Menina Veneno
6 Capítulo 5
Ele era bonito mais minha atenção logo foi desviada para o galo vermelho que começava a saltar da minha testa. Droga!
– Sou David Nolan — Sorrio meio sem jeito.
– Regina Mills.
Meu nome não significou nada para ele. Não houve aquela centelha de reconhecimento nem nada do tipo. Não sei se me senti furiosa ou encantada com aquilo.
Ele analisou meu rosto pela primeira vez prestando atenção aos meus traços. Vi muitas emoções espreitar em por aquela íris faiscantes. Admiração, cobiça, receio, fascínio, desejo. O de sempre.
– Cara, eu deveria ser preso por ter causado um dano ao rosto como o seu. Alguém já deve ter dito que você é absurdamente linda, certo?
Não depois de acertar minha cabeça com uma porta.
Ele deu risada, e Tinker escolhei aquele instante para aparecer.
– Regina, vi você saindo da sala e fiquei preucupad... Aaaah! Hã... Eu... Vou te espero no banheiro. — Ela virou o rosto para o outro lado ao passar por mim. Pelo espelho vi um pequeno sorriso curvando seus lábios.
David largou o gelo dentro do copo e alisou o local dolorido em minha testa com a ponta dos dedos frios.
– Acho que vai ficar roxo — Ele fez uma careta.
– Tenho algo em casa que ajudará a disfarçar.
– Ainda bem, ou eu teria que fazer muita terapia.
Acabei rindo. Ele se levantou, e eu fiz o mesmo, passando uma das mãos na seda do vestido para ajeitá-lo. Os olhos dele acompanharam o movimento. Ele inspirou fundo, enfiando as mãos nos bolsos da calça, como que para mantê-las longe de mim.
O mesmo de sempre.
– Bem, preciso... — começou ele, fazendo um esforço para voltar a atenção para o meu rosto. Ah, os benefícios que um Zac Posen traz a uma garota. — ... volta para a sala. Desculpa de novo. Se cuida, Regina. — Ele começou a andar.
E isso não acontecia sempre. Na verdade, nunca. Juro por Deus que cheguei a pensar que era uma pegadinha enquanto observava David se apressar pelo corredor em direção a sala de exibição sem insistir em me ver de novo, perguntar meu telefone nem pedir que eu o adicionasse no Facebook.
Minhas mãos começaram a suar, meu coração errou as batia e minha boca ficou seca.
Antes de abrir a porta que o levaria a sala de exibição, porém, ele virou a cabeça para me encarar uma última vez. Meu estômago se encheu de alguma coisa, o que não acontecia havia uma década — fixar cheio de qualquer coisa que fosse, quero dizer. Era uma sensação trêmula e fria, como se milhares de cubos de gelo saltitassem ali dentro. A reação do meu corpo me deixou confusa, pois eu nunca havia sentido nada parecido antes. Bom, não sem estar diante a uma vitrine.
Foi quando ele desviou o olhar e sumiu de vista que eu soube. Eu queria aquele homem. Pela primeira vez em toda minha vida eu desejava alguém.
E ele seria meu.
Fale com o autor