Mensageiros 2 - Versão Alternativa
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Queria agradecer pelo carinho de todas, principalmente das fiéis Andressa, NyahTWD, We Love To Norman, Liv Stone e Fernanda Dixon, vocês são demais!
Estou sentindo falta da linda da Mell Moore, ela sumiu =(
Espero que gostem desse capitulo!
Beijinhos da Su!
Semanas depois...
POV JOHN
Já faz tempo que eu não fico com a Mary, quando nos vemos é rapidamente, eu sinto muita falta dela, não quero ir até a casa dela arrumar outra encrenca por enquanto, o pai dela já havia recebido alta do hospital, mas era bom esperar um pouco pra conversar de novo com ele.
A colheita já estava quase na metade, consegui pagar as dívidas da fazenda e o restante do dinheiro seria o lucro e a reserva pros gastos da próxima plantação. Vincent me ajudava muito apesar de ser um pouco doido. Lembrei que meus equipamentos de trabalho ficaram todos no meu apartamento em Los Angeles, já que decidi ficar aqui pela Mary, preciso recomeçar minha vida, vou montar um estúdio no centro e ganhar um dinheiro extra, fazendo o que eu gosto.
Tess estava fazendo a faxina habitual, ela sempre me falava que Mary sentia saudades, mandava recados dela, ela era a unica que apoiava nosso relacionamento... Lembrei que na outra semana ela comentou que Chandler ia viajar pra vender o gado e ficaria dois dias fora, fiquei pensando....
Bem que eu poderia levar Mary comigo pra Los Angeles, passaríamos o dia lá e a noite eu traria ela de volta, Chandler nem saberia. Olhei pra Tess que lavava louça, bem que ela podia me ajudar nessa loucura, eu estava disposto a correr o risco.
_Tess, deixa te fazer uma pergunta?
_Claro John.
_O que você faria... se você amasse uma pessoa e não pudesse vê-la, porque os pais dela não permitem, você respeita isso, mas sente tanta saudade dela que fica disposto a fazer uma loucura?
_Ihhhh John, desenrola vai, o que você e Mary tão tramando?? -Ela fala rindo da minha cara, me senti um bobo apaixonado.
_Quero que me ajude a levar ela pra Los Angeles comigo, vai ser um dia só!
_Você é doido John?
_Tess, eu não vejo ela desde que seu sogro bateu o carro, sinto muita falta dela, você é a pessoa perfeita pra ajudar porque eu sei que seus pais não aceitaram Simon de primeira, você passou por isso também. -Falei tentando convencê-la.
_Ai meu Deus, se ela não fosse tão louca por você e você por ela eu não ajudaria, mas tudo bem eu ajudo mas tomem cuidado se isso chegar aos ouvidos do Chandler, vai preparando seu funeral. Disse ela.
Sorrio pra Tess, até que foi fácil.
POV TESS
Simon chega em casa e conversamos sobre Jhon e Mary, ele parece gostar de ideia da irmã com o amigo, mas não opina porque conhece bem o pai que tem, eu vejo como eles se gostam, é tão difícil amar uma pessoa e não poder ficar com ela, eu passei por isso um pouco e sofri, e olha que eu e Simon temos a mesma idade, imagino como a pobre Mary se sente, sem apoio de ninguém. Vou ajuda-los, preciso levar Mary pra sair comigo, Georgine deixaria numa boa, Robert ficaria dois dias fora, dá pra escapar.
Invento uma historia para dona Georgine que acredita facilmente, Mary e eu iriamos trabalhar juntas na casa de uma amiga minha na outra cidade, chegaríamos tarde. Seria uma ótima desculpa pra eu ir ver Kate, minha amiga de infância, e não seria uma mentira completa porque eu estaria realmente na casa da minha amiga na outra cidade!
Estávamos no ponto de ônibus era bem cedinho, Mary fica surpresa quando ele aparece, ela desconfiou quando mandei ela ficar bem linda, mas acho que não imaginava que era linda pro John, rapidamente entramos no carro, Mary deu mil beijinhos no rosto e na boca dele, eu e Jhon riamos da cara de feliz dela, ele dirige pra cidade vizinha e me deixa na casa de Kate, eu observo eles irem embora. Eu ainda acho que eles vão se casar e ser felizes assim como eu e Simon. A pobrezinha merece isso.
