Mensageiros 2 - Versão Alternativa
17 Capítulo 17
Notas iniciais
POV JOHN
Acordei de manhã mais cedo que o previsto, Mary dormia calmamente agarrada a mim. Lembranças da noite anterior vieram a minha cabeça, como foi bom, e como vai ser difícil sair dessa cama com ela. Beijo vários pontos do rosto dela na tentativa de acorda-la, ela abre os olhos lentamente.
_Bom dia princesa.
_Bom dia meu amor. -Ela fala esfregando os olhos.
_Dormiu bem? -Pergunto.
_Sim, e você?
_Impossível não dormir bem com você do meu lado.
Ela sorri e apoia o rosto no cotovelo pra olhar pra mim.
_John, você ontem foi tão doce comigo... eu não imaginava que fossemos chegar a esse ponto sabe, eu tive a certeza ontem que você é o homem da minha vida, eu te amo.
_E você é a coisa mais importante pra mim, eu te amo também. -A beijo devagar, ela retribui carinhosamente.
_Está com fome? -Pergunto.
_Sim estou um pouco e você?
_Também. Fica aqui deitada, eu vou preparar algo pra gente, tem tempo ainda, combinamos nove horas com seu irmão.
POV MARY
John veste um short e vai para a cozinha. Olho para a aliança na minha mão e lembro da noite anterior, imagens invadem minha mente, como ele foi cuidadoso comigo, seu olhar preocupado, seu modo carinhoso, as milhões de sensações que senti ao mesmo tempo, o cheiro dos nossos corpos misturados, cada beijo, cada toque, a dor, o prazer... Levo um susto quando ele abre a porta com uma bandeja cheia de comida nas mãos e Bummer entra todo feliz e se joga encima de mim na cama, lambendo meu rosto descontroladamente.
_Ei menino, que alegria é essa? -Beijo seu focinho, ele abana o rabo fazendo festa.
_Eu contei que você estava aqui. -John diz sorrindo.
_Ah meu Bummer, eu sinto saudades de você sabia? -Ele deita aos nossos pés na cama.
Enquanto comíamos não faltava assunto, conversamos por um tempo até dar a hora de ir. Fui ao banheiro me arrumar, John me ofereceu um banho mas meus pais perceberiam se chegasse com os cabelos molhados, então apenas lavei o rosto e me ajeitei.
Encontramos meu irmão como combinado, me despedi do John e seguimos pra casa. Minha mãe apenas perguntou como foi a formatura, conversamos um pouco, ninguém percebeu nada até Michael que estava tomando café fazer o favor de reparar na minha mão.
_Mamãe a Mary tá namorando!!!!! Olha olha!!! -Ele apontava pra minha mão com a maior cara de peste.
_O que é isso Mary? -Mamãe pega na minha mão e fica olhando.
_Um presente de formatura. -Engulo seco.
_Do John né?
Faço que sim com a cabeça.
_Filha, eu não duvido que ele goste de você sabe.... E é lindo o anel.... Mas você tem que entender que homens só querem se aproveitar das mulheres, você vê como seu pai é não vê? Por favor não se iluda, e nem pense em desistir da faculdade, eu não quero que seu destino seja igual o meu.
_Eu sei mãe, mas a gente se gosta de verdade e eu não vou desistir da faculdade. -Respondo com a voz chorosa.
_Filha me entenda, você e o John estão em mundos diferentes, ele já esta na idade em que os homens querem se aquietar, constituir família e você ainda e tão novinha tem tanta coisa pra viver ainda...
_ Eu amo o John mãe e quando estamos juntos e tão maravilhoso...
_ Eu sei querida eu já vivi isso e eu te digo, passa, você vai entender quando tiver a minha idade, só não faça a loucura que eu fiz, não desista dos seus sonhos por causa de um homem...
_Eu não vou fazer isso mãe.
_Termine com ele, depois que você se formar se quiserem ficar juntos eu darei o meu total apoio filha, mas agora você tem que se dedicar, você vai ser bolsista se relaxar nos estudos você perde a bolsa sabe disso. Não deixe seu pai ver esse anel e cale a boca do seu irmão. -Ela aponta pro Michael.
