A imagem dela me retorna toda noite e apesar dos apesares, não me incomoda, ou eu finjo que não. Eu nunca havia sentido tanto prazer em olhar alguém como eu senti em olhar para ela. Era uma mistura de desejo com prazer.

Hoje já é dia 22 de setembro e ela me torna a mente. Tive cerca de quatro vítimas nos últimos dias, todas mulheres, e nenhuma me causou o que ela me causa até hoje. Parece que ela era peça única, como se fizesse parte do meu vestuário. Mas ela não era só isso, seus olhos me encararam por tanto tempo, como se ela me julgasse em silêncio. Ela me amava, mas eu não conseguia sentir o mesmo, não na mesma intensidade.

Hoje estou inquieto, escondendo o corpo de Jenny Parker. Estatura média, cabelos negros, olhos cor de mar e um delicioso cheiro de vadia. Ela foi uma encomenda, recebi muito bem por ela. Uma pena, até que ela era bonitinha, poderia ter aproveitado mais...

Minha próxima vítima era Doutora Bee. Uma inteligentíssima médica legista e detetive, que eu deveria despistar do caminho. Ela trabalha no CC, uma unidade de investigação que está cada dia mais famosa pela quantidade de serial killers presos. Ela vive atrás de caras como eu. Aliás, recebi a notícia de que ela estava atrás do suspeito dos crimes que cometi há algum tempo atrás.

Pedi para Peter, meu companheiro, me dar todas as informações possíveis sobre ela.

—Você deseja mesmo fazer isso? Não acha que é um grande risco?

—Faça o que eu digo, Peter. Eu sempre soube onde coloquei meus pés.

Peter riu, mas logo aceitou e foi atrás das informações.