Notas iniciais
Olá queridos e queridas leitores! Depois de um longo período sem o Nyah, aqui estamos de novo. Sentimos muito pela demora, esse capitulo estava pronto faz tempo! Quero agradecer a linda da Fe que me avisou que o site voltou e que está tão ansiosa quanto vocês para o capitulo de hoje... Sim, hoje a linda da Lindsay vai nascer! Queria falar também que a fic está chegando na reta final, infelizmente. Nós não queremos estender muito porque iríamos enfeitar demais, acabaria estragando, tem fics que a pessoa enrola demais e acaba ficando cansativo, não queremos isso pra Mensageiros. Por isso eu e a Linda da Lu estamos nos preparativos pro final, queremos que vocês gostem! Apreciem por enquanto esse momento fofíssimo da vida da Mary! beijinhos da Su!

POV MARY


Enquanto Jhon estava guardando as malas no carro, fiquei observando o quartinho pronto pra receber minha menina, eu estava encantada com a delicadeza dos móveis, a cômoda era branca já acomodava as roupinhas lindas que compramos durante os meses, o berço com alguns detalhes lilás, com a roupa de cama já colocada, as cortinas recém lavadas davam um cheiro de bebê no quarto, a poltrona estava posicionada a um canto próximo ao abajur lilás e a banheirinha que eu ainda decidia onde seria melhor deixar. Jhon caprichou na pintura das paredes, que também eram cor-de-rosa com uma espécie de faixa feita de adesivo branco dividindo a parte de cima e de baixo, cheia de bichinhos coloridos. Tudo era perfeito, só faltava o principal: ela nos meus braços.

Não sabia explicar ao certo o motivo, mas eu sentia um medo. Talvez de passar pelo parto, coisa que minha mãe sempre disse que doía, eu passei a gravidez toda sem dor nenhuma, um desconforto ou outro sim, mas não senti dor, por isso não sei como eu lidaria. Jhon fez questão de prometer que assistiria o parto e que não sairia do meu lado até Lindsay nascer, aquilo me confortava. Outra coisa que eu tinha medo era de não ser uma boa mãe, eu lembro muito bem de como minha mãe ficou acabada quando Michael nasceu, ele chorava a noite toda e acordava a todos, eu tinha medo de fraquejar e não cuidar direito dela, embora eu tenha cuidado bastante do Jordan pra Tess, eu ainda estava insegura. Fui tirada dos meus pensamentos pelo Jhon me abraçando pelas costas.

_Vamos? A Lindsay não quer que atrasemos!

_Vamos amor. Vou dar um beijo em Bummer, Vincent cuidará direitinho dele né?

_Claro, o Bummer adora Vincent, fica tranquila.

Seguimos viagem conversando e desejando mais do que nunca que o tempo passasse logo até o parto, tanto eu como Jhon ansiávamos por nossa filha.

POV JHON

A lua brilhava bem cheia quando chegamos em Los Angeles, nos instalamos no nosso apartamento e demos um passeio no nosso lago, nosso lugar preferido. O parto estava programado para daqui uns 4 dias, então teríamos um tempinho para aproveitar, Mary amava a cidade.
Amanhã bem cedo Mary tinha consulta, o médico finalmente diria se o parto seria normal ou cesárea, de acordo com ele a bebê estava em uma posição que não favorecia muito, mas isso já faz um mês, amanhã então teríamos a certeza.
Dormimos logo, naquela noite eu tive sonhos bons, Mary carregava Lindsay já grandinha nos braços, elas sorriram ao me ver, Lindsay batia as perninhas e erguia os bracinhos descontrolada pedindo que eu a pegasse. A peguei no colo e reparei sua semelhança com Mary, tinha os olhos mais azuis que o céu, os cabelos eram loiros e fininhos, a pele clarinha e o rosto de anjo, tudo foi herdado da mãe. De repente Mary gritava desesperadamente, não entendi o motivo do grito pois seu rosto era sereno com uma expressão de felicidade, mas logo percebi que não era mais um sonho.

POV MARY

Uma dor estrondosa tomou conta do meu corpo, reuni todas as froças que tive pra gritar, acordando Jhon, que desesperado acendeu a luz tentando ver o que acontecia. Na luz fraca do abajur pudemos ver o líquido misturado com sangue molhando toda a cama. Senti meu ventre se contrair em um ritmo que aumentava a cada instante, seguido de uma dor cada vez mais forte, só pude concluir que minha filha era uma mulher decidida e apressada. Logo Jhon me pegou nos braços e voamos para o hospital. Chegou a hora e ninguém ia parar essa menininha.

Eu tentava sem sucesso obedecer Jhon que dirigia e me mandava respirar fundo, mas era impossível ter fôlego, eu chorava e gemia enquanto tomava ar pela janela, o hospital parecia que não chegava nunca e Jhon suava desesperado.

_Calma Mary, vai ficar tudo bem! _Ele estava extremamente nervoso e tentava me acalmar com a mão pousada na minha perna.

Quando finalmente chegamos, a médica me examinou e satisfeita disse que nem ultrassom precisaria, pois minha bebê já estava posicionada e já era possível vê-la. Fiquei preocupada pensando que Jhon perderia o parto, pedi desesperada pra chamarem ele, as enfermeiras disseram que ele estava se arrumando e viria logo, pois as papeladas de internação demoraram um pouco. Morri de medo de não dar tempo.

