Menino Bonito
1 Capítulo 1 Estou tão fodido.
Notas iniciais
Brian ajeita o espelho retrovisor de seu jipe para poder olhar melhor o menino sentado no banco de trás, sem que Michael perceba.
Agora, à luz da manhã sob o Sol de final de verão, ele poderia ter uma melhor visão do adolescente longe da névoa provocada pela ingestão de álcool e de drogas.
Ele era realmente muito bonito. O menino mais lindo que ele já havia visto. Inocente, confiante e extremamente tentador. Brian não podia deixar de pensar na noite anterior. Não poderia esquecer o turbilhão de sensações pelo qual passou ao lado do menino que sorria abertamente no banco de trás do seu jipe. O menino que o fascinava cada vez mais.
Porra! Maldita Anita! A sua merda deveria ser a culpada dele ter tido a maldita ideia de pegar a criança. Se existe algo tão fora do personagem de Brian Kinney, é aquele menino sentado no banco de trás do seu jipe, ostentando um sorriso pateta no rosto e a inconfundível expressão de ter sido muito bem fodido. Brian não pode deixar de dar um sorriso de satisfação, ao lembrar a noite que havia passado ao lado da criança.
Ele era lindo! Os cabelos dourados reluzindo sob os raios de Sol da manhã, brilhavam de uma forma capaz de tirar o fôlego. Os olhos azuis brilhantes, ainda eram inocentes e confiantes, mas refletiam uma malícia recém-adquirida que tornavam a criança ainda mais desejável. E os lábios rosados e cheios eram tentadores e perfeitos demais, feitos especialmente para receber beijos e mais beijos,e pareciam especificamente criados para envolver o seu pau.
O corpo da criança parecia ter sido moldado em torno do seu. A pele de alabastro contrastava perfeitamente com sua pele bronzeada, as mãos do menino davam a impressão de conhecer o seu corpo e foram capazes de encontrar todos os seus pontos de excitamento como se o menino tivesse sido feito especificamente somente para ele. A bunda perfeita era a mais deliciosa que ele já havia experimentado e o pau surpreendentemente grande e grosso em um corpo tão pequeno parecia ter sido moldado especialmente para a sua boca.
A criança era perfeita para ele. Ele ainda não havia tido ninguém que pudesse equiparar-se com sua disposição e desejo, mas aquele menino poderia fazê-lo. E o que mais surpreendia Brian era que o menino era virgem e inexperiente, mas totalmente propenso e disposto a aprender, se arriscar e surpreender Brian, como nenhum outro homem foi capaz de fazê-lo até então.
Dezessete anos e virgem! Ele não pega virgens. Virgens tem o péssimo hábito de se apaixonar e a última coisa que Brian quer e precisa é um menino de escola correndo atrás dele e querendo a sua atenção. Ele não faz repete e muito menos relacionamentos e, um Twink, por mais bonito e desejável que seja é o que Brian mais quer distante do seu caminho.
Seus truques não passam a noite em sua cama, não tomam banho em seu banheiro, muito menos desfrutam sua companhia no chuveiro e, definitivamente, nenhum truque o acompanharia até o hospital na noite em que seu filho nasceu. Quem era esse desconhecido que havia se apossado de seu corpo na noite passada? Onde estava o verdadeiro Brian Kinney? A criança estava definitivamente fazendo com que Brian mudasse sua forma comum de agir e sentir. Ele tinha que se afastar definitivamente do menino. Brian sentia a ameaça que a criança poderia representar para o seu modo de vida. E, isso, ele não poderia permitir.
O que ele estava pensando ao se aproximar do adolescente tão desejável e resplandecente sob o poste de luz? Certo, ele não estava pensando, foi a merda que Anita lhe vendeu que não deixou ele pensar em nada. Ele sabia que não deveria ter continuado e ir adiante quando descobriu a idade da criança, mas a tentação era grande demais para fazê-lo parar e prudência nunca foi uma de suas maiores virtudes.
