Notas iniciais
Bom dia minhas lindas! Eis mais um cap pra vocês!
Ficou meio grandinho, mas nao tive coragem de cortar nenhuma cena pois modestia a parte Su e eu Caprichamos! Espero que gostem... Bjus Da Luh!

POV GEORGINE



Levamos Mary até o hospital, o médico a examinou e a levou pra dentro de uma sala de emergência, meia hora interminável e ele voltou segurando uma prancheta.


_Sr e Sra Chandler, bem, a filha de vocês vai ficar bem a principio a falta de oxigênio não causou nenhum dano maior.
_Graças a Deus! Eu posso vê-la Dr?
_Ainda não, bem o que eu queria dizer é que eu tive que fazer um comunicado a policia.
_Porque Dr? Ela só estava desmaiada... -Robert pergunta.
_Não Sr Chandler, ela sofreu uma tentativa de assassinato, foi esganada. Se não tivesse recebido os primeiros socorros a tempo, provavelmente agora vocês estariam a caminho de uma funerária.
_Meu deus, ela já acordou?
_Sim.
_Ela disse alguma coisa? Falou quem fez isso com ela? -Perguntou Robert.
_Não senhor, ela parece estar em estado de choque, peço que tenham paciência isso é normal depois de um trauma, geralmente em alguns dias o paciente já volta a seu estado normal. Eu vou deixar que entrem, vai ser bom pra ela ver os pais.



_Obrigada Doutor. Falei sentindo meu peito mais aliviado. O médico virou as costas e nos entramos na sala, Mary estava sentada na cama olhando pra parede.
_Meu amor... Querida? Pode me escutar? -Ela nem se quer piscou, continuou olhando pra parede sem mover um músculo.


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_Filha... Fala comigo querida...

_Ela não ta te ouvindo não vendo? Agora o que falta é essa menina ficar retardada... Era só o que faltava, ai não vai prestar mais pra nada mesmo!

POV MARY

O sol brilhava, era encantador ver como refletia no lago, borboletas e joaninhas passeavam dentre as flores, um esquilo deliciava-se com uma noz sentado em um tronco enquanto um coelho correu em direção a grama verde. Um arco-iris. Colorido e alegre. O vento balançou meus cabelos. Puxei o ar bem fundo pra dentro de meus pulmões, estava fresco, o aroma cítrico era maravilhoso, me lembrou o perfume do John. Eu estava em um lugar lindo, só não pude entender que lugar era aquele. Mais ao longe crianças brincavam, algumas correndo, outras sentadas, algumas devolviam seus peixes que pescavam de volta ao lago. Notei uma garotinha linda sentada penteando os cabelos de uma boneca, ela olhos enormes e azuis, seu cabelo era liso na altura do pescoço, ela usava um vestido lilás cheio de babados e rendas. Fiquei imaginando se um dia eu tivesse uma filha, se seria linda como essa garotinha. Cachorros corriam pegando suas bolinhas, o sol iluminava cada rosto feliz daquele lugar. Onde estou? Como vim parar aqui? Será que eu morri e estou no céu? A garotinha linda se levantou sorrindo olhando fixa em uma direção na qual o sol me impedia de ver pra onde. Ela ergueu os braçinhos agora rindo uma gargalhada gostosa. John aparece e a pega do chão, sorrindo, ele parecia feliz enquanto conversava com ela. Ele não tinha tanta barba e seu cabelo estava mais curto, estava lindo e mais jovem. O rosto daquela menina era muito familiar, será que eu tive uma filha do John? Só podia ser, ela era muito parecida... comigo! Minha filha, fruto do meu amor com John! Agora eu a amo e a quero! Aproximei-me mais a fim de chegar até eles, no meio do caminho apurei mais os meus ouvidos, em meio a cantos de aves e risadinhas de crianças pude ouvir a voz da garotinha falando com John:

_Quando eu crescer, eu vou me casar com você sabia?

Como assim casar? Quem é essa menina afinal? John olhava com um olhar apaixonado pra ela, em alguns segundos eu estava odiando aquela criança.

