Notas iniciais
DESCUUUUULPEM A DEMORA! Eu estava realmente sem criatividade pra escrever...
Bem, mas agora está aqui.
Eu também de uma modificada básica nos capítulos anteriores, então quem quiser dar uma olhada...
Espero que gostem.

O aeroporto era enorme. Mesmo. E estava lotado. Mas, por onde quer que passassem o pequeno grupo era vítima de olhares.

Hikaru era muito bonita, mas por andar sempre de preto a primeira impressão que ela passava era de uma garota gótica rebelde. Yata era do tipo que gera desconfiança nas pessoas. Como se ele fosse limpar seus bolsos na primeira oportunidade, o que provavelmente aconteceria com os desatentos.

Evangeline e Pietro andavam lado a lado. A semelhança entre os irmãos era tanta, que que poderiam se passar por gêmeos. Mas não era só por isso que as pessoas ficavam admiradas. Eva parecia uma barbie, seu cabelo e seus olhos eram tão lindos que não pareciam reais. Já Pietro, tinha naturalmente cara de safado. Seus olhos como o de um leão no meio da caça e seu sorriso convencido eram tiro e queda. Os dois chamavam atenção — e sabiam disso.

Mais atrás, mas não tão distante, vinha Simon. As mãos estavam no bolso da jaqueta, a corrente presa no cinto da calça fazia barulho enquanto ele caminhava. Seu rosto era calmo, mas os olhos demonstravam um brilho perigoso. Ele tinha a aparência de algum líder de gangue. Juntos, os cinco escolhidos formavam um grupo peculiar, e ainda assim fascinante.

Hikaru carregava além da sua mochila, uma mala de viagem que estava bem pesada. Pietro se ofereceu mas ela não deixou ninguém tocar em sua preciosidade. Apenas Eva sabia o que havia ali, e podia afirmar que a bagagem era importante para si também. Mas para embarcar no avião, as duas teriam de se separarem daquilo. Na hora de passar pelo detector de metais, houveram alguns “probleminhas”, e as duas foram chamadas para resolver, enquanto os meninos seguiam na frente.

— Hey, o que vocês acham que tem naquela mala? — Perguntou Yata.

— Provavelmente maquiagens. Pra Eva estar interessada só pode ser isso. — Pietro falou desinteressado.

— Podiam ser armas de repente. Seria legal se elas estivessem trazendo armas de fogo. Aí quando os policiais interrogassem, elas teriam de usar seu charme feminino pra se livrar da situação. — Yata falou com os olhos brilhando.

— Cara, você deve estar vendo filmes demais. — Disse Simon enquanto tirava seus brincos e colares pra passar pelo detector de metais.

Pietro olhou em volta e gostou do que viu. Havia uma policial de guarda ao lado do detector de metais. Devia ter vinte e poucos anos, usava uniforme da policia e tinha o cabelo castanho preso em um rabo de cavalo. Após analisá-la de cima a baixo, pegou uma moeda e colocou no bolso. Ao passar pelo detector de metais, este apitou.

A policial olhou para ele de forma ameaçadora, mas Pietro apenas sorriu.

— Acho que você vai ter que me revistar.

Observando a cena, Simon suspirou.

— Felizmente nós temos um brinquedinho aqui. — Rebateu a moça, com um detector de metais portátil.

Pietro fez beicinho.

— Acho que você está com medo de se aproximar e acabar se apaixonando por mim.

Ela o fuzilou com o olhar. Nisso Evangeline e Hikaru voltaram.

— Se fosse para eu me aproximar seria para te algemar.

Pietro sorriu de forma maliciosa.

— Eu adoraria ser algemado por você.

Eva ao ver a cena em que o irmão estava metido, decidiu tomar uma providência. Se aproximou, colocou a mão no bolso do Buffon, tirando a moeda de lá e empurrando-o em seguida.

— Desculpe por isso policial. Eu vou cuidar melhor do meu maninho da próxima vez.

— Ei! — Protestou o loiro.

A policial sorriu para a garota e liberou a passagem. Os irmãos começaram uma discussão silenciosa.

— Não devíamos fazer alguma coisa? — Perguntou Yata.

Hikaru passou pelo detector de metais, e em seguida abriu um saco de salgadinho.

— Deixa eles, é coisa de família. — Respondeu enquanto comia.

— Meu Deus, você não para de comer nunca? Vai engordar, ficar feia, cheia de estrias e coisas do tipo. — Provocou. Era sua vez de passar pelo aparelho.

— Isso é problema meu, não é? E também, o mundo vai acabar mesmo.

— Hum. — Estava insatisfeito por não conseguir irritá-la — Me dá um pelo menos.

— Nem pensar!

O preguiçoso pareceu irritado.

— Não seja egoísta. — Tentou arrancar o saquinho da mão da garota — Me dá!

— Não! — Disse determinada.

— Eu estou tentando manter você saudável! Me dá isso aqui!

— Não! — Hikaru erguia o salgadinho no alto — Sai fora!

Vindo mais atrás, Simon suspirou. Não entendia essas pessoas, e de certa forma as admirava. O mundo estava acabando. O tempo da humanidade havia chegado ao fim, e logo todos morreriam, mas ainda assim, agiam como se tudo estivesse normal. A Soberba queria ser como eles, mas não conseguia. Tudo parecia triste e cruel demais para aceitar.

