Mentes Entrelaçadas

3 Blecautes e Café Amargo


Notas iniciais
Mesmo com poucos leitores, estou gostando de escrever essa história. Boa leitura :D

Acordo com um toque de celular. Espera... Acordo? Mas eu nem lembro de ter dormido... Me vejo sentado em um sofá que não é o meu, um sofá vermelho sangue que eu conhecia muito bem. Eu estava na casa dela. Mas como havia parado ali? Teria sido um blecaute? A última coisa que eu me lembro é de estar andando na rua, em uma manhã fria de quinta-feira. Olho no celular. Ainda é quinta, mas já passava de dez horas da noite. O celular recomeça a tocar. Peter. Atendo.

—Você não ia passar aqui para pegar os documentos? — ele diz, furioso. Sinto minha cabeça latejar.

—Tive alguns assuntos a tratar... Posso passar aí agora?

—Já saí do escritório, passe amanhã, às oito em ponto. — desligo, sem me despedir, como sempre.

Massageio minhas têmporas, não podia esperar até amanhã. Dou uma última olhada nos porta-retratos expostos em cima do rack e saio do apartamento nada seguro dela pela escada de incêndio.

A rua estava vazia, em alguns minutos estava em frente ao escritório. Por sorte, a minha cópia da chave estava no meu bolso. Pego os documentos o mais rápido possível, com o intuito de chegar logo em casa e passar a madrugada inteira estudando-a.

Apesar de ainda não estar tão tarde assim, a rua continuava deserta e escura, chego em casa sem ver ninguém. Retiro meu casaco e preparo um café, espalhando mais e mais papéis pela mesa de mármore enquanto escrevo anotações e pesquiso mais coisas no computador, apesar de não ser muito ligado à tecnologia.

Pela manhã, depois de conseguir todas as informações que eu queria, fui dormir. Iria para um café em frente ao trabalho dela durante o horário de almoço e deveria estar descansado para raciocinar melhor.

Acordo por volta das 11h da manhã e me arrumo como se também estivesse indo para meu horário de almoço. Olho-me no espelho e sorrio, visualizando tudo o que eu queria fazer com ela.

Pego o carro e estaciono um pouco distante do local, caminhando calmamente até lá enquanto observo tudo à minha volta.

Sento em uma mesa próxima à janela e logo sou atendido por uma garçonete de sorriso largo, devolvo o sorriso e peço um café puro, sem açúcar.
Fico lá por mais ou menos uma hora, tomando um café atrás do outro, quando finalmente vejo uma mulher de cabelos negros e semblante sério saindo da central de investigação, com certeza é ela.

Notas finais
Até o próximo o/