POV JHON
_ Onde vamos? -Ela pergunta sorrindo, estava linda, parecia mais madura, fazia umas semanas que não nos víamos.
_ Vou sequestrar você, e não vai ter pedido de resgate, sem chances!
Rimos juntos. Eu bem que queria sequestrar Mary.
_Eu senti tanto sua falta, você não imagina. -Ela agarra meu pescoço enquanto esperávamos o farol abrir.
_E você acha que eu não? Me segurei pra não ir até sua casa te arrancar de lá. -Beijo ela calmamente, o farol abre, seguimos pra Los Angeles, ela estava curiosa pra saber onde iríamos.
Viajamos conversando sobre vários assuntos, ela falava bastante, eu amava ouvir a voz dela.
_ ...Ai eu fiquei com muita raiva desse filme, no final ele fica com a amiga dela, só porque é toda atirada e gostosona, não gostei disso, a namorada dele era muito linda e boazinha.... -Mary falou indignada, pensei em uma maneira de deixar ela irritada.
_Eu no lugar dele ficava com ela e com a amiga dela. -Falo rindo, Mary fecha a cara na hora.
_Safado! -Ela me dá um tapa no braço, fica linda brava.
_Ai ai, que violência. -Seguro a risada pra tentar parecer sério, não seguro muito tempo, ela parecia querer rir.
_É brincadeira princesa, e pode rir vai, eu sei que você tá segurando. Rimos juntos e voltamos a conversar.
Chegamos, Mary ficou surpresa ao ver meu apartamento, ela me ajudou a abrir as janelas, já tinha uns meses que tudo estava fechado, demos uma arrumada em tudo, guardei o que tinha que levar no carro e fomos almoçar no restaurante dos meus amigos, companheiros de garrafa como eu os chamava.
_Olha só, quem é vivo sempre aparece! -Bob me abraça, ele é um grande amigo, me ajudou bastante quando morei aqui, sempre me arrumava trabalho temporário.
_Eaí meu amigo, quanto tempo! Essa é minha namorada Mary, Mary, esse é o Bob.
_Eu ouvi direito???? Namorada??? Pessoal, olhem só, o John tá aqui e o melhor, tá encoleirado!!! -Ele grita.
_Desculpe querida, mas é engraçado ver ele com você, John nunca se apaixonou por ninguém.
Fico totalmente sem graça, ela não precisava saber disso droga! Os caras saem correndo de trás do balcão e me abraçam bagunçando meu cabelo, zoando e me dando socos, outros já me traziam até bebida. Olho pra Mary, ela ria da situação. Depois de várias risadas e conversa, eles vão embora, Bob traz a comida, eu e Mary almoçamos em paz.
_Pensei que só eu nunca tinha me apaixonado na vida. -Ela me provoca enquanto pegava meu copo de cerveja.
_Que é isso moça? -Tomo o copo da mão dela- E não se esqueça que eu sou bem experiente.
_Me deixa experimentar? -Ela me lança um olhar de pidona, o que ela não me pede que eu não faça? Dou o copo pra ela, ela iria odiar mesmo...
_Isso é bom! -Pra minha surpresa ela gostou.
_Você é muito criança pra beber.
POV MARY
Pensei em dar uma resposta pro Jhon, quando estamos só nós dois eu não sou nada criança! Mas deixa pra lá, vai que ele concorda, eu tenho muito medo de pensar em sexo, mamãe diz que a primeira vez dói, sangra e que é horrível, eu amo muito o John, mas ainda não estou pronta pra isso, apesar de parecer que vou ter um ataque cardíaco toda vez que ele chega perto.
Fomos pro apartamento dele, ficamos deitados vendo televisão enrolados no cobertor, nos beijávamos de vez em quando, ele parecia que estava tendo cuidado comigo, não foi tão afobado como no dia que deitamos na cama dele, seus beijos eram quentes mas as mãos dele se comportaram desta vez, estava frio, nossas pernas estavam entrelaçadas e ficamos bem grudadinhos por umas horas. Ele fazia carinho no meu cabelo e nas minhas costas, quando eu falava algo ele tinha os olhos atentos nos meus. Como sempre foi sozinho? Bonito, com uns olhos que mais pareciam o céu, um sorriso de matar e atencioso, devia chover mulher atrás dele, isso me deixava insegura, mas eu tento não pensar nisso. Ele diz pra por a blusa pra sairmos, iríamos dar um passeio.