_Você é muito novinha Mary! Mas saiba que eu sempre vou amar você, independente do que aconteça, e se eu deixei você, foi porque eu te amo! De repente eu soube. De repente tudo fez sentido. Era eu. Ela era eu. Eu era ela. Eu criança, John com vinte anos de idade. Eu já estava bem perto deles, ela ria e beijava o queixo dele, ele acariciava os cabelos dela. Os meus cabelos. Eles não me viam, mas eu via perfeitamente, como eram bonitos, como se amavam. Como eu amo John. Quando será que esse amor começou? Eu era criança quando me apaixonei? Ou foi antes de eu nascer? Senti meu corpo querer me arrancar dali, um impulso forte, lutei contra ele. Não teve jeito, desapareci deixando os dois ali, no momento deles. No momento que era meu. Acordei super tonta sem saber onde eu estava... Só me lembro de umas pessoas de branco mexendo em mim, uma moça bonita me perguntava como eu me sentia, eu não tive forças pra responder, meu corpo parecia querer voltar para aquele lugar. Voltar pra tudo que vivi. Voltar pro John.


POV GEORGINE



_Ela ta bem, você viu o que o médico disse, vai passar daqui uns dias. -Foi você não foi? Perguntei



_Que?


_Você, apertou o pescoço dela não foi?

_Ela já estava caída quando eu a encontrei, eu salvei a vida dela! Ouviu o que o medico disse, vocês todos estavam de festa nem sentiram a falta dela... Se eu não tivesse encontrado, você estaria enterrando sua filhinha agora....

_ Ela tava com John, ele não faria isso... -Falei


_Eu vi a caminhonete dele cantando pneu na estrada, por isso fui dar uma olhada, John não é mais o garoto que vimos crescer brincando com o Simon, você não ouve o que andam dizendo sobre ele? Que matou os Baker? Eu não duvido que ele tenha atacado a Mary no milharal aquele dia, Tommy viu e ele o matou, talvez Mary tenha descoberto algo e ele resolveu se livrar dela...

_Está tentando enganar a quem? Somos casados a mais de 30 anos, você passou dos limites, acabou... Não da mais, eu não aguento mais! -Falei sentindo meus olhos arderem.

_ O que? Quer o divorcio agora? E vai vier de que? Ah?

_ Eu dou um jeito, Simon e Mary estão crescidos vão seguir o rumo deles e eu posso trabalhar pra cuidar do Michael.

_Você não vai tirar o Michael de mim, eu não vou permitir, quer ir embora vai.. Mas o Michael fica comigo.

_Não pode fazer isso, eu sou a mãe dele, não vai conseguir tira-lo de mim...

_ Tenta então, sai de casa pra você ver... Mary e Michael são menores de idade, você não tem onde cair morta esqueceu que somos casados em separação de bens? Você sai daquela casa do mesmo jeito que entrou sem nada, nem mesmo seus filhos... -Disse ele com um olhar assustador.

_Robert, não pode fazer isso!

_Eu posso e vou, quer o divorcio vai em frente... Vai viver a sua vida, virar uma vagabunda de rua, você não serve pra nada além disso mesmo, e sabe do que mais? Nem pra isso serve, ta velha, feia, nem sombra do que era quando te conheci. Eu arranjo outra pra por na minha cama rapidinho. -Disse ele acariciando a coxa de Mary empurrando a camisola verde do hospital. _Mais jovem e bonita... -Continuou ele.

_Ela é sua filha, tira a mão dela!

_Minha filha...? hahaha... Claro minha filha... -Disse ele em tom sarcástico.

_Para ela ta escutando, para...

_Pois que escute! Quer saber de uma coisa Mary? -Disse ele puxando o rosto dela fazendo com que ela olhasse pra ele.

_Para Robert! Pelo amor de Deus!

_Quer saber um segredinho sobre sua mãezinha querida? Ah? Ela é uma vagabunda que se enfiou na cama do primeiro imbecil que achou quando tivemos uma briga... Eu dava uma boa vida a ela, era um bom marido, um bom pai, eu a amava e ela abriu as pernas e trocou tudo aquilo por um sorriso bonito e um par de olhos azuis...

_Chega! Para.. Robert você vai se arrepender por isso , para...

__Ai Mary, uns meses depois ela vem e diz que ta grávida, eu sempre quis um bando de menininhos, a aceito de volta, cuido dela, compro coisas pro bebê, levo no médico e ai descubro que o bebê é muito pequeno pra o tempo de gravidez que ela devia estar, mesmo com aquela pulga atrás da orelha eu aceito, fico preocupado com o bebê pequeno demais, ai meses depois nasce uma linda garotinha de olhos azuis... Você não é minha filha Mary, não passa de uma bastarda!

