Mensagem mogadoriana
3 Um rosto na tempestade
- Calma John, ele só precisa assimilar o que viu. Daqui a pouco ele ta aí.
Meus pés não paravam quietos. Sam nunca iria me perdoar. Como pude? Eu sempre soube dos sentimentos dele. Depois que Seis me beijou para de despedir antes, eu havia prometido que não aconteceria mais nada.
Toc toc.
- Se for a mocinha chamando pro jantar, mande-a ir embora. Não vou conseguir comer. – eu disse e me virei novamente para a televisão.
- John! – era Seis gritando, com os braços presos por um soldado mogadoriano.
Usando a telecinesia, joguei uma cadeira contra ele. Soltou Seis com o choque, mas recuperou-se rapidamente. Tornando-se invisível, Seis pegou a arma e atirou contra o guerreiro, e vimos ele se desfazer em cinzas. – Pegue as mochilas e vá procurar Sam! Vou levá-los para a floresta.
Coloquei a bagagem na caminhonete e olhei mais uma vez pela janela do quarto. A noite estrelada estava maravilhosa e consigo distinguir Lorien no horizonte. Penso se um dia voltarei. Penso se vou querer voltar.
**
Acelero o máximo que posso e escondo o carro estrategicamente num beco. Bernie Kosar montará a guarda. Desço e vou procurar Sam. Onde ele poderia estar? Corro o máximo que posso atento a todos os detalhes, até que avisto um adolescente andando de skate. Ao seu lado, uma criança de 10 anos rindo de seus erros e tropeços. Nesse caos ele arranja motivos pra ficar feliz. Abro um sorriso e me aproximo.
- Sam, deixa o menino brincar!
- Ele ta me ensinando a andar. – sorri torto e abaixa a cabeça. Sei que tem vergonha do que aconteceu mais cedo. – Sabe John, me descul..
Acordo do lapso e o interrompo com um grito.
- MOGS!
O garoto logo entende e vamos até a caminhonete. Fico em dúvida em ir a pé para a floresta, mas tomo a decisão certa. Quando encontrarmos Seis, teremos que partir imediatamente.
**
As estrelas desapareceram e um rosto começou a se formar na tempestade. Entro na mata fechada e peço Sam pra ficar com a arma do lado de fora. Caminho entre as árvores procurando qualquer sinal de batalha. Sou surpreendido por dois mogadorianos, mas Bernie, transformado em uma Chimaera, os destroça em um só ataque.
- Boa parceiro! – grito para ele. Meu cão ruge de volta e some na escuridão. Corro o mais rápido que posso, empurro alguns mogadorianos, porém tento manter o objetivo: achar Seis.
Escuto um trovão seguido por um grito. Em um minuto, a tempestade se desfaz. Ela está em perigo.
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