Mental

8 Abrindo o jogo de vez.


Notas iniciais
Olha, vocês podem até achar que vai rolar algum romance entre ela e o ex, mas não, foi mal.

N: Zoe.

É complicado contar a verdade e eu, particularmente, achei a hora perfeita para contar a verdade, fazer as pazes com a Tasha e dizer para Cléo que ela não é minha irmã. Eu nunca pensei que voltaria a me lembrar que já fui Zandaia, nem que foi mãe, que tinha um marido e que... bom, já conhecem minha história.

Chamei meu pai, minha irmã, Clint e Nat para explicar tudo. Comecei pela parte que meu pai e minha irmã sabiam:

– Eu não sou uma mulher normal. Pode-se dizer que sou uma mutante, mas... meu pai, pelo menos, diz que nunca viu nenhum mutante tão forte quanto eu.

Clint se levantou e disse alto em quanto todos estavam muito perplexos: — Não dá pra acreditar!

– Não é nem parte! Eu vi o futuro, não conheci outro cara!

Confuso, ele perguntou: — Me viu com a Nat?

Eu dei um sorriso. Natasha ficou com raiva e disse: — Está dizendo que ainda o ama?!

– Em momento algum eu disse isso. E nego qualquer coisa entre nós dois atualmente.

– Bom... acho que agora sabem toda a verdade. — disse Cléo.

Olhei para ela. Meu coração ardeu, mas eu sabia que era a hora: — Irmã, eu lamento. Eu juro que fiz pro seu bem... e tá! Pro meu também! Eu precisava de um recomeço e vi que você também...

– O que está dizendo? — ela estava com medo, mas tentava esconder.

– Me perdoe. — comecei a chorar.

– Seja lá o que for, eu te perdoo! Somos irmãs!

Olhei em seus olhos e disse: — Não. Não somos irmãs.

– O que quer dizer com isso? — perguntou meu pai.

– Eu não tenho 45 anos. Também não tenho 27. Eu tenho 107 anos. — todos ficaram surpresos e aterrorizados com minhas palavras. — Meu nome é Zandaia Teodoro Michell. Zoe Michell é um nome que eu adotei querendo fugir de quem realmente sou.

– É mais velha que o Capitão América? — perguntou meu pai, obviamente querendo apenas confirmar.

– Sim. Eu me casei já com uns quarenta e poucos anos... quase 50. Se não me engano, a idade da Natasha.

Todos olharam pra ela, principalmente Cléo que não sabia de nada daquilo. Natasha tem envelhecimento retardo e é bem mais velha do que aparenta ser. Deu para ouvir alto o que Clint pensou na hora: “Droga! E eu achando que minha atual namorada era velha e não parecia.”. Mas foi engraçado. A cada dele foi impagável! Só Barton e Nick sabiam a verdade.

– Já foi casada? — perguntou Tasha.

– Sim. Casada e tinha uma filha: Cléo Michell.

Cléo tomou o maior susto e perguntou: — Então, esse tempo inteiro, você...?

– Não. — eu interrompi a pergunta — Não sou sua mãe.

– O que aconteceu então?! — Cléo já chorava muito.

– Ela foi morta. Meu marido morreu durante a Segunda Guerra Mundial. Fomos vítimas de um bombardeio e Cléo se foi. Muitos anos depois, eu consegui me parecer com uma criança, mas meu cabelo foi de castanho à branco, o que não achei ruim.

– Quantos anos eu tinha? — perguntou Cléo.

– Sete. Sua mãe morreu e você nunca conheceu seu pai. Só tentei ajudar! Seu nome é Annie Queel. Mas essas foram as únicas mentiras que te contei.

– Meu nome e minha família?! Chama tudo isso de “únicas mentiras”?!

– Irmã, por favor, eu...

– Me poupe! — diz Cléo indignada — Você mentiu pra mim por toda a minha vida! Vou acreditar agora?! Por que?!

– Eu juro nunca mais mentir pra você.

– Não é o bastante. Não pra mim.

Ela saiu da sala do diretor, que ainda estava destruída, só que mais limpa. Tasha ficou mais irritada do que antes por eu ter contado a verdade sobre ela e disse:

– Muito obrigada, Michell!

– Eu achei que ela soubesse!

– Pra começar, não era pra você saber!

– Nat, quando se é telepata, a gente acaba descobrindo coisas que não queríamos ou não podíamos saber. — por falar nisso, Hail Hidra e terminei com o Gavião! — Não foi de propósito.

– Então, é telepata? — perguntou Clint.

– Não apenas. Todos os poderes mentais — suspirei e disse olhando para fora — e uma tremenda regeneração.

– E é imortal. — ele conclui.

– Não que eu queira isso.

– Zoe, você mentiu por tantos anos! É verdade o que está me dizendo? — perguntou meu pai.

– Sim. Tudo.

Sem mais nada a declarar e com vergonha de estar na frente dos três me abrindo de forma anormal, eu me levantei e sai. Eu estava de casaco e coloquei o capuz pra esconder meu rosto. Então ouvi alguém andar atrás de mim. Eu não precisei ler sua mente, ele logo disse:

– Zoe, quero mais respostar.

Me virei. Era Clint, como eu já sabia. Apenas entrei no elevador e ele me seguiu. Fiquei quieta, mas ele voltou a me perguntar:

– Você disse que tinha pesadelos. Era com isso? A sua família?

– Sim. Mais alguma pergunta inconveniente? — pergunto sarcástica.

– O que você viu? — (cara de pau.)

– Budapeste.

– Se ainda estivéssemos juntos...

– Você não me trairia, eu sei! Mas ela te ama mais do que eu te amei. E não sinto mais ada por você, então esqueça.

– Ainda me ama?

– Já disse que não! — como a Romi (Romanoff) atura ele?!

O filho da mãe me deu um beijo daqueles e depois disse: — Foi o último, me ouviu? E não tente mentir.

Coloquei minha mão no rosto dele e quebrei a hipnose da noite do baile. Ele não acreditou no que eu o mostrei. A porta se abriu e eu sai, peguei minha moto e fui pra casa. Mal sei como Clint ficou depois daquilo.