Vi uma lagrima escorrer pelos olhos parados de Mary, mas ela continua apática.

_Não devia ter feito isso, vai se arrepender...

_ Agora Georgine vai se divorcia de mim... Mary ainda nem tem 17 anos, tem meu nome no registro dela, ainda tem mais de 1 ano pra ela ficar de maior, e se continuar desse jeito posso mante-la por muito tempo mais sob a minha guarda, os meus cuidados, tenho certeza que a gente vai se divertir bastante...

_Seu infeliz, seu desgraçado, se tocar num fio de cabelo dela eu...

Eu não estava acreditando no que ouvia, por mais carrasco que Robert fosse com Mary, ele nunca tinha mostrado interesse nela, sempre fiquei preocupada principalmente quando ela começou a ganhar formas de mulher, mas ele nunca havia demonstrado qualquer interesse.

_Eu o que? Vai fazer o que? Você nunca fez nada! Ah Georgine você pode fazer essa cara de boa mãe, mas não fez nada por ela, nada, Sabe porque? Porque no fundo você também não queria que ela existisse.

_Eu amo a minha filha! Eu sempre cuidei dela, sempre a protegi de você, seu monstro!

_Monstro eu? Ela não é nada minha, mesmo assim eu dei meu sobrenome a ela, a sustentei, não deixei que morresse de fome, a vesti, paguei escola, e tudo que uma criança precisa e você? O que fez por ela? Ah? Passava remédios nos machucados? Mandava ela ficar quieta e não contar que o papai batia nela pros outros? Chorava toda vez que ela fugia de casa? Se eu sou um monstro é graças a você, você... -Disse ele com o olhar impregnado de raiva... ele deu um beijo na testa de Mary e saiu do quarto.

Senti meu peito despedaçar, olhei pra Mary ela continuava olhando pra parede. Me aproximei e a abracei.

_Eu te amo filha, me perdoa, me perdoa meu amor...



POV SIMON CHANDLER

_O que ta fazendo? -Perguntou Tess ao me ver carregando a Glock com algumas balas.

_Vou até a casa do John.

_Armado?

_Ele tentou matar a Mary, eu não acreditava mas depois disso não duvido que tenha sido ele a matar os Baker também...

_Acha mesmo que foi ele que fez aquilo a Mary?

_E quem mais? Estávamos todos dentro de casa, ele sumiu depois disso... Fugiu foi ele.

_Ele ama a sua irmã, eu trabalho pra ele toda a semana, se visse o modo como ele fala dela você veria que ele jamais a machucaria.

_E quem você acha que foi? Porque ele saiu as presas? Ah?

_Eu não sei... Mas ela tava com o seu pai...

_Que acha que meu pai tentou atar a própria filha? Você enlouqueceu Tess?

_Simon você é cego ou se finge? Robert não suporta a Mary, vive batendo nela, a insultando, humilhando, deixando ela roxa por nada, você e a sua mãe parece que acham tudo isso normal.

_O pai é mais rígido com ela é o jeito dele...

_Rígido? Rígido era o meu pai que me deixava de joelho no milho, o que seu pai faz com a Mary é tortura. Se apenas ele não gostasse dela era uma coisa, estranho mas fazer o que, mas ele a odeia e gratuitamente. Ela é uma boa menina, estudiosa, nem sai de casa e mesmo assim...

_Tess, chega ta bom! Meu pai não fez isso. Vou falar com o John.

_Deixa esse revolver aqui.

_Eu não vou atirar nele é pra minha segurança, não da mais pra confiar nele! To indo, cuida do Jordan!

Entrei na minha caminhonete e comecei a dirigir até a fazenda Rollins.


POV ROBERT CHANDLER

Eu a mataria antes de dar o divorcio, Georgine era minha e assim seria até o fim de seus dias. Sai do quarto, no corredor a Delegada Jenner já conversava com o médico, eu não gostava daquela mulher, uma vagabunda loura metida a Sherlock Holmes.

_Sr. Chandler, como ta sua filha?

_Vai ficar bem...

_Pode me acompanhar até a delegacia?

_Porque? Não quer falar com a Mary.

_Bem o medico já me alertou que ela não tem condições de dar um depoimento agora e mesmo se tivesse você já teria dado um jeito de assusta-la tanto que ela ficaria de boca calada.

