Notas iniciais
Olá pessoal! (Não vou mais dizer meninas, temos leitores meninos, rs)

Quero dizer que fiquei nas nuvens com tantos comentários legais, acho que o último capítulo foi o melhor até agora, pois todo mundo comentou, até a querida Julia de Carvalho deixou de ser fantasminha e comentou, eu e a Lu piramos, muito obrigada a ela e a todas vocês lindas que nos dão muito ânimo pra postar!

E esclarecendo... SIMMM! Vamos ter um bebê! Mary gravidíssima! Jhon vai ser papai, para nossa alegria!!! =)

Esperamos que vocês gostem deste capítulo, queremos saber o que acharam!


POV Robert Chandler



Os dias na prisão pareciam uma eternidade, Georgine aparecia as vezes com um pedaço de torta e um monte de hipocrisia. Nem pude ir ao enterro do meu filho, meu Simon. Um bom filho, não um ingrato como a Mary ou um medroso chorão como o Michael, ele sempre foi o meu preferido, meu garoto. Quem quer que seja que tenha feito isso com ele vai me pagar caro, eu vou matar o infeliz assim que eu sair desse lugar...



_Senhor Chandler, tem visita! -Disse o carcereiro enquanto abria a minha cela.



_Se for a vagabunda da minha mulher, diga que eu não quero vê-la!



_Não é disse que é um amigo, se chama John Rollins.



Caminhei até a sala de visitas, uma sala pequena de paredes cinza e grades nas janelas como todo o resto do prédio, aquilo tava me deixando louco. Sempre fui livre, gostava de cavalgar pelo campo e ver a plantação verde, agora metido nesse lugar nojento e fétido. Sentei na cadeira minutos depois John apareceu e sentou-se a minha frente com uma expressão seria.



_Quero saber por que ta metendo o nome do meu pai nessa sujeirada toda que você fez! -Disse ele parecendo irritado.



_Bom dia pra você também John. -Falei com um sorriso de canto.



_Olha Chandler, você não acha que já fez mal o suficiente? Agora quer manchar a reputação do meu pai?



_Eu era amigo do seu pai, foi no meu ombro que ele chorou quando você foi embora de casa e o deixou sozinho, então baixa esse topete! -Falei.



_Foi você que o matou?



_Que?



_Foi você não foi? Ficou com medo que ele falasse alguma coisa sobre o Muller!



_Eu não matei o seu pai, ele era meu amigo. E é você quem me deve explicações! Simon apareceu morto na sua fazenda!



_Eu não fiz nada com o Simon, a policia mesmo sabe disso pois estavam me vigiando.



_Sempre tem um jeito de escapar não é John? Se eu e seu pai fizemos isso por 16 anos porque você não pode estar fazendo o mesmo? Desde que você chegou nessa cidade só acontece desgraça, gente morrendo sem explicação... Por que será? -Perguntei vendo o rosto dele mudar de expressão passando de fúria pra apreensivo.



_Você é o monstro aqui não eu... -Disse ele olhando no fundo dos meus olhos. John levantou e começou a caminhar em direção até a porta. _E a Mary? Georgine me contou que ela foi pra cidade, que ta bem e feliz lá. Espero que tenha aproveitado o tempo que teve com ela, pois outro já deve ta fazendo isso.



John ficou parado com a mão na maçaneta da porta me olhando.



_Você é um infeliz, se Deus for justo, você não sai nunca mais desse lugar e Mary vai ser muito feliz, vai morrer nesse inferno vendo o sucesso dela. -Disse ele ainda de costas sem desviar os olhos da porta.



_Eu duvido, o que começa errado não termina certo. Agora sai daqui, não tenho mais nada pra falar com você...



Ele abriu a porta e saiu rapidamente, fui levado de volta a minha cela a noite se aproximava, as sombras faziam figuras estranhas pelo corredor. “Calma Robert, sue advogado vai te tirar daqui em breve” pensei. Desde a morte de Simon a noite se tornou algo torturante, pesadelos impediam-me de dormir. Respirei fundo, lembrei da noite do acidente em que tive aquela visão macabra de Simon e Michael sendo assassinados por aquela figura estranha, eu podia jurar que era um espantalho, teria sido uma alucinação? Ou um pressagio? Nunca acreditei nessas coisas, mas Simon havia sido morto por uma foice, como eu vi naquele dia, meu Deus e se eu estiver certo? Michael! Não! Levantei rapidamente da cama sentindo meu coração disparar, no sonho apenas Mary sobrevivia, meus filhos, meus meninos, mortos! Eu tenho que sair daqui.



Levantei os olhos vi a silhueta de um homem, pisquei algumas vezes, era ele, era Muller, ele segurava algo que respingava sangue nas mãos, colei minhas costas contra a parede assustado com a visão. Ele se aproximou de mim.



_Eu te matei seu infeliz! Vai pro inferno seu desgraçado! Eu te matei! — Gritei. Conforme ele se aproximava pude ver que o embrulho nas suas mãos tratava-se da cabeça de Simon, cai de joelhos sentindo meu peito despedaçar...



