a praia.
— Parem de ficar falando besteiras e vamos logo. Eu quero tirar algumas fotos com a Cait e a Ally. — Grita Elena bem a frente de nós.
— Ai não. — Choraminga Ally, passando o braço pela minha cintura.
— O que foi? — Pergunto, preocupado.
— Quando Elena começa a sua sua sessão de fotos, ela não para mais. São centenas de fotos para ela dizer que só uma ou duas prestaram. — Conta, rindo. — Não importa quantas vezes eu diga que elas ficaram boas, ela é teimosa demais e quando vamos ver, nós acabamos passando o dia todo tentando tirar a foto perfeita.
— Ah, mas hoje será diferente. — Garanto, sorrindo convencido. — Eu te disse antes. Posso não ter a inteligência acima da média dos meus primos, mas o que eu não tenho de inteligência, eu tenho de teimosia. Elena não é párea para mim.
— Se você diz... — Responde Ally, dando de ombros.
E é em meio aos risos e escândalos dignos da família Barton, assim que meus primos e eu chegamos na praia, não demoramos a fazer o nosso piquenique na praia. Audrey e Laurel não perderam a chance de reclamar e nos irritarem, mas em um acordo silencioso, todos nós ignorávamos as duas garotas e nos divertíamos contanto histórias de nossa infância e todas as loucuras que já aprontamos juntos ao longo de todos esses anos que convivemos juntos.
Ally ouvia as histórias encantada, rindo e se divertindo com os comentários irônicos e engraçados de meus primos. Eu não conseguia evitar o orgulho ao ver como todos pareciam gostar tanto da garota. Era como se ela fizesse parte da família Barton há anos. Ela também compartilhava algumas histórias dela com Cait e Elena. As garotas pareciam se divertir bastante no Hawkeye. Elas também contavam sobre as excentricidades de tio Clint e como o conheceram, gerando mais risadas e gritos escandalosos de minha família.
Assim que o café da manhã terminou, conseguimos uma rede e uma bola de vôlei para jogar. Mesmo com os protestos de Elena, que queria tirar uma foto perfeita com Ally e Cait, Barry e eu conseguimos usar todo o nosso poder de persuasão para convencer a garota a participar da brincadeira. Com Audrey e Laurel longe — para a nossa felicidade -, nós formamos duas equipes. Ally, Cait, Barry, Elena, Ben e eu contra Damon, Oliver, Beth, Thea, Nancy e Sam. E em uma partida bastante competitiva, nós ganhamos do outro time por três sets a dois.
Assim que a partida terminou, todos corremos para o mar. Como era a primeira vez da Ally, permaneci ao lado dela o tempo todo, impedindo que ela fosse levada pelas fortes ondas. Nós ríamos e nos divertíamos com os tombos que levávamos e as palhaçadas que meus primos faziam. Eu sentia como se tivéssemos voltado a ser crianças, quando tio Clint nos trazia para a ilha durante as férias com nossos pais. Eu sentia a mesma sensação de paz que naquela época. Como se aquela felicidade fosse durar para sempre.
— Eu estou morta. — Afirma Ally, praticamente se jogando na toalha que tínhamos estendido debaixo de uma guarda-sol, assim que saímos do mar. — Nunca pensei que fosse tão cansativo nadar no mar.
— Quer beber alguma coisa? — Pergunto, abrindo a caixa térmica que Barry.
— Pode ser um refrigerante. — Responde, sentando-se. Ela sorri ao ver Elena e Damon discutindo sobre alguma idiotice, enquanto Oliver, Sam, Barry, Cait e Ben riam e colocavam mais lenha na fogueira. Thea, Nancy e Beth pegavam sol mais afastadas de nós, conversando. Audrey e Laurel haviam voltado para a pousada, deixando o ambiente ainda mais agradável. — A Mal teria amado esse lugar.
— Quem sabe não voltamos com ela na próxima vez? Eu tenho esperanças de que Ben finalmente terá se livrado da Audrey. — Comento, entregando o refrigerante para ela, que agradece, sorrindo.
— E que Elena e Damon finalmente admitam que esse ódio todo não passa de amor reprimido. — Completa a garota, fazendo com que eu risse. Pego meu refrigerante e faço um brinde com ela.
— É por isso que você é o amor da minha vida. A minha alma gêmea. — Declaro, dando vários selinhos na garota em seguida. Ela ri e encosta a cabeça no meu ombro. Bebo um pouco do meu refrigerante e encaro minha família. — Ally.
— Sim? — Responde, depois de beber um pouco de seu refrigerante.
— Obrigado. — Agradeço e ela me encara confusa.
— Pelo quê? — Pergunta Ally com curiosidade.
— Por me fazer tão feliz. — Respondo e ela sorri com doçura. Acaricio seu rosto, encarando seus lindos olhos castanhos. — Sabe, não será fácil quando voltarmos para Hawkins. O mundo em que eu vivo pode ser bem cruel...
— Austin...
— Talvez eu possa estar sendo um pouco egoísta, mas... — Respiro fundo e a encaro com intensidade. — Não importa o quão difícil possa ser, poderia não desistir de nós?
— Não se preocupe. Eu também sou uma Barton, certo? — Afirma Ally, sorrindo com determinação. — Eu não vou desistir tão fácil assim de nosso final feliz.
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