Mensageiros 2 - Versão Alternativa
32 Capítulo 32
Notas iniciais
Mais um capitulo cheio de fofuras pra vocês se deliciarem!!!
Vou avisando que o bônus do professor já está quase pronto, estou só aguardando a próxima recomendação, a Moni lindíssima fez a dela antes de eu ter essa ideia, portanto se ninguém recomendar vou mandar o capítulo só pra ela ler! Hahahah que maldade a minha!
Como algumas de vocês são leitoras das Apocalipses da Lu,(porque será ein? kkk) vocês já devem saber que ela se casou, por isso vai demorar um pouquinho pra postarmos, então não surtem por favor, nós não abandonaremos vocês!
Espero que gostem deste capitulo de hoje! Ah e quem quiser me adicionar no face, é Suzana Trevelin, fiquem a vontade.
beijinhos da Su!!!
POV Mary
Chegou o dia de fazermos o ultrassom, eu estava ansiosa pra saber o sexo do bebê e meu pobre marido já demonstrava sérios sinais de infarto. Los Angeles era lindo, da janela do consultório eu podia avistar uma cidade imensa lotada de carros e pessoas nas ruas que me lembrava muito Riverside, eu adorava toda aquela agitação e sentia um pouco de saudades daquele lugar maluco.
A médica nos chama, Jhon e eu fomos de mãos dadas até uma pequena salinha onde ela mandou que me deitasse e levantasse a blusa. Minha barriga já aparecia um pouco, eu ficava muito feliz em ver como meu bebê crescia dentro de mim a cada dia. Jhon sentou-se ao meu lado e de frente para a pequena tela onde a teríamos a primeira visão do nosso filho, a médica iniciou uma série de perguntas e foi anotando tudo, ela disse que normalmente com cinco meses já dava pra saber o sexo, mas as vezes dependendo da posição fica impossível ver, de acordo com ela torceríamos para ele ou ela "abrir as perninhas", Jhon riu da expressão e beijou minha mão.
Ela passou um gel na minha barriga e começou a deslizar o transdutor na minha pele, eu olhava atenta pra telinha. Ela ressaltava sempre que o mais importante era ver a saúde do feto e que seria primordial ouvirmos seus batimentos. A sala era pequena e escura, somente a luz da tela iluminava nós três, olhei para Jhon diversas vezes, ele parecia agoniado por aquele silêncio, e aquilo me deixou mais preocupada, por que ela não falava nada? E por que eu não ouvia o coraçãozinho? Senti vontade de gritar, antes de tomar fôlego para fazer isso ouvi um ruido, parecia um tamborzinho batendo acelerado, olhei para a tela onde eu podia ver uma pessoa bem pequenininha, meus olhos se encheram de lágrimas naquele momento, era emocionante e lindo ver e ouvir meu bebê, o pedacinho do Jhon que vivia dentro de mim, eu ri e chorei junto com meu marido que estava tão emocionado quanto eu, pude ver naquela telinha minúscula todos os traços dele apesar de tudo bem pequenininho, os olhinhos bem miúdos, a boquinha bem feita, as mãozinhas já formadas, os pézinhos gordinhos, todo seu corpinho perfeito e delicado, nunca vi nada tão lindo em toda minha vida. A médica foi mostrando cada parte do bebê, dizendo que ele aparentava ser muito saudável e que seus batimentos cardíacos estavam muito bons, eu ouvia atentamente aquele pequeno tambor cantarolar nos meus ouvidos, era a sensação mais maravilhosa que eu já tinha sentido em toda minha vida, Jhon sorria abobado, e eu não fazia diferente.
_Senhora Mary, chegou a hora da verdade. -A médica disse sorrindo.
_Vai dar pra ver se é menino ou menina doutora? -Jhon e eu perguntamos juntos.
_Vai dar sim porque essa menina é muito boazinha, não quis esconder nada de vocês! -Ela fala satisfeita.
_Uma menina, eu sabia! Sempre soube que era uma menininha! -Se eu pudesse eu pulava de felicidade ali mesmo.
_Parabéns pra vocês, terão uma menina linda e saudável que trará muitas alegrias! Agora se me dão licença vou digitar o seu laudo, podem ficar a vontade aqui mesmo ou aguardem na recepção, senhora Mary aqui tem uns guardanapos para a senhora se limpar.
A médica nos deixa sozinhos, eu abraço Jhon irradiando felicidade, ele sorri e me beija.
_Você viu como ela é linda? Eu sabia que era uma menina, não te disse amor?
_Quem sou eu pra discordar desse instinto materno! -Ele fala rindo e me beijando.
_Estou tão feliz Jhon, não vejo a hora de tê-la nos braços, vou morder tanto aquele pézinho!
_E eu sou o homem mais feliz do mundo, obrigado por me proporcionar isso Mary. Eu amo você e nossa filha! - Ele diz limpando minha barriga carinhoso.
-Eu também amo vocês dois! -Coloco a mão na barriga e o beijo novamente.