Dezessete anos e virgem. Debbie irá matá-lo. Ele pode ouvi-la nesse momento_"Brian Kinney o que você estava pensando, pelo amor de Deus? Será que você só pensa em ter o seu pau sugado?"_ É claro que ele quer ter o seu pau sugado e a criança era muito talentosa ao fazer isso e era também muito tentadora para ser deixada sozinha embaixo do poste de luz. Além disso, era isso que o menino queria. Ele queria ir com ele, o menino sabia exatamente o que iria acontecer e ele não poderia decepcionar a criança. Mikey poderia confirmar isso. Ele estava lá. A grande merda é que Debbie vai descobrir e enchê-lo mais uma vez com toda a sua besteira sobre ser responsável pelos seus atos. Michael fará o serviço de informá-la. Ele não irá manter sua grande boca fechada e, Brian não pode pedir à Mikey que o faça. Isso fará o hamster dentro do cérebro de Mikey enlouquecer e então, ele irá sobrecarregá-lo de perguntas e criará milhares de teorias sobre isso. Foda-se!
Lindo!
Como esse menino é lindo! Você não se cansa de olhar para a beleza quase infantil. A beleza da criança é capaz de fazê-lo perder qualquer controle da sua razão. Sua pele é perfeita, seus cabelos dourados brilhando à luz do Sol podem lhe ofuscar e seus olhos azuis são intensos e tem um brilho próprio. E o seu olhar? O seu olhar é tão bonito. Você se perde só em olhar para aqueles olhos. E sob o Sol, naquela manhã, o menino brilha aumentando ainda mais a sua beleza. Jason? Jimmy?... Merda! Como era mesmo o nome? Justin! Isso! O menino se chama Justin.
E como é mesmo o nome do seu filho? Gus! Isso! Seu filho se chama Gus. Gus!? O que aquelas munchers malucas estavam pensando quando deram esse nome para seu filho? O garoto havia lhe dito que foi Brian quem escolheu. Só pode ser efeito da merda que Anita lhe vendeu. Ele vai matar Anita!
Foda-se! O menino, Johnny. Não! Justin (Ele tem que se lembrar. Espera! Inferno! Por que ele tem que se lembrar?), está sorrindo. Que diabos de sorriso é esse? Parece que o mundo inteiro se iluminou apenas com esse seu sorriso. Ele não pode resistir em dar um sorriso de volta. Para com isso, Brian! Você está parecendo uma lésbica! Você está definitivamente muito fodido!
Bom, Justin tem um olhar e um sorriso matador. Fora o corpo incrível e ser muito bonito! Acrescente a isso a aura de inocência e juventude que ele tem. Os garanhões da Avenida Liberdade irão se matar para poder desfrutar de um tempo com o Twink, poder entrar em suas calças e tomar a sua bunda.
Por que esse pensamento quase faz seu coração parar? Por que essa sensação de aperto em seu estômago? Ele é Brian Fodendo Kinney. Ele pouco se importa quem vai ter o Twink de agora em diante. Ele se convence que não está sentindo ciúmes. Isso não pode ser ciúmes, certo? Por que ele sentiria? Ele pouco se importa com o que a criança fará daqui em diante. Isso não é problema seu.
Ele pode foder com quem quiser que isso não afetará Brian de forma alguma. John? Justin? Ou James? Não, é Justin! Seja lá o que for o nome do Twink, ele já teve seu tempo com Brian e ele não faz repete. Porém, ele sabe que o menino não irá esquecê-lo e que seja lá quem for que o leve para cama daqui em diante, jamais conseguirá superar as sensações que Brian deu para a criança. Ele sorri mais uma vez, ao relembrar a noite e como foi bom ter o Twink em seus braços.
Michael continua falando sem parar, contando suas aventuras e desventuras no fascinante e maravilhoso mundo do BigQ. Brian o mantém ocupado, respondendo com monossílabos as perguntas profundas sobre o mundo fascinante das vendas a varejo, que o bom e velho Mikey lhe faz. Ele não percebe os olhares quentes que a criança dá à Brian e que Brian não consegue resistir e corresponde.
Lindo! Como pode ser tão lindo! Parece um anjo iluminando a escuridão. Ah, não, agora ele está fazendo poesia? Brian coloca a mão entre suas pernas para verificar se ainda tem um pau. Maldita criança! Seu olhar guloso acompanhou o gesto de Brian, ele contornou os lábios com a ponta de sua língua rosa, agora Brian terá que conviver com uma ereção dolorosa para os próximos minutos, além de ter que suportar o risinho de triunfo e satisfação no rosto bonito do menino.
