Meninos de Elite

5 Os Prodígios Entram em Ação!


Notas iniciais
As sequencias de lutas e movimentos de cada um! Muita ação está nesse capítulo! Veja o que aconteceu na primeira batalha dos prodígios!!!
Músicas para escutar enquanto lê: "Spitfire" - The Prodigy & "End of the World" - Kerli

Quando os robôs se aproximaram, Nick grita:

– Fogo!

Isaac e Nick começaram a disparar sem parar, aniquilando todos os trinta robôs. Os robôs nem tinham chance de atirar. Caiam como uma fileira de dominó. E em cada bala atingida, eram várias faíscas que saiam de dentro dos robôs, como se fossem sangue humano. A cada robô japonês atingido e abatido, era um som estranho saindo, que era como um ruído, que era como se fosse os robôs sentindo a dor de um tiro. Nenhum dos prodígios se mexeu. Não deram nenhum tiro...

– Só isso? Poxa! Phill fez um bom trabalho... – disse Marcos.

E, nesse exato momento, apareceram dois grandes helicópteros, que descarregou mais 60 robôs japoneses.

– “Eu e minha boca grande...” – pensou Marcos, com uma cara de desanimo. Isaac e Nick voltam a atirar, mas as munições acabaram, e sobraram ainda uns 20 robôs!

– Agora é com vocês! – gritou Isaac. Martin, que estava segurando duas M4, deu para os dois que correram em direção dela. E mais dois helicópteros apareceram trazendo, cada um, 10 robôs! Assim que o exército estava formado, Kellan grita:

– Fogo!Como estavam escondidos no prédio, Vírus e o Capitão Glock escutavam apenas os tiros! Era como se estivessem estourando milho de pipoca numa noite de réveillon. Os robôs tinham mira muito ruim para a incrível e veloz agilidade dos prodígios e seus tutores. E eram socos, chutes e tiros por toda parte! Marcos e o robô mecha aniquilaram sozinhos 60 robôs! Entre tiros e velozes golpes de boxe, Nick e Isaac pegaram juntos 10 robôs. Gabriel pegou pelo menos 10 com a katana. Multilava todos sem dó nenhuma. Apenas com muita fúria. E Marcelo pegou os 10 restantes. Teve um momento em que um robô japonês conseguiu ir em direção de Marcelo, mas assim que o robô foi agarrar ele, ele fez um Buterfly Twist, fazendo o robô passar sem encostar nenhum dedo nele. Assim que o robô percebeu que não pegou nada, Martin atirou uma faca na cabeça dele, que não adiantou muito, mas com alguns tiros, Marcelo estourou a cabeça do robô e devolveu a faca. Porém, mais dois helicópteros chegaram, e já iam colocar mais 60 robôs. Então, o robô mecha Punch começou a agir, que eliminou todos. Porém, novamente, mais helicópteros vinham e desembarcavam mais robôs. Marcos, assim que olhou a situação, disse pelo monitor do robô mecha para o prédio onde os outros agentes, o Capitão Glock e Vírus estavam escondidos:

– Capitão! Aqui é o Falcão falando diretamente do Punch!

– Vírus para Falcão! Como está a situação?!

– Olha, tirando o fato que a gente tem apenas 50% de vencer essa batalha, e que bem em breve, eles podem ganhar e ferrar com tudo aqui... Está tudo beleza!

– Glock para Falcão! O que a gente pode fazer pra ajudar? – perguntou o Capitão Glock.

– Precisamos de agentes! Que tal? – disse Marcos, num tom sarcasticamente grosseiro.

– Falcão, se acalme! Três agentes já estão indo agora! – disse o Capitão Glock.

– Então eles precisam ser bem rápidos, porque tá foda aqui! Falcão desligando! – gritou Marcos.

