Mensageiros 2 - Versão Alternativa
37 Capítulo 37
Notas iniciais
E a Lindsay tá chegaaaaando! =)
Beijos da Su
POV JOHN ROLLINS
Acordo de manhã com Mary cantarolando pela casa, tomamos café juntos e fui logo começar meu dia enquanto ela ficou em casa. "Hoje aquele boneco vai ver só" pensei.
Peguei aquela porcaria com toda minha raiva e tranquei em um compartimento escondido dentro do celeiro, onde meu pai costumava esconder coisas que eu e meu irmão não podíamos mexer, como armas e veneno para as pestes que invadiam a plantação. Se eu não pudesse acabar com ele, pelo menos trancado ele não faria minha mulher acordar gritando no meio da noite.
Vincent nem sonhava que o boneco estava bem perto de onde ele dormia, ele provavelmente pediria demissão se soubesse.
Era mais um dia "verde", como Mary dizia. Fiquei observando a algazarra que algumas andorinhas faziam no céu, pareciam querer fugir de algo enquanto gritavam e voavam descontroladamente como se estivessem sendo perseguidas por um psicopata. Notei que desde que cheguei aqui não vi aves tão bonitas assim, só haviam os mesmos corvos de sempre, que graças a Deus não se interessavam pelo meu milho, principalmente quando chovia. Fui tirado dos meus pensamentos por um cachorro maluco correndo descontroladamente até o celeiro.
_Bummer sai já daí! -Gritei ao ver o cachorro se enfiando no armarinho de Vincent que estava aberto. “Cachorro levado” pensei. Me aproximei mais, Bummer já remexia numa caixa com papéis fazendo a maior bagunça.
_Bummer! Olha a bagunça que você fez!
Comecei a juntar os papéis e recoloca-los de volta na caixa, eram recortes de jornal todos falando sobre o mesmo caso, aquilo chamou a minha atenção. Amontoei um bocado deles e li o primeiro recorte. “ Onde está George? Família e amigos continuam procurando o menino de oito anos que desapareceu na frente da escola” Foliei mais alguns recortes, todos relatando sobre o desaparecimento do menino. Um dos últimos me fez congelar por alguns instantes. “ Corpo de menino George Beaulieu encontrado em lago nos arredores de Philcon Louisiana, a policia investiga envolvimento do pai Vincent Beaulieu na morte da criança” Dizia a manchete, seguida de algumas fotos do menino e de Vincent sendo algemado. “Não, pode ser... Vincent nunca comentou que tivesse um filho?” Meu Deus será que ele cometeu mesmo esse crime?” Pensei sentindo meu peito disparar, teria me enganado tanto assim com Vincent? Meu empregado seria um assassino fugitivo? Enfiei todos os recortes na caixa e sai imediatamente ainda um pouco atordoado com aquela descoberta, assim que cheguei perto de casa vi Vincent saindo da parte de traz do celeiro segurando um facão ensanguentado. Me aproximei rapidamente.
_Que é isso Vincent? -Perguntei sentindo um medo tomar conta de mim. Ele seria o assassino? Teria sido ele quem matou Tommy e Simon?
_Matei a maldita raposa que estava comendo as galinhas patrão... Algum problema patrão? Ta branco feito leite!
_Não, é bem que tal tirar o fim de semana de folga? Sempre cuidou tão bem de tudo, acho justo, você pode aproveitar pra ir viajar, visitar a família....- Falei.
_Não precisa não senhor, já disse que sou sozinho nesse mundo não tenho ninguém pra visitar, aliás, o senhor vai precisar que eu cuide de tudo quando o bebê nascer...
_Que isso todo mundo tem, um irmão ou um primo? Uma namorada...? Filhos?
_Parece que o senhor quer se ver livre de mim patrão, fiz alguma coisa errada? Sei que o senhor tinha dito pra não matar a raposa mas fechar o galinheiro não adiantou...
_Não, não tem a ver com a raposa eu quero fazer uma surpresa pra Mary no fim de semana e queria a fazenda só pra gente... Além do mais você vai ter muito trabalho nas próximas semanas, vai cuidar da fazenda quando eu for pra Los Angeles pra Mary se internar.
_Ah Claro senhor porque não falou antes, eu me arranjo num hotel na cidade.
_Eu pago as diárias.
_Não precisa senhor, eu vou aproveitar e ir numa amostra de carros antigos na cidade vizinha, vou hoje a noite se não se importar...
