Notas iniciais
E ao gente estao gostando d fic?

POV MARY
Todos na Quermesse pareciam atordoados com a acusação de Tommy, John saiu andando com passos largos em direção ao palco, foi impossível não relembrar as palavras dele no dia em que Tommy e Gregory estiveram na sua fazenda.

São uns carniceiros desgraçados, odeio essa gente por mim podiam morrer todos

Balancei a cabeça e comecei a caminhar logo atrás dele. Senti um puxão no braço, olhei era minha mãe.

_Eu não matei ninguém você ta louco garoto?! Gritou John enfurecido com a acusação.
_Foi você, matou o meu pai porque ele tentou colocar fogo na sua plantação! Seu assassino! Assassino.
Os olhos de todos voltaram-se contra Tommy e minutos depois outros fazendeiros já se metiam na discussão insultando o pai de Tommy.
_Vamos embora isso vai dar confusão. Disse papai puxando a mãe pelo braço. Antes de entrar no carro eu vi o delegado Milton subindo no palco e tentando acalmar o pessoal.
_Que coisa horrível! Então foi o Baker que tentou incendiar a plantação do John, Disse mamãe.
_E será que não foi ele também que incendiou a nossa? Depois daquilo que eu me atolei naqueles empréstimos com o banco dele, filho da puta! Eu devia voltar lá e dar uma surra no filho dele, já que o infeliz ta morto. Disse papai um tanto irritado.
_Calma Robert isso não adiantaria de nada, será que foi John quem matou o Baker?
_Claro que não John jamais faria isso! Interrompi.
_Então John ganhou uma advogada agora. Disse papai.
_Não eu só acho que ele não mataria alguém. Ele é amigo do Simon e cresceu na nossa fazenda não foi você mesmo que disse isso? Acha que ele mataria alguém?Falei baixando a cabeça.
_Não, John não é homem suficiente pra isso. Disse ele.

POV JHON


Quando acordei, era quase meio dia do domingo, dormi demais, foram muitos acontecimentos que me fizeram ter sonhos estranhos, uma mistura de gente gritando, me acusando de assassinato, meu milharal pegando fogo, Mary chamando meu nome e depois correndo de mim. Preciso falar com ela, não posso deixar as coisas do jeito que estão. Lembrei da torta que ela guardou pra mim ontem, uma boa desculpa para ir até lá. Depois de me arrumar fui até a fazenda, ela estava sentada na varanda chorando, senti um aperto no peito e corri até ela. Me sentei do lado dela e falei:



_Mary, o que foi?



Ela me olhou triste, secando as lágrimas do rosto, minha vontade era abraça-la, mas não posso complicar as coisas, os pais dela são rígidos e a mãe dela parece que percebeu algo ontem entre nós.

_ Meu cachorro... -Ela respondeu chorando.

_ Oh Mary, sinto muito....



_ Não, ele não morreu... ainda.



_ O que aconteceu com ele? Deixa eu te ajudar!



_ Meu pai vai sacrificar ele hoje, porque está velhinho e a ração está cara, ele disse que ele não serve pra nada a não ser dar gasto, não é como as vacas e as galinhas que dão lucro.... Eu não posso perder meu Bummer, ele ta velhinho mas é um bom cachorro, sempre cuidou da casa.



Ela cuspiu as palavras, e desabou a chorar ainda mais, um choro doído, mas do que depressa pensei em uma solução, o que eu não faria por essa menina?



_Mary, nossa ainda aquele Bummer? O buldog?]

_Sim ele mesmo, ta velhinho já tem quase 13 anos,não é justo papai sacrifica-lo por isso.

_Ele pode ficar na minha casa, você pode ir vê-lo quando quiser.

_ Você faria isso por mim? Ficaria com ele?



_ Claro que faria, ele gosta de mim, quando era filhote vivia escapando pela cerca e correndo pra minha casa pra ganhar biscoito, eu ia adorar ficar com ele, e você não choraria mais porque ia vê-lo todos os dias.



_ Ai Jhon obrigada!!!! -Disse ela me abraçando com um sorriso largo, acho que nem ela percebeu o quanto apertou meu pescoço com aqueles braçinhos finos. Pude sentir o perfume dela, aquilo me fez sentir mais vontade de ficar com ela. Fomos interrompidos pela Tess que ria da cena da Mary pendurada em mim.