Brian cruza seu olhar com o menino novamente. Ele lembra novamente a noite quente que passou com... Justin? Isso! Justin. Um virgem. Foram poucos os virgens dos quais Brian tomou a virgindade. Mas, virgem ou não, o menino foi uma deliciosa surpresa.
Ele tinha um grande apetite para o sexo. Era quase tão insaciável quanto Brian. E além disso era um natural. Parecia que havia sido criado para o sexo. Apesar da inexperiência, o menino quase o esgotou. Ele dava um boquete excelente para quem nunca havia feito isso antes. Sua bunda era uma das mais gostosas que Brian já havia experimentado. E a boca? Que boca era aquela?
Como ele gostou de experimentar aquela boca! Como ele queria beijar aquela boca agora! Os beijos do menino eram fantásticos! Aquela boca foi feita para ser beijada indefinidamente. Esqueça, Brian! Você nunca mais vai ver a criança novamente e muito menos beijá-lo mais uma vez, se sabe o que é bom para você.
Como ele é bonito! Brian sente-se fascinado apenas olhando para o menino. Brian tem que se controlar para não despachar Mikey na primeira esquina, virar o seu jipe, levar a criança tentadora de volta para o loft e foder o menino pelo resto do dia.
Todos os seus alarmes estão disparados. A criança é um perigo! Ele é capaz de enfeitiçar Brian e fazê-lo agir fora da sua normalidade. Desde quando Brian Kinney leva um truque a qualquer lugar? Ainda mais para a escola? Ele quase se convence que precisa deixar alguém examinar a sua cabeça.
Porém, Brian não pode deixar de se admirar com a coragem do menino. Ele aceitou vir com ele, no jipe todo pintado com a palavra "Faggot" em exuberantes letras cor de rosa, até a porta de sua escola. Sair assim na frente de toda a escola? Brian sabia que ele, no lugar da criança, jamais seria capaz de fazer o mesmo.
Brian constata o absurdo da situação. Admirando um truque pela beleza e pela coragem. O menino era realmente um grande perigo. Ele precisa se livrar da tentação o mais rápido possível. Ele precisa estabelecer uma grande distância em relação ao pequeno demônio. Ele acelera o jipe ao perceber que se aproxima da escola da criança.
Michael reclama do aumento da velocidade e Brian pouco se importa. Descarregar o perigo iminente que acaba de abrir um outro grande sorriso no banco de trás é muito mais importante do que as reclamações de Mikey, neste momento.
Vários adolescentes saem da frente do jipe que entra em alta velocidade e para com uma grande guinada na rua da escola de... Justin? Sim, Justin! Brian se diverte imensamente com a situação, mas seu coração se aperta ao olhar para o menino no banco de trás que se encolhe constrangido, momentaneamente, diante dos olhares de reprovação e dedos apontados em sua direção dos outros garotos que acompanhavam a sua chegada espetacular.
Tentando animar o menino e desviar sua atenção, Brian sorri divertido e brinca com o garoto.
_" Chegamos, Sonnyboy!"
_" E venha para casa assim que a aula acabe." _ Mikey pega a brincadeira e começa a participar.
_" E nada de sacanagem no playground ou no vestiário com o professor." _ Brian sorri ao se lembrar como o menino ficou impressionado quando ele relatou a história.
_" Você não contou isso para ele?" _ Brian sorri diante do espanto de Michael. É claro que ele contou. Ele tinha que divertir a criança.
Michael olha para o menino espantado e o garoto dá de ombros e levanta as sobrancelhas. Brian pode ver como o hamster do cérebro de Michael está trabalhando além do normal.
_" Foi a cena de chuveiro mais famosa desde 'Psicose." _ Brian precisa acalmar Mikey antes de ele comece um drama queen em frente de uma escola cheia de adolescentes.
Brian percebe que o menino relaxa um pouco e dá um breve sorriso, até que um outro garoto grita para ele com as mãos colocadas em frente das suas calças segurando o pau.
