Mensageiros 2 - Versão Alternativa
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Ultimamente estamos ficando muito felizes com os reviews, vocês são demais!!! =)
Fiquem tranquilas quanto ao Michael, ele é um fofoqueiro muito fofo que não vai morrer, o pai da Mary tá surtado na cadeia vendo coisas, achando que o Eduard matou o Simon e vai voltar pra matar o Michael, isso é coisa da cabeça dele, rs.
Queria falar que estamos pensando em um capítulo bônus inteirinho com o nosso amado professor, mas para isso queremos recomendações! Se tivermos mais recomendações, ficaremos felizes e postaremos o capítulo em dedicação a vocês... Estamos ansiosas aguardando hihihi
Esperamos que gostem deste capitulo.
Beijos!
POV JHON
Era mais um dia de chuva, não podia reclamar era bom para plantação. Mary estava dormindo e Bummer fazia o mesmo deitado aos pés da cama. Coloquei um casaco, deixei um bilhete preso a cabeceira da cama e me dirigi a cidade. Fui até a joalheria que eu comprara o cordão pra Mary algum tempo atras, a vendedora me recebeu com um sorriso.
_Bom dia. -Disse ela.
_Bom dia, hoje eu queria ver algumas alianças, bem bonitas mas nada extravagante.
_Sim claro então vejo que o presente deu sorte?
_Sim ele deu... -Falei sorrindo..
Escolhi duas alianças de ouro com pequenos brilhantes. Lembrei do estranho amuleto que encontrei há alguns dias escondido no quarto do meu pai, o que mais me deixava curioso era a foto de Mary que estava com ele.
_Você conhece de joias antigas coisas assim? -Perguntei a vendedora.
_Bom não muito mas se eu puder ajudar...
_Eu encontrei isso na minha casa, acho que era do meu pai mas achei tao estranho não faz muito o gênero dele. -Estendi o amuleto a mulher que o olhou com certo espanto.
_Um minuto eu, vou chamar o meu marido ele entende mais dessas coisas antigas... -Disse ela.
Alguns minutos um homem alto com uma barba que cobria quase todo o rosto surgiu atras do balcão.
_Bom dia. Minha mulher disse que tinha uma coisa pra mim dar uma olhada.
_Sim, é isso. -Falei estendendo o amuleto.
_Onde encontrou isso?
_Na minha casa, acho que era do meu pai, não tenho certeza.
_Bem realmente ele é antigo mas não é valioso, nenhum metal ou pedra preciosa.
_Bom não é isso que eu quero saber, eu queria ter uma ideia de onde isso veio...
_Não é fácil dizer, eu até hoje só vi uma coisa assim em livros ou museus. Pode ser até uma falsificação.
_Mas o que acha que é? -Insisti.
_Bem é um amuleto do século 18, as pessoas piraram com a historia das bruxas e começaram a fazer esses amuletos, alguns eram pra proteção, outros associados a poderes místicos e outros serviam pra magia negra. Eu não sou especialista mas esses símbolos grafados no metal é uma invocação.
_Invocação? Do que?
_De um espírito, algumas culturas antigas acreditavam que podiam invocar um espírito ou um demônio e através de magia negra e usa-los da forma que fosse mais produtiva a ele, esses amuletos serviam como posso dizer uma algema sobrenatural que mantinha o espírito sob controle.
Balancei a cabeça e mesmo tentando segurar o riso não consegui, não acredito que meu pai caiu numa historia dessa a ponto de fazer um “feitiço”. Devia estar bebendo muito mesmo, ele sempre foi tao lúcido.
_Não acredita em nada do que eu falei não é? -Disse ele me olhando sério.
_Desculpa mas é um pouco difícil de acreditar... Depois que a gente morre acabou não há mais nada. Mas só mais uma pergunta tinha mais umas coisas junto com isso quando encontrei.
_E o que era?
_Uma foto do meu pai e eu, uma mecha de cabelo castanho e uma foto da minha... De uma garota. -Falei, achei melhor não expor Mary pois o povo daquela cidade gostava de falar e ainda acreditava nessas besteiras.
_Bom teoricamente seu pai fez um feitiço, a garota da foto ela ta viva?
_Está é claro que está! -Respondi achando muito estranho a pergunta do homem.
_Bem então ou o seu pai pretendia matar essa garota ou ela tem alguma ligação muito forte com o espírito que ele tentava capturar...
“Capturar espíritos? Tipo os caça fantasmas, aquilo era demais pra minha cabeça. Meu pai devia estar doido mesmo não tinha outra explicação.” Pensei
_Bom desculpa o incomodo, pelo jeito meu pai devia estar passando por sérios problemas mentais quando fez isso. Bem vou pagar a minha compra e ir pra casa, desculpe o incomodo.
_Não é um incomodo, vamos até o caixa.
Paguei a compra e já estava saindo quando o homem me chamou de volta.
_John só mais uma coisa, mesmo que não acredite por via das duvidas, guarde esse amuleto.
POV MARY
Acordo de manhã e percebo que era tarde, chovia um pouco e o Jhon não estava mais ao meu lado na cama. Sinto uma fome absurda e decido levantar logo pra tomar café da manhã, depois eu iria até o milharal procura-lo.
Na mesa da cozinha tinha um bilhete:
Bom dia princesa! Sonhei com você a noite inteira sabia?
