Mensagem mogadoriana
1 Reencontro
Notas iniciais
Até que 12 horas seguidas em um carro não é tão ruim quando se está com os amigos. Principalmente quando eles não conseguem parar de brigar por motivos aleatórios.
– Seis, aumenta o farol, você vai bater!
– Eu sei dirigir Sam, dá licença.
Dei um risinho.
– Cala a boca John.
– Quer apanhar Sam? Perdeu a noção do perigo? – eu ri.
– Perigo? Que perigo? – disse sério.
– Sabiam que acho muito fofo quando vocês brigam?
– Quem é você e o que fez com a Seis? – disse Sam.
– Sou um mog disfarçado, é claro. – a loriena fez uma expressão irônica.
Nós rimos. Era bom estar finalmente com eles, depois de semanas separados.
**
Em um mês, muita coisa aconteceu. Encontrei Seis em West Virginia, e fomos resgatar Sam.
Marina, Ella e seu cêpan continuaram na busca pelos outros. Disseram que poderiam perder o rastro da loriena que estava na Argentina. Nove tinha ido para a China, em uma sede de revista alien que havia publicado sobre Setrákus Ra.
“Esse garoto que vocês trazem em nosso destino, não importa agora. Precisamos encontrar os outros, Eles estão se aproximando.” – disse a loriena. – “Essas foram as palavras exatas de Crayton. Você acha que eu iria deixar Sam para trás? Acha que eu não iria vir ao seu encontro, como combinamos? Achei que você me conhecia melhor, Quatro.”
Eu havia dito que ela não deveria ter ido sozinha me encontrar, e sempre que nervosa, me chamava pelo meu número.
Partimos para a caverna mogadoriana no dia seguinte. Seis tinha ficado com nossa caminhonete.
Depois de três dias acampados, conseguimos ultrapassar a barreira e resgatamos Sam. Estava com um corte imenso na cabeça, e vários hematomas. Porém estava vivo. Um pouco atordoado e com náuseas, mas vivo.
– Achei que você ia me deixar aqui.
– E deixar de ver o tanto que você baba na Seis? De jeito algum – eu ri. Na própria madrugada, seguimos rumo ao México, onde um garoto pulou de um avião que estava caindo, e saiu ileso.
**
– O que vocês acham de parar na próxima cidade? – a garota parecia exausta. Sam ainda não podia dirigir por causa da cabeça, e eu ainda estava cansado do meu turno.
Ela leu:
– Shubuta, a 20 km.
– Parece uma boa. – concordamos.
Seguimos a estrada observando o sol sumir no horizonte, ao encontro da nossa sorte.
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