_" Hey, Justin! Me dá uma chupadinha?" _ O menino fica muito vermelho e se encolhe ainda mais dentro do jipe, se escondendo.
Brian não se contém. Ninguém vai tratar seu filho assim, se ele puder fazer alguma coisa ou dizer algo sobre isso.
_" Não! Mas vou chutar sua bunda virgem que você não vai sentar por uma semana." _ Apenas depois que Brian falou é que ele percebe o quanto é fora de sua realidade essa situação. Além de trazer o truque para a escola, ele vai defendê-lo na frente de vários adolescentes mimados e podres de ricos de Pittsburgh. Ele, realmente, precisa que alguém examine a sua cabeça.
_" Podemos sair daqui?"_ Pede Michael mortificado.
A criança se anima, desce do jipe sorrindo e se coloca na sua frente .
_" Quando eu vou te ver de novo?"_ Pergunta a criança, com um sorriso cheio de esperança.
Brian não pode se conter e tem que tocá-lo mais uma vez, mesmo que seja disfarçadamente, fingindo arrumar a sua roupa.
_" Está me vendo agora."_ O olhar mais uma vez. Brian tem que sair dali logo, porque senão vai se perder totalmente diante desse olhar.
Mais ele não pode resistir e, mais uma vez, ele olha para a imensidão de olhos azuis. Lindo! Meu menino bonito. Brian precisa se conter para não pegar a criança, abraçá-lo e beijá-lo na frente de todos os pequenos homofóbicos que acompanham com muita atenção a cena. Mas, Brian tem que se conter. O que esse menino está fazendo com ele?
_" Quero saber mais tarde. Essa noite."_ Os olhos cheios de esperança procuram os seus, mais uma vez.
Brian quase fala que quer ver novamente a criança. Beijar sua boca, sentir seu cheiro, tocar seu corpo e tê-lo em sua cama mais uma vez. Mas ele é Brian Fodendo Kinney. Ele não faz repete e nem faz encontro, muito menos com um Twink, mesmo que ele seja o menino mais bonito que ele já viu.
_" Não faço ideia de onde estarei essa noite." _ Brian dá um breve sorriso e entra em seu jipe. Ele precisa sair logo dali.
_" Melhor irmos." _ Michael está cada vez mais impaciente.
_" Por favor?" _ O olhar mais uma vez. Brian trava a sua mais difícil luta interna para dizer adeus para a criança. Ele nunca deixou suas emoções o agitarem tanto assim. Ele quer o menino. Seu corpo grita pelo garoto. A ereção que aperta sua calça é muito persistente para ser ignorada. O menino só pode ter colocado algum feitiço nele. Ele nunca quis alguém tanto assim antes. Brian mantém sua atitude de indiferença. Manter-se distante desse menino é o único caminho para a sua proteção.
_" Vou te ver em seus sonhos." _ O menino o olha tristemente e quase quebra sua armadura de auto-proteção. Ele precisa sair dali com urgência. Ele não pode ver esse menino novamente. Ele dá a partida em seu carro e se afasta da bela escola de meninos WASP.
Olhando pelo espelho retrovisor, disfarçando mais uma vez para não chamar a atenção de Mikey, Brian olha pela última vez para o seu menino. Ele nunca havia se sentido tão ameaçado antes. Essa criança poderia ser capaz de quebrar todas as suas paredes de proteção. Ele representa um grande perigo.
Brian solta a respiração que não havia percebido estar segurando. Ele não podia evitar um sentimento de tristeza que o atravessa rapidamente. Ele não veria o menino novamente. Nunca mais. Ele não poderia permitir que alguém o alcance dessa forma. Isso era totalmente fora de qualquer possibilidade. Que poder aquela criança poderia ter sobre ele, para fazê-lo se sentir assim? Ele era apenas um menino. Um menino bonito.
"Lindo!
E eu me sinto enfeitiçada, correndo perigo.
Seu olhar é simplesmente lindo.
Mas também não digo mais nada.
Menino bonito.
E então, quero olhar você e depois ir embora.
Sem dizer o porquê.
Eu sou cigana.
Basta olhar para você.
E eu me sinto enfeitiçada.
Correndo perigo."
Música: Menino Bonito ( Rita Lee).
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