– Yin, Yang e Camaleão. Vocês vão! – disse o Capitão Glock.Os ataques do robô mecha de Marcos facilitava, já que os exércitos de robôs japoneses aumentaram com a chegada de mais helicópteros japoneses. Kellan percebeu que, para que aquilo ficasse mais fácil, o robô mecha Punch não deveria pegar os robôs japoneses, mas os helicópteros que viam para a Harpia Secreta. Então Kellan chamou Marcos pelo comunicador e disse:

– Raposa chamando Falcão!

– Falcão na escuta, mas ele está meio ocupado. Então a Raposa vai ter que ser bem rápida! – disse sarcasticamente Marcos.

– Você e o Punch não devem ficar aqui! Vocês dois devem ir para céu e explodir os helicópteros que vierem! Entendeu?

Marcos pensa no plano e diz:

– Beleza! E vem ajuda a caminho!Kellan olha Nick, Isaac e os outros prodígios no campo de batalha. A situação não estava nada boa. Alguns levavam socos dos robôs. Gabriel, quando foi cortar um robô, foi segurado por outro, que o desarmou e com um soco, o colocou no chão. Na mesma hora, Kellan apontou em direção ao robô que ia dar um tiro em Gabriel e estourou a cabeça dele, e Gabriel, depois de uma cambalhota, pega a katana e parte o outro robô ao meio.

– Que essa ajuda chegue bem rápida! – disse Kellan.

Marcos então, quando ficou cercado de robôs que começaram a dar tiros no robô Punch, ele acionou os jatos e, assim como um tiro de pistola, foi direto no céu. Os “Meninos de Elite” estavam então cercados pelos robôs, que não se mexiam. Apenas esperavam o ataque deles. O grupo recarregou suas armas e ficaram um de costas para o outro. Eram no máximo 110 robôs japoneses cercando o grupo. Assim que o primeiro avião chegou, Marcos, antes de começar a disparar freneticamente, disse:

– Sayonara, deki sokonai!

E, quando o avião se aproximou, Marcos atirou e no mesmo instante, o avião explodiu! E mais três aviões estavam a caminho, e ele destruiu os três. Depois de destruídos, os aviões iam direto para a floresta que cercava a base aérea. Cada explosão era como fogos de artifício. Enquanto isso, no mesmo instante que o avião foi explodido, o tiroteio na Harpia Secreta começou. Os robôs atiravam, mas nunca acertavam nenhum dos integrantes. As balas até passavam perto, mas nunca atingia o alvo. O grupo atirava num movimento rotativo. Nunca ficando parados. Sempre atirando. E a rotação, de vez em quando, mudava. Da direita para esquerda mudava para a esquerda pra direita. O grupo estava concentrado nos robôs, que sempre caiam e soltava aquele barulho estranho. Então, de repente, um robô foi atingido por uma bala que veio de fora. Não foi ninguém do grupo, o que fez eles pararem de atirar, porque até os robôs pararam de atirar, para ver de onde veio aquele tiro. E lá estava uma figura humana no telhado do armazém das bombas. Estava usando uma HK 417. Usava uma touca preta, óculos escuros e usava a mesma roupa que o grupo tinha. E entre os robôs de repente, surgem os mesmos agentes ruivos que ajudaram Kellan e os outros prodígios. Chegaram lutando e atirando nos robôs, que avançavam neles, mas logo eram mortos por tiros de pistola. A moça tinha uma Desert Eagle Gold e ele uma Glock. Os robôs, de repente, largam suas pistolas, e ficam em posição de ataque. E quando o grupo e os robôs foram se enfrentar, era como se tudo ficasse em câmera lenta, de tão velozes que eles eram correndo, lutando e atirando. Kellan pegou os cinco primeiros robôs com tiros e uns socos. Um sexto robô agarrou ele por trás, mas Martin acertou uma faca bem na cabeça do robô, que enfraquecido soltou Kellan, que com um soco, jogou a cabeça para bem longe. Depois, foram mais quatro robôs aniquilados por tiros. De repente, Kellan leva um soco surpresa de um robô, tão forte que faz Kellan desmaiar. Assim que olha Kellan desmaiado e o robô apontando a pistola para a cabeça dele prestes a disparar, Matt corre e, em um abrir e fechar de olhos chega perto do robô e dá um chute parafuso na cabeça do robô que estourou. Matt pega sua metralhadora e começa a atirar em vários robôs, com raiva do que aconteceu com Kellan. Sem que os outros prodígios percebessem, um robô quase conseguiu chegar perto do armazém das bombas. Mas Lucas percebe e dá um tiro certeiro na cabeça do robô. Martin com seu machado, cortava cabeças, braços e pernas. Mas apenas os decapitados eram desligados, porque os sem braços ou pernas ainda eram uma ameaça, então Jolie dava tiro nesses que ainda estavam ativos. Mas era perdoável o fato de Martin conseguir matar poucos, porque eles eram bem habilidosos. E depois, os outros estavam com armas de fogo, pegavam a maior parte.

