Notas iniciais
Bom gente, minha primeira fic que nao eh sobre TWD,escrita com a ajuda da Sujhonny mas segue o genero Romance e Terror espero que gostem! Bjus da Luh!

POV JOHN

Fui acordado pelo som estridente do telefone no meio da noite, levantei rapidamente pra qualquer pessoa um telefonema no meio da madrugada seria sinal de alguma desgraça, mas pra mim era só o trabalho me chamando a vida de freelancer não era fácil, mas dava pra tirar uma grana extra no fim do mês, não que eu precisasse mas era divertido fugir um pouco da rotina.
_Fala Luther qual é a boa? Perguntei ao atender o telefone.
_Senhor John Rollins? Disse uma voz feminina.
_Sim é ele, algum problema?
_Bom meu nome é Jeane Barcks, sou assistente social do hospital Hendersen queria falar sobre o seu pai... Disse a mulher pausando as palavras.
_Ele está doente? Sofreu um acidente? Perguntei já um pouco nervoso. Fazia anos que eu não via meu pai, a ultima vez que nos falamos foi por exatos 5 minutos no telefone durante o natal passado, como sempre brigamos e ele bateu o telefone na minha cara.
_Lamento informar John, mas o seu pai faleceu assim que chegou ao hospital, aparentemente ele sofreu um acidente com a colheitadeira eu sinto muito.
Senti um arrepio frio percorrer meu corpo e depois meu coração apertar e acelerar como se quisesse sair pela minha garganta, meus olhos queimavam. Aquilo era verdade? Meu pai estava morto? Morto?
_Senhor John? O senhor está ai?
_Sim eu estou, quando foi isso?
_Hoje no inicio da noite, demoramos pra te contatar, pois ninguém tinha seu telefone, um vizinho entrou na casa e o encontrou em uma agenda, meus pêsames, sei que é um momento difícil, mas como você é o único parente precisamos que venha aqui e tome as providencias para o sepultamento.
_Eu devo chegar ai amanha de manha.
_Meus pêsames. Disse a mulher.
_Obrigado.
Desliguei o telefone ainda sem assimilar muito bem a notícia, me vesti peguei algumas roupas e coloquei numa mochila nas costas e fechei a porta do apartamento.

POV Mary

_Michael o que ta fazendo ai? Perguntei ao meu irmão que olhava curioso a colheitadeira ensanguentada.
_Olha Mary quanto sangue. Disse ele impressionado.
_Não toca nisso, não vê que a policia interditou? Deixa suas digitais ai e você vai preso. E você devia estar em casa, estou a horas te procurando feito doida! Vamos pra casa agora!
_Olha tem um carro vindo.
_ Vamos sair antes que nos vejam quantas vezes o papai já te disse pra não vir nas fazendas dos vizinhos sem autorização em? Falei irritada.
Ouvimos o som de buzinas.
_Acho que nos viram, melhor ficarmos se não vão pensar que a gente deve alguma coisa. Disse Michael.
O conversível estacionou na nossa frente e desceu um cara com feições que me lembravam alguém, um rosto distante perdido no passado, muito bem vestido e usando óculos escuros.
_Bom dia.
_Bom dia, olha se você é policial a gente não estava fazendo nada errado meu irmãozinho é muito curioso e eu só vim aqui busca-lo.
_Tudo bem eu não sou policial, sou o John o filho do senhor Rollins.
_John claro, lembra de mim sou Mary Chandler. Bom talvez não lembre de mim, mas deve lembrar do meu irmão mais velho Simon, vocês eram amigos.
_Simon claro, eu lembro de você, nossa você ta.. crescida.
_Sinto muito por seu pai, ainda moramos na fazenda ao lado se precisar de algo, bem eu tenho que ir levar esse garoto pra casa.
_Querem uma carona? Eu só vim pegar um terno pra levar pra funerária.
_ Uma carona, claro nesse carrão! Disse Michael entusiasmado.
_Michael! Repreendi dando um beliscão.
_Não me belisca ou eu conto pra mamãe.
_Eu não te belisquei, falei sentindo um pouco de vergonha.
John riu e balançou a cabeça, certamente estava me achando uma criança por discutir com um garoto de oito anos. Ele começou a andar em direção a casa e vasculhou na guarnição da janela uma chave.
_Velhos hábitos nunca mudam, disse ele pegando a chave abrindo a porta.
ele ficou observando a casa por alguns instantes antes de entrar, Michael queria entrar junto, mas eu o segurei.
_Fica aqui, o pai dele acabou de morrer e ele não vem aqui a anos melhor deixarmos ele sozinho e irmos embora. Peguei Michael pela mão e adentrei a plantação verde de milho indo em direção a nossa fazenda.

