Nestes tempos passados,

Nos olhos de duas garotas, pedras preciosas reluziam.

Quando o Sol ainda raiava nos prados,

Elas com seus escritos jaziam.

Retratavam em suas poesias

Sobre paixões, plenitude e vaidade.

Simulavam uma alegria

Que nem sentiam de verdade.

Suas esperanças no peito cresciam,

Clamavam por uma vida de fantasia,

Naqueles tempos onde a depressão,

Por trilhas de lágrimas decaia.

Elas contavam histórias

Que em seus corações retumbavam.

De noite cantavam memórias,

E de dia, silenciavam.

Nas criações de seus últimos cânticos,

Muita inspiração havia.

Seus toques eram românticos,

Mas a alma ali não existia.

Em simples versos desordeiros,

Retratação humana e angelical.

Ocultavam um sofrimento traiçoeiro

Que se prostrava na curva final.

Não que nunca se apaixonassem,

Por sentimentos ambas sofreram.

Definiu-se que ao coração renunciassem,

E numa concha por fim renasceram.

A mente brincava com os desejos,

Alimentava diversos anseios.

Logo hesitava nos almejos,

E trazia desesperos alheios.

Em suas últimas desilusões,

Montaram entre si um esquema.

Sempre que os sentimentos invadissem seus corações,

Os apagariam entre linhas de um poema.

Tal método dera certo afinal,

Mas sempre há uma falha no plano,

Uma paixão acidental

Fazia da jura um ato leviano.

Ambas esqueceram um detalhe importante.

Não se rebaixa o coração para um objeto controlado,

Emoção é algo flamejante,

E seu cérebro para isso não é organizado.

O sofrimento vinha tempestuoso,

Traçava destruição por onde passava.

Um ciclo vertiginoso,

Que nunca se saciava.

Engana-se quem diz ser estupidez

Essa infeliz letargia de emoções

Pois nos desejos não há nitidez

E sim a busca das satisfações.

Mas uma peça sempre chega ao fim

Não importando se é feliz ou depressivo

Apenas nunca se sabe de seu estopim

Ou se é ou não definitivo.

Dando as costas para o passado,

E asas para seu futuro imaginário,

No coração se dissipa um grito abafado,

De um sentimento milenário.

“Outro soldado ferido!” – Gritam os piadistas de nossa sociedade.

Pergunto-me eu se algum dia sofreram por amor

Ou se isso seria apenas pura fatuidade

De um simples tolo sonhador.

A noite cessa e dá espaço ao astro solar

E tais sentimentos aleatórios se perdem em atmosferas

Para nós, resta calar e vagar

Por infinitas primaveras.

Notas finais
Não sou profissional neste tipo de escrito. É a primeira vez que ouso aventurar-me em prosas/versos, então espero que agrade aos que se arriscarem a ler este capítulo único.

Obrigada aos que aguentaram até aqui e, se puderem, pronunciem-se sobre isso... Eu realmente gostaria de ver críticas, positivas ou construtivas, sobre este... Avanço? Talvez.

Agradeço a todos que se dispuserem a isso.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!