_Olhe bem é a ultima coisa que você vai ver... -Disse a voz seguida de uma risada fantasmagórica, senti uma dor insuportável nos meus olhos...



POV JOHN ROLLINS



_Senhor John! Nem imagina o falatório que anda na cidade! -Disse Vincent correndo na minha direção.



_Que foi dessa vez, se for desgraça nem me fale, olha só não é um cavalo maravilhoso.. -Falei passando as mãos sobre o lombo do animal.



_Bom com a grana que pagou por ele tem que ser bonito mesmo, mas o que eu tinha pra falar é sobre o Senhor Chandler.



_Chandler? Que ele aprontou dessa vez...



_Bom parece que ele ficou maluco, furou os dois olhos com uma caneta noite passada...



_Que?



_Pois é patrão, transferiram ele pro hospital...



_Merda! Eu visitei ele ontem parecia bem e arrogante como sempre. Agora só falta acharem que eu tenho alguma coisa a ver com isso também, merda! -Gritei enraivecido, Chandler tinha razão, por algum motivo as desgraças estavam me rodeando. Entrei dentro de casa, Bummer nem se levantou do tapete. Abri uma garrafa de vinho que eu comprei no leilão, caríssima, esperava tomar em alguma ocasião especial mas não parecia que ia ter uma em breve, olhei pela janela, a segunda safra da plantação crescia verde e linda, o imponente espantalho permanecia visível no meio dela. Subi as escadas até o quarto do meu pai e comecei a mexer nas coisas, eu não sabia o que estava procurando mas sentia uma necessidade enorme de revirar todas aquelas gavetas e armários, encontrei uma caixa empoeirada encapada com tecido florido, fazia anos que eu não a via, era da minha mãe. Sentei na cama e comecei a olhar, era a caixa das lembranças, como ela costumava dizer, fotos de bons momentos em família, recortes, dois sapatinhos de bebês, os primeiros que eu e meu irmão usamos, pulseirinhas de maternidade, minha primeira medalha de beisebol, e mais um monte de coisas que eu nem imaginava que existiam. Peguei uma pequena figura de um anjo de cerâmica, ela costumava deixar no balcão ao lado da cama, eu a coloquei ali, e voltei a olhar a caixa e a beber o vinho que por sinal não era tão bom por 3 mil dólares a garrafa. O Anjo caiu segundos depois se espatifando no chão.



_Droga! -Gritei. Comecei a juntar os cacos, mas um desnível no piso de madeira chamou minha atenção. A madeira parecia solta, eu puxei e ela se abriu, enfiei a minha mão no assoalho e achei um embrulho, retirei do buraco e abri o embrulho de tecido marrom, dentro dele havia um pequeno cordão com um pingente estranho, uma foto de meu pai e eu em uma festa da colheita, outro pequeno embrulho bem amarrado. Desamarrei-o dentro dele havia algumas mechas de cabelo castanho alguns fiapos de palha seca e uma foto de uma menina, era Mary, devia ter uns 12 ou 13 anos na foto, mas era ela, a foto parecia ter sido rasgada ou arrancada de algum lugar, o que estava fazendo ali? Porque meu pai tinha aquela foto tão bem escondida?


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POV DERECK



Levei meus alunos para o laboratório de anatomia, enquanto dava as coordenadas de como estudarem os órgãos, como de costume eu observava Mary, notei que estava pálida, achei estranho. No final da aula eu iria dizer a ela o quanto gostei da noite anterior e perguntar se estava tudo bem. O monitor do laboratório enfim abriu a porta, o cheiro do formol invadiu o ambiente, algumas alunas reclamavam, outras estavam animadas para ver os corpos e órgãos conservados. Aos poucos as peças foram colocadas sobre as bancadas, expliquei rapidamente o que eram e os deixei a vontade para explorar. O monitor do laboratório veio conversar comigo, eu tentava prestar atenção no assunto, mas minha mente estava focada em Mary, eu estava preocupado com ela, ele tagarelava quando de repente Mary ficou de um jeito que chamam de "verde", e correu para fora do laboratório, o deixei falando e corri atrás dela, eu sabia que ela passava mal desde o inicio da aula. Entrei no banheiro feminino chamando seu nome, encontrei ela sentada no chão com um expressão de doente.



_Mary, o que aconteceu?



_Dereck, eu não estou bem, me ajuda por favor. -Ela fala me abraçando e chorando.



_Ei, calma, tá tudo bem... Que houve? -Falo segurando seu lindo rosto molhado por lágrimas bem perto do meu.



_Eu preciso de ajuda, eu não tenho ninguém, estou com medo....



_Você tem a mim Mary, é claro que te ajudo, mas você precisa me contar o que houve, não tenha medo.



Ela me olhava como se estivesse prestes a me fazer uma revelação, aquilo me rasgava o peito, pois eu já imaginava do que se tratava, parte de mim queria que ela tivesse uma virose, mas a outra parte tinha certeza que não era doença. Abraço ela bem forte ali no chão do banheiro mesmo, e afago seus cabelos, me preparando para o que viria.