POV JOHN

Entrar na casa foi como visitar o passado, tudo continuava completamente igual, a mobília de madeira lustrosa, o papel de parede florido, a velha poltrona onde o pai fumava seu charuto sempre que voltava da plantação. Nas paredes alguns retratos de família, mamãe, papai, Timothy, eu, o único ainda remanescente da família Rollins. Eu tinha tentado me manter firme, mas ver todas aquelas coisas fez com que eu me entregasse a um pranto dolorido, peguei a foto e abracei junto ao meu peito. Ironia do destino talvez? Eu sempre fui o único a querer mais do que viver da terra, a ovelha negra da família como meu pai dizia agora era o herdeiro da fazenda, o que eu faria com ela? Nunca fui um bom agricultor, vender e voltar pra Los Angeles talvez fosse a decisão mais acertada, mas eu cresci nesse lugar e meus pais lutaram tanto pra mante-la, trabalharam duro, suaram pra pagar as contas e agora eu venderia como se isso não significasse nada?
Subi ao segundo andar entrei no quarto do meu pai, ainda estava do jeito que eu lembrava, abri o armário e peguei um paletó cinza ainda sem tirar a etiqueta, escolhi um dos sapatos, uma gravata e uma camisa. Andei pelo corredor e abri a porta do que um dia foi meu quarto, continuava igual, as bandeiras de times de beisebol pelas paredes, alguns troféus de campeonatos e um pôster de uma mulher seminua atrás da porta. Um eu de dez anos atrás, um garoto de dezenove anos que achava que sabia o que queria da vida.

Vi um barulho nas escadas e fui até o corredor não vi nada, desci as escadas e caminhei até o lado de fora, a jovem Mary e o irmão não estavam mais ali, certamente cansaram de me esperar e foram embora andando. Entrei no carro e joguei a sacola com as roupas no banco de trás e dirigi até a funerária.
_Aqui estão as roupas. Falei entregando a sacola a Sra Murdov, esposa do dono da única funerária da cidade.
_Seu pai era um bom homem John a cidade toda esta de luto, as mulheres estão preparando alguns aperitivos pra servir no velório, bem o caixão vai ter que ficar fechado ele ficou bem machucado. Disse ela com a voz baixa e serena.
_Claro, eu não entendo como isso foi acontecer ele sempre foi tão cuidadoso, não trocava uma lâmpada sem desligar a energia como ele foi tentar destravar a colheitadeira com as mãos e porque ele ia fazer isso estava longe da plantação. Falei, aquela historia parecia muito mal contada.
_Seu pai estava estranho nas ultimas semanas, sempre calado e bebendo bastante John, bem eu vou preparar o corpo. Dê uma volta pela cidade, reveja os velhos amigos vai te fazer bem.

Duas horas depois eu tomei um banho coloquei um terno e fui ate a funerária, que estava lotada de velhos conhecidos que vieram me cumprimentar e confortar, alguns minutos depois vi a família Chandler entrar e vir na minha direção.
_Meus sentimentos, disse Robert me estendendo a mão.
_Sinto muito por seu pai. Disse Simon.
_Obrigado, e bom ver vocês.
_Minha esposa Geogine preparou alguns quitutes foi com a Sra Murdov pra ajudar a servir, lembra da Mary? Ah este e meu caçula Michael ele nasceu depois que você já tinha partido.
_Não quiseram esperar a carona? Perguntei olhando pros dois.
_Carona? Perguntou Robert levantando a sobrancelha.
_Não olha pra mim foi o Michael que foi a fazenda dos Rollins e eu tive que ir atrás dele. Disse a garota que agora parecia um pouco mais velha do que pela manha, com os cabelos soltos sobre os ombros que emolduravam um rosto bonito e delicado.
Fomos ate o cemitério o sacerdote fez um longo discurso sobre vida após a morte e o paraíso pra aqueles que o mereciam. Depois meu pai foi sepultado ao lado da minha mãe e de meu irmão que já haviam partido há muitos anos.
Fiquei um bom tempo debruçado sobre as lapides depois que todos foram embora, chorando feito um menino um órfão sozinho e sem a menor idéia do que faria, por mais que meu pai e eu mal nos falássemos de alguma forma eu sabia que ele estava la, e assim que eu pudesse engolir o meu orgulho eu poderia voltar pra casa, agora eu não tinha nem isso.
Levantei com um pouco de dificuldade e dirigi ate a fazenda, subi na varanda e fiquei observando a plantação tentando decidir o que eu faria com aquelas terras.

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