Nos despedimos da doutora e fomos para o apartamento do Jhon, passamos a tarde jogando algumas coisas velhas fora, eu tentava por ordem em tudo mas ele não deixava dizendo que eu não podia me esforçar, por ele eu ficava em um vidrinho protegida do mundo durante os nove meses, isso as vezes me deixava brava, mas eu sabia que era pro meu bem e além do mais, essa mania de proteção e cuidado era uma coisa muito fofa.
Tomamos banho e fomos jantar no restaurante do Bob, que ficou feliz ao nos ver, ele abraçou Jhon que contou feliz sobre a gravidez e aquilo foi motivo de comemoração, alguns amigos dele fizeram toda aquela farra de sempre e o chamaram de "papai" o tempo todo, ele ria igual um bobo, eu me senti um pouco envergonhada como na primeira vez que estive ali.
Depois de muitas risadas e comemoração nossa comida chegou, Bob fez questão de caprichar no meu prato dizendo ao Jhon que só eu merecia, e o pior foi que ele concordou com aquilo.
POV JHON
Eu não podia estar mais feliz. Eu tinha tudo que queria, Deus foi maravilhoso comigo e me deu uma vida abençoada, cheguei a sentir pena das pessoas ao meu redor por não conhecerem a felicidade do jeito que eu conhecia. Bob e meus amigos comemoravam comigo, minha mulher estava mais linda do que nunca e eu ia ter uma filha.
Eu e Mary jantamos e fizemos planos para nosso bebê. Eu jurei que nunca a trataria da maneira como o Chandler tratava a Mary, aquilo era desumano e eu queria ser um bom pai, mal podia esperar pelo nascimento, queria acompanhar o crescimento dela e curtir cada instante, e quando ela deixasse de ser um bebê eu a ensinaria a dirigir e pagaria a faculdade que ela quisesse, e se algum homem um dia chegasse perto dela eu não pensaria duas vezes em emprestar a foice do espantalho, minha mulher riu me chamando de pai ciumento e possessivo.
Quando sai para pedir a sobremesa para o Bob, um homem estava sentado ao bar tomando uma cerveja e me encarou por alguns segundos, achei muito estranho mas deixei pra lá. Quando voltei a mesa com Mary, percebi que ele as vezes olhava, mas não parecia que olhava pra ela, parecia que olhava pra nós dois e que nos conhecia, ela não percebeu nada então nem comentei, as vezes ele nos confundiu com alguém.
POV DERECK
Era uma noite daquelas em que eu queria sair um pouco e respirar ar fresco. Los Angeles tinha muitas opções, mas o restaurante do centro era o melhor e mais tradicional, resolvi tomar uma cerveja por lá, além da boa comida, lá era ótimo para fazer um happy hour.
Me sentei ao bar e olhei ao redor, tinha uma aglomeração de homens se abraçando e comemorando algo, um deles foi até jogado pro alto, as pessoas olhavam e riam da cena. Eu bebia minha cerveja tranquilamente quando a algazarra terminou, notei que na mesa onde eles estavam ficou um casal sentado, o rapaz sentado era o mesmo que foi arremessado pro alto, notei que a moça sentada era conhecida. Caminhei até o banheiro na tentativa de ver o rosto da mulher mais de perto, passei pela mesa e mal acreditei. Era Mary. Provavelmente aquele era o Jhon. Ela uma vez comentou que conhecia alguém daqui de Los Angeles. Eles estavam comemorando, na certa o motivo era a gravidez, fico feliz por ela que tudo tenha dado certo, mas ao mesmo tempo meu coração fica apertado. Podia ser eu ali sentado com ela, ela estava linda e mesmo sob a mesa consegui ver um resquício de barriga. Tive que ter cuidado para ela não me ver, não quero estragar a felicidade dela, respirei fundo e me sentei novamente no bar e pedi outra cerveja. Ela estava bem, era o mais importante, queria vê-la feliz mesmo que longe de mim e agora fiquei mais tranquilo, mas fiquei com raiva também, pois ela não se deu ao trabalho de me ligar, será que a alegria era tanta que nem se lembrou de mim, de como a ajudei? Eu já estava um pouco tonto pela cerveja pois fazia um tempo que não bebia. De cabeça baixa consigo ver pelo canto do olho que alguém tinha se aproximado, quando levanto pra olhar era o tal Jhon. Olhei bem fundo dos olhos dele desejando dar uma boa lição pra aprender a não magoar mais mulher nenhuma, mas eu vi como eles estavam contentes, e eu seria um idiota se fizesse isso, além do mais eu deixaria Mary em uma situação ruim. Observei bem o rosto dele, tínhamos a mesma idade e a mesma cor dos olhos, gravei bem suas feições, para lembrar caso um dia ele faça alguma mal pra Mary novamente. Ele pega um pedaço de bolo e leva pra ela na mesa, ela sorri pra ele. Aquele sorriso enlouquecedor.
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