Quando mais nenhum avião ou helicóptero veio, Marcos olhou para baixo e foi descendo e atirando, em direção dos robôs. Quase se esquece de voltar a pilotar normalmente e já ia dar de cara com o chão e explodir tudo, e voltou para o céu, para garantir que mais nenhum avião ou helicóptero viesse. Mas ainda havia robôs na base. Marcelo corria mais rápido que um guepardo. Passava entre eles sem que suas vítimas percebessem. Um dos tentou pegar pelas pernas dele, mas ele desviou dando uma Andorinha, e assim que se viu no chão, atirou no robô. Matt, aproveitando que nenhum robô estava por perto, pegou Kellan e foi em direção do dormitório deles. De repente, um robô segura Matt e arremessa. Matt não se machucou e Kellan acordou no mesmo instante que caiu no chão. Ele ainda estava tonto. Matt foi em direção do robô, mas logo levou dois socos e um chute que o jogou em direção do dormitório. Matt conseguiu fazer um amassado na parede. E assim como Kellan, desmaiou. Kellan olhou Matt desmaiado assustado. Ele estava sem arma alguma. E não tinha armas próximas. O que seria de Kellan naquele momento?

Quando o robô correu em direção de Kellan, este fecha os olhos, aceitando seu destino. Esperando a morte. Mas tendo em mente que fez o seu máximo. O lenço começa a balançar, como se estivesse dentro de um tornado. E bem em frente de Kellan, cai algo muito pesado, que fez com que Kellan se desequilibrasse e caísse para trás. Quando Kellan abriu os olhos, viu o robô em pedaços sobre os pés do robô mecha. Todos os robôs já tinham sido exterminados. Aquela batalha já tinha acabado e a Harpia Secreta ganhou contra o Japão. Todos estavam cansados, suados e um pouco machucados. Mas cada gota de suor, cada gota de sangue derramado, cada ferida, arranhão e hematoma valeram a pena. Matt acorda e logo se levanta elétrico, procurando o perigo com uma cara de assustado. Quando viu o robô japonês esmagado pelo robô mecha Punch, ele logo abre um sorriso de alegria e ao ver eu tudo acabou, começa a dar pulos de alegria.

– De nada, Kellan... – disse Marcos assim que saiu do interior de Punch. Sem escadas, Marcos pula do robô mecha e aterrissa sem dificuldades, como um gato. Kellan ri de Marcos e diz:

– Obrigado, cara! O que seriamos sem você?

– Sabe que nem eu sei...? – responde Marcos, abraçando Kellan. Matt vai até eles e diz:

– Cara, esse é sem dúvida nenhuma o melhor dia da minha vida! Foi incrível o que aconteceu aqui! – disse Matt, assim que se aproximou de Kellan e Marcos. Ele estava com vários arranhões e machucados leves.