POV JHON
O corpo de Mary tão perto do meu estava me deixando louco, até o fato dela me olhar bem nos olhos me seduzia, já fazia muito tempo que eu não tinha mulher nenhuma, Mary é muito novinha e eu respeito muito ela, seria uma grosseria minha ficar me aproveitando, naquele dia no meu quarto eu passei dos limites, não quero ser um sem vergonha pois ela era pura e delicada, tive que chama-la pra sair pra tirar esses pensamentos pervertidos da cabeça, preciso me comportar.
Levei ela para um lago enorme que tinha a alguns quilômetros dali.
Demos um passeio de barco, ela falava sobre a escola, da tensão de estar chegando perto das provas, logo chega a formatura, e ela vai tentar a faculdade, ás vezes nos beijávamos, era muito bom estar com ela, rimos muito quando contei que o Bummer correu atrás de uma galinha, eu amo aquela risada dela. Começou a chover, ainda faltava muito pra voltarmos então encostei o barco e corremos pro carro que estava estacionado ali perto.
_ Eu já disse que adoro ver você assim ensopada? Digo rindo e lembrando do dia em que a bomba de irrigação molhou ela.
_ Você está rindo de uma mulher toda molhada senhor Rollins? Desde quando isso é engraçado? -Ela fala com uma cara sexy.
Não pude resistir, puxei ela pro meu colo e a beijei profundamente passeando as mãos pelo corpo dela, eu devo estar perdendo o pouco do juízo que me resta.
POV MARY
Meu Deus, eu amo esse homem. Ele lentamente desce as mãos para meu quadril, por dentro sinto meu estômago afundar, o ar falta, mas não quero parar. Ele percorre as mãos pelas minhas pernas e barriga e eu passo a mão em seu peito e braços. Sua boca desce pro meu pescoço, sinto sua língua quente, fico arrepiada. Me entrego a todas as sensações, o tempo para nesse momento, só existe eu e ele no mundo, nada mais importa agora, a chuva caia lá fora, o barulho era alto. Suas mãos hábeis sobem para os meus seios na sintonia de sua boca que desce cada vez mais pelo meu pescoço, ele beija a parte do decote, desabotoando devagar minha blusinha, ele sussura no meu ouvido um "você é linda" e me deixa só de sutiã. Ele para e me encara, eu tinha esquecido das malditas marcas que meu pai deixou com a surra, até então eu usava só blusinha fechada pra esconder.
_Mas o que é isso? -Ele diz já nervoso e me virando, tentando ver minhas costas.
_ John, calma...
_ O que é isso Mary? Foi o seu pai não foi? Porque não me falou nada ele não pode fazer isso com você!
Fico de cabeça baixa. _Não contei porque você ia ficar mais bravo John, e já passou sabe, tá tudo bem....
_Tá tudo bem nada, você não nasceu pra isso, eu não aceito mulher minha sendo agredida, olha pra você, toda roxa e cheia de marcas, Mary, você tem que me contar, você disse que confiava em mim. -Ele está muito irritado.
_ John por favor, não faça nada, a poeira já abaixou, se você brigar com meu pai de novo as coisas vão piorar mais ainda, já tá difícil pra gente se ver, ele vai me prender dentro de casa de vez. Ele só tava muito irritado ele não vai fazer de novo.
_Não vai mesmo, eu te tiro de lá nem que seja arrastada.
_Ta doido? O meu pai te mata, ta tudo bem, não diz nada, não faz nada, eu conheço o meu pai e você for reclamar as coisas vão piorar e falta pouco pra formatura, ele deixou eu ir pra faculdade mas se ele mudar de ideia vou ter ficar mais uma ano naquela casa e ai não vou conseguir entrar pra faculdade nenhuma. Por favor John.
_Ta bem. Mas se ele levantar a mão pra você de novo eu não vou ficar quieto. Disse ele me olhando serio.
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