_Não sei o quer dizer com isso.

_O que? Ah Sr Chandler, por favor, não insulte a minha inteligência. Bom eu já sei sobre o envolvimento da sua esposa com o Muller, sei que ela ligou pra ele na noite do crime, e olha só no dia seguinte Mary da entrada no hospital, com quatro meses, quase morta porque caiu do berço, eu sõ não sei que medico imbecil ou muito espertinho doido pra ganhar uma grana extra atesta que um bebê de quatro meses tenta pular do berço. Quer mesmo conversar aqui ou na delegacia?

Segui a mulher até a viatura e ela me levou até a delegacia, eu precisava ficar calmo, ela não tinha nada contra mim , apenas suposições.

_Pode sentar Sr Chandler. Bem e vou te dar a versão do que acho que aconteceu aquela noite. Na semana anterior, Muller te encontrou no bar, ele não bebia, nem jogava, então ele foi la pra encontrar você... Naquela noite ele te disse que a sua caçulinha Mary podia ser filha dele, você devia ter essa desconfiança é um homem inteligente, isso é, Então vocês brigaram, você voltou pra casa, Georgine deve ter dito que a filha era sua, que Muller era louco e tal... E você aceitou mas não conseguia olhar pra aquele e não imaginar a sua esposa nos braços de outro, então você resolveu se livrar dela, pegou a neném...

Naquele momento minha mente se transportou pra aquela noite...

Flashback Robert Chandler

Peguei Mary no berço, ela deu um sorriso ao me ver e tentou segurar os meus dedos. Simon estava na casa dos Rollins, mas era melhor que Georgine não acordasse, bebês pequenos morriam do nada, ninguém desconfiaria, coloquei a minha mão sobre a boca e o nariz da neném, ela começou a se contorcer e a virar a cabeça pros lados tentando respirar.

_Shihhhhhhhhhhh, Já vai acabar... -Falei baixinho e continuei segurando firme.

_Para! Ouvi o grito seguido de um empurrão de Georgine que me fez soltar o rosto do bebê.

_Eu tentei, não dá, vamos acabar com isso Georgine, vamos acabar com isso, continuar com a nossa família..

_Ela também é a nossa família, ela é sua filha, nossa garotinha.

_Para de mentir! , ela não é! Ela é daquele desgraçado, ele vai pedir um exame, vai fazer a minha cara ser arrastada pelas ruas dessa cidade, sujar o nome da minha família, eu não posso permitir isso não posso! -Gritei, Mary chorava e esperneava no meu colo.

_Ela não tem culpa de nada é só um bebê, por favor me dê ela aqui, vamos fazer o exame e acabar de vez com isso, por favor Robert.

_Fazer exame pra que? Pra todo mundo saber que a minha esposa me traiu?

_Estávamos separados...

_ Nunca, entendeu? Nunca vou passar por uma vergonha dessas, isso acaba aqui.

Segurei a neném com uma das mãos e a arremessei contra a parede, com toda a minha força, Georgine tentou ampara-la mas não conseguiu impedir o choque da menina contra a parede e depois no chão, ela correu até o bebe que choramingava baixinho, como um rato agonizante.

_Meu Deus! O que você fez!

_Ela caiu do berço , isso acontece.

_Meu bebê, minha neném... Filha...

\"\"

_Seu monstro! Você vai pra cadeia seu infeliz! Você matou a nossa filha! -Cheguei perto e dei um soco forte no rosto de Georgine, que derrubou o bebê no chão novamente, a arrastei até o quarto.

_Você vai fazer o que eu disser, ou mato você e o Simon também, você já destruiu a nossa família mesmo sua vagabunda!

A tranquei no quarto, ainda pude ouvir os gritos dela enquanto eu pegava Mary desfalecida do chão, eu ia me livrar dela, depois dar queixa de desaparecimento, bebês são sequestrados e somem pra sempre, eu só teria que manter Georgine calada.

Entrei no carro e joguei a criança no banco de traz. Aquela coisinha miúda não era nada, apenas a prova de uma traição nojenta e vergonhosa.

Andei alguns km pela estrada, liguei pra Jack Rollins, ele já sabia o que estava acontecendo la em casa, e disse que me encontraria na estrada, ele era um bom amigo iria me ajudar.

Vi a caminhonete dele se aproximando.


_Robert, que houve brigou com Georgine de novo?



