Mentira
3 Capitulo 3
Notas iniciais
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Eles me sedaram, e acordei na porta da minha casa. Levantei, entrei e quando pisei no primeiro degrau , alguém pigarreou atrás de mim, girei os calcanhares e dei de cara com a minha mãe, e pela cara dela eu iria levar bronca. Dei um sorriso sem graça.
– Oi, Mãe. – sorri.
– Oi mãe? Você diz oi mãe Venus Bestand Oliventræ. – Eita porra! Ela falou meu nome completo, e ela so fala assim quando ta com muito odio. – dois, dois dias que voce nao aparece em casa. — Mãe eu posso explicar. — pode? Entao me explique.
– eu fui seqüestrada daí... – contei tudo a ela, e elas fazia umas caretas engraçadas.
– então esta me dizendo que foi seqüestrada? Como era o nome dele? – falou. Mas eu sabia que ela acharia que eu estava mentindo.
– alguma coisa Lorenzo – falei e minha mãe arregalou os olhos. Continuei a tagarelar. — ele é dinamarquês eu acho. Ele falou que vocês deviam a ele... – minha mãe estava branca. – mãe? Você ta bem?
– chame seu pai, AGORA! – subo as escadas chamo meu pai que esta no escritório. Ele desceu e fiquei ouvindo eles dois La em baixo discutido.
– ELE NOS ACHOU COMO ISSO FOI ACONTECER? ELE NÃO FAZIA IDEIA ONDE NÓS ESTÁVAMOS. QUE MERDA, ESSA GAROTA SÓ CAUSA PROBLEMAS, QUE RAIVA, QUANDO PEGUEI-A NAQUELE MALDITO ORFANATO, ACHEI QUE IRIA FICAR RICA, FINGIR QUE GOSTO DELA A 12 ANOS CANSA, MERDA.
– NÃO FALE ASSIM DELA SUA VAGABUNDA, PODE NÃO GOSTAR DELA, MAS EU SIM, A AMO. ENTÃO POR FAVOR, RESPEITE MINHA FILHA! – sabe aquele momento que você perde o chão, que você quer morrer? Então eu estava assim. Eu não passava de um objeto? Era isso? Eles apagaram minha memória e eu não sou nada? Nada pra minha mãe, que dizer eu achava que era. Meu deus, o que eu vou fazer? Entrei no meu quarto, fechei a porta e me joguei na cama chorando.
Começo a lembrar de uma vez em um piquenique, eu estava correndo , devia ter uns 4 anos, estava brincando com meu irmão e meu pai, minha mãe estava sentada no pano, ela sorria, mas parecia forçar o sorriso, no dia percebi, mas achei que ara porque ela estava com algum problema. Eu era criança, agora me lembrando dos anos que se seguiam, ela sempre sorria com falsidade, meu pai não. Ele brincava comigo, me dava um beijo antes de dormir, contava-me historias. Ela? Nunca me deu uma boa noite, no fundo eu deveria saber. Ela nunca sorria, era amarga. – choro mais. — e meu irmão? Eles adotaram também?- penso.
Minha vida sempre foi uma merda, eu é que nunca quis admitir.
Que droga, eu só queria ser amada por alguém, alguém que não mentisse pra mim, que me amasse de verdade.
Uma coisa que dinheiro ela falava? Pelo que eu sei, quando ela me pegou naquela merda de orfanato, eu não tinha nem um centavo. Mas eu vou descobrir.
Visto uma roupa, ponho meus fones, e saio do quarto pela janela, eu amava caminhar para pensar.
Cedo ou tarde a mentira será revelada.
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