_ Que bom que o Bummer vai ter um pai! -Disse Tess com humor na voz, começamos nós três a rir muito, Mary se afastou de mim e abraçou Tess toda feliz.

_E ai como resolveu aquela confusão ontem? Perguntou Tess.
_Fomos pra delegacia com o delegado Milton, assim que passou um pouco do porre do garoto ele me pediu desculpas, eu entendo não é fácil perder um pai ainda mais assim tao repentino.

Lembrei da torta, não que fosse meu maior interesse ali, mas eu estava com fome, então pedi pra Mary pegar, ela ia entrando quando Michael vem correndo e pulando feito doido:



_Jhon, vem ver meu video game novo, vem, vem, joga comigo??



Olhei para as duas, Mary riu e entrou seguida de Tess, eu fui arrastado para dentro pela mão de Michael que me fez sentar no sofá e jogar com ele.
Sra. Georgine estava na sala, cumprimentei, ela tocou no assunto de ontem com uma cara de desconfiada, concordei quando ela disse que esse tal Tommy é um maluco doentio, mas mal pude conversar porque Michael queria muito jogar.



POV MARY



_Mamãe, o Bummer vai morar com o Jhon, papai não vai precisar matar ele porque ele tem um novo dono agora. -Eu disse me aproximando do sofá, ele estava de costas pra mim e novamente alugado pelo Michael. Bummer veio pra perto e se deitou nos pés do John, parece que ele não esqueceu dele mesmo após tanto tempo.

_ Na hora que esse cachorro começar a fazer as artes que ele faz aqui, o John devolve ele pra você em dois dias. -Disse mamãe com um tom de maldade.John acariciou e Bummer respondeu com uma lambida no seu rosto.


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Dei de ombros e fui para a cozinha com Tess, mamãe continuou com eles na sala fazendo seu tricô. Tess fecha a porta.



_ Ele gosta de você!!! -Disse Tess bem baixinho.



_ Shiiiiih!!! Você é louca? Claro que não, ele é amigo do Simon e..



Só você não reparou no jeito que ele te olha? Ele gosta sim, deu um sorriso enorme quando eu disse que você queria dançar com ele ontem, disse que também queria mas que seus pais estavam por perto. -Ela diz sorrindo.



_ Você falou o quê??? Tess, eu vou matar você e o Simon!!!

_ Hahaha, Mary, você também gosta, fica toda vermelha quando ele tá perto, e até parece que vocês dois estão em sincronia de tão bonitinho que ficam juntos, eu não vou contar nada pros seus pais, fica tranquila.



Senti um alivio. Tess além de cunhada, sempre foi uma amiga pra mim, mas eu nem imaginava que ela teria percebido. Rimos uma pra outra e voltamos para a sala, John terminava de comer a torta, Michael parecia que estava em uma bolha só dele, minha mãe tinha sumido.



John me olhou e fez sinal com o rosto para irmos pra fora, Tess foi pegar o bebê que tinha acordado, fui com ele até a varanda, não tinha ninguém por perto, só o Bummer que foi até o celeiro andando devagar.

_ Mary, ontem, desculpa se eu te assustei, eu sei como seus pais são e eu não quero te causar problemas, mas é que não consigo parar de pensar em você, é loucura não é? não sei direito o que sinto, mas me sinto bem perto de você e muita falta quando esta longe.

Quase fiquei sem ar com as palavras dele, ele realmente gosta de mim? Mil pensamentos passaram pela minha cabeça nesse momento, não consegui encontrar palavras, acho que estava louca ou coisa do tipo, só sei que não posso fugir dele denovo, então tomei coragem e fiz o que eu nunca faria em sã consciência, beijei o John, era pra ser um beijinho curto, mas ele segurou meus braços e me arrastou até a parede onde me encostou me deixando entre ele e a parede, passei a mão pelos cabelos dele, ele segurou meu rosto com as mãos, tive a sensação que ele não me deixaria nunca mais sair dali.

_ MARY!!!! O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI???



Gritou mamãe entrando pela porta.


Notas finais
Meninas, que tal deixarem reviews para a alegria das autoras? Adoramos ver vocês comentarem!