_O que eu não posso ver? Ta ensinando sua filha a mentir pra mim? Por isso que ela ta do jeito que ta! -Disse papai entrando na porta da cozinha.
_A formatura foi linda, me formei com honras de melhor aluna da classe... valeu por perguntar. -Falei, eu ainda estava muito magoada pois eu era a única aluna sem os pais presentes.
_Desde quando você acha que pode me desafiar em Mary? Não e porque se formou que vai poder fazer o que quer, é bom ter cuidado com o que fala mocinha.
_Eu vou tomar um banho. Licença mãe.
_Mary não de as costas pra mim... -Gritou papai. Senti um puxão com força nos cabelos que quase me fez cair no chão.
_ Pai não machuca a mana! -Gritou Michael já choroso.
_Robert por favor deixa ela em paz, Robert!
_Peça desculpas agora! -Girou ele segurando-me pelos cabelos.
_Eu não fiz nada! -Gritei
_Mary faz o que ele disse! -Gritou mamãe.
_Desculpa! -Gritei. Ele me empurrou contra o chão.
_ Enquanto você viver embaixo do meu teto sou eu quem manda entendeu, franguinha não canta aqui! Agora levanta do chão e serve meu café. -Gritou ele.
Levantei e comecei a servir o café, Michael chorava assustado.
_Homem não chora Michael! Por acaso você e uma garotinha?
_Não papai.
_Então para de chorar feito uma!
_Mais alguma coisa senhor Chandler? — Perguntei depois de servir o café e o sanduíche na frente dele.
_Sai da minha frente antes que eu te quebre em duas Mary. -Disse ele irritado.
_Com licença Senhor Chandler. -Falei.
_Eu ainda mato essa garota, você viu Georgine ela faz pra me irritar! -Ouvi papai resmungando enquanto eu subia as escadas.
POV JOHN
Levantei do sofá, eu havia voltado depois de deixar Mary próximo a casa e descansado mais um pouco, eu não tinha mais 18 anos, já havia me desacostumado com baladas. Eu ia muito a boates em Los Angeles, mas sempre ficava sentado bebendo com os amigos ou estava a trabalho tirando fotos de socialites.
Peguei um copo de café e caminhei ate a varanda, olhei pra imensidão verde, notei que o poste do espantalho estava vazio.
Aquela coisa caiu de novo, vou usar pregos dessa vez... Pensei.
Vi Mary sair com um sorriso bonito do meio do milharal eu sorri de volta.
_Conseguiu dar uma escapada do seu pai? -Perguntei descendo da varanda num salto.
Em questão de segundos alguma coisa a puxou pra dentro da plantação, eu ouvia os gritos de Mary sendo arrastada no meio do milharal, corri na direção dela o verde deixava tudo confuso, perdi ela de vista, comecei a correr e a gritar por ela, meu coração estava disparado e um medo enorme crescia dentro de mim.
_Mary!!!!!!!!!!!!!
Continuei correndo, vi uma figura com o chapéu velho do espantalho, ele se virou lentamente e me encarou fundo nos olhos .
_ Pai!
_ Se afaste dela John, ele vai tira-la de você como me tirou a sua mãe e seu irmão, se afaste dela.
_Pai... Tentei me aproximar mas a figura se dissipou na imensidão, ouvi alguns gemidos e voltei a caminhar na direção deles, eu podia ouvir o som do meu peito disparado.
_Mary! Não!!!!!!!!! -Gritei vendo o corpo da Mary ensangüentado no chão.
Acordei no sofá todo suado e com o peito acelerado. Era só mais um pesadelo...
POV MARY
Uma semana depois, recebi a carta da faculdade, naquele envelope estava decidido o meu futuro. Abri com cuidado e li a mensagem.
Srta Mary Chandler
Gostaríamos de comunicar que seu ingresso na universidade de Riverside foi aceito com bolsa integral, concedida devido ao seu excelente desempenho na prova admissão.
Abaixo estão relacionadas as datas e locais para sua inscrição.
Nossa universidade terá muito prazer em recebê-la.
Seja bem vinda.
Dilan Clumpsey
Diretor geral.
