Mente Apocalíptica

1 Minha querida Santo André


Era uma cidade inútil situada na grande são paulo,em seu centro,próximo ao paço municipal se situava uma grande calçada preta e branca, uma área comercial,que tomava uma rua inteira,suas luzes ligadas,os santinhos políticos sujando a calçada, o céu noturno poluído, era a visão do paraíso, pelo menos para aquele que lá andava, feito um pinguim, volta e meia dando pequenos chutes para a direita sem motivo aparente

Andava despreocupado, de jeito alegre, parando para fazer pequenas dancinhas, apenas mais um louco numa cidade de loucos, andava por aí, portando uma mochila, e uma pequena bolsa atravessada, cantava Reggae, fazia sonoplastias esquisitas, e chamava de música, camiseta azul e calça jeans suja de o que aparentava ser terra, pulou para dar uns giros no poste, estilo Singing on the rain, dava pequenas giradas no poste, e pula em direção à rua, sua carteira cai, revelando o documento de identidade, Mateus Severo, 16 anos, naturalizado brasileiro, filho de pais russos.
Correu até o outro lado da rua mexendo em sua mochila, ao perceber o céu se pintar de vermelho, como se meteoros fossem de lá cair, pequenas bolas de fogo rasgavam o céu, ao alcançar o outro lado da rua, pulou no poste de luz lá presente, novamente pondo-se a girar, pouco antes do início, nada foi visto, apenas um grande clarão, um estrondo, caos, gritos, fogo, e no céu se esculpiu um grande cogumelo luminoso.

Pouco antes do fim do caos, o clarão diminui, e percebe-se o mesmo indivíduo, mesma roupas azuis, mesma calça suja, mas, chamo a vossa atenção para uma máscara de gás GP5 e um chapéu coco em sua cabeça, que, magnificamente girava junto com seu corpo, que se assemelhava ao de um bailarino, se destacando em meio aos escombros e corpos humanos, para completar o show, a magnífica chuva de brasas e faíscas saída de postes, ao parar de girar, Mateus exibia uma pequena interferência por seu corpo, semelhante ao efeito de perda de sinal na televisão.
O sobrevivente dançarino sai do local, caminhando em meio aos escombros, e parando para cumprimentar os corpos das pessoas que morreram sentadas em mesas de restaurante, iniciando uma longa discussão com uma delas, sem se preocupar com o fato de que ela estava morta:
"Não, estou te falando, existem boas pessoas, mas a Marina silva não é uma delas"

O ambiente se tomava pelo silêncio por alguns segundos, e novamente se ouvia:
"Não, mas veja bem: assistente de telemarketing não é um bom lugar pra iniciar carreira"

Novamente, silêncio, e, repentinamente, Mateus bate na mesa com força, falando:
"Não diga tais promiscuidades de minha progenitora, seu esquerdista nojento, volte para seu iphone, comodista!"

Mateus saiu andando, como se sua vida continuasse seguindo normalmente, pegou um ônibus na estação celso daniel, e aqui é onde muitos de vocês acham que ele ficaria parado lá, sem movimento, mas logo percebe-se um elefante puxando o ônibus, em direção à sua casa.