Menino dos cabelos de prata

Que foge de casa sem avisar ninguém

E sozinho decide encarar o mundo,

Mas mal sabe lutar, não sabe usar nen.

Menino dos cabelos de prata

Que foge de casa quando lhe convém

Para escapar dos sombrios muros

E ver com seus olhos o que há mais além.

Menino dos cabelos de prata

Que foge de casa porque quer ser alguém.

Mas o destino muda em um simples segundo.

Que sabe fazer? Quanta garra ele tem?

Menino dos cabelos de prata

Que foge de casa mostrando desdém,

Como é arrogante e de si tão seguro!

Não percebe que os outros desdenham também?

Não vê que a maldade, o rancor e o perjúrio

São os deuses que a tua riqueza provêm?

Então, volta para casa com teus cabelos de prata,

Teus olhos tão negros e tua alma ceifada.

Volta com teu passo macio e teu sorriso obscuro,

Com tuas garras afiadas e tua voz de veludo.

Volta, que a bondade do mundo não vale nada.

Volta, antes que ela reja do teu assassino futuro

O réquiem.

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