– Nossa, cara! Você está bem? – perguntou Marcos espantado.

– Eu vou ficar bem assim que eu ir para a enfermaria... – disse Matt tranquilamente. Os três riram. Logo todos os agentes foram saindo do prédio aplaudindo os agentes pelo desempenho. Kellan se sentia como se estivesse em um show e ele fosse um cantor de sucesso. Claro que não era apenas ele. Todos os outros se sentiam orgulhosos em defender a base aérea.

– Bom trabalho, agentes. Treinaram eles muito bem... – disse Lucas.

– Obrigado... E cadê o Camaleão? – perguntou Isaac.

– Lá em cima. No telhado onde estão as bombas... – disse Jolie. O rapaz chamado Camaleão já estava indo em direção do grupo. Ele tinha pele branca, cabelos castanhos bem claros e olhos verdes claros, mas sutis.

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– Mira quien finalmente apareció! Guillermo, mi querido amigo! – disse Isaac, que de repente começou a falar espanhol.

– Usted habla como si estuviera haciendo cuatro siglos que no te veo! – diz Guillermo. Sem entender nada, Gabriel pergunta:

– Por acaso eu perdi alguma coisa?

– Prodígios, esse é Guillermo Franco. Conhecido como Camaleão. Ele nasceu na Espanha e é um dos melhores agentes da Harpia Secreta. Ele não fez parte da primeira “Meninos de Elite”, mas sempre foi um agente muito precioso. Ele é um atirador, hacker e espião. Como ele sempre foi um mestre nos disfarces, chamamos ele de Camaleão! – disse Isaac.

– E vocês com certeza são a nova geração... Isaac e Nick treinaram muito bem vocês. Fizeram jus ao nome do grupo... – disse Guillermo, falando a língua normal dos prodígios. Mas não pode deixar escapar o seu sotaque espanhol.

– Como nós fomos? – perguntou Marcelo.

– Muy bueno. E eu estou aqui para qualquer situação que precisarem... E falando nisso, cadê os aviões e helicópteros da base? – disse Guillermo.

– Foram tentar explodir os aviões e helicópteros que estavam trazendo os robôs. Espero que eles estejam bem, porque algo me diz que esse ataque foi só o primeiro... – disse Nick.

– Pessoal! Vejam! Lá no céu! – gritou Marcelo.

A Harpia Secreta tinha 24 helicópteros e aviões, mas só voltaram 12 de cada. Por sorte, entre esses sortudos, estavam Phillip e Marie. Eles estavam com uma “cara de velório”.

– Eu já sei a resposta, mas mesmo assim vou perguntar... Cadê os outros?

– Morreram... Eram muitos. E eles podiam revidar. Alguns robôs se jogavam em nós e atiravam nos pilotos... Mas nós vencemos, certo? – disse Phillip.

– Olhe em volta... – disse Jolie. Eram partes de robôs em tudo quanto era lugar. Phillip e Marie olhavam espantados e felizes ao mesmo tempo para o resultado da épica batalha entre os meninos de elite e os robôs japoneses.

– C'est incroyable! Bon travail, les gars! – disse Marie.

– Marie, fala a nossa língua, por favor! Não entendemos francês... – disse Phillip, um pouco constrangido.

– Désolé... Às vezes eu esqueço que estou nos Estados Unidos. Eu disse que vocês fizeram um bom trabalho. – disse Marie, falando com sotaque francês.

– Bem, eu gosto quando você fala francês... – disse Isaac. Marie fica corada e abre um sorriso bem discreto. Isaac estava disposto a conquistar o coração de Marie.

– Então... O que vamos fazer amanhã?

– Bem... – disse o Capitão Glock quando chegou até eles. – Eu estava pensando que depois que limparem essa bagunça, poderíamos fazer uma festa, comemorando a nossa vitória. O que acham?

– Feito! – disse Kellan.

Notas finais
Em breve, o capítulo 6!!!