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Notas iniciais
Como prometido, mais um capitulo ( ^ v ^ ). Desculpem, ficou grande... Não foi por querer, eu só planejei deixar explicado tudo para não terem duvidas.... Boa Leitura!!!

– Ah! Você por acaso seria a senhorita Emilly? – diz a balconista, uma mulher que aparentava ter uns 40 anos para mais.

– Desculpe, mas quem é você?

– Ora que falta de educação minha, meu nome é Amélia, sou a mãe de Dan.

– Mãe? – diz a menina incrédula. – Ah, sim. Dan. É um prazer.

– Prazer é meu! Dan tem me falado muito de você, nem imaginava que a encontraria.

– Pois é. Dan me falou muito da senhora também, disse que não moram mais juntos, porem se veem com frequência.

– Ah sim, no começo era uma tortura o visitar, mas graças ao médico ele esta melhorando.

– Médico?

Antes de ouvir uma resposta, Emilly recebe uma ligação. Quando se afastou percebeu que tinha uns dois clientes esperando para serem atendidos, a garota já não podia fazer mais nada.

– Alô?

– Sou eu – disse uma voz masculina suave e gentil – eu queria apenas me desculpar por tudo.

– Você sabe por que está se desculpando?

– Sei. Perder aquele dia tão especial foi realmente um desperdiço.

– “Aquele dia” fala como se fosse só um.

– Filha, volte para casa, para conversarmos.

– Eu estou indo visitar alguém.

Ela queria ouvir somente uma voz, somente aquela voz. Ver aquele lindo sorriso, aqueles lindos olhos verdes amendoados escondidos por grandes óculos. Ela dirigiu-se ao balcão e pediu para a atendente o endereço onde ela poderia encontrar Dan.

“1808 da Rua Stanford — quarto 320”

Ao sair, ela não encontra mais que a estava seguindo, seu pai devia ter os liberados da tarefa. Ela logo chamou um taxi e entregou o papel com o endereço.

Após longos 30 minutos de transito e correria Emilly chegou ao local, no letreiro não se lia qualquer coisa que indicasse um apartamento, lia apenas “Hospital de Neurologia Dr. Clanford”. A garota confere se o endereço estava certo, mais uma vez, de novo e de novo, até por fim desistir e entrar. Foi logo a recepção e perguntou se poderia estar visitando o paciente do quarto 320, o que incrivelmente demorou, ela teve que preencher uma longa ficha para o hospital. Após preencher ela estava livre para encontra-lo, apesar de não fazer ideia de porque aquele lugar. Voluntário? Talvez, mas ela já não tinha mais fé nisso. Ao chegar ao quarto ela bate até ouvir um “pode entrar”, porem o medo do que ela veria era grande demais para Emilly, que ficou ali parada até ouvir passos em direção e sentir a porta se abrir.

– Eu disse que podia en....... Emi?

– Dan eu... Pensei em... Ah...

Nada. Os dois ficaram ali, parados por um longo tempo, como dois desconhecidos.

– Como soube?

– Eu encontrei sua mãe, ela me deu o endereço.

Ainda na porta, Dan se vira e convida Emi para entrar. Ela logo se senta em uma cadeira ali, já o garoto ficou encostado perto da janela.

– Por quê? – diz a garota olhando para o chão, evitando assim qualquer contato visual.

– Por que estou aqui?

– Não, porque não me contou?

– Não achei que fosse importante, não é como se eu fosse morrer.

– O que você tem?

– Se chama Doença de Huntington, é algo passado de geração por geração.

– Doença de Hunter, o que é isso?

– É Huntington — Diz o jovem já esboçando um sorriso – É uma neurodegenerativa, em outras palavras, ela vai aos poucos matando os neurônios. Apesar das palavras bonitas não vou morrer — diz Dan ainda com um sorriso.

– Então porque tá aqui?

– Porque os sintomas característicos da doença podem matar, então é bom estar sempre sobre a supervisão do médico.

– Entendi.

Logo ela percebe algo estranho, Dan mexia a perna sem parar. Então, uma pausa, um silencio.

– Ah, olá, você é a nova enfermeira?

– O que?

– Daniel, está na hora de tomar seus remédios. – disse uma das enfermeiras paradas na porta.

– Estou indo, tchau, até mais. – Diz Dan, ainda sem reconhecer a jovem sentada.

Assim que ele saiu, acompanhado de uma das enfermeiras, a garota continuava ali, pasma.

– Ele se esqueceu não é? – Diz uma enfermeira entrando no quarto.

– Ah? – diz a garota já com lagrimas saltando de seus olhos – quem é você?

– Pode me chamar de Lynn, você é a namorada do Daniel?

Sem resposta, a garota estava assustada demais para falar ou fazer qualquer coisa.

– O que ele tem não é simplesmente DH (Doença de Huntington), é DH juvenil. Esta doença é típica em pessoas na faixa de seus 35 a 50 anos, quando ela aparece em pessoas com menos de 20 ela é denominada DH juvenil.

Ainda quieta, quanto mais ela ouvia, mais pensava nele e na dor que estava sentindo.

– DH juvenil tem algumas diferenças da DH normal, ela é um pouco mais forte. Um de seus sintomas é a dificuldade de guardar novas informações, o que, casualmente, lhe faz esquecer-se das coisas. A doença não tem cura, mas tem muitos tratamentos que combatem os sintomas.

– Ele se lembrar de mim?

– Sim, mas eu recomendo voltar outra hora, os remédios são fortes e o deixam sonolento.

– Ah sim – diz a garota enxugando as lagrimas, já mais alegre – já vou indo.

– Só mais uma coisa, pode ser que ele não se lembre de ter se esquecido de você, é melhor você não falar sobre isso. Pode causar pânico a Daniel.

A garota acenou a cabeça e saiu. Pegou um taxi e logo volto para casa, para seu desespero. Assim que entrou sua mãe já veio com uma bronca daquelas.

– Onde pensa que vai sem avisar?

– Por que só agora vocês se preocupam?

– Querida, nós sempre nos preocupamos, só somos ocupados, o trabalho...

– O trabalho, o trabalho, sempre o trabalho.

– Não fale assim mocinha.

– Chega! Eu odeio vocês! Queria não ser a filha de vocês!

Sua mãe apenas fez um movimento. Aquele movimento. Aquilo deixou o rosto branco de Emilly vermelho em segundos.

Notas finais
Ficaram curiosos sobre a DH? confesso que foi bem interessante estuda-la. Estudei o máximo que pude, minhas anotações sobre ela ficaram beeem maiores do que a fic em si (11 paginas e.e). Tem alguma sugestão? encontro algum erro? Deixe um comentário ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.