Fui até o centro, volto logo.
Cuide bem do meu coração, deixei ele com você.
Jhon
Meu marido era maravilhoso, eu tenho que confessar que fiz a escolha certa ao voltar. Fiquei um pouco triste claro, pois meu sonho de estudar foi adiado, mas só de pensar no meu bebê, sentia que valeria a pena. Tinha também a minha família, que me fez sofrer muito todos os anos e agora que voltei mamãe me magoou muito, eu os amava apesar de tudo, mas agora era hora de seguir minha vida e ser feliz.
Enquanto preparava meu café pensei em quanto tempo havia passado desde que tudo aconteceu, desde que Jhon me deixou, a prisão do meu pai e meu irmão se fora, hoje vejo que isso não me doía mais, pois na universidade aprendi que o tempo cura qualquer ferida. Pensei no Dereck, como será que ele está? Decido que era hora de ligar pra ele, já se passaram duas semanas, preciso contar como foi contar pro Jhon sobre a gravidez e saber da vida dele, talvez eu teria coragem de dizer que sentia saudades. Fui para o quarto, meu caderno estava no guarda roupas, seu cartão estava no meio das folhas, quando me dirigi ao telefone sem fio que estava na cama, escutei o barulho do carro do Jhon. Guardei o cartão e voltei pra cozinha.
Jhon chega com um sorriso lindo que me ainda me deixava boba e me beija nos lábios acariciando minha barriga.
_Como está a minha princesa e o meu herdeiro?
_Estamos bem meu amor, vem tomar café comigo?
_Claro que sim, trouxe isso pra você. -Ele me estende uma caixa de bombom daquelas que eu amo.
Tomamos nosso café, que já era quase um almoço na verdade, conversamos sobre nossos planos. Semana que vem viajaríamos pra Los Angeles pra fazer o ultrassom, lá tem os melhores hospitais e clínicas, o bebê nasceria lá também, ficaríamos no apartamento do Jhon quando a gravidez chegar perto do nono mês, quando o bebê estivesse pronto pra viajar voltaríamos. Discutimos cores, possibilidades de nomes pra criança, Jhon estava um bobo, e eu amava isso.
Ele insistiu na ideia de fazer um álbum, passamos a tarde tirando fotos, as vezes eu sozinha, as vezes com ele, até o Bummer participou. Ele queria registrar cada centímetro da minha barriga, em várias roupas e poses diferentes, no final ficaram lindas as fotos, ele disse que não encerraria o álbum até que o bebê nascesse. Claro que quando nascesse, ele começaria um novo, a ideia de ter vários porta retratos espalhados pela casa me deixava feliz. Eu tinha a minha família agora.
Arrumei a casa e alimentei o Bummer, um temporal começou. O tempo de seca passou dando lugar a tempestades fortes, deitamos abraçados no sofá, cochilamos ao som da chuva que caia lá fora.
"Chovia muito, muito forte. Da janela eu via meu marido caminhar na chuva até o milharal, chamei seu nome, ele não me ouviu. A porta bateu forte com o vento, corri pra fecha-la assustada, Bummer escapou, correu na direção do milharal, como se fosse buscar o Jhon, chamei por ele, também não me ouviu pois o barulho da chuva e dos trovões era estrondoso. De repente um raio atravessa a plantação soltando faíscas de fogo, ouço gritos estrangulados vindo de lá combinados com latidos e grunhidos, meu coração dispara, Jhon e Bummer foram atingidos, senti um desespero enorme que me fez correr em direção ao milharal, adentrei pensando somente em encontra-los. E foi o que aconteceu, mas não do jeito que eu queria. Meu cachorro e meu marido estavam mortos na terra, as lágrimas desceram rapidamente, meu peito ficou sufocado, a falta de ar veio bem forte, desejei que ela me matasse para que eu pudesse ficar com eles novamente. Ao invés disso, uma figura de um espantalho horroroso aparece com uma foice na mão, corro imediatamente em direção a casa, mas foi em vão, senti algo que nada se parecia com mãos prender meus pés e me arrastar pra dentro do milharal...."
POV JHON
Mary dormia nos meus braços inquieta, se remexia como se tivesse um pesadelo, fiquei observando ela chamar a mim e ao Bummer enquanto dormia, foi preciso sacudir ela bem forte pra acorda-la. Ela abre os olhos já cheios de lágrimas desesperada, me abraça forte com medo.
_Shiii, já passou Mary, foi só um sonho ruim, fica calma.
_Jhon, foi horrível! Cadê o Bummer? -Ela estava realmente assustada e com falta de ar, ajudei ela a se sentar.
_Ele está bem ali rindo da sua cara. -Aponto pro cachorro que nos olhava.
_Ah amor, eu te amo! Nunca mais vai me deixar não é?
_Eu também te amo e não vou deixar você nunca!
Ficamos abraçados ali por uns minutos, pensei se seria um bom momento pra dar as alianças douradas pra ela, mas pensei em fazer algo romântico em Los Angeles, lá era um lugar que nos trazia boas lembranças, seria perfeito.
Ela aos poucos foi se acalmando, nos aconchegamos e assistimos televisão até tarde naquela noite pois Mary tinha medo de dormir e ter pesadelos. Fico imaginando como ela se virou sozinha na república sem ninguém para ampara-la. Meu coração doeu só de imaginar minha menina sozinha.
Fale com o autor