Após me vestirem com aqueles aventais, me levaram em uma maca pra uma sala toda branca, onde um holofote redondo enorme iluminava meu rosto e pessoas iam e viam vestidas de branco e olhando pra mim, dizendo que tudo ia ficar bem. As vezes elas conversavam comigo, mas eu sentia muita dor e não associava nada do que diziam.

Uma enfermeira com feições doces me posicionou de forma que eu ficasse deitada com as costas a mostra, a médica que me examinara quando cheguei na emergência disse que ia doer um pouco mas que a anestesia ia aliviar a minha dor. Senti um líquido gelado na coluna seguido de uma agulhada, aquilo doeu horrores, mas pude notar que antes que a agulha saísse da minha pele meus membros inferiores já estavam dormentes, restando apenas a contração muscular. Assustei um pouco por não sentir mais as pernas, mas entendi que as contrações significavam que era só Lindsay vindo, então nada doía mais.

Quando me dei conta eu já estava em posição para o parto e Jhon não chegava. Meu coração batia freneticamente de medo e nervosismo, eu não queria que ela nascesse sem o pai perto, porque ela tinha que ser tão decidida? O parto não estava programado para hoje, a poucos dias ela nem estava em posição para nascer! Porque ela não esperaria?

A doutora me disse que estava na hora, eu chamava ansiosa por Jhon mas elas diziam que eu tinha que empurrar. Senti muito desespero, eu sonhava com o dia que ela chegasse todos os dias, e tinha que ser perfeito, com ele aqui. Os segundos passavam devagar e as vozes das médicas e enfermeiras ficavam cada vez mais intensas, elas me diziam que se eu não fizesse força ela não nasceria.

Apesar de ansiar pela presença do Jhon, pensei na minha filha, as contrações estavam ficando cada vez mais rápidas e intensas. Eu respirava ofegante. Já era hora dela chegar.


Tomei fôlego, uma rajada de ar penetrou meus pulmões, empurrei com toda força que consegui, embora eu não sentisse nada e só soubesse que estava fazendo certo porque as enfermeiras me incentivavam. Força.... Senti uma tontura, parei pra respirar e puxar ar de novo. Desta vez a médica pousava as mãos sobre minha barriga pra ajudar a bebê a sair. Era agora ou nunca. Quando fui fazer mais força me perdi em uma imensidão azul de um par de olhos familiares.

_Amor, você consegue, vamos! -Senti suas mãos afagarem meu cabelo, ele estava vestido todo com roupa de hospital.

_Jhon, você veio! — Sorri, mesmo suada e ofegante, meu marido me provocava esse efeito.

_Claro que eu vim, agora força, tá na hora! Traga Lindsay pra mim!

Com o ar em plenos pulmões, empurrei. Mais forte ainda. As mãos da enfermeira forçaram pra baixo, senti um aperto no estômago, Jhon me incentivava e torcia, tocando meu rosto e dizendo que eu precisava ser mais forte. Apertei a mão dele. A médica disse que se passasse da hora Lindsay poderia ter falta de oxigenação, isso me apavorou. Eu fiquei mais tonta, mas mesmo assim reuni meu ultimo estoque de forças, e empurrei, seguido de um grito. Pude ver os olhos de Jhon olhando na direção do meu ventre, em seguida um choro estrondoso tomou conta da sala que estava em meio ao silêncio, eu poderia até jurar que tomou conta do hospital de tão alto.

Jhon sorriu. Lindsay tinha chegado e eu queria vê-la, mas o cansaço tomou conta de mim e antes que eu pudesse pensar ela estava nos braços do Jhon. Ela era igualzinha nos meus sonhos. Branquinha, com pouquíssimos fios de cabelos claros que estavam arrepiados e molhados, ela chorava escandalosa, linda e saudável. Jhon chorava. Eu também chorava. Era o momento mais feliz de nossas vidas, ela parecia entender isso porque quando Jhon colocou ela perto de mim, ela se acalmou, beijei todo aquele rostinho sujinho, peguei na mãozinha, o Jhon parecia um bobo falando "olha meu amor, que linda nossa filha!!" e "Olha só o que você me deu!". Sentimos um flash e sorrimos pra foto que a enfermeira tirou com a câmera do Jhon.

A tomei nos braços enroladinha em um lençol, parecia uma boneca de tão pequena e delicada. Ainda resmungava um pouco com os olhos entreabertos que pareciam ser azuis, ela se remexia no meu colo como se quisesse ganhar o mundo e Jhon me beijava e beijava Lindsay descontroladamente, nunca vi esse homem tão feliz, dizendo que me amava e amava nossa filha. Foi um momento mágico e eu não conseguia imaginar um anjo mais lindo que ela.

Acabando com nossa alegria, as enfermeiras a levaram para cuidados básicos e higiene, e eu fui levada para o quarto para repousar, logo ela estaria comigo novamente, segundo a médica ela era muito saudável. Jhon claro que aproveitou pra observar o primeiro banho, achei isso muito injusto pois ela teria que tomar banho com a mãe e depois mamar, é claro. Mal podia esperar esse momento.

Quando já estava no quarto repousando e ele vem com o maior sorriso no rosto com ela nos braços.

_Nossa princesinha chegou!



Notas finais
Quem quer morder a Lindsay põe o dedo aqui.... kkkkkkkkkk