Mensageiros 2 - Versão Alternativa
34 Capítulo 34
Notas iniciais
Obrigado a todas pelas felicitaçoes e queria agradecer especialmente a minha querida SuJonny que segurou as pontas da fic enquanto eu estava fora! Voce arrasa amiga! ( Acreditam que quando ela me deu a ideia pra escrever essa fic ela me disse que nao sabia escrever?)
Bjus da Luh!
POV Narrador
_Mamãe, a Mary não gosta mais da gente?
_ Michael... Ela gosta muito, mas ela ta magoada com a mamãe...
_Por isso ela não vem mais aqui?
_Sim. Agora termine o seu lanche meu amor, você vai ficar com a Tess e eu vou ver o seu pai...
_George disse que a mamãe dele disse que o papai ficou maluco e que ele matou um homem, igualzinho aquele cara na TV. Perguntou o menino apreensivo.
_Seu pai ta doente, não acredite em tudo que te falam as pessoas mentem. Seu pai te ama e sente muito a sua falta e so isso importa filho... Eu tenho que ir, termine seu lanche e va pra casa da Tess ta bem?
_ Ta bem mamãe.
Eu vou ver a Mary, sinto tanta falta dela...
Pensou Michael com um sorriso no rosto.
O menino saiu caminhando em meio a plantação abandonada da fazenda dos Chandler, o dia estava claro e o sol iluminava o milho de maneira com que as folhas secas pareciam um imenso jardim dourado aos olhos do jovem Michael. Ele corria com uma vareta nas mãos lutando contra os monstros imaginários que ousavam destruir a linda plantação cor de ouro do seu pai. Em pouco tempo ele já havia alcançado a cerca que dividia as terras com os Rollins, a plantação ao lado brotava verde pela segunda vez naquele ano, Michael ficou alguns segundos admirando a divisão natural que o milho havia feito nas terras, agora o dourado do milho não parecia mais tão divertido.
Ele pulou a cerca e adentrou a plantação verde, caminhou por algum tempo ate avistar o espantalho assustador imponente em meio ao milho.
_ Gostei do seu chapéu. Disse o garoto encarando o boneco, na lapela do paletó rasgado do boneco havia uma margarida que parecia brilhar aos olhos do garoto ao lembrar como a sua Irma gostava de flores.
Ele sorriu e começou a escalar a base de madeira na qual o espantalho estava preso ate alcançar a flor brilhante.
_Peguei! Gritou o menino totalmente realizado pela conquista.
Ao mirar o rosto do espantalho Michael notou o sorriso sombrio que pairava sobre a boca costurada pela qual pedaços de palha escapavam entre os pontos da costura, ele sentiu seu coração disparar de medo, a respiração tornou-se ofegante por mais que ele usasse todas as forças pra controla-la cerrando os olhos com toda a força. Robert sempre lhe ensinara que homens não podiam ter medo de nada, aos poucos ele conseguiu recobrar o controle de seu corpo.
Tudo bem, não tenha medo é apenas um espantalho, so um boneco de palha feioso. Pensou ele respirando fundo. Michael abriu os olhos lentamente o sorriso macabro continuava estampado no rosto do espantalho, mas agora não parecia tão assustador como antes. Ele sorriu sentindo-se como um grande cavaleiro que acabara de derrotar o temido monstro.
Desceu rapidamente dando as costas pro boneco de palha, alguns passos a frente, o menino ouve um barulho entre os brotos de milho, ao virar o rosto percebe que o poste onde estava preso o espantalho a segundos atrás agora estava vazio. Michael olhou confuso pros lados procurando o paradeiro do espantalho, seu coração voltou a bater forte a única coisa que passou por sua cabeça foi correr. O garoto corria desesperado pelo milho verde a cada seqüencia de passos olhava pra trás verificando se algo estava ao seu encalço. Derrepente algo interrompe o caminho do menino fazendo-o cair.
_Hey esta tudo bem menino? Pergunta Vincent olhando o garotinho assustado.
_O espantalho ele ta vi..vivo... disse o menino gaguejando de medo.
_Ta tudo bem, você e o irmão da patroa?
_Da Mary... O espantalho ele...
_Calma, vem comigo vou te fazer uma limonada.
POV VINCENT
Olhei pra plantação ela ainda não estava tão alta então dava pra visualizar quase toda a fazenda. O espantalho permanecia imponente em meio dela. O menino olhava assustado com os olhos arregalados, aquela coisa era maligna demais. Cedo ou tarde ia fazer outra vitima, por mais que tentasse alertar o Sr. Rollins ele parecia não acreditar em nada do que eu falava.
Talvez fosse eu que devesse me livrar daquela coisa, talvez tenha sido isso que me trouxe ate essa fazenda. Pensei
Levei o garoto ate a casa e o servi um copo de limonada gelada e alguns biscoitos.
_O senhor e a sra Rollins foram a cidade grande fazer uns exames e comprar coisas pro bebe, devem voltar daqui a uns dois ou três dias.... Expliquei.
