Mensagem mogadoriana
6 A conscilição de família
Notas iniciais
Depois que Sam sai do quarto, usando sua invisibilidade, Seis levanta-se com cuidado do beliche. De que adianta ficar deitada sem realmente descansar? A garota já não sabia que escolhas fazer. Ao mesmo tempo em que sente seu coração bater mais forte por John é insuportável para ela magoar Sam. Talvez ela ame os dois. Talvez ela nunca compreenda. Só não consegue mais olhar para o teto pensando que a hora de tomar um partido chegou.
Deixando John sozinho em seus sonhos, a garota fez o que finalmente seu coração mandou.
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– Se incomoda? – falou baixinho com Sam. Em seguida, sentou-se no sofá em frente a mesa que ele estava sentado.
– Não consegue dormir também? – Ele permanece com os olhos fixos nos carros passando pela rodovia. – Tenho vontade de jogar tudo pro alto se não fosse essa esperança de encontrar meu pai. Ou ao menos saber o que aconteceu com ele. Não vou mentir, é difícil ver meu melhor amigo com a garota que gosto. Com ambos sabendo disso.
Falando com o tom sério, Sam parecia ter envelhecido pelo menos 5 anos. Sua expressão mostrava o quanto tinha amadurecido diante dos perigos que a vida lhe ofereceu.
– Quando eu disse que estava confusa entre vocês, eu não falei atoa. Porque eu realmente amo os dois. Amo de verdade. Só demorei muito tempo pra descobrir os diferentes tipos de amor.
Soltou um longo suspiro, e continuou:
– Eu nunca tive a verdadeira sensação de família Sam. Essa coisa de proteção, carinho, admiração... você é um irmão pra mim, agora eu sei. E irmão a gente não abandona, ou para de amar.
Sam abriu um largo sorriso, deixou seu sofá e puxou a loriena para o abraço que esperou por tanto tempo. E então eles permaneceram ali envolvidos, processando o que acabara de acontecer, sem saber que no quarto, John precisava de ajuda.
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A cidade inteira destruída tornou-se um campo de pouso. Centenas de naves abastecidas com mogs chegaram ao destino final para travar a última batalha. Reunidos, os seis lorienos, chimaeras e cêpans pareciam migalhas em meio à multidão inimiga. Setrákus Ra desceu de uma dessas naves, olhou para eles soltando uma gargalhada e disse por fim “É com isso que desejam me enfrentar?”
Com o coração mais acelerado que nunca, John acordou de sua visão achando ter sido salvo do pesadelo. Porém, quando olhou pro lado da cama, outro pior havia começado. Antes que pudesse pensar, um guerreiro mogadoriano agarrou seu pescoço e fincou nele uma de suas unhas soltando um líquido. Em questão de segundos, John perdeu sua preciosa consciência.
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Depois de concordarem que precisavam descansar pra viagem do dia seguinte, Seis e Sam retornaram ao quarto aos risos. Ao entrar, perceberam que a luz estava acesa e John não dormia no beliche. Ele deve ter estado na lanchonete esse tempo todo, pensou a loriena.
– Seis, espera. – Sam gritou antes que ela fosse procurá-lo. – SEIS!
Ela voltou correndo fazendo sinal negativo com a cabeça.
– É claro que ele não está lá. – apontou para o chão e começou a andar de um lado pro outro.
Neste, estava escrito por meio de sulcos visivelmente feitos com uma faca: Não achamos que seria tão fácil.
- Cicatriz? — perguntou Sam conferindo a perna da garota.
- Não. Precisam dele pra abrir a arca.
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