Notas iniciais
E com vocês, a decisão da Susana!
Conversamos lá em baixo!

Passei horas em claro pensando e pensando novamente em qual seria a decisão certa a se tomar.

Não que esse Johnny estivesse mexendo comigo, mas eu não podia, de jeito nenhum, arriscar meus irmãos. O que aconteceu com Lucia poderia acontecer de novo, e, dessa vez, ela poderia ser machucada gravemente, não duvidava que Johnny fizesse uma coisa dessas, caso eu permaneça com meu não.

O dilema estava instalado em mim: a mente X o coração.

De um lado a segurança de meus irmãos, do outro, minha vida.

Faria a coisa certa.

Deixei Lucia dormindo em nosso quarto, vesti o robe e, descalça, desci até a cozinha no meio da noite. A caminho da cozinha ouvi o barulho das portas dos armários sendo fechadas. Cheguei ao cômodo e vi um cara de costas para mim de frente para a pia. Havia uma enorme janela na parede em cima da pia por onde entrava a luz fraca e prateada da lua cheia. Reconheci os cabelos loiros e bagunçados. Pedro nem percebeu minha presença. Encostei meu ombro na entrada da cozinha e cruzei os braços.

— Você fica fazendo barulho no meio da noite, eu já ia pegar o taco de basebol. – Falei, ele virou para mim.

— Está sem sono também? – perguntou levando um prato com um sanduiche e um copo de suco para a mesa, sentando em seguida.

— Com sono eu estou só não consigo dormir. – respondi, puxando a cadeira e sentando de frente para ele.

— Servida? – ofereceu-me o sanduiche. Neguei com a cabeça.

— Não, obrigada.

— Então, como você está? – referia-se ao assunto divida-e-casamento.

— Mais ou menos...

— Não queria que você passasse por isso, Su. – disse-me ele.

— Nem eu... – sorri sem humor.

Um silêncio se instalou.

— Então...

— Já tomei minha decisão. – respondi. Ele ergueu os olhos para me olhar, com as sobrancelhas unidas, aguardando minha resposta. – Eu aceito.

— Su... – deixou seu lanche de lado – Ah, Su, você não precisa fazer isso...

— Preciso sim, não posso arriscar vocês, Pedro. – meus olhos encheram-se de lagrimas. – É a coisa certa a se fazer.

Ele se levantou e veio até mim, segurou minha mão.

— Vem, cá. – levantei e ele me abraçou, não pude conter as lagrimas. – Vai ficar tudo bem, eu prometo.

[...]

No dia seguinte procurei Johnny para comunicar-lhe de minha decisão. Ele deu um sorriso radiante e disse que marcaria logo a data. Ele não estava brincando, ao sair da aula ele estava lá me esperando com outra rosa e chamou-me para ir com ele até a igreja.

Fui com ele, quanto antes isso acontecesse, melhor. Ao chegar a casa comuniquei meus irmãos que seria mês que vem. Pedro concordou com tristeza, Edmundo achou muito rápido e Lucia apenas me abraçou.

Com o prazo curto, sem animo nenhum, encomendei meu vestido com a estilista dona da loja em que eu trabalhava. O pior é que, para as pessoas de fora da família, eu tinha que fingir estar apaixonada por Johnny Wonderwood.

Sabe, eu confesso que nunca me apaixonei por alguém de meu mundo, mas o que senti por Caspian continuava dentro de mim, adormecido.

Pedro decidiu ficar permanentemente em Londres, mas teria que voltar à casa do professor para pegar o resto de seus pertences. Na quarta-feira da mesma semana, pela manhã, levamo-lo até a estação. Pouco antes de embarcar comunicou que estaria de volta na sexta, no final da tarde.

Notas finais
Geeeteeee estou amando os comentarios!!!!!!!!
E só posto mais se receber reviws!!!
Ahhhhh essa viagem do Pedro promete!!!
Beijokas!!!