Chegaram ao avião. Subiram até a classe econômica, e cada um foi para o seu lugar. Hikaru ficou no assento da janela, e Yata ao seu lado. Nos assentos do meio ficaram Pietro, Eva e Simon. O avião saiu por volta das oito horas da manhã.

— Por que você não senta lá com a Hikaru? — Perguntou Pietro, lançando um olhar mal-humorado a Simon, que apenas revirou os olhos — Vocês são garotas, deviam ficar perto uma da outra conversando sobre maquiagem e coisas assim.

Evangeline sorriu.

— E você é meu irmão. Tenho que ter certeza que você não vai ficar se metendo em confusão. Além do mais a Hikaru não vai querer conversar sobre maquiagem. — A Vaidade olhou para a Gula que discutia com Yata sobre alguma comida. Em seguida visou-se para Simon — E você?

A Soberba arqueou uma sobrancelha.

— E eu nada. — Pegou seus fones de ouvido — Cuide para o seu irmãozinho não fique dando em cima das aeromoças e me deixe no meu canto, ok?

— Exatamente, deixe ele naquele canto ali. Sinceramente eu preferia que você não sentasse no meio.

— Hum, que chato. — Disse Eva — Por que você é tão ciumento Pietro?

— Eu não sou ciumento! — Pietro ruborizou-se um pouco — Mas eu prometi aos nossos pais que protegeria você.

Os dois ficaram em silêncio.

— Mas você não precisa ser tão…

— Paranoico? — O garoto sorriu — Não se preocupe, vou continuar cuidando de você como sempre cuidei.

A loira sorriu, e depois mostrou a língua para o irmão.

— Chato.

Algumas horas se passaram. Os cinco escolhidos se distraíram por um tempo, mas como a viagem era de pouco mais de dez horas, não resistiram e se renderam a um sono sem grandes sonhos. Os irmãos Buffon dormiram apoiados um no outro, e Simon dormiu com a mão sustentando a cabeça. Em certo momento, a voz do piloto soou no rádio, avisando que logo aterrissariam.

Hikaru acordou e percebeu que Yata dormia com a cabeça encostada em seu ombro. Deu um tapa leve na cabeça do garoto para acordá-lo.

— Acorda preguiçoso! Você está babando em mim! — Ele acordou meio atordoado, esfregando os olhos — Aperta o cinto, vamos aterrissar.

— Já chegamos? — Perguntou com voz de sono. Ao perceber-se tão perto da garota, se afastou de pressa.

A Gula sorriu.

— Já. Bem vindo a Califórnia!

Animados, os dois observaram pela janela. Era fim de tarde, o céu já começava a tomar uma cor alaranjada. Ajeitaram-se nas poltronas, esperando ansiosamente para estar em terra firme. O avião tremeu, e firmou-se no chão, logo parando. Todos os passageiros foram avisados de que já poderiam sair. O grupo saiu da grande aeronave, mas antes, Pietro não perdeu a oportunidade de dar uma cantada nas aeromoças.

Já dentro do aeroporto, cada um foi procurar por sua mala, e marcaram de se encontrar novamente em frente a uma padaria ali dentro. Hikaru e Evangeline encontraram sua mala preciosa, e voltaram em silêncio, deixando os garotos curiosos. Yata decidiu que precisava saber o que havia ali dentro.

— Então Hikaru… Você não vai comprar nada pra comer?

— Não. — Respondeu secamente, dando a entender que não queria papo.

— Hum, nem parece a mesma comilona de sempre. — Esperou para ver o que diria, mas ela continuou em silêncio — Então, Hikaru…

A garota se virou para ele.

— O que você quer?

O Preguiçoso olhou para o resto do grupo.

— Nós queremos saber o que você tem na mala.

— Quê??? — Pietro e Simon perguntaram.

Eva riu. A Gula colocou a mão na cintura.

— Vocês querem saber o que tem aqui? — Encarou os três jovens.

Um segundo de silêncio se passou.

— Queremos. — Responderam em coro.

Ela abriu a mala. Lá dentro, haviam os mais variados tipos de salgadinhos, doces, refrigerantes e um outro compartimento, maquiagens. Os meninos suspiraram.

— Você estava cheia de comida ai e não dividiu com a gente sua gulosa?!

Hikaru apenas cruzou os braços.

— Certo, chega de brincar. O que vamos fazer agora? — Perguntou Simon, fazendo-os lembrar o verdadeiro motivo de sua viagem.

— E como vamos encontrar o… — A Loira baixou o tom de voz, para que as pessoas a volta não escutassem — Anticristo?

— Receio, — Um sujeito grisalho, de aparentemente 40 anos vestindo terno preto lhes sorria simpaticamente — que terão de vir comigo.

Se assustaram com o aparecimento repentino.

— Quem é você? — Simon falou pelo grupo.

— Sou o encarregado de levar você até o chefe. Ou Anticristo, chame-o como desejar. Agora por favor, sigam-me. — O homem virou-se em direção a saída — Ele os esperava ansiosamente.

Um tanto desconfiados, os jovens o seguiram até uma luxuosa limousine preta. Trocaram olhares significativos e adentraram o automóvel.

Notas finais
E agoooora? tchan tchan tchan
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.