_Dessa vez foi mas que isso, eu não aguento mais, não vou deixar o nome da minha família ser manchado não vou deixar essa cidade rir de mim...



_Ah meu Deus! Você fez alguma coisa com sua esposa.


_Não, ela ta bem. Indiquei o banco de trás do carro.

_Meu Deus! O que você fez? -Disse Jack apavorado, ele abriu a porta de trás da cabine e pegou a neném, que agora tinha um fio de sangue escorrendo pelas narinas.

_Eu não tive escolha, a culpa toda é da Georgine.

_Ela ta viva, vamos leva-la pro hospital vai ficar tudo bem, Robert é um bebê não tem culpa, e além do mais e se ela for sua filha? Georgine falou com a minha esposa, disse que é sua, que vocês ficaram juntos uma vez durante o tempo que estiveram separados ela pode ser sua mesmo..

_Não é, Georgine fez aquilo so me enfiar um filho, já devia ta grávida daquele infeliz!

_Mesmo assim... Olha, eu sei que eu não sou o melhor pai do mundo, que o John e eu brigamos muito mas sabe se a minha esposa chegasse e me dissesse que um dos meus garotos não é meu, eu diria que ela é louca, porque pai é muito mais do que sangue, Robert ela precisa ir pro hospital, não vai aguentar muito tempo... Vamos..

_Não, vou enterrar no milharal é o melhor pra todos até pra ela.

_Desculpa mas não posso deixar você fazer isso, sou seu amigo mas não vou deixar você matar essa criança, eu levo ela pro hospital na cidade vizinha, dou um nome falso, se ela se recuperar mandam pra um abrigo e acabou, mas matar não, nem pensar...

Ouvi um carro se aproximando na estrada, era uma dessas caminhonetes bem caras, ela para a alguns metros do meu carro, Muller desce apontando a arma pra mim...

_Me da minha filha seu desgraçado! Gritou ele empunhando a arma tremulo de tao nervoso.

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_Dê pra ele Jack. -Falo friamente.

_Jack me olha confuso e entrega o bebê nos braços de Eduard, ele olha pra criança a expressão de fúria se transforma em pavor em milésimos de segundo. Ele deixa a arma cair se ajoelha no chão deitando a nenem na terra,

_Meu Deus, não. -Sussurra ele, olhando pra criança verificando o pulso.

_Não, não.. Respira... Respira filha, papai ta aqui.. Respira! -Ele se curva sobre a neném desesperado, parecia ter esquecido da nossa presença ali, e sopra ar através da pequena boca de Mary .

_Vamos, não morra, respira... -Continuava a sussurrar enquanto tentava reanimar o corpo mole de Mary.

Me aproximei e peguei a arma no chão, Muller continuava de costas, soltou um suspiro aliviado ao ver um gemido baixo da criança. Dei um tiro nas suas costas, ele se curvou pra frente sentindo o impacto... Ele se apoiou com os braços usando suas ultimas forças pra não cair sobre a criança.

_Olha bem pra ela, é a ultima coisa que você vai ver... Não se preocupe ela vai viver, vocês não vão se encontrar ela nunca vai ser sua... Nunca...

O dia quase amanhecia dei mais um tiro nas costas, os respingos pegaram no macacão cor de rosa de Mary, que continuava gemendo no chão, Muller fez uma força enorme jogou seu corpo pro lado, ainda me olhou agonizante com a boca cheia de sangue e segurou a mãozinha de Mary.

_Adeus! Dei mais um tiro no seu peito, e ele ficou imóvel com os olhos azuis petrificados. Olhei pros dois, eles tinham os mesmos olhos, apontei a arma pro bebê.

_Eu devia te matar, mas você vai viver, vai viver pra Georgine nunca esquecer o que ela causou.

Jack me olhava paralisado, não devia ter chamado ele, era um fraco.

_Vamos sair daqui, volta pra fazenda faz as coisas que tinha pra fazer, vou levar a Mary pro hospital. -Peguei a neném no chão ela gemeu de dor.

_Meu Deus! Robert...

_Esse é o nosso segredo Jack, se alguém descobrir nos dois estamos ferrados, pense nos seus filhos... Vai agora, vou me livrar da arma e cuidar da neném agora acabou amigo, posso ter minha vida de volta ...

_Sr Chandler? Sr Chandler? Escutou o que eu disse? -Perguntou a delegada.