_Eu passei!!!! -Gritei eufórica.
_Parabéns filha eu sabia que ia conseguir! -Disse mamãe me abraçando toda orgulhosa.
Corri ate a casa do Simon pra contar a novidade, papai estava lá conversando com ele na frente da casa.
_Passei mano eu consegui a bolsa!
_Parabéns, eu sabia que ia conseguir. -Olhei pro pai esperando um parabéns, mas ele apenas desviou o olhar, vimos uma viatura da policia se aproximando.
_Senhor Chandler? Tem um minuto? -Disse a delegada saindo do carro.
_O que? Veio falar com Mary da morte daquele garoto de novo?-Perguntou papai.
_Também, mas o que me traz aqui e o assassinato de Eduard Muller, conhece?
_Achei que isso já tivesse resolvido a muito tempo... -Disse papai com uma expressão estranha.
_ Não foi resolvido, foi arquivado como eu te disse tem muita sujeira embaixo do tapete naquela delegacia pra ser limpa. -Disse ela encarando meu pai.
_Vem vamos entrar e tomar um café. -Disse ele convidando a mulher.
Entramos em casa, o pai me mandou preparar o café e ficou conversando com a delegada, mamãe estava na cozinha enfeitando uma torta de pêssego.
_Mãe conhece Eduard Muller? -Perguntei.
Ela derrubou o bolo e me olhou com os olhos arregalados.
_Que foi? Você ta bem?
_Estou sim, onde ouviu esse nome?
_A delegada ta ai perguntando pro pai sobre a morte dele. Sabe quem era o falecido?
_ A uns anos um homem apareceu morto na estrada, ate foi o irmão do John que encontrou... Faz muito tempo, você era um bebezinho, não sei porque estão remexendo nisso agora.
_E o que o papai te a ver com isso?
_Nada, ele foi testemunha assim como o pai do John, pois encontraram o corpo próximo as nossas fazendas só isso.
_Hum.. vou fazer o café que ele pediu. Falei.
POV REBECCA JENNER
Eu não costumava brincar em trabalho e sempre tive um faro muito bom pra sujeira e algo me dizia que Chandler estava impregnado dela desde a primeira vez que o vi.
_Bem senhor Chandler eu não sou de rodeios e creio que o senhor também não seja então vamos direto ao assunto.
_Uma semana antes da morte, Eduard Muller registrou uma queixa contra o senhor de agressão.
_Foi uma briga de bar, por causa de jogo, não mataria alguém por dez dólares.
_Eu não sei as pessoas fazem coisas absurdas. Sua esposa trabalhou pra ele durante um tempo não foi?
Ele respirou fundo.
_ Como sabe disso?
_O Meu trabalho e investigar e eu faço ele muito bem, então se tem alguma coisa a dizer faça isso logo.
_Devia se preocupar em procurar o tarado que atacou a minha filha, não com um crime com mais de quinze anos.
_Não se preocupe que eu também já estou trabalhando nisso, tenho ate uma testemunha ocular.
_Testemunha?
_Isso te preocupa?
_Claro que não. Quero saber quem foi o infeliz! Disse ele nervoso, eu não tinha testemunha nenhuma mas isso sempre causava um efeito muito bom em um suspeito.
_O que eu sei sobre o Muller é que ele apareceu morto ai perto, só isso... Devia falar com o Rollins pois foi o irmão dele que achou o cadáver.
_Eu vou fazer isso.
A jovem chegou trazendo duas xícaras de café e nos serviu.
_Ja se recuperou do susto? -Perguntei.
_Sim senhora.
_ Que bom, nossa que olhos lindos você tem...
_Obrigada.
_Tem uma filha muito bonita Sr Chandler. Sabe que eu já vi olhos parecidos com os seus, ah olha aqui tenho uma foto pra te mostrar.
Alcancei o retrato a garota, ela estendeu a mão pra pegar mas Chandler o pegou antes.
_Não parece, ela tem os olhos da minha mãe. Agora sai Mary e vai fazer algo que preste.
_Honra se lava com sangue não é assim que fazem por essas bandas...
_Não sei do que esta falando, se terminou saia da minha casa eu tenho trabalho a fazer...
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