Mente tortuosa
31 O Casamento parte 2
Notas iniciais
POV Emily Monroe
Meu pai entrelaça seu braço ao meu e nós dois caminhamos juntos até o local onde será a cerimônia. Não consigo falar nada até chegar ao local, pois minha garganta está com um imenso nó.
O local onde seria a cerimônia, era totalmente arborizado e o caminho até o altar estava coberto por pétalas rosas. As cadeiras eram de madeira, o que contrastavam com o tom de verde e as cores das flores. O altar era feito por vários galhos entrelaçados com folhas, além de haver ramos e vasos de flores na base.
E lá estava ele, Thomas. Sorrindo para mim, usando um lindo terno preto e com as mãos baixas.
Eu sorrio também, apesar do meu nervosismo e seguro com mais força o braço do meu pai, com medo de cair. E enquanto caminho pelo corredor até o altar, começo a pensar na pulseira que meu pai acabou de me dar.
Realmente sinto a presença de minha mãe muito forte ao senti-la em meu pulso. O azul das safiras... me faz sentir como se ela estivesse segurando o meu outro braço.
Passei seis anos da minha vida em uma clínica psiquiátrica e em todos os momentos eu desejei a minha morte. Mas passei a minha vida inteira sem saber quem era a minha mãe e o segredo ao qual ela escondia de todos. No fim eu e ela somos mais parecidas do que imaginava, no começo achava isso um tanto perturbador. Porém agora eu uso isso para sentir ela mais perto de mim, de tal forma que ela nunca esteve muitas vezes.
E hoje eu sei que ela está me vendo me casar. Hoje eu sei...
Quando piso e subo no altar, meu pai segura minha mão e lá deposita um beijo. Em seguida aperta a mão de Thomas e sorri para nós dois e posso jurar que vi uma lágrima se formar em seus olhos.
O juiz de paz chega e se inicia a cerimônia.
– Boa tarde meus amigos, estamos reunidos aqui hoje para oficializar a união entre Emily Monroe e Thomas Markinstop. O amor é o sentimento mais comentados entre todos, porém é o mais difícil de ser sentido. Muitos podem falar que amam, mas amar vai muito além de palavras. Tem a ver com atitudes. Muitos já subiram em altares sem se amar, mas acreditem. Eles não tinham o brilho nos olhos que esses dois jovens tem hoje — As palavras do juiz me fazem relaxar e abro um sorriso involuntário.
– Amar é se por além de si mesmo e acreditem, cumprir aquilo que é prometido durante a cerimônia é a dificuldade em um casamento. Ser fiel, estar presente na saúde e na doença, na alegria e na tristeza... Ah, como falar é fácil. Mas fazer requer sinceridade. Por isso eu peço aos dois para sempre serem sinceros.
– Então sem mais delongas, eu lhe pergunto senhor Markinstop: Aceita Emily Monroe como sua legítima esposa, por livre e espontânea vontade?
Thomas abre aquele seu típico sorriso maroto e por fim diz.
– Sim, eu aceito.
– E você senhorita Emily, aceita Thomas Markinstop como seu legítimo marido, por livre e espontânea vontade? — Eu respiro fundo e respondo.
– Sim, eu aceito.
– Então pelo poder a mim investido e pela confirmação de ambos para qual seus desejos, eu agora vos declaro marido e mulher. Senhor Thomas, pode beijar a noiva.
Vejo Thomas se aproximar de mim e então sinto nossos lábios se tocarem, por mais que tenha sido um beijo rápido... foi o melhor de minha vida.
POV Thomas Markinstop
Após nos beijarmos, eu seguro a mão esquerda de Emily e deposito a aliança em seu dedo. Minha mão está trêmula, mas a levo até meus lábios e a beijo. Por fim ela também segura minha mão e faz o mesmo.
E então sinto-me na obrigação de lhe dizer algo.
– Acho que dizer ''eu te amo'', não está muito cabível nesse momento. Então quero que saiba que eu me apaixonei por você no primeiro instante em que a vi, os seus olhos, seu cheiro... eu já a amava naquele primeiro momento. Saiba, que aqui estarei. Por você e para você. No momento em que te beijei da primeira vez, senti sua alma entrelaçada a minha, uma ligação especial. Jamais sentida por mim e talvez eu pareça um louco apaixonado as vezes. Mas hoje assumo que realmente sou e que você terá que aguentar a vida inteira.
Vejo que ela começa a chorar, as sei que são lágrimas de alegria.
– Foi por esse bobo apaixonado que eu me apaixonei e por um momento pensei ser algo tolo me apaixonar. Mas quando senti que era real, pela primeira vez na minha vida eu me permitir ser feliz e ser igual a todos. Eu te agradeço muito a você por isso. Obrigada pelo seu amor e guarde para sempre que ele é correspondido.
Eu sorrio, volto a segurar sua mão e a guio até o corredor de pétalas. Onde as pessoas batem palma e jogam pétalas de flores.
Finalmente nos casamos....
A festa foi em baixo de uma enorme árvore, foram presas luzes em seus galhos e colocadas mesas perto desta. Além de outras árvores estarem iluminadas.
Muitos viam nos dar os parabéns e desejar nossa felicidade. Fizemos várias brincadeiras típicas e só para não perder o costume chamei Emily para dançar várias vezes.
Minha mãe não apareceu em meu casamento, o que não me foi uma grande surpresa. Pois ela e meu pai não estão se falando sem a presença de advogados. Mas lá no fundo ainda tinha um fio de esperança de que ela aparecesse. Porém não permitiria que isso arruinasse a melhor e mais importante noite de minha vida.
Não estou arrependo em nenhum instante da minha relação com Emily. Ela me tirou do alcoolismo e da morte certa. E ela me deu aquilo que eu nunca tive ou senti, amor verdadeiro.
E quando são vindas dela, sei que não palavras vazias.
E quando paramos de dançar eu olho em seus olhos e digo.
– Eu te amo Emily Monroe, ou deveria dizer. Emily Markistop? — Nós dois rimos e por fim ela diz.
– E eu também o amo, meu marido...
Sei que não são palavras vazias, pois sua doce voz nunca poderia ser vazia. Assim como seu coração
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