_Pode ir, eu tomo conta de tudo.
_Ta certo patrão, bom fim de semana pra você e a patroinha.
_Obrigado Vincent.
Entrei em casa apressado, eu precisava saber mais sobre aquela historia o mais rápido possível, talvez a delegada pudesse me ajudar.
_Amor, tá tudo bem? -Perguntou Mary ao ver a minha cara de espanto.
_Tá, tá sim, Vincent que matou uma raposa, pensei em irmos a cidade tenho que pagar umas contas e enquanto faço isso você podia encomendar uns lençóis novos e umas cortinas pra gente que acha? -Foi a única coisa que pensei não queria assustar Mary com aquela historia.
_Essas ainda estão boas e Lindsay já tem tudo... -Disse ela sem entender...
_Achei que ia gostar de deixar a casa com o seu jeitinho já que agora você é a Sra Rollins, além do mais semana que vem os montadores vem montar os móveis... -Falei com um sorriso.
_Bem, um pouco de cor não faria mal... disse ela. -Deixei Mary na loja de tecidos e me encaminhei a delegacia.
POV REBECCA JENNER
_Delegada? Posso entrar?
_Sim, quem é você?
_Meu nome é Julius Pellier, sou advogado do Senhor Robert Chandler e este é sue abeas corpus.
_Como assim ele confessou um assassinato! Não pode responder em liberdade!
_Bom senhora Jenner, o crime ocorreu ha mais de dez anos, meu cliente tem colaborado efetivamente com as investigações e encontra com o estado de saúde debilitado. Então o Juiz concedeu que ele responda em liberdade. -O advogado diz com a maior naturalidade.
_Sabe o que esta fazendo senhor Pellier? Esta colocando um assassino frio nas ruas novamente!
_Eu estou defendendo meu cliente, um pai de família, que ficou cego dentro da prisão e nem pode ir ao enterro do seu primogênito, acho que ele já pagou bem caro pelo seu erro.
_Erro? Ele matou um homem e por pouco não fez o mesmo com a filha!
_Quando ele atacou a Senhorita Mary ele já se encontrava em um estado psicológico debilitado por isso não pode ser responsabilizado por isso. Bem eu só vim trazer o documento, passe bem... -Disse ele colocando o documento sobre a mesa e virando as costas. Advogados, sempre os advogados, com seus ternos bem passados, sapatos de couro e uma maleta cheia de papéis que colocam o trabalho duro de pessoas como eu no lixo. Respirei fundo e ouvi outra batida na porta.

_Delegada será que tem um minuto? -Perguntou John já entrando, fazia um tempo que eu não o via, ele parecia muito bem, o tempo o deixara ainda mais bonito.
_John claro pra você eu sempre tenho um tempinho... Entre...Sente-se e então o que traz você aqui? Não lembro de ter mandado te chamar...
_Na verdade eu não vim falar sobre mim, é sobre o meu empregado. Vincent.
_Sim acho que vi ele uma ou duas vezes... Falei sem entender muito aonde John queria chegar.
_Bom eu encontrei uns recortes de jornal que diziam que ele foi acusado ou suspeito de um assassinato a alguns anos e eu queria checar essa historia, teria como?
_Checar? Achei que fossem amigos porque não falou com ele?
_Bom a vitima foi um garoto de oito anos, filho dele, ele nunca comentou que tivesse tido um filho, e Simon ele morreu dentro da minha fazenda não to dizendo que foi ele, mas achei que não fosse uma boa ideia tocar no assunto sem averiguar antes.
_Ah Jhon, é realmente estranho tudo isso, eu prometo que vou averiguar e se achar alguma coisa errada eu comunico você... Agora estou mesmo é interessada em deixar seu sogro apodrecer na cadeia, acredita que ele vai sair?
_Aquele monstro louco vai sair da cadeia?
_Pois é, mas se ele fizer qualquer coisa de errado ele volta pra lá e fica até morrer.
_Foi bom você me avisar Rebecca, obrigado.
_Disponha Jhon. Ah, parabéns adiantado pelo bebê! Está perto de nascer né?
_Daqui uns quinze dias, é uma menina.
_Que linda, desejo de coração que nasça com muita saúde, vocês merecem.
_Obrigado. Vou indo, qualquer suspeita me avisa.
Busquei Mary pensando em tira-la logo dessa cidade antes que o traste do pai dela venha causar problemas.
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