Mente Possessa
1 Vingança
Sua mente possessa, sua mente obscura... Ela grita, ela luta, ela quer libertação. O mal vem de dentro.
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Eu que nunca mostrei um traço de maldade, vejo minhas mãos manchadas de sangue, seu sangue, querida vítima. Você é tão vítima quanto eu. Você ganha o que você dá, a balança busca pelo equilíbrio. Meu nome é Morte. Eu que era Vida...
Sou tão culpada quanto dizem, mas você sabe, ou sabia quando em vida... Você era tão culpada quanto eu.
E agora que seu sangue está por toda parte nessa sala, agora que o monitor não mostra mais um sobe-e-desce irritante, dando lugar à uma linha reta e um ruído irritante... Eu posso dizer que a justiça foi feita.
E eu que fiz um juramento... Que juramento! Até eu mereço o que te dei, querida vítima, mas todos nós sabemos que um dia todos ganham isso. Morte. Um presente tão... Divino e cruel.
Seu sangue cheira bem, tão bem quanto o meu. A diferença é que o seu está no lugar errado... Aliás, acho que isso é uma questão de ponto de vista agora.
Eu que te matei deveria ter te salvado, mas você que matou a quem eu bem queria... Vingança é algo a que nunca me prendi, até você me levar o ar.
Você que matou a quem era inocente, agora ganha a morte como presente, e eu que sujei minhas mãos com seu sangue desprezível, agora sou tão suja quanto você.
Carrego a culpa como peso. Você a carregou também? Por algum segundo pensou no que estava fazendo? E quando à minha amada criatura torturava, nada te fez querer parar? Porque, infelizmente, por um momento, o bom senso me fez pensar em fazer o que era certo e te salvar da morte certa. Mas eu sou muito igual à você, doce ser humano, que matou dolorosamente minha doce criatura. Ambos cedemos ao obscuro, ambos cedemos à nossa maldade. E eu deixei que a bala permanecesse em seu corpo, aquela que você ganhou porque bem mereceu. E eu deixei que seu corpo sangrasse... E o pequeno corte feito na sua artéria, bem traçado com o bisturi, me denunciou, e minha liberdade será tomada, porque discreta não fui ao me vingar.
Espero que sofra no inferno, tanto quanto eu irei, porque ambos cedemos à nossa mente obscura e maldosa. Porque somos humanos. Porque somos iguais.
Sofra.
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Controle sua mente.
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