_Eu estou grávida. -Ela esconde seu rosto no meu peito.



_Você tem certeza disso?



_Tenho, eu fiz aquele exame de farmácia ontem depois que você me trouxe pra casa.



_E o que você pretende fazer?



_Eu não sei o que fazer, eu estou perdida e confusa. -Ela fala levantando o rosto.



_Você ainda ama ele né?



_Sim.



_Então você tem que voltar pra ele, vocês tem uma família agora, ele tem direito pois é o pai... E ele ainda deve amar você.



_Como você sabe disso? Que ele ainda me ama?



_Por que eu acho muito difícil um homem ficar perto de você sem se apaixonar... Você é uma mulher incrível, esse Jhon tem muita sorte.



_Mas e você?



_Eu.... isso vai me machucar, pois eu sou apaixonado por você Mary, não consigo mais controlar meus sentimentos. E por mais que isso me doa, eu quero o melhor pra você, prefiro sua felicidade, mesmo que longe de mim, mesmo sabendo que eu poderia te fazer feliz um dia. Vocês se amam, você deve voltar pra ele o quanto antes. Isso é o certo a fazer.



_Você é muito especial pra mim sabia? -Ela fala chorando e sorrindo ao mesmo tempo, coisa que só ela conseguia fazer.



_Você também é, muito especial... Olha Mary, independente do que aconteça, se não der certo com ele, se um dia você resolver voltar, se você quiser retomar a faculdade ou simplesmente quiser jogar tudo pro alto.... Eu vou estar aqui, sempre. Me procure, você sabe onde me achar, eu te ajudo no que precisar. Eu vou sempre te ajudar.



_Não sei como te agradecer.



Ficamos abraçados ali por um tempo, até percebermos que a aula acabou e que todos já tinham ido, a faculdade estava vazia, era hora do almoço.



Voltei com ela pro laboratório para pegarmos nossas coisas, caminhamos abraçados até meu carro, ela já não relutava mais quando oferecia carona, já estava mais calma.



_Eu vou sentir muito a sua falta. -Ela me olha com aqueles olhos lindos, me doía saber que eles não eram meus.



_Você não imagina o quanto eu vou sentir a sua.



Ficamos bem perto um do outro, senti uma vontade enorme de beija-la, essa mulher não me pertencia, mas eu era louco por ela, por um instante cogitei a hipótese de fazer isso, mas segurei meus instintos.



_Obrigada por ser tão legal comigo, obrigada por tudo.



_Por nada senhorita. -Seguro seu rosto com as duas mãos e me aproximo dela, beijo seu rosto, ela me abraça forte com um sorriso que era só pra mim.



_Eu posso te ligar? -Ela pergunta.



_Claro que pode, quando quiser.



_Eu vou te ligar, prometo, pra saber como você está e te contar como as coisas aconteceram.



Aceno com a cabeça, ela beija meu rosto, aquilo me fez sofrer. Eu não sabia bem como agir, nunca me apaixonei tão rápido, depois da minha ex eu nunca senti nada por ninguém, Mary apareceu de um jeito que me desarmou, eu tinha esperanças com ela, eu achava que tudo ia ficar bem e seríamos felizes juntos. Mas agora eu preciso me despedir dela, deixa-la ir ao encontro do cara que ela ama. Isso me corroeu por dentro, acho que meu destino seria ficar sozinho.



_Vou sempre estar aqui, não esquece tá.



_Obrigada, não vou esquecer.



_Adeus Mary.



_Adeus Dereck.



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POV MARY



No domingo Julie me ajudou com minhas malas, foi triste me despedir dela. Ela foi uma boa amiga, apesar de maluca, ela me ajudou muito também. Acredito que minha convivência com ela fez com que eu amadurecesse, hoje tenho outra cabeça, apesar de conhecê-la a tão pouco tempo. Deixei um bilhete pra ela entregar pro Dereck depois que eu fosse, me doía muito ir embora sem vê-lo novamente, mas depois das confissões feitas na sexta, eu acho que seria melhor acabar com isso logo, eu me sentia mal por deixa-lo, ele era um homem encantador, e me doía saber que ele sofria com isso. Mas por outro lado eu pensava em como seria bom chegar em casa e ver o Jhon, não aguentava mais ficar longe dele. Sim, eu tinha certeza do que eu queria. Eu queria o Jhon.



Viajei por horas, as vezes eu enjoava, mas isso não me desanimava. Cada quilômetro a mais que o ônibus percorria, era um a menos para o meu reencontro com Jhon. Quando cheguei na minha cidade, desabei em lágrimas. Ninguém sabia que eu estava voltando, eu queria correr pra fazenda dele, mas eu estava cansada. Como será que ele está? Caminhei em direção a casa dele, bem ao longe, o vi sentado na varanda. Meu coração pulou de alegria, de emoção, de medo, de amor. Meu grande amor estava ali.


Notas finais
Quem dar review ganha uma bolsa de estudos na universidade da Mary! Quem quer? kkkkkkkkkkkkkk