_Eu vou ser tio, não tenho tios, mas eu vou ser um tio bem legal... Disse o menino empolgado.
_Tenho certeza que vai, agora garoto não fica andando no meio da plantação não pode ser perigoso, eu vou te levar pra casa agor e quando quiser ver sua Irma ligue que eles ou eu vamos te buscar, mas não anda pela plataçao... Falei.
_Por causa do espantalho?
_Nao, pode ter cobra e bicho venenoso. Falei tentando não assustar ainda mais o menino.
_Tudo bem, mas eu não gostei daquele espantalho ele desceu de la eu tenho certeza.
_Melhor terminar a limonada e eu te levar pra casa, tenho muito trabalho aqui...
Levei o garoto ate a porteira da sua fazenda e retornei imediatamente, fui ao celeiro, peguei dois galões de gasolina e me dirigi ate o espantalho. A noite já se anunciava, e o a plantação começava a sucumbir a escuridão. Senti um arrepio percorrer o meu corpo ao mesmo tempo em que um vento gélido balançava lentamente o milho verde.
_Vamos Vincent, coragem homem essa coisa precisa ser detida antes que machuque mais alguém. Sussurrei a mim mesmo...
Me aproximei dele e comecei a espalhar a gasolina ao seu redor, a cada segundo meu coração batia mais forte como se premeditasse algo. Respirei fundo tentando controlar o medo e continuar o trabalho. Quando estava pronto pra atear fogo ouvi passos e um vulto pequeno correr próximo a mim...
_Quem esta ai? Gritei...Mas não obtive resposta.
Olhei ao redor e novamente o vulto se locomovia rapidamente pela plantação.
_Nao pode ser, eu não disse que não era pra vir mais aqui garoto! Gritei, conferi o espantalho ele permanecia imóvel pregado ao poste.
Não acredito que esse garoto voltou, pensei ao ver o pequeno vulto correndo e dando risadas infantis.
Começei a caminhar na direção dele o chamando, mas a criança corria cada vez mais rápido.
_Michael, espere! Garoto eu não disse que era pra ficar longe do milho seu peste! Gritei já zangado.
O garoto parou de costas pra mim, o chamei algumas vezes mas ele permaneceu apático. Me aproximei com cuidado colocando a mao em seu ombro.
_Hey menino eu vou reclamar com a sua mãe! Falei
O garoto virou lentamente, não era o menino dos Chandler, aquilo não era possível, não podia ser ele, estava morto a anos. Ele permaneceu me olhando com os olhos negros de uma forma assustadora senti meu peito acelerar e recuei alguns passos.
_Vai me matar papai? Vai me matar de novo?

_ Não... Eu não tive culpa, eu não tive culpa... George, não foi minha culpa...Falei sentindo meu peito em pedaços.
George sorriu maliciosamente, me aproximei novamente tentando tocar o cabelo castanho, aquilo não era real, não podia ser, não era o meu George, meu menino...
POV GEORGINE
_Robert eu trouxe torta de pêssego e café quentinho. Falei entrando no quarto do manicômio judiciário que agora era o novo lar do meu marido.
Ele permanecia o tempo todo próximo a janela, quase não falava por causa dos fortes medicamentos que ele vinha tomando, estava magro e muito abatido. Jamais imaginei vê-lo dessa maneira, sempre foi um homem forte, senhor de si agora estava totalmente entregue, mesmo depois dos implantes oculares que apesar de nao servirem pra ver lhe davam uma aparencia melhor ele continuava tendo crises em que se agredia quase todas as noites que ele nao era sedado ou amarrado.
_Querido? Pode me ouvir?
_Não devia estar aqui, não disse pra vender a fazenda e ir embora...
_Não posso, a fazenda tem mais dividas do que vale e quero cuidar de você. Alem do mais... Mary... Ela voltou a cidade esta morando com o Rollins, ela ta grávida... Falei morrendo de medo da reação de Robert, mas ele não falou nada.
_Eu não sei... Não acho que esse romance va da certo, ela acabou com o futuro dela, sei que cedo ou tarde o John vai cansar de brincar de casinha e vai abandona-la com um bebe nos braços e eu não sei o que fazer....
_Um bebe... Mary vai ter um bebe... Vai ser perfeito. Disse ele quase como um sussurro.
_ Não entendo por quê? Robert?
_ Assim ele vai me deixar em paz, ele vai embora se tiver o bebe de volta...Ele vai embora... Michael ficara seguro, todos ficaram... Se dermos o bebe a ele.. Ele vai embora.. Vai embora pra sempre..

_Robert? O que você esta falando? Entregar o bebe a quem?
_ Ao Muller, ele quer o bebe sempre quis...Quer a menina por isso ele esta me atormentando, machucando a nossa família, ele quer... Ele quer..
_Voce tem que tirar isso da sua cabeça, Robert sempre foi tão forte! Por favor...
Robert realmente estava entregue a loucura....
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